{"id":3464,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/playboy-desvenda-o-marketing-nas-empresas-familiares\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"playboy-desvenda-o-marketing-nas-empresas-familiares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/playboy-desvenda-o-marketing-nas-empresas-familiares\/","title":{"rendered":"Playboy desvenda o Marketing nas empresas familiares"},"content":{"rendered":"<p>Christie Hefner foi respons\u00e1vel por transformar o que seu pai criou em um imp\u00e9rio de entretenimento<\/p>\n<p>Quando Christie Hefner come\u00e7ou como estagi\u00e1ria na Playboy, aos 24 anos, a empresa era apenas uma revista. Hoje, 30 anos depois, transformou-se em uma das marcas mais reconhecidas do mundo do entretenimento. Formada em Literatura Inglesa e Americana pela Brandeis University, Christie sucedeu o seu pai no comando da empresa, o legend\u00e1rio Hugh Hefner, fundador da revista masculina mais conhecida no mundo. <\/p>\n<p>Em tr\u00eas d\u00e9cadas, ela diversificou o portf\u00f3lio de produtos da Playboy e criou uma cultura de mercado dentro de uma empresa familiar. Orientada pelos consumidores, a ex-CEO da Playboy Enterprises e eleita pela revista Forbes por tr\u00eas anos consecutivos como uma das \u201c100 mulheres mais poderosas do mundo\u201d levou o conceito da revista para as telas da TV, do celular, lan\u00e7ou produtos licenciados e criou o Playboy Club &#038; Casino no Palms de Las Vegas, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Christie Hefner acredita que as empresas familiares t\u00eam virtudes, uma cultura empresarial diferenciada e que s\u00f3 n\u00e3o inova aquela que n\u00e3o quer correr riscos, tal qual as empresas tradicionais. Em entrevista exclusiva ao Mundo do Marketing, a executiva, que estar\u00e1 no Brasil para o II F\u00f3rum HSM de Empresas Familiares nos dias 18 e 19 de maio, explicou que o Marketing nas organiza\u00e7\u00f5es familiares deve seguir o mesmo caminho das gest\u00f5es empresariais.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Como o Marketing \u00e9 tratado nas empresas familiares?<br \/>\nChristie Hefner: A maneira como o Marketing \u00e9 conduzido tem bastante a ver com a hist\u00f3ria e os interesses do fundador. Ent\u00e3o posso pensar em diversas empresas, a Playboy seria uma delas, assim como a Estee Lauder, a empresa de cosm\u00e9ticos, ou a Alberto Culver, a empresa de produtos para casa, em que o fundador veio para o mercado como um empres\u00e1rio mais criativo e, portanto, com uma maior orienta\u00e7\u00e3o para o Marketing. Vamos dizer que, por compara\u00e7\u00e3o, o empres\u00e1rio era mais orientado pelas opera\u00e7\u00f5es ou pela parte financeira. Ent\u00e3o essas empresas se beneficiaram por terem um forte foco de Marketing e promo\u00e7\u00e3o anteriores.  <\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Quais erros s\u00e3o mais cometidos em empresas familiares?<br \/>\nChristie Hefner: Pela minha experi\u00eancia, os neg\u00f3cios em fam\u00edlias est\u00e3o menos aptos a aceitar a inova\u00e7\u00e3o e existe um maior risco de n\u00e3o aceitar novas ideias. Veja, n\u00e3o estou familiarizada com empresas familiares de quatro ou cinco gera\u00e7\u00f5es que podem ser menos empresariais. Mas, pelas minhas experi\u00eancias e observa\u00e7\u00f5es, normalmente neg\u00f3cios familiares t\u00eam duas ou tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es no m\u00e1ximo e foram iniciados de uma maneira muito empresarial. <\/p>\n<p>Mundo do Marketing: A tradi\u00e7\u00e3o dentro de uma cultura familiar pode inibir a inova\u00e7\u00e3o?<br \/>\nChristie Hefner: Ela pode impedir a inova\u00e7\u00e3o por n\u00e3o querer correr ricos e por n\u00e3o conseguir mensurar o retorno das novas ideias. Muitas empresas familiares, no entanto, come\u00e7am de forma empreendedora, puramente inovadoras. O perigo \u00e9 que h\u00e1 muitas boas ideias, muita inova\u00e7\u00e3o, mas disciplina insuficiente para implement\u00e1-las.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Fala-se mais dos pontos fracos das empresas familiares do que de suas for\u00e7as. Quais s\u00e3o elas?<br \/>\nChristie Hefner: Acredito que h\u00e1 tr\u00eas for\u00e7as principais. Uma \u00e9 que \u00e9 prov\u00e1vel que uma empresa familiar, sendo uma institui\u00e7\u00e3o, se importe ou cuide um pouco mais do seu pessoal. Acredito que isso seja uma for\u00e7a. Em segundo lugar, acredito que haja um comprometimento muito grande com a qualidade, acho que pelo fato de ter o seu nome \u201cna porta\u201d. E, por \u00faltimo, h\u00e1 uma tend\u00eancia  a ter uma vis\u00e3o de longo prazo, para que haja menos riscos em um neg\u00f3cio em fam\u00edlia, de maneira que n\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande sobre cada decis\u00e3o simples ou a curto prazo que leve a uma m\u00e1 tomada de decis\u00f5es.  E sobre isso eu acho que \u00e9 uma tend\u00eancia maior por existir uma sensa\u00e7\u00e3o de estar protegido por toda uma jornada.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Como fazer um neg\u00f3cio familiar passar de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o?