{"id":5531,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/como-entender-a-etiqueta-de-seu-ambiente-de-trabalho\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"como-entender-a-etiqueta-de-seu-ambiente-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/como-entender-a-etiqueta-de-seu-ambiente-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Como entender a etiqueta de seu ambiente de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Voc\u00ea est\u00e1 acostumado a frequentar aulas, lidar com professores, colegas de classe, estudar e fazer provas. De repente, o jogo muda. \u00c9 preciso vestir roupas formais, pensar antes de dizer o que vem \u00e0 cabe\u00e7a, al\u00e9m de entender e atender a uma hierarquia composta de coordenadores, gerentes e chefes.<br \/>\nA chegada de um jovem ao mercado de trabalho \u00e9 cheia de expectativas. A empresa quer ver logo o conhecimento e a criatividade do sangue novo. E o jovem tem \u00e2nsia de mostrar ao mundo a que veio.<\/p>\n<p>Tanta ansiedade pode dificultar a leitura do ambiente de trabalho. Quando \u00e9 a hora de pedir aumento? Como fazer sugest\u00f5es para o chefe? Qual o momento certo de falar de uma promo\u00e7\u00e3o? Quando bate a d\u00favida e chega a inseguran\u00e7a, \u00e9 preciso ter clareza sobre o que esperar da empresa e o que a companhia quer de voc\u00ea.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro, feita pela ag\u00eancia Box 1824 com jovens de 18 a 24 anos, 55% do p\u00fablico tem como maior sonho algo ligado ao trabalho. E 24% deles afirmam que seu maior objetivo de vida est\u00e1 relacionado \u00e0 &quot;profiss\u00e3o dos sonhos&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Diante de tantos planos em torno do emprego, \u00e9 esperado que num primeiro momento o jovem fique perdido e tenha dificuldade em lidar com o ambiente de trabalho&quot;, diz Danilca Galdini, s\u00f3cia da Cia de Talentos.<\/p>\n<p>Segundo a consultora, hoje essa &quot;inadequa\u00e7\u00e3o&quot; \u00e9 mais evidente por causa da educa\u00e7\u00e3o que os jovens recebem.<\/p>\n<p>&quot;A gera\u00e7\u00e3o anterior era treinada para entender ambientes. Quando uma crian\u00e7a aprontava, os pais olhavam feio e ela precisava sacar o que tinha feito. Agora, quando uma crian\u00e7a leva bronca, os pais explicam o porqu\u00ea, eles \u2018leem\u2019 o ambiente por ela. A consequ\u00eancia \u00e9 a dificuldade de entender sozinha o contexto de uma situa\u00e7\u00e3o&quot;, diz.<\/p>\n<p>Quando as d\u00favidas aparecem, o mais importante \u00e9 n\u00e3o ter vergonha de perguntar. \u201cSe tiver liberdade, fale com seu chefe. Sen\u00e3o, consulte o RH. Fa\u00e7a perguntas para entender como deve se vestir e como as pessoas da equipe se comunicam\u201d, explica a consultora de carreira Vicky Bloch.<br \/>\nEla ressalta que \u00e9 essencial n\u00e3o entrar no mercado de trabalho s\u00f3 depois da faculdade: &quot;Os est\u00e1gios s\u00e3o importantes para aprender e come\u00e7ar a entender os c\u00f3digos das empresas&quot;.<br \/>\nCopiar o comportamento de um colega de trabalho n\u00e3o \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para quando bate a inseguran\u00e7a. &quot;Isso pode inibir seu desenvolvimento, pois tolhe a pr\u00f3pria sensibilidade. Para saber como agir \u00e9 preciso ter um distanciamento das situa\u00e7\u00f5es e se esfor\u00e7ar para analisar as posi\u00e7\u00f5es de outras pessoas&quot;, diz Tiago Matheus, psicanalista e professor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Ruan Bianco, de 23 anos, quase caiu nessa armadilha em um momento de inseguran\u00e7a. Ele \u00e9 formado em farm\u00e1cia pela Universidade de S\u00e3o Paulo, mas o gosto pela \u00e1rea de neg\u00f3cios levou-o ao setor de intelig\u00eancia de mercado da Daiichi Sankyo, empresa japonesa do ramo farmac\u00eautico.