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Os bastidores do Promológico. A palavra de quem planejou a pesquisa que aponta novos rumos para o mercado promocional

Thiago Nascimento, diretor de planejamento da NewStyle, recebeu o Guia Bríndice para uma entrevista que resultou em um bate-papo descontraído e repleto de insights e criatividade. Entre uma pergunta e outra, Nascimento fez questão de ilustrar suas posições com exemplos e comentários preciosos para o mercado pro-mocional e, especialmente, para o mercado de brindes.

Guia Bríndice – Quais são as informações que mais chamaram sua atenção nos resultados da pesquisa?
Thiago Nascimento – A NewStyle desenvolveu uma pesquisa que abordou aspectos sob os pontos de vista antropológico, psicológico e sociológico. Um campo de estudo que considerou a promoção e a sociedade de consumo como objetos de análise. Partimos de algumas questões como “O que influencia o seu comportamento de consumo?”; “Como os diversos estímulos promocionais influenciam sua decisão de compra?” e “O que é promoção em sua opinião?”. E as respostas a essas perguntas nos levaram a perceber que estamos no século XXI, mas as promoções estão paradas no tempo. As agências e anunciantes ainda fazem promoção como se fazia no século passado. Boa parte do que é feito hoje reflete um Brasil de 20 ou 30 anos atrás: um país paternalista, onde a promoção assume um papel assistencialista. Hoje, é necessário acompanhar as mudanças de um mundo em que tudo é mais simples, colaborativo e personalizado; e o consumidor quer testar. Todas essas mudanças acontecem de forma dinâmica; tudo acontece ao mesmo tempo, de forma fragmentada e muito rapidamente. As promoções precisam refletir esses novos comportamentos e formas de relacionamento. Afinal, o consumidor brasileiro está mais crítico e prefere a verdade.

Guia Bríndice – A pesquisa detectou que 89% dos entrevistados que participam de sorteios gostariam de escolher seus prêmios. Em sua opinião, como essa estratégia poderia ser viabilizada?
Thiago Nascimento – A pesquisa detectou que o consumidor cansou de prêmios emoldurados, fechados. Ele gostaria de ter a oportunidade de escolher o prêmio de acordo com suas necessidades, sendo algo personalizado, customizado. Para esclarecer, podemos pensar em uma viagem que poderia ser oferecida como prêmio sob o ponto de vista atitudinal, de acordo com o perfil do consumidor que poderia escolher entre campo, cidade ou praia. Esse é um exemplo de prêmio que poderia ser oferecido de acordo com a preferência do consumidor, respeitando as escolhas do público-alvo.

Guia Bríndice – A pesquisa detectou que a maioria dos entrevistados não aprova o recurso publicitário de utilizar “imagens meramente ilustrativas”. Nós sabemos que as imagens utilizadas muitas vezes não correspondem à realidade, uma vez que a comunicação utiliza o recurso de atrair o consumidor com imagens que refletem um patamar acima da realidade. Qual a solução para isso?
Thiago Nascimento – Em campo, percebemos que a comunicação deve utilizar imagens reais dos prêmios. Atrair o consumidor com imagens que refletem um patamar acima da realidade não funciona mais. Esse recurso causa frustração. O consumidor atual é crítico e quer a verdade. Por exemplo, não adianta publicar uma imagem de um carro de luxo, quando, na verdade, o carro oferecido como prêmio refere-se a um modelo popular. Isso também causa ruído na comunicação.

Guia Bríndice – A participação do consumidor em promoções ainda é burocrática. A pesquisa detectou que os consumidores gostariam que tudo fosse mais simples. Em sua opinião, como as campanhas promocionais poderiam facilitar a vida do consumidor na hora de participar de uma promoção, sem que ele tivesse de cumprir muitas etapas?
Thiago Nascimento – No início do desenvolvimento tecnológico, a quantidade de dados solicitada estava relacionada a uma questão preventiva. Tudo era feito para evitar fraudes e isso tornou a participação do consumidor mais burocrática. Atualmente, a coleta de dados deve seguir o pensamento digital que foi desenvolvido para facilitar a vida do consumidor. Por exemplo, hoje para o usuário criar um perfil no Facebook é necessário preencher apenas seis campos de dados. Para participar de uma promoção, o consumidor muitas vezes precisa preencher 16 campos de dados. O Promológico divulgou as 10 descobertas promológicas e uma delas diz respeito ao PromoRelacionamento. Ou seja, a promoção não deve ser encarada apenas como uma ferramenta de vendas. Mas, como o início de um relacionamento duradouro de envolvimento com a marca. A pesquisa detectou que as empresas mantêm relacionamento com os ganhadores da promoção e não utilizam a base de dados para iniciar e manter relacionamento com os outros participantes. Portanto, não faz mais sentido a burocratização da participação em campanhas promocionais.

