{"id":3557,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/embalagens-ajudam-a-promover-o-consumo-consciente\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"embalagens-ajudam-a-promover-o-consumo-consciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/embalagens-ajudam-a-promover-o-consumo-consciente\/","title":{"rendered":"Embalagens ajudam a promover o consumo consciente"},"content":{"rendered":"<p>Natura, Do Bem e Go\u00f3c divulgam pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis em seus produtos<\/p>\n<p>Os r\u00f3tulos aparecem como um canal eficaz para as empresas que desejam promover o consumo consciente. Pr\u00e1tica comum em mercados mais maduros, onde a quest\u00e3o ambiental est\u00e1 inserida h\u00e1 pelo menos uma d\u00e9cada, por aqui, a inclus\u00e3o de selos e certificados que comuniquem pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es a respeito de toda a cadeia produtiva, ainda \u00e9 rara.<\/p>\n<p>A iniciativa, no entanto, tende a se integrar ao dia a dia das companhias, desde que empresas e consumidores fa\u00e7am a sua parte. Natura, Go\u00f3c e Do Bem s\u00e3o algumas das poucas marcas brasileiras que j\u00e1 perceberam a import\u00e2ncia de serem transparentes em suas embalagens. Esses s\u00e3o exemplos de companhias que se anteciparam em rela\u00e7\u00e3o a uma tend\u00eancia que caminha para tornar-se realidade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2010, realizado pela Market Analysis, 36% dos brasileiros acreditam que uma etiqueta na embalagem \u00e9 a melhor forma de uma empresa comunicar pr\u00e1ticas ambientais. Em 2007, este n\u00famero era de 27%. No entanto, ainda h\u00e1 um longo caminho a ser percorrido. Apenas dois em cada 10 consumidores brasileiros est\u00e3o bem informados sobre o comportamento socioambiental de produtos e empresas. Em pa\u00edses da Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, s\u00e3o cerca de seis a oito consumidores sens\u00edveis ao assunto a cada 10.<\/p>\n<p>Mais de 400 r\u00f3tulos internacionais<br \/>\nEnquanto no mundo existem mais de 400 selos, como indica o Dossi\u00ea Unomarketing, lan\u00e7ado em parceria com a Revista Ideia Socioambiental, no Brasil, s\u00e3o poucos os produtos certificados. \u201cAs pesquisas indicam uma predisposi\u00e7\u00e3o do consumidor para comprar produtos verdes, mas como poucas empresas usam certificados e falta informa\u00e7\u00e3o, a compra efetiva n\u00e3o acontece, o que complica a pr\u00e1tica do consumo consciente\u201d, explica Paula Faria, S\u00f3cio-Diretor da Sator, ag\u00eancia idealizadora do Unomarketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.<\/p>\n<p>Apesar do estudo realizado pelo jornalista Ricardo Voltolini e pelo especialista em mapeamento Luiz Bouabci apontar a exist\u00eancia de mais de 400 selos, na pr\u00e1tica, esse n\u00famero chega a 600. S\u00e3o certifica\u00e7\u00f5es preocupadas com a quest\u00e3o s\u00f3cio-ambiental e com o aspecto econ\u00f4mico. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m uma parcela de selos que n\u00e3o \u00e9 considerada fonte segura.<\/p>\n<p>Como o excesso de s\u00edmbolos e informa\u00e7\u00f5es pode acabar sendo mais confuso do que esclarecedor, a International Organization for Standadization criou a ISO 14001, uma certifica\u00e7\u00e3o voltada para a gest\u00e3o ambiental nas empresas, com uma s\u00e9rie de normas espec\u00edficas para garantir a credibilidade dos selos.