A arte de tornar-se maior que a vida

A história da humanidade tem mostrado ao longo do tempo e nas mais diferentes culturas que existem pessoas que se apropriam da sua biografia e assumem os riscos e alegrias da sua existência. Há pessoas que além disto se tornam figuras que influenciam a vida de outros, seja pela via do exemplo ou do discurso.

São pessoas transformadoras que se tornam agentes de alguma história. Podem ocorrer no mundo, países, governos, empresas, famílias e tantos outros sistemas da nossa sociedade.

Existem também aqueles que nem ao menos percebem que sua vida lhe pertence e passam toda uma existência dependendo de pessoas e mecanismos externos na busca de algum sentido para sua vida. Para estes é que existem os “gurús” de plantão e o crescente instrumental de auto-ajuda.

Mas também temos encontrado ao longo da história da evolução humana aquelas pessoas das quais se diz que “foram, ou são, maiores que suas vidas”. E a afirmativa deve ser no plural mesmo porque, com certeza foram seres humanos que viveram várias vidas ao longo de uma só.

Para compreendermos este comportamento de múltiplas facetas através de uma análise muito prática e sem grandes elaborações podemos utilizar a teoria dos papéis que vivemos.

Estabelecemos relações de caráter profissional, afetivo, espiritual, social, material e também no nível individual.

E, embora muitas vezes atuando em “cenários” diferentes, criamos personagens que não podem, do ponto de vista dos princípios, terem comportamentos e atitudes totalmente contraditórias.

Também nossa história deverá sempre ser olhada e vivida em três dimensões. Ou seja, passado, presente e futuro. Embora para muitos esta divisão possa parecer de caráter meramente didático, ela simboliza as transições pelas quais passamos. Somos diferentes a cada instante na medida em que devemos administrar conseqüências e expectativas dos papéis nas dimensões do tempo.

Mas o que torna uma pessoa merecedora da categoria e reconhecimento de alguém que viveu muito além da sua vida?

Pais podem desenvolver um profundo sentido de realização através das conquistas dos filhos e netos. Um empreendedor transforma uma criatura – a empresa – em uma obra que em dado momento pode tornar-se muito maior do que o seu criador. Lideranças transformadoras conseguem alterar rumos da história e influir na vida de pessoas. Para o bem ou para o mal.

Para alguns estas pessoas que assumem uma dimensão maior que suas vidas tornam-se referências. Mas não apenas para serem admiradas. Estas pessoas passam, de alguma forma, a ser consideradas muito maiores do que sua existência, na medida em que possam ser imitadas em algumas das suas dimensões de sentido e tempo.

E quando penso em todas estas questões recordo sempre a resposta de um historiador italiano, pertencente a uma família que está hoje na 14a. geração, quando perguntado sobre quais as razões para esta longevidade familiar e empresarial.

Disse ele, de forma muito pragmática, que na sua família “existiam mortos que estavam vivos, e vivos que estavam mortos”.

Embora o que seja motivo real de preocupação sejam os “vivos mortos”, pela falta de compromisso com sua biografia e sentido da vida, fica evidente que todos aqueles considerados como “mortos vivos” estão na categoria das pessoas que se tornaram maiores que suas existências.

É claro também que todo este conjunto de reflexões faz mais sentido ainda a cada dia que passa em nossa sociedade moderna.

Um mundo competitivo e globalizado, como o que estamos vivendo, exige que nos tornemos indivíduos que conseguem ver e agir muito além de meros desejos ou objetivos de curto prazo. Menos ainda que nossas aspirações sejam apenas influenciadas por uma sociedade consumista e que se satisfaz com modelos de fama efêmera.

Esta é uma mensagem para pais, educadores, lideranças sociais e formadores de opinião. Mas é acima de tudo um compromisso que cada um de nós precisa assumir consigo mesmo, na medida que pretenda se apropriar da sua existência.

Nunca é tarde para pensar e agir.

Fonte: Administradores

Como encontrar nichos de mercado lucrativos

Não é novidade pra ninguém: aquele happy hour entre amigos ou churrasco para assistir ao jogo com a turma é o palco ideal para falar de negócios. E sempre tem alguém que fala sobre o “amigo do primo do vizinho” que está fazendo o maior sucesso na internet com um negócio inovador. Surge, então, aquela vontade de aproveitar a oportunidade que a rede oferece a todos e conseguir emplacar um empreendimento que seja lucrativo. Mas como?