Guia Bríndice – É muito comum o lançamento de promoções que unem vários tipos de mecânicas numa só ação e oferecem ao consumidor a oportunidade de participar de várias formas. Por exemplo, primeiro o consumidor participa de uma mecânica achou, ganhou e com o código impresso na embalagem é convidado a participar de um sorteio. Como você percebe esse tipo de estratégia?
Thiago Nascimento – De um lado, é necessário um esforço de comunicação para que o consumidor seja atraído naquele momento. O consumidor é imediatista e precisa perceber que será beneficiado, que ganhará algum tipo de vantagem. Se o benefício lhe for apresentado de forma rápida e relevante, a combinação de duas mecânicas numa mesma campanha promocional é boa, é recomendada. Por outro lado, é estratégico perceber que cada uma das mecânicas responde a um objetivo de marketing específico. O sorteio, por exemplo, é recomendado para aumentar as vendas de um produto que já é consumido pelo público-alvo. A mecânica compre e ganhe é recomendada para conquistar novos consumidores de uma determinada marca e a degustação para conquistar consumidores de marcas concorrentes. Por isso, anunciantes e agências devem desenvolver campanhas promocionais que correspondam às expectativas dos consumidores e aos objetivos de marketing das marcas e produtos.

Guia Bríndice – A respeito da distância que existe entre as grandes empresas e os consumidores. Como uma grande empresa poderia melhorar sua experiência com o consumidor, se não consegue atendê-lo de forma personalizada, como “a vendinha do seu Manuel”, por exemplo?
Thiago Nascimento – A experiência do consumidor também deve ser abordada sob dois pontos de vista: a regionalização e a flexibilidade no oferecimento da premiação. A regionalização diz respeito, principalmente, à escolha da linguagem na comunicação. Enquanto o consumidor do sudeste “faz compras do mês”, o do nordeste “faz feira” e o do sul “faz rancho”. Um anunciante nacional deve levar em conta essa questão, desenvolvendo uma comunicação que fale de diferentes formas com cada região, encontrando recursos linguísticos adequados para falar ao mesmo tempo com diferentes culturas. A premiação também deve considerar as diferenças de poder de consumo de cada região. Enquanto no sudeste a linha branca já está consolidada aos hábitos de compra dessa população, no nordeste, considerando o seu poder aquisitivo, o consumo desses produtos é percebido de outra forma, ou seja, é mais valorizado. O anunciante também deve reconsiderar o hábito de se fazer presente em determinadas regiões apenas em épocas e/ou comemorações específicas, como as festas juninas, por exemplo. O ideal seria que o anunciante estivesse presente em todas as regiões o máximo de tempo possível e de acordo com seus objetivos de marketing.

Guia Bríndice – A partir dos resultados da pesquisa realizada pela NewStyle, o mercado de brindes pode utilizar esses dados e informações para oferecer opções mais adequadas para as empresas anunciantes e agências que desenvolvem campanhas promocionais. Em sua opinião, como o mercado promocional pode colaborar com as empresas anunciantes e agências na criação de campanhas promocionais?
Thiago Nascimento – O mercado de brindes pode colaborar com inteligência estratégica. Ou seja, oferecendo um portfólio de brindes acompanhado de uma leitura que considerasse o perfil do consumidor. Uma combinação de dados que disponibilizasse para os anunciantes e agências o acesso a informações relevantes relacionadas a categorias de brindes desenvolvidos de acordo com o perfil dos consumidores. Ou melhor, informações que justificassem as características mais atrativas desses brindes. Afinal, existem informações disponíveis no mercado que podem colaborar para a realização de um portfólio de brindes relevantes para diferentes campanhas promocionais.