<br \/>\nChristie Hefner: A minha experi\u00eancia pessoal \u00e9 apenas da gera\u00e7\u00e3o fundadora para mim. A responsabilidade da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o \u00e9 estar pronta e mostrar respeito. E a responsabilidade da gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo substitu\u00edda \u00e9 apreciar os benef\u00edcios que s\u00e3o provenientes da mente jovem da nova gera\u00e7\u00e3o e ter a confian\u00e7a de que a organiza\u00e7\u00e3o e a cultura gerais foram projetadas pelas gera\u00e7\u00f5es anteriores. Ou seja, quando uma gera\u00e7\u00e3o passa o legado para a outra, deve saber que n\u00e3o poder\u00e1 mais influir no curso da cultura da empresa. Essa influ\u00eancia \u00e9 intr\u00ednseca.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: E como deveria ser o gerenciamento de marca em uma empresa familiar?<br \/>\nChristie Hefner: Em um neg\u00f3cio que lida com p\u00fablico, o gerenciamento de marca deve ser de frente e central. No nosso caso, constru\u00ed estrat\u00e9gias para o crescimento com a ideia central de que n\u00f3s somos uma empresa focada na marca. N\u00e3o uma empresa de publica\u00e7\u00f5es, nem uma empresa de m\u00eddias, mas uma empresa focada na marca. Isso pode ser um exemplo extremista devido \u00e0 for\u00e7a da marca Playboy, mas acredito que em todas as empresas, n\u00e3o apenas em empresas B2B, mas em empresas B2C, o gerenciamento de marca deve ser frontal e central e n\u00e3o o trabalho de uma pessoa, como o respons\u00e1vel pelo Marketing. Deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o de todos, come\u00e7ando do diretor executivo, em termos de quais decis\u00f5es s\u00e3o tomadas, sobre onde investir, n\u00e3o apenas o capital, mas a marca propriamente.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Playboy se tornou um grande neg\u00f3cio. Quais foram os princ\u00edpios que nortearam este caminho?<br \/>\nChristie Hefner: N\u00e3o surpreendentemente, acredito que os princ\u00edpios tenham muito a ver com o que estamos conversando. Ent\u00e3o trabalhamos duro para manter o que h\u00e1 de melhor em ser uma empresa familiar: um comprometimento com a qualidade e a inova\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, ser mais disciplinados em determinar em quais neg\u00f3cios t\u00ednhamos mais vantagens competitivas e na melhor forma de estar em tais neg\u00f3cios. E ent\u00e3o focamos em construir a marca. Usamos isso como a medida mais importante de nosso sucesso. A\u00ed nos pergunt\u00e1vamos \u201cA marca \u00e9 mais popular ou n\u00e3o?\u201d \u201cEstamos alcan\u00e7ando mais pessoas?\u201d \u201cTemos mais consumidores?\u201d \u201cT\u00ednhamos mais f\u00e3s?\u201d e assim fomos capazes de chegar onde chegamos com a expans\u00e3o internacional, a expans\u00e3o de m\u00eddias e a expans\u00e3o do licenciamento.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Voc\u00eas se tornaram um grande grupo do entretenimento, quais foram os desafios?<br \/>\nChristie Hefner: Um dos desafios da empresa foi, e ainda \u00e9, que na m\u00eddia e na ind\u00fastria de entretenimento vem havendo muita consolida\u00e7\u00e3o, assim como em outras ind\u00fastrias. Como a Playboy \u00e9 uma empresa de porte m\u00e9dio independente, e n\u00e3o uma grande empresa, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples negociar com empresas a cabo, fornecedores de sat\u00e9lite, varejistas ou anunciantes. Acredito que este seja um desafio crescente para empresas independentes menores.<\/p>\n<p>Mundo do Marketing: A ind\u00fastria da qual a Playboy faz parte \u00e9 uma das que mais vende no mundo. Quais s\u00e3o os motivos para isso?<br \/>\nChristie Hefner: A raz\u00e3o da Playboy ser grande se deve ao fato de vender entretenimento e um estilo de vida que \u00e9 atraente para homens em contextos de entretenimentos diferentes. Como o que temos em Las Vegas; assim como, claro, no formato da revista.  Acredito que entretenimento de qualidade \u00e9 a maior exporta\u00e7\u00e3o dos EUA e \u00e9 um interesse universal.  <\/p>\n<p>Mundo do Marketing: Voc\u00ea falou sobre entender o cliente, o que ele quer, o que ele sente. O que podemos fazer para entender o consumidor?<br \/>\nChristie Hefner: Acho que \u00e9 um equil\u00edbrio entre ouvir o consumidor, fazer pesquisas frequentes com nossos leitores, os telespectadores do canal, nossos compradores, e acoplar a isso o sentido da marca. O que a sua marca representa. Voc\u00ea n\u00e3o pode delegar isso aos consumidores, o controle da marca ou do produto. Mas \u00e9 preciso estar ciente e ouvi-los. Para falar da revista, de acordo com os interesses do homem de hoje, inclu\u00edmos mais tecnologia, mais sobre sa\u00fade e bem estar do que o que era falado nos anos 1950, quando meu pai come\u00e7ou a Playboy. \u00c9 preciso balancear o que voc\u00ea fornece, no nosso caso o estilo de vida Playboy, e o que ele significa, com base nas mudan\u00e7as que ocorrem no decorrer do tempo e como os interesses e necessidades dos consumidores evoluem.<\/p>\n<p>Por Bruno Mello<\/p>\n<p>Fonte: Mundo do Marketing<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christie Hefner foi respons\u00e1vel por transformar o que seu pai criou em um imp\u00e9rio de entretenimento Quando Christie Hefner come\u00e7ou como estagi\u00e1ria na Playboy, aos 24 anos, a empresa era apenas uma revista. 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