{"id":5325,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/a-qualidade-das-estrategias\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"a-qualidade-das-estrategias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/a-qualidade-das-estrategias\/","title":{"rendered":"A qualidade das estrat\u00e9gias"},"content":{"rendered":"<p>A incapacidade de escolher e o planejamento do tipo \u201cformul\u00e1rio\u201d est\u00e3o na raiz de estrat\u00e9gias ruins, segundo afirma o professor de neg\u00f3cios e sociedade da Anderson School of Management, da University of California em Los Angeles. Para ele, uma boa estrat\u00e9gia n\u00e3o salta de uma ferramenta de gest\u00e3o e \u201cn\u00e3o \u00e9 ambi\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a, vis\u00e3o ou planejamento; \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o coerente apoiada em um argumento\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Rumelt, o estrategista tem a miss\u00e3o de descobrir os fatores cruciais de uma situa\u00e7\u00e3o e saber coordenar e focar a\u00e7\u00f5es para lidar com eles. Em artigo publicado por HSM Management, o professor esclarece que as boas estrat\u00e9gias possuem a seguinte estrutura:<br \/>\n1.um diagn\u00f3stico, que \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o da natureza do desafio. O bom diagn\u00f3stico simplifica a complexidade ao identificar os principais aspectos da situa\u00e7\u00e3o;<br \/>\n2.uma pol\u00edtica-guia, isto \u00e9, a abordagem geral escolhida para superar os obst\u00e1culos apontados no diagn\u00f3stico;<br \/>\n3.a\u00e7\u00f5es coerentes: passos que s\u00e3o coordenados para apoiar a realiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica-guia.<\/p>\n<p>Autor do livro Estrat\u00e9gia boa, estrat\u00e9gia ruim: descubra suas diferen\u00e7as e import\u00e2ncia (ed. Campus\/Elsevier), Rumelt ressalta que a estrat\u00e9gia implica escolher objetivos, renunciando a uns em favor de outros. Se isso n\u00e3o \u00e9 feito, a estrat\u00e9gia \u00e9 fraca, como era a da Digital Equipment Corporation (DEC) nos anos 1990. A empresa havia sido l\u00edder na revolu\u00e7\u00e3o dos microcomputadores nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970 e perdia terreno.<\/p>\n<p>Um dos executivos da companhia dizia que a DEC deveria continuar integrando hardware e software em sistemas. Outro, afirmava que ela poderia tirar proveito de seu diferencial em rela\u00e7\u00f5es com clientes e propunha uma estrat\u00e9gia de \u201csolu\u00e7\u00f5es\u201d a eles. Um terceiro defendia que era preciso focar o desenvolvimento de chips melhores.<\/p>\n<p>Para resolver o dilema, o CEO, Ken Olsen, pediu ao grupo um consenso. O grupo, ent\u00e3o, chegou a termos em torno da declara\u00e7\u00e3o: \u201cA DEC se compromete com a oferta de produtos e servi\u00e7os de alta qualidade e com a lideran\u00e7a no processamento de dados\u201d. A decis\u00e3o de Olsen foi, para o professor, um erro, porque resultou em uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, superficial e amorfa que n\u00e3o significava estrat\u00e9gia. Afinal, ao adotar o consenso, a empresa n\u00e3o fez escolhas sobre o que deixar de lado. Quando o fez, mediante um novo CEO, Robert Palmer, j\u00e1 era tarde. Em 1998, foi adquirida pela Compaq que, mais tarde, passou \u00e0s m\u00e3os da HP.<\/p>\n<p>N\u00e3o preencha as lacunas<\/p>\n<p>Rumelt recorda que, no in\u00edcio dos anos 2000, a justaposi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a guiada pela vis\u00e3o com o trabalho estrat\u00e9gico produziu um sistema de planejamento estrat\u00e9gico que se parece com o preenchimento de um formul\u00e1rio. \u201cBasta digitar \u2018vis\u00e3o miss\u00e3o estrat\u00e9gia\u2019 no sistema de busca na internet que se encontram milhares de exemplos disso\u201d, comenta o autor. De acordo com ele, tal estilo \u00e9 \u201ca mais pura obviedade apresentada como insight decisivo\u201d. Trata-se de ret\u00f3rica vazia.<\/p>\n<p>Que erros de concep\u00e7\u00e3o conduzem a uma estrat\u00e9gia ruim? Esse ser\u00e1 um dos pontos que o especialista abordar\u00e1 em sua palestra do dia 11 de junho no F\u00f3rum HSM Estrat\u00e9gia 2013, em S\u00e3o Paulo. Em resumo, ele alerta para o fato de que muitas estrat\u00e9gias n\u00e3o definem o desafio a ser enfrentado e, por isso, n\u00e3o levam ao enfrentamento do problema. Al\u00e9m disso, existe confus\u00e3o entre os conceitos de metas e estrat\u00e9gia, entre sugest\u00f5es de stakeholders e objetivos estrat\u00e9gicos e entre situa\u00e7\u00e3o desejada e objetivos estrat\u00e9gicos. Para completar, a reda\u00e7\u00e3o rebuscada e abstrata da estrat\u00e9gia muitas vezes disfar\u00e7a a superficialidade e a aus\u00eancia de pensamento estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>Fonte: HSM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A incapacidade de escolher e o planejamento do tipo \u201cformul\u00e1rio\u201d est\u00e3o na raiz de estrat\u00e9gias ruins, segundo afirma o professor de neg\u00f3cios e sociedade da Anderson School of Management, da University of California em Los Angeles. 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