{"id":6181,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/escrevendo-a-historia-do-lapis\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"escrevendo-a-historia-do-lapis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/escrevendo-a-historia-do-lapis\/","title":{"rendered":"Escrevendo a hist\u00f3ria do l\u00e1pis"},"content":{"rendered":"<p>Bom, bonito e barato o l\u00e1pis talvez seja a ferramenta mais \u00fatil e democr\u00e1tica que existe. Com poucas varia\u00e7\u00f5es desde que o carpinteiro alem\u00e3o Kaspar Faber conseguiu chegar ao formato cil\u00edndrico no ano de 1761, o l\u00e1pis foi ganhando cor a partir de 1850, com o aparecimento das anilinas, borracha na ponta em 1858 e manteve-se como o preferido mesmo depois do aparecimento das lapiseiras. A Faber-Castell, que nasceu para fabricar \u201cmaterial com grafite na ponta\u201d, tem a sua hist\u00f3ria se confundindo com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do l\u00e1pis, e fabrica 1,8 milh\u00e3o de l\u00e1pis por ano para todo o mundo. Dessa produ\u00e7\u00e3o, 83% \u00e9 fabricado no Brasil, nas f\u00e1bricas de S\u00e3o Carlos, interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>1564<br \/>\nSabe-se que os astecas j\u00e1 conheciam o grafite, embora os primeiros objetos parecidos com l\u00e1pis surgiram nas montanhas de Cumberland, Inglaterra, em 1564, onde foi encontrada a primeira mina de grafite, por mineiros de carv\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o se sabia que se tratava de grafite, apenas que era uma subst\u00e2ncia negra e brilhante. O nome grafite foi dado pela facilidade de se escrever com ele (good for writting with).<\/p>\n<p>1565<br \/>\nDuas tabuinhas recheadas com uma fatia de grafite: assim foi descrito o instrumento de escrita pelo f\u00edsico su\u00ed\u00e7o Konrad von Gesner.<\/p>\n<p>1644<br \/>\nA hist\u00f3ria registra, no entanto, como 1644 o ano em que o l\u00e1pis apareceu pela primeira vez no mundo: na Alemanha. A sua produ\u00e7\u00e3o em escala industrial aconteceria somente em 1761, na aldeia de Stein, perto de Nuremberg , Alemanha, pelas m\u00e3os de Kasper Faber. Nesta data surge o l\u00e1pis cil\u00edndrico.<\/p>\n<p>1795-1839<br \/>\n Ocorre um grande aperfei\u00e7oamento na fabrica\u00e7\u00e3o de grafite com a adi\u00e7\u00e3o de argila: uma inven\u00e7\u00e3o quase simult\u00e2nea entre o franc\u00eas Nicolas-Jacques Cont\u00e9 e o austr\u00edaco Hartmuth. A partir de ent\u00e3o, argila e grafite s\u00e3o misturados at\u00e9 formarem uma pequena vara, que \u00e9 depois queimada, processo que possibilitou a fabrica\u00e7\u00e3o de l\u00e1pis com diferentes graus de dureza.<\/p>\n<p>1850<br \/>\nSurgem os l\u00e1pis de cor, com o aparecimento das anilinas.<\/p>\n<p>1856<br \/>\nLothar von Faber aumenta a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de sua f\u00e1brica. Constr\u00f3i moinho de \u00e1gua, introduz m\u00e1quinas \u00e0 vapor e mecaniza a serragem e entalhamento da madeira. Ele \u00e9 considerado o criador dos l\u00e1pis hexagonais.<\/p>\n<p>1858<br \/>\nO americano Hyman Lipman criou o l\u00e1pis com borracha na ponta.<\/p>\n<p>1930<br \/>\n No Brasil, o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de l\u00e1pis em escala industrial data de 1930, quando Johann Faber adquiriu uma pequena f\u00e1brica em S\u00e3o Carlos, interior de S\u00e3o Paulo, onde at\u00e9 hoje funciona o seu complexo fabril. At\u00e9 ent\u00e3o os l\u00e1pis eram importados da Alemanha.<\/p>\n<p>TEMPOS MODERNOS<br \/>\nHoje \u00e9 poss\u00edvel encontrar no mercado l\u00e1pis de v\u00e1rios formatos: redondo, sextavado, triangular e oval (l\u00e1pis de carpinteiro). Com corpo de madeira ou de pl\u00e1stico. Dentre os de corpo em pl\u00e1stico, a NewPen do Brasil lan\u00e7ou em 1995 (patente rec\u00e9m-aprovada) que chamou de l\u00e1pis m\u00e1gico. Tem cara de l\u00e1pis, corpo de pl\u00e1stico e alma de lapiseira. Uma mola interna faz o grafite avan\u00e7ar. Dispensa apontador. \u00c9 fabricado em 3 diferentes di\u00e2metros: 05 para desenhistas, 07 para estudantes e 09 para crian\u00e7as. Um l\u00e1pis com ouro branco e diamantes na ponta e um apontador embutido, edi\u00e7\u00e3o limitada, no valor de R$ 17 mil foi criado pela Faber-Castell  para comemorar os 240 anos da empresa.<\/p>\n<p>O PAPEL DO L\u00c1PIS NA PROPAGANDA<br \/>\nEspecialmente nas d\u00e9cadas de 60 e 70, quando a propaganda brasileira despontava como uma das melhores do mundo, o l\u00e1pis era o principal instrumento de trabalho dos diretores de arte. Quantos roughs de futuros an\u00fancios premiados ou story-boards criados para memor\u00e1veis comerciais de TV eles n\u00e3o rabiscaram? Hoje \u00e9 tudo na base do computador. Mas na \u00e9poca, os famosos l\u00e1pis HB, H e B, com todas as suas numera\u00e7\u00f5es, que iam do dur\u00edssimo 7H ao suave B6 (quase um crayon) eram freneticamente manuseados pelos publicit\u00e1rios do setor de arte. Foi tamb\u00e9m a fase em que floresceram in\u00fameras casas especializadas em materiais para desenhistas. Vendiam pranchetas, blocos para layout, tintas, pinc\u00e9is, pap\u00e9is importados, borrachas, escovas, r\u00e9guas, esquadros e naturalmente l\u00e1pis. <\/p>\n<p>Texto Alberto Murata<\/p>\n<p>Fonte:<br \/>\nRevista Lojas &#8211; Papelaria, Brinquedos &#038; Cia<br \/>\nSite: www.lojcomm.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bom, bonito e barato o l\u00e1pis talvez seja a ferramenta mais \u00fatil e democr\u00e1tica que existe. 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