{"id":6223,"date":"2020-11-10T11:20:45","date_gmt":"2020-11-10T11:20:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/era-uma-vez-uma-brincadeira-que-deu-certo\/"},"modified":"2020-11-10T11:20:45","modified_gmt":"2020-11-10T11:20:45","slug":"era-uma-vez-uma-brincadeira-que-deu-certo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brindice.com.br\/blog\/era-uma-vez-uma-brincadeira-que-deu-certo\/","title":{"rendered":"Era uma vez uma brincadeira que deu certo"},"content":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de um menino que se transformou em um profissional entusiasta do marketing promocional<\/p>\n<p>D<br \/>\ne megafone de papel\u00e3o na m\u00e3o, o menino Jo\u00e3o, com apenas 12 anos, esperava o fim da missa realizada aos domingos na igreja da matriz de sua cidade natal para anunciar sua brincadeira. Uma mesa de pingue-pongue decorada e coberta por len\u00e7\u00f3is dos dois lados e ao fundo constitu\u00eda o cen\u00e1rio de exposi\u00e7\u00e3o de diferentes produtos. Todo tipo de quinquilharias, miudezas de toda sorte e objetos doados pela m\u00e3e do menino eram sorteados e identificados por n\u00fameros. Para participar do sorteio, bastava pagar alguns centavos e o participante adquiria o direito de tirar (ele mesmo) os n\u00fameros de dentro da sacola da sorte. Para motivar os participantes, o menino Jo\u00e3o e seus amiguinhos escreviam mensagens em cartazes informando as condi\u00e7\u00f5es em que os visitantes podiam tirar a sorte gratuitamente. Quando um produto de grande valor era sorteado, os meninos gritavam alegremente, anunciando no megafone que havia sa\u00eddo a grande sorte.<\/p>\n<p>Uma tabela de pre\u00e7os informava a quantidade de n\u00fameros que podiam ser comprados e seus respectivos pre\u00e7os. Quem comprava uma determinada quantidade de n\u00fameros concorria a um maior n\u00famero de vezes. Uma d\u00fazia de n\u00fameros, por exemplo, dava direito a concorrer ao sorteio quinze vezes. Havia tamb\u00e9m coringas que davam, a quem os encontrasse tr\u00eas vezes, o direito de participar gratuitamente a dez sorteios. Era uma algazarra e a cada domingo o evento ganhava mais e mais participantes. Para os pais do menino Jo\u00e3o n\u00e3o passava de uma brincadeira de crian\u00e7a. E era mesmo. <\/p>\n<p>Acontece que a brincadeira deu certo e os neg\u00f3cios prosperaram. Ningu\u00e9m reclamava, a n\u00e3o ser da falta de sorte. Todos participavam e muitos passaram a colaborar, considerando o sucesso da brincadeira. O dono do armaz\u00e9m da pra\u00e7a, agradecido pelo aumento do movimento em sua loja aos domingos, tamb\u00e9m doava algumas mercadorias. At\u00e9 que um dia, o pai de Jo\u00e3o, presidente da C\u00e2mara Municipal da cidade alertou o filho para o fato de que o evento havia se tornado um neg\u00f3cio pr\u00f3spero, por\u00e9m ilegal. Sem resist\u00eancia, o menino ouviu as explica\u00e7\u00f5es do pai a respeito de emiss\u00e3o de notas fiscais, recolhimento de impostos e todo tipo de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 brincadeira que j\u00e1 faturava mais do que o com\u00e9rcio da m\u00e3e do menino numa semana pr\u00f3spera de vendas. Enfim, Jo\u00e3o acatou os conselhos do pai, encerrou suas atividades dominicais e partiu para o outro neg\u00f3cio. Outra hist\u00f3ria de sucesso. <\/p>\n<p>Dessa hist\u00f3ria pode-se perceber que atr\u00e1s da brincadeira aparentemente impensada, Jo\u00e3o e seus amiguinhos praticavam diferentes t\u00e9cnicas promocionais. O evento pode ser considerado uma feira de exposi\u00e7\u00e3o que inclu\u00eda a\u00e7\u00f5es de cuponagem, que hoje s\u00e3o conhecidas como \u201crebates, refunds ou redemptions\u201d. As a\u00e7\u00f5es incluindo sorteio, concurso e vale-brindes do tipo achou-ganhou operavam com ofertas e esquemas de liquida\u00e7\u00e3o de produtos. Os cartazes de ofertas eram verdadeiras pe\u00e7as de pontos de venda. O tr\u00e1fego de consumidores (traficbuilder) pode ser percebido como resultado indireto do evento, as t\u00e9cnicas de motiva\u00e7\u00e3o e marketing de incentivo como parte do planejamento e a mesa de pingue-pongue devidamente decorada como uma estrutura eficiente de visual merchandising. Isso tudo sem falar que os meninos faziam propaganda do evento, por meio do megafone de papel\u00e3o. <\/p>\n<p>A hist\u00f3ria ainda mostra como acontecimentos da inf\u00e2ncia vividos de forma espont\u00e2nea costumam apontar para hist\u00f3rias futuras promissoras. Melhor do que ler esta mat\u00e9ria \u00e9 acompanhar o cap\u00edtulo original escrito pelo autor, o menino Jo\u00e3o. No primeiro cap\u00edtulo do livro \u201cMarketing Promocional &#8211; A evolu\u00e7\u00e3o da Promo\u00e7\u00e3o de Vendas\u201d, Jo\u00e3o de Simoni conta como aconteceram seus primeiros passos pelos caminhos que o levaram a ser reconhecido como um dos profissionais mais respeitados do marketing promocional no Brasil. Ao final do cap\u00edtulo, o autor confessa que mais do que o uso adequado de t\u00e9cnicas, meios, ferramentas, mec\u00e2nicas e recursos, o menino Jo\u00e3o trabalhava com alegria. E aconselha: \u201cN\u00e3o deixe morrer a crian\u00e7a que h\u00e1 dentro de voc\u00ea! \u00c9 nela que reside a matriz do adulto\u201d.<\/p>\n<p>Por Elisabeth Guimar\u00e3es \u2013 Grupo Br\u00edndice<\/p>\n<p>Fonte: Promoview e Ferracci\u00f9, Jo\u00e3o De Simoni Soderini  Marketing promocional: a evolu\u00e7\u00e3o da promo\u00e7\u00e3o de vendas  S\u00e3o Paulo: Person Prentice Hall (2007).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de um menino que se transformou em um profissional entusiasta do marketing promocional D e megafone de papel\u00e3o na m\u00e3o, o menino Jo\u00e3o, com apenas 12 anos, esperava o fim da missa realizada aos domingos na igreja da matriz de sua cidade natal para anunciar sua brincadeira. 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