Por Elisabeth Guimarães – Grupo Bríndice

Promológico: a promoção na visão do consumidor brasileiro.

Uma pesquisa que aponta novos caminhos para o mercado de brindes promocionais

A agência NewStyle, do Grupo ABC, patrocinou uma das mais completas pesquisas dos último anos sobre promoções realizadas no Brasil. Com consultoria da The Listening Agency, o estudo foi realizado em duas etapas e foi a campo em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte. Nesta matéria, o Guia Bríndice vais mostrar os principais aspectos da pesquisa e ao longo das outras matérias dos editorial vai comentar as mecânicas de promoções selecionadas, que podem exemplificar os motores das promoções. Assim, baseado na pesquisa que recebeu o nome de Promológico, o guia deste ano pretende apontar novos caminhos para o mercado de brindes promocionais.

A partir do ponto de vista dos consumidores, a NewStyle desenvolveu a pesquisa a fim de entender melhor as promoções e saber o que elas significam para os brasileiros. A pesquisa foi desenvolvida num campo de estudo onde o objeto é a promoção e a sociedade de consumo. A agência traçou objetivos para descobrir o que influencia o comportamento de consumo; como os diversos estímulos promocionais influenciam a decisão de compra e o que é promoção na opinião dos consumidores brasileiros.

A pesquisa foi realizada com mais de 1.000 consumidores em supermercados, centros de compras, lojas de ruas, além de acompanhar o dia a dia de 20 famílias. Para aproximar todo mundo utilizou o Facebook como canal comum para a interação entre os entrevistados. Assim, a pesquisa tornou-se mais colaborativa e pessoas espalhadas por todo País puderam trocar informações, formular perguntas, publicar respostas, enfim, abasteceram a pesquisa com informações valiosas.

Para começar, a pesquisa fez uma pergunta simples: os brasileiros gostam de promoção? Sim, os brasileiros gostam de promoção, mas para eles promoção está relacionada mais a descontos e ofertas. Os dados apontam que 46% dos entrevistados não conhecem as ações promocionais como promoção. Essa informação revelou um modelo de comportamento dos consumidores: os brasileiros gostam de sair no lucro, pagar menos ou ganhar algum tipo de benefício que faça a compra valer a pena. Os dados demonstram que 85% dos brasileiros querem obter alguma vantagem quando fazem compras nos supermercados. A partir dessa primeira pergunta, muitos outros aspectos foram surgindo e sendo discutidos. As respostas resultaram em informações que podem ser consideradas verdadeiras descobertas.

Assim, o Promológico divulgou as 10 descobertas Promológicas:

1. O nascimento da PromoRelacionamento
A promoção não deve ser encarada apenas como uma ferramenta de vendas. Mas, como o início de um relacionamento duradouro de envolvimento com a marca.
2. O argumento regional
Cada região do Brasil tem suas particularidades e as diferenças são grandes. No momento do consumo, todas essas peculiaridades são cruciais na tomada de decisão de compra.
3. Celebridade só se for de verdade
O consumidor entende que o uso da celebridade é feito para chamar a atenção dele. Mas está deixando de se identificar tanto com sorrisos pagos e preferindo os sorrisos de verdade.
4. O trial super poderoso
Hoje, o consumidor pode experimentar muitas coisas antes de decidir se quer comprar ou não. Mas ele quer fazer isso a todo momento; não somente nos lançamentos das marcas.
5. Atenção para os concursos culturais
O consumidor não quer ter sua inteligência subestimada com perguntas óbvias. Também desconfia do critério e da veracidade da comissão que vai avaliar a foto, o vídeo ou a frase que ele vai enviar para participar do concurso.
6. Esqueça o IBGE quando pensar em promoção
Muitas vezes, famílias com a mesma renda possuem comportamentos totalmente diferentes. São inúmeras as possibilidades e por isso não se pode considerar somente a renda, mas os interesses na hora de investir em produtos.
7. Saímos da frente da TV
Quando a pesquisa questionou os entrevistados sobre onde eles gostariam de ser impactados por mensagens de consumo, as mídias sociais e os pontos de vendas on-line e físicos assumiram o topo da lista a frente da TV e da revista.
8. Eu sou único e quero ser tratado como tal
É básico, mas complexo. Na relação com uma empresa, o consumidor quer ser tratado da mesma forma em qualquer ponto de contato. Tanto no PDV como no site ou no call center.
9. Aqui não tem trouxa
As promoções não podem gerar dúvidas ou enganar o consumidor. A divulgação de um ponto de vista ou uma crítica (construtiva ou destrutiva) é um comportamento cada vez mais comum em redes sociais. O consumidor está bem ligado e não está deixando passar mais nada.
10. Seja acessível, simples e esteja próximo 24 horas por dia.
É isso que o consumidor espera das empresas. Facilitar a vida deles. A promoção existe para fazer a diferença na vida das pessoas e não para complicar.