O que o tal amigo do primo do vizinho fez foi nada mais que encontrar um nicho de mercado que oferece um ótimo retorno financeiro e investir em um empreendimento com esse foco. Não é algo fácil de se conseguir, mas não é impossível – abaixo seguem algumas orientações e dicas que com certeza ajudarão você a se tornar um empreendedor inovador e de sucesso.

Seu conhecimento e experiência valem ouro

Certo, então você tem vontade de construir um empreendimento, tem recursos e meios para isso, mas ainda não sabe qual será a natureza do seu negócio. Um ótimo começo é refletir sobre sua própria vida, experiências e gostos pessoais, e transformar isso em um investimento que dê retorno.

Por exemplo: suponha que você tem paixão por pescaria, está sempre procurando por um feriado prolongado para viajar e “cair no rio” e investe certo dinheiro em equipamento especial. Aliás, uma coisa que sempre incomodou você e seus amigos pescadores foi a falta de opções na hora de comprar equipamento: existem poucas lojas especializadas, e as que existem ou não têm itens de boa qualidade ou marcas de confiança, ou são caras demais, ou têm péssimo atendimento. Eis aí uma boa oportunidade!

Tendo detectado essa necessidade dos praticantes de pesca e aliando isso ao conhecimento que você possui na área, você pode abrir um e-commerce especializado em equipamentos para pescaria com todos os diferenciais que você procurava enquanto consumidor: bons produtos, bom atendimento (conhecimento de quem vende) e preços razoáveis. O sucesso, é claro, depende também de muitos outros fatores – mas tendo foco em um nicho de mercado bem conhecido é um grande passo para o lucro.

O desejo como nicho

Todo mundo sabe disso, por estudo, observação ou experiência própria: compra quem tem necessidade e desejo. Então, se você está procurando um nicho de mercado lucrativo para seu empreendimento, que tal pensar um pouco nisso? O que as pessoas querem, do que elas precisam e o que mais interessa a elas hoje?

Fazendo um apanhado geral, as três palavras-mágicas dos desejos das pessoas atualmente são: relacionamento, dinheiro e saúde. Ou seja, todos querem se relacionar, independente do método e da orientação, todos querem enriquecer e todos querem uma vida com mais qualidade, sem doenças e complicações – e todos estão dispostos a gastar tempo e dinheiro com isso. Então, vale a pena tentar esmiuçar essa tríade, que já tem exemplos de empreendimentos de sucesso, e tentar encontrar nela alguma lacuna ainda inexplorada e que atraia as pessoas, como, por exemplo, uma rede de relacionamento para divorciados ou um aplicativo para smartphones que ajude o usuário a controlar suas finanças e economizar dinheiro.

Mecanismos de busca

Um termômetro obrigatório para quem planeja empreender e está procurando um nicho de mercado lucrativo para investir são os mecanismo de busca, em especial o Google. Tenha em mente que praticamente todas as pessoas que você conhece fazem buscas constantes no Google, essas buscas refletem suas necessidades e interesses.

Voltando no exemplo do e-commerce de equipamentos para pescaria: como será que está a procura por esse tipo de produto na internet? O próprio Google pode responder a essas perguntas, com o Google Trends e a ferramenta de palavras-chave do Google Adwords. Nesses serviços, você entra com uma ou uma série de palavras-chave que você define (uma palavra-chave é o termo pelo qual as pessoas fazem buscas no Google, como por exemplo, “equipamentos para pescaria”), e tem como resultado todas as estatísticas da procura por essa palavra no Google, como volume mensal de buscas, sazonalidade, de onde vêm as buscas, o CPC (custo por clique, ou seja, um indicador de quão “disputado” é o termo) e quais outras palavras-chave também são buscadas pelas pessoas.

Um alto volume de buscas por determinada palavra-chave significa que muitas pessoas buscam por aquele termo, e esse índice, aliado ao CPC, pode dar uma boa indicação de quão atrativo é o nicho a ser explorado. Por exemplo, se a palavra-chave “equipamentos para pescaria” tiver um alto volume de buscas e um baixo CPC, esse pode ser um nicho lucrativo. Contudo, cabe ao empreendedor interpretar os dados que a ferramenta oferece e avaliar a viabilidade de investimento.

