{"id":5323,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/estrategia-na-nova-economia-da-informacao\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"estrategia-na-nova-economia-da-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/estrategia-na-nova-economia-da-informacao\/","title":{"rendered":"Estrat\u00e9gia na nova economia da informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Se o mundo fosse perfeitamente certo, n\u00e3o haveria necessidade de estrat\u00e9gia\u201d, afirma Philip Evans. O mundo \u00e9 t\u00e3o incerto que o pr\u00f3prio conceito de estrat\u00e9gia evoluiu ao longo do tempo. Segundo o especialista, que \u00e9 s\u00f3cio do Boston Consulting Group, a estrat\u00e9gia hoje requer do gestor a constru\u00e7\u00e3o de coaliz\u00f5es com pessoas que n\u00e3o se controla diretamente, na busca de vantagem competitiva horizontal. Assim \u00e9 na nova economia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Evans dedica-se a pesquisar a rela\u00e7\u00e3o entre Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI) e estrat\u00e9gia empresarial. Esse \u00e9 o t\u00f3pico que o trar\u00e1 a S\u00e3o Paulo no dia 12 de junho como palestrante do F\u00f3rum HSM Estrat\u00e9gia 2013.<\/p>\n<p>Em seu livro A Explos\u00e3o dos Bits: Estrat\u00e9gias na e-Economia (ed. Campus\/Elsevier), escrito com Thomas Wurster, Evans aborda a economia da informa\u00e7\u00e3o, mas observa que a maioria dos tradicionais princ\u00edpios de estrat\u00e9gia, como economia de escala e segmenta\u00e7\u00e3o, ainda \u00e9 aplic\u00e1vel. O que mudou foram os objetos desses princ\u00edpios.<\/p>\n<p>Objetos s\u00e3o unidades de neg\u00f3cios, setores, cadeias de valor, clientes, rela\u00e7\u00f5es e estrutura organizacional, entre outros. Eles se conectam por uma cola chamada \u201cinforma\u00e7\u00e3o\u201d. O xis da quest\u00e3o \u00e9 que ela se dissolve pela a\u00e7\u00e3o de novas tecnologias. \u201cEnt\u00e3o, as estruturas se fragmentam tamb\u00e9m, mas as partes resultantes seguem as mesmas regras que sempre seguiram.\u201d<\/p>\n<p>A nova economia da informa\u00e7\u00e3o \u00e9, assim, o reequil\u00edbrio de for\u00e7as existentes quando uma delas, a informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 subtra\u00edda.<\/p>\n<p>O impacto da era dos grandes dados<\/p>\n<p>Durante confer\u00eancia realizada pela revista The Economist em 2012, Evans fez um apanhado das mudan\u00e7as que levaram \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do conceito de estrat\u00e9gia enquanto o contexto mudava: de escassez de informa\u00e7\u00e3o para o de abund\u00e2ncia dela.<\/p>\n<p>Ele explicou que o modelo b\u00e1sico de estrat\u00e9gia pressup\u00f5e uma distin\u00e7\u00e3o entre o que acontece fora da empresa e o que se passa dentro dela. Dentro da organiza\u00e7\u00e3o, todos colaborariam e, fora dela, todos agressivamente concorreriam. Essa distin\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o pode ser feita, pois tanto nos ambientes interno como externo da organiza\u00e7\u00e3o as tecnologias s\u00e3o as mesmas. Os problemas internos \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o s\u00e3o, tamb\u00e9m, os mesmos que os de fora, bem como o desafio de colabora\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O conceito de estrat\u00e9gia corporativa surgiu h\u00e1 mais de 30 anos, apregoando que seria poss\u00edvel separar a empresa em atividades e buscar vantagem competitiva em cada uma delas. Nos anos 1990, percebeu-se que grande valor reside no espa\u00e7o entre essas atividades, e a cadeia de valor passou a ser vista como um todo, o que levou \u00e0 vis\u00e3o vertical de alcance de vantagem competitiva.<\/p>\n<p>Na era dos grandes dados a que chegamos, a perspectiva muda novamente, pois a vis\u00e3o passa a ser horizontal. \u201cO ponto principal \u00e9 que os grandes dados s\u00e3o, em geral, maiores do que a unidade de neg\u00f3cios e do que a pr\u00f3pria corpora\u00e7\u00e3o\u201d, salientou Evans. Ent\u00e3o, para explorar o valor dos grandes dados, \u00e9 preciso orquestrar como as muitas partes do sistema se encaixam.<\/p>\n<p>Outro desafio \u00e9: se \u201cinforma\u00e7\u00e3o\u201d significa \u201cgrandes dados\u201d, a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 grande o suficiente para ter tal vantagem? Algu\u00e9m \u00e9 grande o bastante? A informa\u00e7\u00e3o, que antes poderia compor a vantagem competitiva da empresa, agora \u00e9 fornecida por algu\u00e9m de fora, como o Google.<\/p>\n<p>Segundo Evans, na integra\u00e7\u00e3o horizontal, em vez de gerir v\u00e1rias atividades ao longo da cadeia de valor, uma companhia deve focar uma apenas e crescer com a escala do produto para muitos mercados. O mesmo Google \u00e9 exemplar nesse aspecto.<\/p>\n<p>Fonte: HSM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o mundo fosse perfeitamente certo, n\u00e3o haveria necessidade de estrat\u00e9gia\u201d, afirma Philip Evans. O mundo \u00e9 t\u00e3o incerto que o pr\u00f3prio conceito de estrat\u00e9gia evoluiu ao longo do tempo. 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