{"id":3399,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/sustentabilidade-esta-em-voga-na-teoria\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"sustentabilidade-esta-em-voga-na-teoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/sustentabilidade-esta-em-voga-na-teoria\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade est\u00e1 em voga&#8230; na teoria"},"content":{"rendered":"<p>Congresso da Abep mostra pesquisas no Brasil sobre o tema e resultado est\u00e1 longe do ideal<\/p>\n<p>A quarta edi\u00e7\u00e3o do Congresso Brasileiro de Pesquisa mostrou que as empresas est\u00e3o buscando entender o consumidor e a sua rela\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. TNS Ri e Recherche apresentaram estudos sobre o envolvimento e as pr\u00e1ticas de pessoas e companhias quanto \u00e0 causa verde. O que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, apesar de existirem diversas marcas envolvidas com o tema por meio de projetos j\u00e1 em pr\u00e1tica, o Marketing \u00e9 visto pelos consumidores como o grande vil\u00e3o da sustentabilidade.<\/p>\n<p>De acordo com um estudo apresentado pelo Ibope Intelig\u00eancia, o consumo p\u00f3s-crise come\u00e7a a dar sinais de que voltar\u00e1 ao normal. A boa not\u00edcia \u00e9 que os brasileiros &#8211; que diminu\u00edram em at\u00e9 50% o consumo de produtos como roupas e cal\u00e7ados &#8211; est\u00e3o voltando a comprar tanto quanto antes e parecem dispostos a adquirir mais produtos sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>O que ainda incomoda os mais ass\u00edduos defensores das pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis \u00e9 a grande quantidade de indiv\u00edduos que sequer ouviram falar sobre o tema. A TNS Ri dividiu esses consumidores em tr\u00eas grupos e os avaliou como \u201cengajados\u201d, \u201cenvolvidos\u201d e \u201causentes\u201d, de acordo com sua participa\u00e7\u00e3o e atitude quanto ao tema.<\/p>\n<p>Brasileiros em est\u00e1gio embrion\u00e1rio de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o dos brasileiros com a sustentabilidade \u00e9 preocupante. Hoje, 8% da popula\u00e7\u00e3o jamais escutou e muito menos praticou alguma atividade sustent\u00e1vel. Mas o que a TNS Ri apurou \u00e9 que entre as preocupa\u00e7\u00f5es dos consumidores, a mais citada foi o aquecimento global, seguido de falta d\u2019\u00e1gua e polui\u00e7\u00e3o da mesma. A maior parte dos brasileiros est\u00e1 inserida no grupo de envolvidos (51%) e somente 4% se enquadram nos \u201cengajados\u201d. \u201cPor\u00e9m, apenas 1% destes engajados s\u00e3o, realmente, pessoas que mudaram seus h\u00e1bitos radicalmente em prol da causa\u201d, acredita Elizabeth Salmeir\u00e3o (foto), diretora de varejo da TNS Ri, em entrevista ao Mundo do Marketing.<\/p>\n<p>A pesquisa \u201cOs consumidores est\u00e3o fazendo os empres\u00e1rios verdes amarelarem?\u201d registrou que 45% dos entrevistados s\u00e3o ausentes \u00e0s pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Dos engajados, a maioria se encontra em S\u00e3o Paulo e Porto Alegre, enquanto Rio de Janeiro e Salvador se destacam por terem consumidores mais ausentes. No meio est\u00e3o os envolvidos que, de acordo com Elizabeth, s\u00e3o atra\u00eddos mais pelo bolso do que pela consci\u00eancia.<\/p>\n<p>J\u00e1 os ausentes est\u00e3o em um processo embrion\u00e1rio de conscientiza\u00e7\u00e3o e, por isso, a melhor maneira \u00e9 usar estrat\u00e9gias a longo prazo. Estes consumidores ser\u00e3o mais dif\u00edceis porque n\u00e3o s\u00e3o atra\u00eddos nem pela economia. \u201cEstes s\u00e3o os indiv\u00edduos que usam a \u00e1gua do pr\u00e9dio para retirar as folhas que ficam entre as pedras da cal\u00e7ada. Temos que come\u00e7ar a adotar medidas mais r\u00edgidas como uma multa, por exemplo\u201d, explica Elizabeth.<\/p>\n<p>Conscientiza\u00e7\u00e3o, responsabilidade e queda no consumo<br \/>\nNeste caso, fica a quest\u00e3o: quem ser\u00e1 respons\u00e1vel pela educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o destes consumidores? O estudo mostra que este \u00e9 um papel exclusivo do Governo. \u201cMas n\u00e3o \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o s\u00f3 do Governo. A educa\u00e7\u00e3o pode e deve partir do empres\u00e1rio, porque, se ele ficar esperando pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos&#8230; Sem falar que ele ganhar\u00e1 com isso, principalmente quanto \u00e0 imagem da marca\u201d, diz a diretora de varejo da TNS.