Pense grande, mas dê um passo de cada vez. Ao invés de começar um e-commerce de sortimento exemplar, sugiro que inicie com um produto. Isso mesmo, um produto. Descubra qual é o best-seller deste segmento e crie uma landing page para vendê-lo.

Este não é o momento para buscar receita ou lucro. Seu objetivo é atrair clientes para esta página e entender as taxas de conversão. Procure saber qual é a proporção de entrantes vs. compradores e não esqueça de calcular seu custo de aquisição de cliente. Aos poucos amplie seus testes comparando com outras páginas (teste AB), com outros produtos e novos argumentos de vendas.

Quando sentir confiança de que o negócio é promissor, esse é o momento de começar a ampliar. Caso não tenha dado sorte e mesmo após diversos testes as taxas de conversão não forem boas, agradeça por não ter investido tempo e dinheiro neste mercado. Parta para outra e tente novamente!

Fonte: Administradores

3 passos para uma campanha de sucesso na internet

Inovação é a palavra-chave para o sucesso de qualquer startup, independentemente do ramo de atuação. Mas qual é a palavra-chave da sua startup? Será que você sabe? E, se sabe, será que esse é um termo que o consumidor buscaria na Internet em uma pesquisa? Essa definição deve ser o princípio básico do desenvolvimento da sua empresa. A partir dela você consegue determinar com clareza o conceito do seu negócio, o tipo de serviço que presta e quais soluções oferece ao mercado. E mais: assim você consegue dar ao consumidor informações precisas na hora de colocar no ar as estratégias de divulgação. Isso facilita a segmentação de mercado e, consequentemente, aumenta o potencial de vendas da sua startup.

Se você já trabalha com uma campanha de SEM, provavelmente já entende perfeitamente tudo isso. A sigla inglesa é usada para o Search Engine Marketing, um conjunto de técnicas e serviços que ajudam a melhorar o posicionamento de links (em formato de anúncios patrocinados ou não) nas ferramentas de busca da Internet – como Google, Bing, Yahoo, entre outros. Muita gente não sabe, mas SEO (Search Engine Optimization) faz parte da disciplina SEM e, neste artigo, focaremos em anúncios patrocinados. Adotando as estratégias de SEM, você garante, de forma eficiente, que o público em geral e possíveis clientes tenham acesso rápido a seu site durante buscas na web. Os benefícios são enormes: com um link bem posicionado nas pesquisas, sua página terá expressivo volume de cliques, que significará aumento de tráfego e maiores possibilidades de conversão de vendas.

Claro que trabalhar com essa ferramenta de marketing exigirá uma determinada injeção de recursos. Porém saiba que você só pagará pelos acessos que conseguir e que poderá estipular uma margem máxima de dinheiro a ser desembolsado. O mais importante é ter em mente que o SEM é fundamental para as empresas que querem se manter competitivas. Tratando-se de startups, que possuem projetos embrionários e precisam garantir inserção no mercado, campanhas do tipo são obrigatórias! Lembre-se de que, bem trabalhado, marketing nunca significará gasto, mas investimento. Os resultados aparecerão naturalmente, mas dependem de muito esforço e dedicação.

Nesse momento você deve estar se fazendo inúmeras perguntas: Mas como ter certeza de que fiz as opções adequadas na hora de definir e contratar a campanha? Como me certificar de que o dinheiro terá sido bem investido? Como identificar erros e acertos? Para todas essas questões há respostas técnicas. E para consegui-las é preciso usar algumas métricas específicas. Saiba que os próprios buscadores fornecem relatórios com estatísticas. Monitorando diariamente os resultados, você conseguirá medir a eficiência da sua campanha de SEM e poderá fazer alterações que permitam melhorar ainda mais o as conversões (vendas, cadastros, …).

Abaixo estão listadas as três métricas essenciais a serem observadas em campanhas de SEM. Se interessou? Então preste a atenção!

#1: Quality Score

O Quality Score é extremamente importante. Como o próprio nome diz, essa métrica determina a qualidade do material que você está colocando no ar, de acordo com o grau de relevância que ele tem para o consumidor. Vamos supor que você esteja trabalhando com o Google, que é o mais relevante. Nem sempre aparecerão na primeira linha ou na primeira página aquelas empresas que pagarem mais alto pelos cliques. O buscador fará uma avaliação daquilo que é mais importante também para o internauta. Afinal, ele quer oferecer um serviço eficiente e garantir que nos primeiros acessos a pessoa encontre por aquilo que está procurando.