A pesquisa também investiu bastante tempo e cuidado para buscar informações a respeito das mecânicas – os motores da promoção. A agência selecionou alguns estímulos promocionais específicos para conseguir identificar a relação de cada um deles com os consumidores. O resultado é surpreendente. A pesquisa revela alguns padrões de comportamento e algumas quebras de paradigmas, que apontam para oportunidades que o mercado promocional pode aproveitar para se renovar e ser mais eficaz. Para tanto, o Promológico revela dados a respeito das mecânicas mais utilizadas, como Achou, Ganhou; Concurso Cultural; Ativação; Sorteio; Compre e Ganhe e Sampling e Degustação. Ao longo desse editorial você vai encontrar uma matéria relacionada a cada uma dessas mecânicas promocionais, revelando e analisando os principais aspectos de acordo com os resultados do Promológico.

Retrato do consumidor brasileiro
Achou, Ganhou – Dentre os 54% dos consumidores que já experimentaram a mecânica 60% a escolheram como preferida.
Concurso Cultural – Mais de 66% dos brasileiros acham que falta transparência nestas campanhas promocionais.
Ativação – A pesquisa demonstrou que apenas 27% dos entrevistados já vivenciaram alguma experiência de marca e 52% deles têm interesse em participar.
Compre e Ganhe – Do universo da pesquisa, 78% dos entrevistados já participaram de campanhas que usam a mecânica Compre e Ganhe.
Sorteio – 82% dos entrevistados gostariam que as promoções de sorteios fossem mais rápidas; 83% participariam de sorteios se conhecessem alguém que já ganhou.
Sampling e Degustação – A degustação aparece como a mecânica de maior participação (55% dos entrevistados já participaram mais de uma vez).

Por Elisabeth Guimarães – Grupo Bríndice

Fonte: NewStyle – www.promologico.com.br

Sampling e degustação. A mecânica com maior participação e a mais querida dos brasileiros

87% preferem experimentar os produtos antes de comprá-los

No Promológico, a degustação aparece como a mecânica de maior participação (55% dos entrevistados já participaram mais de uma vez). Os brasileiros gostam tanto desse tipo de promoção que a pesquisa observou exemplos de pessoas que se inscrevem em sites ou redes sócias para receberem amostras. E faz sentido que essa promoção seja a mais querida. Hoje em dia, os consumidores experimentam os produtos antes de comprar. Então, por que não podem experimentar seu produto? Essa foi uma das questões que apareceu como uma discussão importante em todas as regiões do Brasil. Foi assim que a pesquisa decidiu questionar os motivos pelos quais algumas marcas ainda não perceberam isso. Afinal, trial realmente funciona. Tanto é que 88% dos brasileiros gostariam de degustar mais produtos dentro dos supermercados. Homens (69%) e mulheres (78%) são impactados de formas diferentes por essa mecânica promocional.

Sampling é muito usado para lançamento de produtos e a pesquisa descobriu que o consumidor quer experimentar mais, não apenas no momento do lançamento do produto. Afinal, a mecânica pode ser usada em qualquer momento do ciclo de vida do produto, desde que alinhada com os objetivos da marca. O sucesso dessa mecânica depende muito da qualidade da entrega. O sampling não pode contemplar aquelas amostras minúsculas; precisa ser de verdade para que o consumidor consiga ter uma experiência real com o produto. Por exemplo, não adianta oferecer uma mostra grátis de um sabão em pó que só dá para lavar uma peça de roupa. A métrica precisa mudar: de pessoas impactadas na ação para a quantidade de conversão. Afinal, 82% dos entrevistados concordam que o sampling leva à compra de produtos não experimentados anteriormente à ação.