<\/p>\n<p>Responsabilidades \u00e0 parte, o certo \u00e9 que 24% dos brasileiros nunca se preocuparam em comprar produtos \u201cverdes\u201d. Para 52% deles, o motivo principal \u00e9, segundo a pesquisa da TNS Ri, a dificuldade para encontr\u00e1-los nas prateleiras. O que fazer ent\u00e3o para atrair os olhares destes indiv\u00edduos? Entre os conceitos criados para que o consumidor opte por produtos verdes, a recompensa est\u00e1 em primeiro lugar. &quot;Recompensa \u00e9 a melhor maneira de mobilizar as pessoas neste sentido. Os benef\u00edcios devem ser dados de imediato e precisam ser tang\u00edveis. Do tipo quem comprar um produto verde ganha desconto na pr\u00f3xima compra, ou oferecer pontos no cart\u00e3o de fidelidade para quem n\u00e3o pegar sacolas de pl\u00e1stico\u201d, sugere a executiva.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da Recherche aponta para a decad\u00eancia do hiper-consumismo e que, h\u00e1 mais de 40 anos, o consumo \u00e9 o grande vil\u00e3o das pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Mas ainda existe espa\u00e7o para boas not\u00edcias. De acordo com o estudo, o Dia do Consumidor comemorado no \u00faltimo dia 15, que at\u00e9 ent\u00e3o falava sobre os direitos do consumidor, teve como principal preocupa\u00e7\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o do consumo. Por\u00e9m, o cen\u00e1rio \u00e9 paradoxal. Segundo Diva de Oliveira (foto), s\u00f3cia da Recherche, muito se fala em sustentabilidade, mas nunca se consumiu tanto como agora.<\/p>\n<p>O prazer de n\u00e3o consumidor tanto<br \/>\nAs evid\u00eancias de que o consumidor est\u00e1 mais preocupado com as quest\u00f5es ambientais \u00e9 que a simplicidade, a reciclagem, a busca de pr\u00e1ticas ecol\u00f3gicas e o conceito de que menos \u00e9 mais, est\u00e3o se refletindo em seus h\u00e1bitos. Prova disso \u00e9 a prefer\u00eancia por artesanatos comerciais, ao inv\u00e9s de lojas, e alimenta\u00e7\u00e3o consciente. A pesquisa mostra o tom da nova d\u00e9cada e o reflexo no futuro. \u201c\u00c9 crescente a preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente e com as quest\u00f5es pol\u00edticas. Ainda h\u00e1 muitas d\u00favidas e o consumidor culpa o Marketing pelo consumo desenfreado. Sem falar da crise de credibilidade em rela\u00e7\u00e3o aos discursos ecol\u00f3gicos das empresas\u201d, afirma Diva.<\/p>\n<p>Apesar de o consumo significar prazer, identifica\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social, as pessoas est\u00e3o enxergando o seu lado ruim, como a perda de controle dos gastos, d\u00edvidas e frustra\u00e7\u00e3o. \u201cHoje, o consumo \u00e9 quase o oitavo pecado capital\u201d, compara Raquel de Oliveira Siqueira, s\u00f3cia da Recherche. Trata-se da demoniza\u00e7\u00e3o do consumo e da rever\u00eancia \u00e0 sustentabilidade. Para o consumidor, a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada principalmente \u00e0s a\u00e7\u00f5es individuais e o \u201cSer\u201d come\u00e7a a ser mais importante do que \u201cTer\u201d.<\/p>\n<p>Deve-se lembrar de empresas como Walmart e P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, que possuem atividades e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Mas, apesar disso, os consumidores n\u00e3o as percebem. Para reverter este quadro, Raquel aconselha. \u201cNada de dar bronca ou fazer com que o consumidor se sinta culpado. Basta criar solu\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis e que facilitem a vida deles e do planeta\u201d, completa Raquel (foto).<\/p>\n<p>por Thiago Terra<\/p>\n<p>Fonte: Mundo do Marketing<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Congresso da Abep mostra pesquisas no Brasil sobre o tema e resultado est\u00e1 longe do ideal A quarta edi\u00e7\u00e3o do Congresso Brasileiro de Pesquisa mostrou que as empresas est\u00e3o buscando entender o consumidor e a sua rela\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. 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