<\/p>\n<p>&quot;Eu n\u00e3o entendia muitas coisas que meus colegas, formados em administra\u00e7\u00e3o, diziam. Fiquei perdido e n\u00e3o sabia me posicionar\u201d, diz. Depois de procurar a orienta\u00e7\u00e3o de um coach, Ruan reverteu o jogo. \u201cComecei a usar meu conhecimento t\u00e9cnico como diferencial. Quando coloquei isso a meu favor, me destaquei, consegui reconhecimento e acumulei outra fun\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Ruan, que \u00e9 analista j\u00fanior de intelig\u00eancia de mercado \u2014 e agora tamb\u00e9m de novos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea deve pensar que precisa ser aceito sem ser igual aos outros\u201d, diz Vera Martins, consultora e professora da Funda\u00e7\u00e3o Vanzolini. \u201c\u00c9 preciso saber o que aproxima e o que afasta as pessoas. Quando voc\u00ea mostra respeito pelo cargo do outro, gera uma emo\u00e7\u00e3o positiva nessa pessoa. Resultado: a pessoa vai se sentir querida por voc\u00ea, o que facilitar\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es com ela.\u201d<\/p>\n<p>Dependendo da cultura da empresa, para mostrar que se respeita um profissional mais experiente, deve-se pedir permiss\u00e3o para dar uma nova ideia. Analise antes se a hora que escolheu \u00e9 a melhor \u2014 voc\u00ea pode n\u00e3o ser aceito, por exemplo, se chegar com uma novidade num momento em que a pessoa est\u00e1 insegura ou, ainda, na frente dos outros.<br \/>\n Conversar com o chefe direto \u00e9 uma via fundamental para resolver os problemas. Mas, antes de chegar at\u00e9 ele, ouvir a opini\u00e3o de colegas pode ajudar a clarear as ideias. \u00c9 estar dispon\u00edvel para aquele papo no cafezinho, por exemplo. Isso pode ser muito bom para conhecer o funcionamento de seu departamento, os c\u00f3digos e at\u00e9 os tabus que h\u00e1 por ali.<\/p>\n<p>O apoio da fam\u00edlia tamb\u00e9m \u00e9 importante. \u201cSeus pais sempre ter\u00e3o algo a agregar sobre seus problemas, n\u00e3o importa qual a profiss\u00e3o deles\u201d, diz Daniela de Rogatis, consultora na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia. \u201cEstudar sobre o assunto de que se tem d\u00favida d\u00e1 mais repert\u00f3rio. Muitos problemas s\u00e3o resolvidos entendendo a hist\u00f3ria da empresa em que trabalha. \u00c9 fundamental respeitar as estruturas existentes\u201d, diz Daniela.<\/p>\n<p>Para trocar ideias e se relacionar com tranquilidade, \u00e9 necess\u00e1rio ter muita clareza do que \u00e9 poss\u00edvel dentro da empresa. Caso sua expectativa seja uma promo\u00e7\u00e3o, pare e pense: &quot;Ser\u00e1 que onde trabalho isso \u00e9 poss\u00edvel?&quot; Antes de conversar com o gestor, analise o momento pelo qual a companhia est\u00e1 passando, se h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para que essa subida de cargo aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>&quot;V\u00e1 entender primeiro o que \u00e9 esperado do cargo que voc\u00ea tem e se, dentro disso, h\u00e1 algo que ainda esteja faltando, para depois falar sobre a promo\u00e7\u00e3o&quot;, afirma Danilca.<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo &#8211; Voc\u00ea est\u00e1 acostumado a frequentar aulas, lidar com professores, colegas de classe, estudar e fazer provas. De repente, o jogo muda. \u00c9 preciso vestir roupas formais, pensar antes de dizer o que vem \u00e0 cabe\u00e7a, al\u00e9m de entender e atender a uma hierarquia composta de coordenadores, gerentes e chefes. 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