{"id":5475,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/o-poder-do-batom-lideranca-feminina-como-vantagem-competitiva\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"o-poder-do-batom-lideranca-feminina-como-vantagem-competitiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/o-poder-do-batom-lideranca-feminina-como-vantagem-competitiva\/","title":{"rendered":"O poder do batom: lideran\u00e7a feminina como vantagem competitiva"},"content":{"rendered":"<p>A incorpora\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia feminina no processo decis\u00f3rio das empresas como fonte de  vantagem competitiva tem sido um dos argumentos mais freq\u00fcentes  quando se analisa  formas de aumentar, nesse momento de crise e incertezas, a competitividade de produtos, neg\u00f3cios e empresas. V\u00e1rias empresas no Brasil come\u00e7am a adotar uma \u201cGender Policy\u201d.<\/p>\n<p>Aprisionadas por uma cultura empresarial onde predominavam cren\u00e7as como \u201cVoc\u00ea \u00e9 pago para fazer e n\u00e3o para pensar\u201d ou pelo c\u00e9lebre \u201cManda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo\u201d, as empresas da Era Industrial desperdi\u00e7aram o potencial da compet\u00eancia feminina, confinando-a a tarefas rotineiras e subalternas, na obsessiva busca da economia de escala.<\/p>\n<p>Acontece que na Era dos Servi\u00e7os na qual vivemos, a mat\u00e9ria prima b\u00e1sica \u00e9 a imagina\u00e7\u00e3o humana, a criatividade, a inova\u00e7\u00e3o. As empresas que desejam sobreviver nesse novo cen\u00e1rio n\u00e3o podem mais se dar ao luxo de selecionar apenas uns poucos para pensar enquanto engaiola a maioria da sua for\u00e7a produtiva na execu\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o podem mais prescindir do emocional das pessoas e contar apenas com seu lado racional no dia-a-dia do trabalho.<\/p>\n<p>O compartilhamento do poder decis\u00f3rio com as mulheres no mundo corporativo passou a ser quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia das empresas competitivas. Essas empresas precisam de todos pensando, criando, inovando. E precisam utilizar melhor a diversidade de seus talentos, verdadeira riqueza que tem sido negligenciada pelas exig\u00eancias de padroniza\u00e7\u00e3o de comportamentos at\u00e9 h\u00e1 pouco vigentes. Talento criativo n\u00e3o tem sexo, cor, nacionalidade, tamanho ou idade.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ter em mente que o sexo feminino j\u00e1 \u00e9 maioria na popula\u00e7\u00e3o em 25 dos 27 estados brasileiros. As mulheres ser\u00e3o muito mais aptas que ningu\u00e9m para desenhar produtos e servi\u00e7os capazes de realizar o sonho e encantar essa crescente massa de consumidoras femininas nos grandes centros urbanos. Essa tend\u00eancia salta aos olhos nos Estados Unidos, onde cerca de 8 milh\u00f5es de empresas j\u00e1 s\u00e3o dirigidas por mulheres.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de defender uma suposta supremacia feminina na lideran\u00e7a dos neg\u00f3cios. Mas sim da heterogeneidade de percep\u00e7\u00f5es que a mistura de sexos proporciona. Uma empresa com homens e mulheres na dire\u00e7\u00e3o tem uma vis\u00e3o muito mais ampla que aquelas onde apenas os homens comandam.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por mera coincid\u00eancia que em todas as recentes listas das \u201cMelhores Empresas para Trabalhar no Brasil\u201d, parte consider\u00e1vel dos cargos gerenciais estejam sendo ocupados por mulheres. Provavelmente essa \u00e9 uma das raz\u00f5es para essas empresas serem classificadas entre melhores nesse momento em que a ca\u00e7a ao talento virou um dos esportes favoritos das empresas vencedoras.<\/p>\n<p>Algumas caracter\u00edsticas do universo feminino que, de forma preconceituosa, eram consideradas como fraquezas \u2014impulso para acomodar situa\u00e7\u00f5es, sensibilidade para a necessidade dos outros, preocupa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, etc.\u2014 viraram vantagens no mundo corporativo atual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, todos sabemos que as mulheres valorizam mais o trabalho em equipe; s\u00e3o mais perseverantes e constantes; s\u00e3o menos imediatistas e mais capazes de raciocinar no longo prazo; sobrevivem melhor em tempos de aperto; possuem maior abertura e flexibilidade para o aprendizado constante. Todas essas s\u00e3o caracter\u00edsticas naturais nas mulheres.<\/p>\n<p>Ironicamente, as empresas gastam verdadeiras fortunas tentando desenvolver essas caracter\u00edsticas entre seus dirigentes predominantemente masculinos. Pense em apenas duas delas: capacidade de fazer v\u00e1rias coisas ao mesmo tempo e flexibilidade. Convenceu-se do argumento? Felizmente, o \u201cpoder do batom\u201d est\u00e1 se tornando uma realidade sem a radicaliza\u00e7\u00e3o que caracterizou os primeiros passos do movimento feminista e as mulheres competentes t\u00eam evitado a tenta\u00e7\u00e3o de imita\u00e7\u00e3o do universo masculino. <\/p>\n<p>Felizmente tamb\u00e9m n\u00e3o se pensa em um \u201csistema de cotas\u201d para mulheres. O \u00fanico sistema v\u00e1lido para promover pessoas \u00e9 o da Meritocracia. Mas precisamos incluir as mulheres nas avalia\u00e7\u00f5es de potencial e de m\u00e9rito. N\u00e3o podemos mias nos dar ao luxo de exclu\u00ed-las e prescindir da intelig\u00eancia feminina nas nossas empresas. As mulheres t\u00eam um grande papel a desempenhar nesse momento de crise e de incertezas, dotando as empresas de vantagem competitiva inquestion\u00e1vel.<\/p>\n<p>Por C\u00e9sar Souza (presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estrat\u00e9gia, marketing e recursos humanos, al\u00e9m de autor e palestrante)<\/p>\n<p>Fonte: Hsm.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A incorpora\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia feminina no processo decis\u00f3rio das empresas como fonte de vantagem competitiva tem sido um dos argumentos mais freq\u00fcentes quando se analisa formas de aumentar, nesse momento de crise e incertezas, a competitividade de produtos, neg\u00f3cios e empresas. V\u00e1rias empresas no Brasil come\u00e7am a adotar uma \u201cGender Policy\u201d. 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