Nesta matéria, toma-se como exemplo o case do Iogurte Grego da Vigor que desenvolveu um plano de marketing focado no PDV por meio de degustação. Com o objetivo de posicionar a Vigor como uma marca inovadora e atual, a empresa mudou o jeito de falar de iogurte. Até então, a comunicação da categoria focava atributos funcionais, utilizando argumentos que todos já sabiam: produto saudável, fonte de proteínas, vitaminas e cálcio. Para sair do lugar comum, a marca deixou de lado tudo que é racional. A partir daí, a comunicação começou a investir em conceitos como “Vigor Grego não é só mais um iogurte. É uma experiência sensorial. É bom porque é ultracremoso e ultrassaboroso”. E como o produto era diferenciado, proporcionar sua degustação era chave para a propagação da novidade e a rápida aceitação da linha.

A solução foi fazer um recall da marca, um formato totalmente inusitado na categoria, convocando os brasileiros a comparecer a um dos supermercados participantes “munidos de RG e colherinha”. O hotsite disponibilizava mais informações sobre os PDVs participantes. Os filmes publicitários foram criados com depoimentos reais de pessoas no supermercado tentando descrever a prazerosa sensação de experimentar o iogurte grego. A ideia era retratar a experiência de consumo do produto como algo surpreendente e inexplicável, como nunca se imaginou em um iogurte.

Por meio da campanha, a marca surpreendeu o consumidor com inovações em primeira mão (lançamento de novos sabores – maçã e canela, ganache e goiabada) A estratégia de mídia consistiu em impactar e massificar a mensagem para estimular rapidamente conhecimento e geração de fluxo para o ponto de venda.
Após um ano de trabalho, Vigor é Top of Mind em iogurte grego. Por meio das ações de degustação que desenvolveu, quadruplicou o volume no período e atingiu a liderança de mercado em São Paulo Capital, passando a ser vista como uma marca moderna e inovadora. O lançamento de Vigor Grego também foi o lançamento de uma nova fase para a Vigor. Considerando que era vista como uma marca sem grandes diferenciais, pode-se dizer que a ação promocional gerou a ação de comunicação. Exatamente o contrário do que geralmente acontece. Coisa de grego? Com certeza, ideias que dão resultado oferecem aquele gosto gostoso de renovação.

Por Elisabeth Guimarães – Grupo Bríndice
Fontes: NewStyle – www.promologico.com.br
Vigor

Sorteio. A mecânica dos consumidores que sempre participam de promoção

Sorteio. Essa mecânica é para quem realmente participa de promoção. O Promológico detectou dois perfis: os que participam e são entusiastas da mecânica e os que não têm interesse em sorteios. Quem participa, participa sempre e tende a trocar de marcas e experimentar novos produtos por causa da promoção. Dentre aqueles que menos participam, a pesquisa revela que existe uma menor chance desse consumidor mudar de marca e experimentar novos produtos por causa da promoção. A pesquisa também revela que muitos consumidores deixam de participar de sorteios porque preferem mecânicas mais simples.

Outro dado importante revelado pelo Promológico contrapõe à forma como as marcas percebem o sorteio: a ideia de que a mecânica é basicamente dirigida para consumidores de baixa renda. Nesse aspecto, a pesquisa aponta para um empate técnico: das classes A e B, mais de 55% participam de sorteios e dos consumidores das classes B e C, mais de 49% participam de sorteios. Independente de classe social, a pesquisa também revelou que 82% dos entrevistados gostariam que as promoções com sorteios fossem mais rápidas; 83% participariam de sorteios se conhecessem alguém que já ganhou. Com esses dados, a pesquisa traz alguns insights para a criação de uma ação promocional que opte pelo sorteio como mecânica. A promoção precisa ser mais rápida, simples, menos burocrática, mais colaborativa e transparente.

A exemplo de campanhas promocionais que utilizam o sorteio como mecânica destaca-se a promoção #jogapramim da Sadia. A ação envolveu diversos produtos da marca e desenvolveu o conceito convidando a Seleção Brasileira a jogar para as crianças que nasceram após o pentacampeonato de 2002 e, portanto, ainda não sentiram a emoção de ver o Brasil conquistar um Mundial.

