{"id":5913,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/recentes-casos-de-assedio-moral-em-grandes-empresas\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"recentes-casos-de-assedio-moral-em-grandes-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/recentes-casos-de-assedio-moral-em-grandes-empresas\/","title":{"rendered":"Recentes casos de ass\u00e9dio moral em grandes empresas"},"content":{"rendered":"<p>Muitas grandes empresas, a fim de aumentarem sua competitividade no mercado, estabelecem metas arrojadas a seus funcion\u00e1rios. Essa atitude, se mal administrada, cria ambientes insuport\u00e1veis de press\u00e3o psicol\u00f3gica, o que leva os funcion\u00e1rios que t\u00eam cargos gerenciais a extrapolarem suas fun\u00e7\u00f5es, acabando por maltratar seus subordinados a fim de conseguirem cumprir com suas metas de desempenho. Essas s\u00e3o as causas mais frequentes de a\u00e7\u00f5es trabalhistas requerendo indeniza\u00e7\u00f5es por ass\u00e9dio moral, que t\u00eam as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias como campe\u00e3s de reclama\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As empresas s\u00e3o respons\u00e1veis pelo que acontece em sua organiza\u00e7\u00e3o e por isso devem manter frequente acompanhamento e treinamento de seus colaboradores, a fim de n\u00e3o tolerar qualquer tratamento humilhante ou degradante dentro de suas unidades.<\/p>\n<p>Veja abaixo alguns casos recentes de condena\u00e7\u00f5es de grandes empresas em indeniza\u00e7\u00f5es por de ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>* Ricardo Eletro \u2013 mar\u00e7o\/2013 \u2013 indeniza\u00e7\u00f5es de R$ 20mil e R$ 30mil<\/p>\n<p>Uma auxiliar administrativa foi, durante dois anos, diariamente humilhada por uma de suas superiores, que a chamava de \u201cjumenta\u201d, \u201cretardada\u201d, \u201cincompetente\u201d e \u201cburra\u201d, e tamb\u00e9m a ofendia com express\u00f5es chulas. Outra superiora sua se referia a todas as funcion\u00e1rias como \u201cporcas\u201d, al\u00e9m de tamb\u00e9m ofend\u00ea-las com palavr\u00f5es. A empresa foi condenada em R$ 20mil por danos morais. Ainda em 2012, a unidade da Ricardo Eletro de Vit\u00f3ria, ES, foi condenada a indenizar, em R$ 30 mil, um vendedor v\u00edtima de ofensas homof\u00f3bicas de um gerente, que o tratava de forma grosseira, dizia aos seus colegas que ele \u201ctinha voz de gay\u201d e dizia que, \u00e0 noite, ele se chamava \u201cAlice no Pa\u00eds das Maravilhas\u201d. Tamb\u00e9m o chamava de \u201clerdo, incompetente, moleque e sem dignidade\u201d, o que ocasionou um quadro de depress\u00e3o no ex-funcion\u00e1rio e levaram \u00e0 condena\u00e7\u00e3o da empresa, tamb\u00e9m, ao pagamento de R$ 250 mensais para tratamento m\u00e9dico, durante um ano.<\/p>\n<p>* Carrefour \u2013 dezembro\/2012 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 100mil<\/p>\n<p>Durante quatorze anos uma funcion\u00e1ria do Carrefour de Bras\u00edlia sofreu discrimina\u00e7\u00e3o racial, tratamento grosseiro e excesso de trabalho, o que a levou a ficar incapacitada para o trabalho por tr\u00eas anos por conta de s\u00edndrome de esgotamento profissional (ou s\u00edndrome de burnout). Ela foi indenizada porque demonstrou que recebia press\u00f5es intimidadoras, constrangedoras e humilhantes, e que inclusive um dos diretores a chamava de \u201cmacaca\u201d na presen\u00e7a de outros empregados.<\/p>\n<p>*Oi ( Telemar) \u2013 dezembro\/2012 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20mil<\/p>\n<p>A Telemar Norte Leste S\/A teve de indenizar uma operadora de telemarketing, contratada por uma terceirizada sua, que era discriminada por seus supervisores pelo fato de ser l\u00e9sbica. Ela era impedida de sentar-se ao lado de outra funcion\u00e1ria, \u201cpara n\u00e3o atrapalhar sua namoradinha\u201d. Os superiores tamb\u00e9m a proibiam de fazer horas extras, pois diziam que \u201cl\u00e9sbica n\u00e3o tem direito a fazer hora extraordin\u00e1ria\u201d. Tudo isso era motivo de deboche de outros funcion\u00e1rios. <\/p>\n<p>* Santander \u2013 novembro\/2012 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 100mil<\/p>\n<p>O banco foi condenado a indenizar uma gerente adjunta ga\u00facha, com 20 anos de casa, que nos \u00faltimos cinco foi maltratada por seus superiores. Eles diziam com frequ\u00eancia que ela tinha que atingir as metas, sob pena de demiss\u00e3o, \u201cnem que fosse necess\u00e1rio rodar bolsinha na esquina\u201d.