Para balancear os interesses do buscador, dos clientes anunciantes e dos internautas existe o Quality Score. Quanto maior for esse índice, melhor posicionado ficará seu site. Mas o que ele leva em consideração? Dos diversos fatores utilizados, esses são os mais importantes:

•Click-Through Rate (CTR): Esse fator indica a taxa de cliques do link. Ele é calculado dividindo-se o número de impressões pela quantidade de cliques. Para aumentar o CTR você precisa garantir que o anúncio aparecerá de forma atrativa nas buscas. Tenha certeza de que a palavra-chave aparecerá no título e que a pessoa não precisará acessar sua página para entender do que se trata. Tudo precisa ser bem explicativo já na anúncio. Do contrário, o internauta vai passar batido e clicar no link da concorrência. Ou, pior, clicar no seu link e rapidamente voltar para encontrar o que realmente estava buscando.

•Relevância: Esse quesito indica se o site realmente será útil ao internauta. Daí, mais uma vez, a importância de escolha de uma palavra-chave adequada. Tente trabalhar com buscas menos amplas, usando para isso expressões compostas – as chamadas longtail keywords. Se escolher um termo muito abrangente, você aumentará a concorrência e ainda reduzirá a relevância do seu site nas buscas. Pense em que as pessoas digitariam se precisassem do seu serviço e defina uma busca para a qual seu link realmente será útil. Lembre-se: quanto mais segmentado você for, melhor será os resultados.

•Landing page: Se a sua página não for atraente, explicativa, de bom conteúdo e fácil navegação; seu link será penalizado e perderá pontos. Como já foi dito aqui, o buscador quer oferecer ao internauta um serviço de qualidade, com acesso a páginas bem construídas e profissionais. Portanto, esse é um quesito obrigatório de boa pontuação. A landing page é a sua sala de estar na web, onde você apresentará aos clientes seus serviços e oferecerá a eles a opção de apertar o botão de “comprar”. Então se ainda não investiu na construção de um bom site, inicie esse projeto desde já.

#2: Taxa de conversão

Você já entendeu que precisa ter uma landing page atraente e que deve escolher termos adequados para a palavra-chave de busca, do contrário seu link não terá relevância para os clientes e, consequentemente, não atingirá o volume de acessos esperados. Agora está na hora de darmos um passo à frente. A taxa de conversão é a segunda métrica a ser avaliada por sua startup depois que colocar uma campanha de SEM no ar. Ela vai indicar se a sua estratégia está realmente alcançando o principal objetivo de qualquer ação de marketing: as vendas.

A taxa de conversão é obtida calculando-se o número de usuários que realiza uma determinada ação, em relação ao número total de usuários do site. Vamos imaginar que a cada 100 pessoas que visitam a página, quatro contratam os serviços da sua startup. Hipoteticamente você terá uma taxa de conversão de 4%. Entenda que não existe um percentual ideal. Tudo depende do ramo que a empresa atua e do tipo de serviço ou produto que comercializa. Algumas firmas trabalham com taxas entre 1% e 2% e estão satisfeitas. O importante é ter metas para melhorar sempre.

Há uma série de ações que podem ser colocadas em prática para crescer a taxa de conversão. É o que os marketeiros chamam de Conversion Rate Optimization (CRO). Esse precisa ser um trabalho contínuo e diário. O primeiro passo para evoluir é ter controle dos números, o segundo, é fazer comparações com múltiplas companhas e landing pages diferentes, o famoso teste a/b. Você vai se impressionar como pequenas alterações podem trazer melhoras expressivas. Mas, antes disso, como saber se você está no caminho certo? Se suas primeiras estratégias foram bem sucedidas e se sua campanha de SEM está realmente sendo financeiramente compensatória? Uma boa forma de descobrir isso é utilizando a métrica abaixo.

#3: Custo de Aquisição de Cliente (CAC)

Calculando o custo médio de cada conversão, você terá uma ideia do quão lucrativa está sendo sua campanha. Para chegar a esse número, as empresas calculam primeiro o Custo Por Clique (CPC). Esse dado leva em conta todos aqueles que foram atraídos para dentro da página a partir de uma campanha, considerando-se que esses são clientes em potencial. Se você utilizou na sua campanha a modalidade CPC, esse dado estará disponível nos relatórios do próprio Google. Por outro lado, se você optou pela modalidade CPM – Cost Per Mille (custo por mil impressões) você terá que calcular o valor do clique manualmente. Porém quantidade não é tudo, sua maior preocupação deverá ser qualidade.