A estratégia adotada pela Sadia é um exemplo de como envolver as crianças na decisão de compra por meio de uma ação promocional que utiliza a mecânica de sorteio – comprar, cadastrar e concorrer. Pode-se perceber que a promoção #jogapramim está dirigida para os entusiastas, ou melhor, àqueles consumidores que estão dispostos a experimentar novos produtos e também para os que não experimentam novos produtos, mas que podem ser influenciados pelas crianças.

Para participar, o consumidor preenchia um formulário de dados, cadastrava os produtos Sadia e ganhava números da sorte. Para ganhar números da sorte, bastava cadastrar a nota fiscal de compra de uma Qualy junto com qualquer outro produto Sadia. A combinação de uma Qualy com um produto Sadia gerava um cupom com três números da sorte. Com apenas um cupom o consumidor já estava concorrendo em três sorteios. Sempre que o consumidor cadastrava uma nota fiscal estava concorrendo a uma camisa oficial da seleção brasileira autografada. Assim, quanto mais notas fiscais o consumidor cadastrava, mais chances ele tinha de ganhar. No primeiro mês, o consumidor concorreu a quatro cozinhas completas e, no segundo mês, concorreu a 1 milhão de reais, geladeiras, fogões, sistemas de som, bicicletas, entre outros e mais quatro cozinhas completas. Muito simples: dependia apenas de um cadastro.

Para produzir o filme da promoção, foram recrutadas 60 crianças, com idade entre 6 e 12 anos, que ilustraram o sonho do Brasil sagrar-se vitorioso mais uma vez, com o gostinho especial de jogar a Copa 2014 em casa. Durante a filmagem, atitudes espontâneas foram gravadas e disseminadas na internet em quatro pequenos vídeos. “Os filmes foram disponibilizados no brand channel e na homepage da marca Sadia”, ressalta Andrea Napolitano, diretora de marketing da BRF. “São aperitivos da nossa nova campanha”, completa a executiva. A campanha inclui filme com veiculação nacional em TV aberta, anúncios de mídia impressa, ações digitais e materiais de ponto de venda. “Vestimos os nossos produtos de verde e amarelo. Todos ganharam novas embalagens”, revela Andrea. “Nas redes sociais, teremos o aplicativo ‘Eu Vi’, que ilustra de maneira divertida a quantidade de vezes que o torcedor viu a Seleção sagrar-se campeã”. Estão programadas também ações no Twitter e Youtube.

As declarações de Andrea apontavam para uma campanha integrada, que trabalhou um conjunto de produtos e investiu, principalmente, na marca Qualy, que durante o mês de março de 2014 também veiculou uma campanha da margarina: “Bom no pão, bom no fogão”. A mecânica de sorteio – comprar, cadastrar e concorrer – oferece mecanismos de forma rápida, simples, e sem burocracia. Os filmes disponibilizados no brand channel e na homepage da marca Sadia e o aplicativo ‘Eu Vi’ disponibilizado nas redes sociais revelaram um exemplo de campanha promocional colaborativa e transparente.

Prêmios pertinentes ao perfil do público, como as camisetas da seleção brasileira, agradaram as crianças de todas as idades e os eletrodomésticos acompanhados de prêmio em dinheiro agradaram a todos os torcedores brasileiros. Sinal de que fornecedores de brindes tradicionais como camisetas podem colaborar de forma diferenciada, oferecendo produtos de qualidade para empresas de todos os portes que investem em campanhas promocionais. É certo que sediar uma Copa do Mundo é um evento que pode levar anos para acontecer de novo. Mas, com certeza, independente de eventos tão grandiosos, brindes como uma simples camiseta podem fazer a diferença de quem compra e de quem vende brindes. Sorte de quem percebeu essa oportunidade e investiu na brasilidade, ou melhor, na simplicidade.

Por Elisabeth Guimarães – Grupo Bríndice

Fontes: NewStyle – www.promologico.com.br
Sadia

Marketing Promocional – História e Evolução

Até meados da década de 90, no Brasil, não se falava, não se conhecia ou não havia ainda a descoberta do poder, do alcance e da potencialização econômica do Marketing Promocional. A história desse conceito de Marketing, da segmentação de produtos e serviços para o marketing promocional, funde-se um pouco com a própria história política e industrial do país.

