{"id":3235,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/estresse-ocupacional-atinge-70-dos-brasileiros\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"estresse-ocupacional-atinge-70-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/estresse-ocupacional-atinge-70-dos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Estresse ocupacional atinge 70% dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Problema originado pelo ambiente de trabalho \u00e9 uma das principais<br \/>\ncausas de perdas nas empresas<\/p>\n<p>\u201cEmpresa contrata profissional que saiba lidar com alt\u00edssimo n\u00edvel de press\u00e3o\u201d. Esse tipo de requisito tornou-se comum nas corpora\u00e7\u00f5es brasileiras. Com isso, o estresse ocupacional \u00e9 hoje uma realidade presente em grande parte das empresas. De acordo com uma recente pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), cerca de 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho, porcentagem semelhante \u00e0 de pa\u00edses como a Inglaterra e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Assim como o estresse convencional, a doen\u00e7a \u00e9 causada por fatores externos: uma rea\u00e7\u00e3o do organismo \u00e0 tens\u00e3o, seja ela f\u00edsica ou mental. O estresse ocupacional, no entanto, tem origem ou pode ser agravado pelas condi\u00e7\u00f5es existentes no ambiente de trabalho. Seus principais sintomas s\u00e3o perda de apetite; ins\u00f4nia; irritabilidade; dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o; dist\u00farbios de mem\u00f3ria; emagrecimento (ou ganho de peso excessivo); sudorese de extremidades (principalmente m\u00e3os); sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 sendo observado ou perseguido no local de trabalho e, por vezes, o desenvolvimento do quadro mais grave do estresse, o chamado \u201cdist\u00farbio do p\u00e2nico\u201d.<\/p>\n<p>Para identificar se um indiv\u00edduo sofre de estresse ocupacional, \u00e9 necess\u00e1rio  fazer um estudo detalhado, de prefer\u00eancia com um grupo de trabalhadores da mesma empresa, explica Dr. Aizenaque Grimaldi, M\u00e9dico Coordenador da PROSEG, institui\u00e7\u00e3o especializada em Medicina do Trabalho e Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>\u201cComo o estresse pode ser desencadeado por m\u00faltiplos fatores, para ser caracterizado como de origem ocupacional torna-se necess\u00e1rio conhecer o ambiente de trabalho, os ritmos e tempos das fun\u00e7\u00f5es desempenhadas, chefias, cultura da empresa, como s\u00e3o desenvolvidas as atividades durante a jornada de trabalho, como \u00e9 o relacionamento entre os trabalhadores, etc.\u201d Al\u00e9m disso, destaca, \u201c\u00e9 importante se ter tamb\u00e9m uma no\u00e7\u00e3o da vida particular do trabalhador, j\u00e1 que o estresse pode estar sendo gerado no ambiente familiar, no c\u00edrculo social ou sob outros aspectos da vida do profissional\u201d.<\/p>\n<p>Para as empresas, o estresse ocupacional pode consumir boa parte dos gastos anuais, pois gera acentuada queda de produtividade, refletida nas horas de trabalho perdidas pelo absente\u00edsmo, pagamentos de eventuais horas-extras necess\u00e1rias, desperd\u00edcio de material de trabalho, al\u00e9m de custos elevados com assist\u00eancia m\u00e9dica. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se em US$ 300 bilh\u00f5es os preju\u00edzos anuais nas empresas por problemas relacionados ao estresse no trabalho. \u201cPode-se dizer que, atualmente, esse problema \u00e9 uma das causas principais de aumento dos custos de uma empresa\u201d, afirma Grimaldi.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00e3o &#8211; Atrav\u00e9s da medicina j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel minimizar os efeitos do estresse ocupacional, mas, segundo Grimaldi, o controle do problema deve ser realizado, principalmente, dentro das pr\u00f3prias empresas.  \u201cEvitar o problema \u00e9 quase imposs\u00edvel, j\u00e1 que existem fatores individuais e extra-laborais que tamb\u00e9m interferem\u201d, diz.  O que se pode fazer \u00e9 tentar harmonizar o ambiente profissional, de forma que as condi\u00e7\u00f5es de trabalho se tornem agrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Empresas especializadas na implanta\u00e7\u00e3o de Programas de Qualidade de Vida utilizam t\u00e9cnicas e mecanismos que v\u00e3o desde relaxamento at\u00e9 programas de gin\u00e1stica laboral, por exemplo. Os Programas tamb\u00e9m englobam mudan\u00e7as f\u00edsicas no ambiente de trabalho \u2013 como a diminui\u00e7\u00e3o das divis\u00f3rias que restringem o contato entre os trabalhadores; palestras sobre Qualidade de Vida e cuidados com a sa\u00fade; apoio psicol\u00f3gico; implanta\u00e7\u00e3o de programas e atividades recreacionais ou uma \u00e1rea de conviv\u00eancia, entre outros.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios com a preven\u00e7\u00e3o do estresse ocupacional relacionam-se diretamente com o aumento da produtividade e, conseq\u00fcentemente, dos lucros. Al\u00e9m, claro, de propiciar uma melhora consider\u00e1vel no ambiente profissional. No Brasil, os principais fatores que contribuem para a demanda excessiva de agentes estressores no trabalho s\u00e3o: redu\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra sem redu\u00e7\u00e3o da quantidade de trabalho; infla\u00e7\u00e3o; custo de vida;  incertezas no painel  econ\u00f4mico nacional; concorr\u00eancia de empresas com maior tecnologia ou menor pre\u00e7o &#8211; tudo isso se reflete na vida da empresa; responsabilidades e atribui\u00e7\u00f5es excessivas; falta de apoio.<\/p>\n<p>Fonte: Dr. AIZENAQUE GRIMALDI DE CARVALHO &#8211; presidente da Sociedade Paulista de Medicina do Trabalho (SPMT) e membro da Diretoria Executiva da ANAMT (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problema originado pelo ambiente de trabalho \u00e9 uma das principais causas de perdas nas empresas \u201cEmpresa contrata profissional que saiba lidar com alt\u00edssimo n\u00edvel de press\u00e3o\u201d. 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