{"id":6221,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/como-conquistar-o-coracao-e-o-bolso-da-nova-classe-media\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"como-conquistar-o-coracao-e-o-bolso-da-nova-classe-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/como-conquistar-o-coracao-e-o-bolso-da-nova-classe-media\/","title":{"rendered":"Como conquistar o cora\u00e7\u00e3o e o bolso da nova classe m\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p>O desenho social em forma de losango abre novas oportunidades de neg\u00f3cios para todos os setores da economia brasileira. Um alerta para a reformula\u00e7\u00e3o dos planos de marketing promocional<\/p>\n<p>A NOVA CLASSE M\u00c9DIA RE\u00daNE 54% DOS BRASILEIROS<\/p>\n<p>A<br \/>\n capa da edi\u00e7\u00e3o 980 da Revista Exame foi publicada, em 2010, com a seguinte chamada: \u201cVinte anos para o Brasil ficar rico\u201d. A mat\u00e9ria inicia afirmando que o Brasil j\u00e1 foi uma na\u00e7\u00e3o jovem e est\u00e1 a caminho de ser considerado um pa\u00eds povoado por pessoas com expectativa de vida de 73 anos. Atualmente, dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o ocupam a faixa et\u00e1ria considerada economicamente mais produtiva: entre 15 e 64 anos. O fen\u00f4meno \u00e9 batizado pelos especialistas de b\u00f4nus demogr\u00e1fico &#8211; fase pr\u00f3spera de um pa\u00eds, que conta com o m\u00e1ximo poss\u00edvel de pessoas trabalhando. <\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o dos que est\u00e3o em idade de produzir continuar\u00e1 crescendo at\u00e9 2022, quando atingir\u00e1 um pico de 71%. A previs\u00e3o \u00e9 de que nessa data o n\u00famero de brasileiros em idade ativa passe dos atuais 130 milh\u00f5es para 147 milh\u00f5es. Nesse cen\u00e1rio, se o Brasil crescer apenas \u00e0 m\u00e9dia anual de 2,5% propiciada pelo b\u00f4nus demogr\u00e1fico chegar\u00e1 a 2030 com um produto interno bruto de 3,3 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, 50% maior que o atual. <\/p>\n<p>O b\u00f4nus demogr\u00e1fico est\u00e1 sendo confirmado por diversas pesquisas. Uma de \u00e2mbito nacional, realizada em 2011, mostra que 2,7 milh\u00f5es de brasileiros subiram das classes D e E para a nova classe m\u00e9dia e 230 mil chegaram ao topo. As fam\u00edlias da classe C vivem com R$ 1.450,00 mensais e na classe A\/B, a renda \u00e9 de quase R$ 3 mil em m\u00e9dia. Mais recentemente, em mar\u00e7o de 2012, o Jornal da Globo noticiou que o rendimento dos trabalhadores brasileiros bateu recorde em fevereiro. Com o aumento de renda, muitas fam\u00edlias subiram de classe social e mais da metade dos brasileiros (54%) faz parte da classe m\u00e9dia. A taxa de desemprego do m\u00eas de fevereiro de 2012 foi de 5,7%,  nas seis regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds. \u00c9 a menor, em dez anos, para o m\u00eas de fevereiro e o rendimento m\u00e9dio do trabalhador aumentou: quase R$1.700 mil por m\u00eas. <\/p>\n<p>Todos esses n\u00fameros confirmam as proje\u00e7\u00f5es do b\u00f4nus demogr\u00e1fico. As oportunidades de neg\u00f3cios abertas por essa transforma\u00e7\u00e3o s\u00e3o enormes para todos os setores da economia. Consequentemente abrem uma discuss\u00e3o importante a respeito dos novos h\u00e1bitos de consumo da chamada nova classe m\u00e9dia e a necessidade de reformula\u00e7\u00e3o dos planos de marketing promocional.<\/p>\n<p>H\u00c1BITOS DE CONSUMO DA CLASSE C<\/p>\n<p>Segundo levantamento da Fecom\u00e9rcio &#8211; RJ\/Ips, \u201cOs H\u00e1bitos de Consumo Brasileiro\u201d divulgado com exclusividade pela Ag\u00eancia Estado, a inten\u00e7\u00e3o de consumo da classe m\u00e9dia acelerou o ritmo no come\u00e7o de 2012. O porcentual de consumidores da classe C dispostos a consumir mais este ano, comparado com o ano anterior, subiu para 24% em janeiro de 2012, ante 15% em igual m\u00eas de 2011. Foi o maior avan\u00e7o entre as faixas de renda pesquisadas. <\/p>\n<p>O maior interesse da classe m\u00e9dia em compras tamb\u00e9m ajudou a impulsionar o gasto m\u00e9dio do brasileiro com alimenta\u00e7\u00e3o, higiene e limpeza, que cresceu 14,5% no per\u00edodo, de R$ 