Quando o presidente eleito na década de 50, Juscelino Kubitschek, o JK, criou o seu mote de campanha “50 anos em 5”, criou-se uma fórmula de aceleração do crescimento industrial no país. Porém a cultura do Marketing, da Comunicação e da Propaganda ainda era um embrião, não se falava em campanhas de publicidade e de comunicação de uma maneira a estimular o consumo e promover a consciência sobre os produtos e serviços. Nessa época ainda se via apenas anúncios, alguns na televisão que acabara de chegar, outros em outdoors. Porém, a variedade de produtos e o conceito de serviços ainda eram escassos nesse período.

Mas a aceleração da economia foi intensa, passaram-se as décadas de 50, 60 e 70, o regime político se transformou, até que veio a década de 80. Considerada a “década de ouro” da publicidade e propaganda, os anos 80 deram a verdadeira noção ao mercado, às empresas de serviços e produto, da importância da publicidade e propaganda para atrair consumidores e aumentar as vendas, provocando um aumento de consumo e do interesse das pessoas estimulados pelas campanhas de publicidade.

Com essa aceleração e a abertura de mercados em todos os segmentos e com a entrada cada vez maior de produtos no mercado brasileiro, além do crescimento contínuo do setor de serviços, as estratégias de publicidade já não eram só pela propaganda. Os conceitos de Marketing começam a aparecer fortemente e os empresários começam a trazer de fora, principalmente dos EUA, novas estratégias, novas fórmulas e novas atratividades já que, agora, os consumidores não são mais manipulados ou passivos e já criam a consciência de diferenciar produtos, seja pela qualidade, pela marca, pelo preço, avaliando o custo-benefício de cada um e pensando já no que é melhor, no que é mais durável e no que pode lhe trazer mais vantagens. Vantagem: esse é o conceito chave do Marketing Promocional.

Assim, em meados da década de noventa as empresas começam a se atentar para agregar valores, segmentar mercados e criam fórmulas para atrair o consumidor oferecendo essas vantagens. Surgem então os conceitos de promoção, de marketing promocional, principalmente nas redes de varejo. No início as promoções iniciam simples, apenas com os famosos “leve 2 e pague 1” ou “compre o sabão e ganhe uma toalha”. Ações desse tipo tornam-se cada vez mais comum. Mas como todo mercado cresce, evolui e como toda estratégia se renova, o Marketing Promocional começa a ganhar espaço em diversos segmentos, e torna-se uma das principais ferramentas de conquista, atração, fidelização e comprometimento dos clientes com uma marca, produto, serviço ou, o consumo conjunto dos dois, com estratégias para que os clientes já possam comprar e consumir ao mesmo tempo. O maior exemplo disso são as redes de Fast Food ou de Conveniência, que criam facilidades e praticidades, levando clientes a consumir mais, em menor tempo.

O Marketing Promocional torna-se amplo, cheio de novidades e a cada dia cresce em conceitos, em novas fórmulas, agregando cada vez mais valor na corrida pela satisfação e conquista dos clientes. Grandes exemplos e cases podem ser citados, como programas de fidelização e de acúmulo de pontos ou bônus, onde o consumidor é atraído pela relação de que, se ele compra, ele terá o benefício da troca por algum outro produto ou serviço. Ou ainda, as parcerias criadas entre empresas de produtos e serviços, que criam estratégias de marketing que atraem os consumidores para um mercado cada vez mais amplo, como por exemplo, as bandeiras de cartões de crédito, que vinculam seus produtos à diversas outras empresas que geram benefícios para os clientes. Tudo em torno de obter vantagens.

A corrida do Marketing Promocional é intensa. Novas fórmulas são estudadas para que as pessoas escolham, procurem e negociem produtos e serviços que podem lhe trazer mais vantagens, lhe render mais benefícios e gerar o melhor custo benefício. E, dentro desse segmento, os brindes tornam-se grandes protagonistas de atratividade, fidelização e conquista dos clientes. Afinal, quem não gosta de receber um presente, um agrado, um carinho ou um reconhecimento de que, aquilo que é consumido, pode lhe trazer uma grande satisfação, estreitando o relacionamento entre empresas, clientes, produtos e serviços, com um toque especial que, simples ou sofisticado, pode trazer mais felicidade e relacionamento direto do consumidor com a sua marca preferida.

Por Erick Machado – Grupo Bríndice