O CAC leva em conta apenas os acessos que realmente foram convertidos, seja efetuando uma venda, um registro ou qualquer que seja o objetivo da sua campanha. Por meio dele você saberá exatamente qual o custo médio de cada venda. Se o custo por conversão estiver muito alto, pode inviabilizar a campanha. Saiba que esse número nunca poderá ser igual ou maior do que oLifeTime Value (LTV), que determina em quanto tempo o consumidor vai utilizar seus serviços e quanto vai pagar por eles nesse período. Quanto menor for o seu CAC em relação ao LTV, melhor será o seu retorno financeiro. Se o seu CAC estiver muito alto, você obrigatoriamente deverá ter maior fôlego de caixa ($$$) para aguardar o retorno do capital investido no médio/longo prazo.

Vamos imaginar que, ao calcular essas métricas, você encontre números negativos. Não se desespere, é natural que seja assim no começo de qualquer campanha e para tudo há uma solução. Se sua startup tem custos de conversão muito altos, provavelmente tem uma taxa baixa de vendas. Isso indica que você precisa realizar mudanças na campanha (palavras-chave, anúncios e landing pages), sempre perseguindo melhorias. O céu é o limite. À procura de melhores desempenhos nos buscadores, há empresas que mudam até de nome. Agora, se você chegou a resultados positivos, ótimo, está no caminho certo. Agora basta continuar otimizando e aperfeiçoando suas campanhas. Lembre-se: as métricas devem ser a base da sua estratégia. Nunca desista de melhorar, seja criativo, seja um growth hacker.

Fonte: Administradores

Impacto do RH nos resultados monetários

Autor: Fabio Moraes

Promover a gestão do Capital Humano alinhado à sua estratégia de negócio é um grande desafio para empresas de diferentes portes e áreas de atuação. Não basta conhecer os funcionários e estabelecer competências para suas ocupações, é necessário também entender o negócio, o mercado e as metas de crescimento em toda a cadeia e se incluir como parte integrante para o alcance dos resultados da companhia.

O RH que ainda mantém características operacionais sem a preocupação de atingir resultados está fora do foco de competitividade organizacional exigida pelos seus CEOs; isto já é uma realidade empresarial. A questão agora é como, de fato, o RH pode contribuir para o desempenho da empresa.

Para melhorar o desempenho da gestão do Capital Humano e, consequentemente, a produtividade e seus resultados, a organização deve ser capaz de monitorar, medir e avaliar as metas e processos de RH que estão em andamento. Conseguindo assim, prestar contas sobre suas realizações de forma clara e objetiva, pois não há gestão eficaz do negócio sem informações recorrentes, sólidas e que tenham valor.

Quando o RH põe o foco nos resultados mensuráveis, ganha credibilidade perante os olhos dos gestores da empresa e mostra que se trata de uma área profissional, que se preocupa com cada centavo investido. Além disso, a mensuração dá subsídio para o constantemente aperfeiçoamento das ações internas, construindo uma cultura de resultados e engajamento e, consequentemente, produtividade, já que colaboradores engajados realizam mais e melhor.

Os indicadores de performance do capital humano são diversos mas há alguns pilares básicos: quantidade, custo, tempo, qualidade e satisfação. Como premissa para medir esses indicadores, é necessário um repositório e um banco de dados confiável, com critérios iguais e métodos de cálculos que possibilitem análises para a tomada de decisões. Neste contexto, a tecnologia serve como um apoio para facilitar os processos de monitoração e medição de resultados, instrumentalizá-los e gerir os números.

Mas medir resultados vai além dos indicadores que demonstram se os processos internos de RH são eficientes. Cabe à área avaliar numericamente o impacto de seus processos, já que quando não se mostra monetariamente os resultados, os investimentos em pessoas passam a ser vistos como despesas.

Por exemplo, em vez de mostrar à diretoria que a taxa de turnover da empresa é de 20% ao ano, por que não converter esse percentual em dinheiro? Desta forma, o indicador de rotatividade seria mais facilmente entendido se o RH apontar que ao perder capital humano a empresa também perdeu um relevante investimento com taxas trabalhistas de desligamento, trabalho que deixou de ser feito até selecionarem e treinarem outro profissional, que demorará meses para produzir como o anterior, que tinha tempos de casa etc.