365,54 para R$ 418,56, em valores atualizados. Entre as prioridades de consumo, o destaque na pesquisa foi a reforma da casa, lembrado por 28% dos consumidores da classe C, contra 17% em janeiro de 2011. <\/p>\n<p>A nova classe m\u00e9dia brasileira tamb\u00e9m est\u00e1 exercendo importante papel para o crescimento do setor de turismo dom\u00e9stico. Na avalia\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Turismo, as classes C e D, com cerca de 25 milh\u00f5es de novos compradores, est\u00e1 sendo respons\u00e1vel por aquecer o turismo dentro do Brasil. Dados do Depes (Departamento de Estudos e Pesquisa) do mesmo minist\u00e9rio revelam que o incremento na renda de novos segmentos da popula\u00e7\u00e3o fez com que o n\u00famero de brasileiros que viajam passasse de 43 milh\u00f5es em 2007 para 50 milh\u00f5es em 2010.<\/p>\n<p>PLANOS PROMOCIONAIS REFORMULADOS<\/p>\n<p>A partir desses n\u00fameros, fica o alerta para os profissionais de marketing no que diz respeito ao desenvolvimento de planos de campanhas promocionais para esse novo p\u00fablico. O conhecimento dos n\u00fameros que demonstram os h\u00e1bitos de consumo da nova classe m\u00e9dia deve ser considerado na cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que realmente chamam a aten\u00e7\u00e3o desses consumidores com novas possibilidades de consumo de produtos e servi\u00e7os. <\/p>\n<p>Estudo divulgado na primeira semana de outubro de 2011 pela Troiano Consultoria de Marca, em parceria com o Ibope Intelig\u00eancia, confirmou que construir uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade e confian\u00e7a \u00e9 o principal caminho para conquistar o cora\u00e7\u00e3o e o bolso da nova classe m\u00e9dia. Portanto, na hora de pensar em campanhas dirigidas para esse p\u00fablico deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o v\u00e1rios aspectos. <\/p>\n<p>O material promocional deve ser flex\u00edvel a ponto de ser compartilhado. O p\u00fablico gosta de trocar ideias com a fam\u00edlia e os amigos sobre as melhores op\u00e7\u00f5es de compra. Vale investir em folhetos e publica\u00e7\u00f5es customizadas. As redes de supermercados apostam muito nessa ferramenta, assim como algumas cadeias de varejo que desenvolvem guias de compras e tabloides de ofertas.<\/p>\n<p>Mensagens diretas produzem melhor retorno. Por isso, \u00e9 importante identificar bem as promo\u00e7\u00f5es, comunicar o valor do desconto, esclarecer as condi\u00e7\u00f5es de pagamento e sinalizar tudo de forma vis\u00edvel no ponto de vendas. Integrantes da classe C n\u00e3o gostam do termo \u201cpopular\u201d. Uma boa op\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00ed-lo pela palavra \u201cecon\u00f4mico\u201d, da mesma forma como as companhias a\u00e9reas classificam suas poltronas vendidas por pre\u00e7os mais baixos.<\/p>\n<p>O poder de conhecimento do novo consumidor emergente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, bem-estar e preserva\u00e7\u00e3o da vida no planeta n\u00e3o deve ser subestimado. Boa parte deles j\u00e1 verifica, por exemplo, qual o tipo de g\u00e1s a geladeira escolhida emite. Outros manifestam o desejo de pagar um pouco mais por um produto org\u00e2nico ou que n\u00e3o agrida o meio ambiente.<\/p>\n<p>Concluindo, o Brasil \u00e9 cada vez mais um pa\u00eds de classe m\u00e9dia. O desenho social j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma pir\u00e2mide, \u00e9 um losango. A classe m\u00e9dia re\u00fane 54% dos brasileiros. Portas abertas para a\u00e7\u00f5es promocionais delineadas especialmente para esse p\u00fablico que, al\u00e9m de estar ascendendo socialmente, com certeza, tamb\u00e9m est\u00e1 mudando h\u00e1bitos de consumo e prefer\u00eancias. Vale a pena ficar alerta e agir.<\/p>\n<p>Por Elisabeth Guimar\u00e3es \u2013 Grupo Br\u00edndice<\/p>\n<p>Fontes:<br \/>\nRevista Exame<br \/>\nJornal \u201cO Estado de S\u00e3o Paulo\u201d<br \/>\nSebrae<br \/>\nAbmapro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desenho social em forma de losango abre novas oportunidades de neg\u00f3cios para todos os setores da economia brasileira. 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