{"id":5982,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/muito-mais-que-um-logotipo\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"muito-mais-que-um-logotipo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/muito-mais-que-um-logotipo\/","title":{"rendered":"Muito mais que um logotipo"},"content":{"rendered":"<p>Autora: Maria Isabel Monta\u00f1es<\/p>\n<p>Arapu\u00e3, Mappin, Mesbla, Kolinos, Cica, Gurgel e Bamerindus. Esses s\u00e3o alguns exemplos de marcas poderosas, que impactaram diretamente o consumidor por anos a fio, mas que, de uma hora para outra, \u00b4desapareceram\u00b4 do mercado. Mas qual \u00e9 o motivo? O que leva uma empresa a dar fim em uma marca?<\/p>\n<p>A maioria dessas marcas desapareceu devido \u00e0 fus\u00e3o de uma empresa com outra. Esse \u00e9 o caso da Cica, que foi fundada em 1941, e mudou de dono v\u00e1rias vezes, sendo que, a Unilever foi um deles. Em 2003 foi criada a Knorr Cica e em 2007 a marca foi eliminada do mercado. Outro caso \u00e9 o da Kolynos, uma das mais c\u00e9lebres na \u00e1rea de cremes dentais no Brasil. Sua fabricante, a subsidi\u00e1ria brasileira dos laborat\u00f3rios Wyeth-Whitehall foi comprada numa opera\u00e7\u00e3o mundial pela Colgate. Ao proibir o uso do nome Kolynos, o Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica &#8211; Cade, na \u00e9poca, tentou evitar o que considerava uma &quot;concentra\u00e7\u00e3o excessiva&quot;, j\u00e1 que as marcas Colgate e Kolynos, juntas, detinham aproximadamente 79% do mercado nacional. Uma decis\u00e3o in\u00e9dita no Brasil tirou a Kolynos do mercado por quatro anos. Em 2003, a Colgate decidiu aposent\u00e1-la. Resultado: a Kolynos se transformou num daqueles estudos cl\u00e1ssicos da gest\u00e3o e do marketing.<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s, como consumidores, percebemos como o mundo est\u00e1 mudando de forma acelerada. As rela\u00e7\u00f5es dos consumidores com os produtos e servi\u00e7os seguem um caminho que j\u00e1 est\u00e1 tra\u00e7ado. Esse fato s\u00f3 refor\u00e7a a import\u00e2ncia das marcas em nossas vidas. Neste mundo globalizado, onde v\u00e1rias marcas j\u00e1 n\u00e3o mais existem, que os empres\u00e1rios, principalmente os pequenos e m\u00e9dios, devem fazer para que suas marcas entrem e permane\u00e7am na galeria daquelas que vencem o jogo do mercado, numa disputa t\u00e3o acirrada e competitiva?<\/p>\n<p>Independente do porte ou segmento da empresa \u00e9 importante, em primeiro lugar, saber gerenciar a marca de forma eficaz e efetiva. O objetivo \u00e9 evitar problemas de imagem com os produtos e servi\u00e7os ofertados. Vale lembrar que hoje, al\u00e9m da Funda\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor &#8211; Procon, h\u00e1 diversas m\u00eddias sociais, como o Facebook, Twitter, e sites especializados em reclama\u00e7\u00f5es. O Reclame Aqui, por exemplo, \u00e9 um deles: com mais de quatro milh\u00f5es de pessoas cadastradas e uma m\u00e9dia de 7 mil reclama\u00e7\u00f5es de consumidores por dia, o que antes era um canal informal de queixas se tornou uma eficaz ponte entre empresas e consumidores. N\u00e3o \u00e9 a toa que essas m\u00eddias causam mais danos \u00e0s marcas do que o Procon!<\/p>\n<p>Os empres\u00e1rios n\u00e3o podem ignorar, de forma alguma, o poder dos usu\u00e1rios nas redes sociais para a imagem de sua marca. O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 cada vez mais f\u00e1cil. Ou seja: tudo que diz respeito a uma determinada marca n\u00e3o \u00e9 mais segredo para ningu\u00e9m. Um exemplo: no dia 17 de outubro a Marisa lan\u00e7ou a campanha Primavera\/Ver\u00e3o. O filme, que foi ao ar em rede nacional, causou enorme controv\u00e9rsia nas redes sociais, porque uma mo\u00e7a magra apareceu experimentando pe\u00e7as de roupa e se olhando no espelho, ao comentar seus esfor\u00e7os para conquistar a silhueta sequinha para o ver\u00e3o. O texto faz uma &quot;justa homenagem \u00e0s leguminosas e sopas ralas que fizeram minhas refei\u00e7\u00f5es menos alegres, mas que far\u00e3o meu ver\u00e3o mais feliz&quot;. Com certeza, a Marisa chamou aten\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o do modo que almejava. Na p\u00e1gina da marca foram in\u00fameras cr\u00edticas que acusam a loja de machismo e de estar fazendo apologia aos dist\u00farbios alimentares. De uma hora para outra, o slogan da maior rede de lojas de moda feminina e \u00edntima no Brasil se tornou &quot;De mulher pra mulher. Machista&quot;.<\/p>\n<p>Nesse contexto, podemos perceber o n\u00edvel de relacionamento que os clientes t\u00eam com a marca a todo o tempo. Para os detentores desse poderoso instrumento de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante se posicionar, encontrar um caminho ainda n\u00e3o explorado e atuar de forma criativa e eficaz sobre o mercado. \u00c9 imprescind\u00edvel sempre lembrar que as pessoas, ao consumirem uma determinada marca, sabem que est\u00e3o levando um conjunto de valores por tr\u00e1s dela. Uma marca tem o poder de transmitir confian\u00e7a, criatividade, responsabilidade e \u00e9tica. Ela \u00e9 muito mais que um logotipo. Qualquer pessoa que deseja ter um neg\u00f3cio bem sucedido, precisa, antes de mais nada, se preocupar com a marca.<\/p>\n<p>Maria Isabel Monta\u00f1es \u00e9 diretora da Cone Sul Assessoria Empresarial.<\/p>\n<p>Fonte: ClienteSA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autora: Maria Isabel Monta\u00f1es Arapu\u00e3, Mappin, Mesbla, Kolinos, Cica, Gurgel e Bamerindus. Esses s\u00e3o alguns exemplos de marcas poderosas, que impactaram diretamente o consumidor por anos a fio, mas que, de uma hora para outra, \u00b4desapareceram\u00b4 do mercado. Mas qual \u00e9 o motivo? O que leva uma empresa a dar fim em uma marca? 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