Assim, apesar de algumas ações de RH serem intangíveis, o departamento pode sim transferir em valores monetários diversos indicadores, como taxas de absentismo, índice de acidentes etc.

Por fim, devemos lembrar que o RH é o elo entre a estratégia da empresa e seus colaboradores, e que, por intermédio de ações e valores mensuráveis ou não, ele tem o papel fundamental de desenvolver pessoas. E pessoas felizes e motivadas são absolutamente essenciais para o sucesso de toda e qualquer empresa.

Fabio Moraes é analista de marketing e produtos sênior da ADP.

Fonte: ClienteSA

O antídoto contra apagão de talentos

Autor: Kátia Crema

A falta de profissionais qualificados no mercado não é um problema recente, nem exclusivo do Brasil. Segundo uma pesquisa elaborada pela The Conference Board, intitulada de CEO Challenge 2013, o apagão de talentos no mercado de trabalho é o maior desafio de todos os líderes de empresas dos mais diversos setores espalhados pelo mundo. Buscando atenuar este problema, as empresas passam a investir cada vez mais na profissionalização de seu capital humano por meio da educação corporativa aliada ao e-learning, ou educação a distância.

A escassez de recursos e investimentos públicos para a educação, bem como professores desqualificados ou desmotivados, além da dificuldade de acesso a um ensino de qualidade – principalmente para os que vivem em áreas afastadas das grandes capitais – cria profissionais com potencial limitado e que não possuem os conhecimentos mínimos exigidos pela empresa, o que consequentemente os torna desqualificados para o mercado. A diferença entre os profissionais formados pela rede de ensino versus as qualificações demandadas pelas empresas para a seleção de um funcionário, torna o preenchimento de uma vaga especializada cada vez mais difícil, gerando processos seletivos que podem durar seis meses ou mais, contudo, sem obter o profissional desejado. E as empresas não o fazem por mal. Para se manterem competitivas num mercado globalizado e em constante mudanças, elas precisam de profissionais com conhecimento e habilidade para se moldarem às mais diversas mudanças.

O diferencial competitivo da empresa é o seu capital humano, que é o recurso que permite seu crescimento, a tomada de novas ideias e estratégias. Sem pessoas, não há empresa no mundo que sobreviva. Por isso, muitas empresas passaram a investir mais em seus profissionais.

Se o mercado não oferece um profissional com o nível de conhecimento que ela precisa, nada a impede de contratá-lo e moldá-lo de acordo com suas necessidades. Por isso, está ficando cada vez mais comum a criação das universidades corporativas, que como o próprio nome diz, são espaços dentro da empresa que buscam oferecer treinamentos, especializações e informações para aprimorar o conhecimento do capital humano da organização.

E é neste momento que a modalidade de ensino a distância, na qual funcionários espalhados pelo território nacional ou até mundial, podem ser treinados com as mesmas informações e estarem alinhados aos negócios da empresa de forma bastante dinâmica.

O e-learning veio para quebrar barreiras e permitir o crescimento sustentável das organizações, em especial aquelas que possuem um grande número de colaboradores espalhados em diversas regiões. Além de ser mais barata e viável que processos de treinamentos presenciais, que exigem deslocamentos de equipes para centros de treinamentos, elas podem ser treinadas de onde estão, de forma rápida, usando recursos como computadores, tablets e smarthphones para acessar os conteúdos.

Por meio da tecnologia, a educação tornou-se mais democrática e atrativa para as novas gerações, que vivem plugadas na internet e são capazes de absorver o grande fluxo de informações que a globalização oferta diariamente. Para as empresas, o e-learning e as universidades corporativas permitiram a contratação e formação de novos talentos, garantindo assim seu crescimento e a geração de novos empregos.

Já para o país, o uso destas universidades corporativas surgiu como uma forma de possibilitar maior acesso da população de baixa renda a empregos que antes poderiam ser apenas das classes mais abastadas da sociedade, com melhor nível de educação. A grande mensagem que fica é que temos sim um apagão, mas não de talentos e sim de formação.

Mas, enfim, este é um problema que tem solução. Para isso, basta que as empresas e as pessoas invistam cada vez mais em educação corporativa, seja ela presencial ou à distância. Assim, crescem as pessoas, as empresas e o país.

Katia Crema é designer educacional na SOU Educação Corporativa.

Fonte: ClienteSA