<\/p>\n<p>Mercado movimentou US$ 5 bi em 2008<br \/>\nEm 2008, o mercado de certifica\u00e7\u00f5es movimentou US$ 5 bilh\u00f5es, segundo o autor do livro \u201cBranded! \u2013 How to Certification is Transforming Global Corporations\u201d (ainda sem tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas). H\u00e1 15 anos, n\u00e3o passava de US$ 1 milh\u00e3o. Em 12 anos, mais de 300 milh\u00f5es de hectares de terra receber\u00e3o certifica\u00e7\u00e3o, o correspondente a 15% das \u00e1reas de manejo florestal do mundo.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo da Market Analysis, 56% dos consumidores da Am\u00e9rica do Norte, 54% da Oceania, 29% da Europa, 24% da Am\u00e9rica Central e da \u00c1sia e 11% da Am\u00e9rica do Sul afirmam preferir produtos sociambientalmente respons\u00e1veis. Os primeiros r\u00f3tulos obrigat\u00f3rios surgiram na Europa, nos anos 1940, para destacar a presen\u00e7a de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas potencialmente danosas \u00e0 sa\u00fade do consumidor.<\/p>\n<p>Mas foi no final dos anos 1970, com o in\u00edcio do movimento ambientalista, que come\u00e7aram a nascer os primeiros selos verdes. Em 1977, a Alemanha criou o Blue Angel (foto), ainda hoje garantido pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente do pa\u00eds. O selo certificou e atestou 3,6 mil produtos, segundo crit\u00e9rios como reciclagem e baixa toxicidade. Em 1988, o Canad\u00e1 instituiu o seu Eco-logo e, em 1989, o Jap\u00e3o implantou o Ecomark. Tamb\u00e9m em 1989, os Estados Unidos apresentaram o Green Seal e, desde 1992, a Uni\u00e3o Europeia mant\u00e9m o Ecolabel.<\/p>\n<p>Natura \u00e9 exemplo no Brasil<br \/>\nNo Brasil, h\u00e1 17 anos, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT) mant\u00e9m um programa de certifica\u00e7\u00e3o ambiental, mas que ainda n\u00e3o teve nenhum selo certificado. Nos \u00faltimos meses, o projeto foi retomado e tem sido reformulado para atender a demanda. Segundo a associa\u00e7\u00e3o, entre os segmentos com contrato j\u00e1 assinado para o processo de certifica\u00e7\u00e3o destacam-se os de cosm\u00e9tico, t\u00eaxtil, sider\u00fargico, pneus reformados, gr\u00e1ficas, divis\u00f3rias, pisos e tetos e at\u00e9 o de fabrica\u00e7\u00e3o de fraldas.<\/p>\n<p>Por aqui, a Natura \u00e9 a empresa de maior destaque quando o assunto \u00e9 transpar\u00eancia com o consumidor. \u201cA Natura trabalha em todos os pontos: informa\u00e7\u00f5es no r\u00f3tulo, certifica\u00e7\u00f5es e estudo da pegada carb\u00f4nica. Talvez ela seja a empresa brasileira que mais se aproxima do padr\u00e3o ideal\u201d, aponta a idealizadora do Unomarketing.<\/p>\n<p>A Go\u00f3c \u00e9 outra marca que tamb\u00e9m tem o cuidado de orientar e promover o consumo consciente. Com a sustentabilidade em sua ess\u00eancia, j\u00e1 que fabrica sand\u00e1lias 80% \u00e0 base de pneus reciclados, a marca busca destacar o cuidado com o ambiente nas embalagens. Nas caixas, os clientes encontram informa\u00e7\u00f5es sobre o processo de produ\u00e7\u00e3o e reutiliza\u00e7\u00e3o de materiais.<\/p>\n<p>\u201cTemos o Cadre (Certificado de Arrecada\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos), que n\u00e3o \u00e9 estampado nas embalagens, mas \u00e9 exigido na hora da retirada de res\u00edduos de f\u00e1bricas de pneus, como Michelin e Pirelli\u201d, conta Wanderley Moreno Tracastro, CEO da Go\u00f3c, em entrevista ao Mundo do Marketing.