<\/p>\n<p>* AmBev \u2013 setembro\/2012 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 50mil<\/p>\n<p>A fim de alavancar as vendas, um dos gerentes da empresa se dirigia aos seus subordinados de forma desrespeitosa, usando palavr\u00f5es. A fim de \u201cincentivar\u201d seus subordinados a aumentarem as vendas, ele fazia reuni\u00f5es matinais com os funcion\u00e1rios na presen\u00e7a de garotas de programa, e os obrigava a participarem de festas em ch\u00e1caras, com a presen\u00e7a das garotas. Os que batiam as metas eram premiados com \u201cvales garota de programa\u201d. O ex-funcion\u00e1rio autor da a\u00e7\u00e3o, casado e evang\u00e9lico, tamb\u00e9m teria sido amarrado pelo gerente e obrigado a assistir filmes porn\u00f4s e presenciar \u201cstrip-teases\u201d em sua sala.<\/p>\n<p>* Samsung \u2013 outubro\/2012 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10mil<\/p>\n<p>A multinacional foi condenada subsidiariamente com a empresa Costech Engenharia Ltda. a indenizar uma inspetora de produ\u00e7\u00e3o. Em maio de 2009, ela identificou defeitos em um dos celulares que estava na linha de montagem, retirou-o e o mostrou ao gerente de qualidade, um homem de origem sul-coreana. Ele tomou-lhe o celular e come\u00e7ou a gritar em coreano, de maneira ofensiva; ent\u00e3o, atirou o aparelho em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 linha de montagem, que acabou batendo em outro celular e voltando para o rosto da empregada, que ficou diversos dias com as marcas da pancada. Ao inv\u00e9s de socorr\u00ea-la, o gerente come\u00e7ou a gritar mais alto, com dedo apontado em sua dire\u00e7\u00e3o. A linha de produ\u00e7\u00e3o parou para ver a cena. A partir de ent\u00e3o, ela passou a ser v\u00edtima de piada dos colegas, que diziam \u201cesqueceu o capacete?\u201d, \u201cagora vai ter que usar capacete\u201d, \u201ccuidado, l\u00e1 vem o celular!\u201d.<\/p>\n<p>* Ponto Frio \u2013 setembro\/2012 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5mil<\/p>\n<p>Os fatos aconteceram na loja de Santa Felicidade, PR. Uma ex-empregada era assediada moralmente por seu supervisor que, em reuni\u00f5es para cobran\u00e7a de metas (segundo ela, \u201cquase imposs\u00edveis de alcan\u00e7ar\u201d), amea\u00e7ava-a de demiss\u00e3o com palavr\u00f5es, gestos obscenos e alus\u00f5es de cunho sexual.<\/p>\n<p>* Lojas Marisa \u2013 outubro\/2011 \u2013 Indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20mil<\/p>\n<p>Uma analista de cr\u00e9dito da Marisa de Patos de Minas, MG, era tratada de forma desrespeitosa e diferenciada por seu supervisor, na frente de clientes e funcion\u00e1rios. Ela procurou a ger\u00eancia para se queixar da forma com que era tratada e a gerente lhe teria dito que ela \u201cera muito velha pra reclamar\u201d. A gerente inclusive chegou a criticar sua apar\u00eancia, dizendo \u201colhe suas roupas, seu cabelo&#8230; voc\u00ea \u00e9 muito feia, ningu\u00e9m na loja gosta de voc\u00ea!\u201d.<\/p>\n<p>* Banco do Brasil \u2013 outubro\/2010 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 100mil<\/p>\n<p>Uma ex-funcion\u00e1ria do BB foi v\u00edtima de press\u00f5es de seu gerente, de uma ag\u00eancia de Cuiab\u00e1, MT, que, a pretexto de cobrar seu atingimento de metas, a tratava de forma autorit\u00e1ria e desrespeitosa, com palavras de baixo cal\u00e3o. Ao perguntar para o gerente sobre qual lugar ela ocuparia ap\u00f3s a reforma que estava sendo feita na ag\u00eancia, ele disse que, se dependesse dele, ela ficaria no banheiro. A forma com que a empregada era tratada levou-a a um clima de tens\u00e3o extrema e inseguran\u00e7a permanente.<\/p>\n<p>* RBS (afiliada Rede Globo no Rio Grande do Sul) \u2013 abril\/2010 \u2013 indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 300mil<br \/>\nA RBS Zero Hora Editora Jornal\u00edstica S\/A foi condenada em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho por danos morais coletivos. Um funcion\u00e1rio do alto escal\u00e3o da empresa ofendia e proferia palavras de baixo cal\u00e3o aos funcion\u00e1rios da equipe de vendas e do setor administrativo que participavam das reuni\u00f5es. Ele tamb\u00e9m foi acusado de ter submetido seus subordinados a condi\u00e7\u00f5es humilhantes de trabalho. A diretoria da empresa foi informada sobre a ocorr\u00eancia e manifestou descaso, al\u00e9m de ter concordado e aprovado a conduta do autor das ofensas, o que lesou toda a coletividade de trabalhadores da RBS.<\/p>\n<p>Fonte: Administradores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas grandes empresas, a fim de aumentarem sua competitividade no mercado, estabelecem metas arrojadas a seus funcion\u00e1rios. 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