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es devem integrar todos os canais<br \/>\nComo o espa\u00e7o da embalagem n\u00e3o \u00e9 suficiente para inserir todas as informa\u00e7\u00f5es a respeito da empresa, a Go\u00f3c criou um informativo para os consumidores que vai dentro das caixas dos cal\u00e7ados. J\u00e1 a Do Bem disponibiliza em seu site informa\u00e7\u00f5es sobre o estudo da Pegada Carb\u00f4nica, informando o consumidor sobre a quantidade de CO\u00b2 emitida desde o processo de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cUsamos a embalagem n\u00e3o s\u00f3 para colocar o suco, mas tamb\u00e9m para interagir com o consumidor. Quando terminamos o estudo da Pegada Carb\u00f4nica, no ano passado, resolvemos colocar n\u00e3o s\u00f3 no site, como tamb\u00e9m na caixinha, explicando que o material completo est\u00e1 dispon\u00edvel na internet. Tentamos integrar todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o e todo espa\u00e7o que temos para divulgar a mensagem de que \u00e9 poss\u00edvel produzir produtos mais naturais\u201d,  relata Marcos Leta, CEO da Do Bem, em entrevista ao Mundo do Marketing.<\/p>\n<p>No momento, a Do Bem estuda a divulga\u00e7\u00e3o do selo Kosher em suas embalagens, conquistado no ano passado e dado pela comunidade judaica para \u201calimentos tratados\/preparados segundo preceitos da religi\u00e3o judaica\u201d. Esse crit\u00e9rios referem-se n\u00e3o s\u00f3 ao tipo da comida, como tamb\u00e9m \u00e0 maneira de preparo e \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre os alimentos de uma refei\u00e7\u00e3o. Para isso, um rabino acompanhou a produ\u00e7\u00e3o dos sucos da marca e constatou que n\u00e3o era acrescentado nenhum componente qu\u00edmico aos produtos.<\/p>\n<p>Consumidor e ind\u00fastria em prol da sustentabilidade<br \/>\nA iniciativa de empresas como a Do Bem ajudam a amadurecer o mercado brasileiro de certifica\u00e7\u00f5es. Pesquisas indicam que o consumidor brasileiro n\u00e3o tem o h\u00e1bito de ler r\u00f3tulos, por isso a import\u00e2ncia dos s\u00edmbolos. \u201cAs pessoas se atraem por \u00edcones. Investir em imagens que representam quest\u00f5es s\u00f3cio-ambientais \u00e9 o melhor caminho para se pensar em r\u00f3tulos\u201d, acredita Paula.<\/p>\n<p>Cabe \u00e0s empresas apostarem em comunica\u00e7\u00e3o forte para come\u00e7ar a criar informa\u00e7\u00f5es e utiliz\u00e1-las nos r\u00f3tulos de forma eficiente. \u00c9 papel tamb\u00e9m dos consumidores valorizar os selos e r\u00f3tulos verdes e reconhecer a import\u00e2ncia do consumo consciente como instrumento para produzir mudan\u00e7as no modo como as empresas encaram os aspectos socioambientais em seus processos e produtos. Uma iniciativa de destaque mundial neste sentido \u00e9 o site Ecolabelling.org, uma esp\u00e9cie de term\u00f4metro sobre o que \u00e9 bem avaliado e que explica os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o para os selos verdes.<\/p>\n<p>\u201cO consumidor est\u00e1 um pouco mais atento aos r\u00f3tulos. Antes, ele s\u00f3 olhava a frente da embalagem. Agora, com as campanhas das pr\u00f3prias empresas e a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre sa\u00fade e bem-estar, o brasileiro est\u00e1 \u2018virando para os lados\u2019 e conhecendo as informa\u00e7\u00f5es nutricionais. Gostaria que houvesse um movimento n\u00e3o s\u00f3 por parte dos consumidores, mas tamb\u00e9m das pessoas que est\u00e3o inseridas nas ind\u00fastrias, querendo mostrar para o consumidor o que realmente tem naquele produto\u201d, aponta Leta, da Do Bem.<\/p>\n<p>Por Sylvia de S\u00e1<\/p>\n<p>Fonte: Mundo do Marketing<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natura, Do Bem e Go\u00f3c divulgam pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis em seus produtos Os r\u00f3tulos aparecem como um canal eficaz para as empresas que desejam promover o consumo consciente. 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