Quando um gerente de loja vê um consumidor entrar no seu espaço comercial, sua íris envia ao cérebro uma mensagem altamente perigosa: "ali está vindo um Ser Humano, nosso cliente, que é muito parecido com o mesmo cliente de 10 anos atrás. Veja só: ele está vestindo calça, camiseta, tênis, meia, usa óculos. Tudo muito parecido a outrora. Até seu cabelo é igual ao da década passada".
Se ele não mudou, nós também não precisamos mudar. É neste momento que caímos na cilada das aparências. Elas enganam, e como! Este aparato externo, que podemos chamar de "corpo", está hoje carregando um cérebro completamente diferente. Justificativa: nós vivemos o que nós sabemos e aprendemos. Este consumidor, em verdade, foi de forma ativa e passiva guerreiro de uma das mais sérias revoluções que ocorreu em toda história do mundo dos negócios. Em apenas dez anos ele se transformou de plebeu (bobo da corte talvez seja mais apropriado) em majestade absoluta. Mesmo os mais esquecidos, devem se lembrar como eram tratados quando queriam comprar um carro ou um telefone. O que hoje se denomina "encantamento do cliente" caminhava na via inversa do "encantamento do fornecedor". Um vendedor de aço ou de madeira aglomerada lhe fazia um grande favor quando garantia a sua cota e lhe vendia o produto antes da virada da tabela. (arghf!!!!! No final de cada mês)
Hoje o jogo mudou. A decisão de quem o cliente vai escolher, para ser seu fornecedor está literalmente na ponta de seus dedos. Veja o caso do telefone: o "21" não funcionando é imediatamente substituído pelo "15" ou pelo "23". Quero trocar de carro? Não há problema. Hoje no Brasil temos mais de 200 opções. Saímos da época em que nosso leque de alternativas ficava no fatídico quarteto: Corcel, Opala, Passat e Fiat 147.
Da classe média para cima o brasileiro conheceu o mundo. Este cérebro diferente de hoje já sabe fazer comparações, e muito inteligentes. Ele sabe (porque viveu) o que é a excelência Disney ou a qualidade Saint Germain de Prés. No avião ele já vê (e pisa) o tapete vermelho. Se ficar por aqui, ele compara o banheiro do supermercado com as instalações do Mc Donalds ou do Outback.
Em verdade, seu modelo mental, seu leque de paradigmas, incorporou 500 vezes o que poderíamos chamar de teoria do consumidor. Isto mesmo, ele há quinze anos não sabia nem 0,5% do que sabe hoje. Seja porque comeu macarrão italiano, tomou vinho francês ou provou queijo suíço.
Um cuidado adicional: cada vez mais esta coisa física (de novo o corpo) estará entrando menos na sua loja. Se ele não gostar de filas (é claro que há quem goste) ou tiver outras preferências mais nobres (como trabalhar, amar, estudar, ficar com os filhos) seu tomate e cenoura chegarão virtualmente pela rede. Quando isso ocorrer, talvez se chegue ao momento máximo da evolução. O consumidor definirá o preço que quer pagar. Leilão eletrônico, passará a ser ferramenta normal em qualquer atividade. Cuidado com o paradigma da calça e da camiseta. As aparências enganam.
Fonte: Marco Aurélio Ferreira Viana – conferencista, escritor, pesquisador, consultor e presidente do Instituto MVC – Estratégia e Humanismo.
Motive-se para criar, crie para motivar-se!
Você adora o que faz e, enquanto trabalha, nem vê o tempo passar? Se a sua resposta for "sim", pelos cânones da auto-ajuda, você poderia ser enquadrado na categoria dos profissionais motivados. Mas não sejamos assim tão simplistas, não é? Você pode realmente amar o que faz, mas a pressão por resultados é tamanha e os problemas são tantos que não dá para dizer que trabalha motivado. Você pode nem ver o tempo passar mesmo, mas não porque esteja motivado e, sim, porque sua empresa está uma loucura, uma bagunça, e você mal consegue dar conta dos seus afazeres.
Nesses tempos de profundas mudanças, alta competitividade e grandes pressões no interior das empresas, nem sempre é fácil encontrar motivação para trabalhar. Sua competência e seus esforços às vezes parecem insuficientes para fazer as coisas funcionarem como gostaria. E os problemas então? Sugam sua energia. Você sai do trabalho exaurido, até com sentimento de culpa por não ter resolvido todas as pendências. O pior é que elas estarão à sua espera no dia seguinte, engrossando a lista de "pepinos" que certamente irão surgir.
Se é assim que você se sente, provavelmente entrou numa espiral negativa em que as questões não solucionadas lhe causam desprazer e o desprazer leva à desmotivação. A boa notícia é que o movimento dessa espiral pode ser revertido se você acrescentar um tempero especial ao seu trabalho: a criatividade. Segundo o professor de psicologia da Universidade de Chicago, Mihaly Csikszentmihalyi, autor do livro Flow, pessoas que procuram desempenhar tarefas criativamente encontram mais prazer no que fazem. O prazer, por sua vez, é altamente motivador. Aí está a espiral positiva: criatividade, prazer e motivação.
Antes de mais nada, é preciso que você analise a forma como vem tentando resolver seus problemas. Se normalmente fica ansioso ou transtornado para encontrar a solução, precisa aprender a fazer o que eu chamo de "distanciamento da situação". Em vez de ficar concentrado na questão, abra seu foco de visão para tudo que envolve o problema. Procure perceber todas as implicações que ele tem e analisá-lo por vários ângulos. Distanciar-se de um problema é como sobrevoar o congestionamento de helicóptero: você sai do caos, vê sua extensão e enxerga possíveis saídas.
O que isso tem a ver com criatividade? Tudo. Quanto mais você se distancia mental e emocionalmente do problema, mais predisposto a ter idéias criativas se torna. Afinal, não é com a cabeça quente e os nervos exaltados que conseguirá ter uma inspiração, é? Bem, de nada adianta ficar "zen" diante dos problemas se você não exercitar sua criatividade para que ela se manifeste quando necessário. Um bom treino para isso é sempre procurar fazer coisas diferentes das habituais. Experimente um novo caminho para ir ao trabalho, assista uma estação de TV que nunca viu, compre uma revista nova, converse com um desconhecido, enfim, dê a si mesmo a chance de surpreender-se com algo novo todos os dias. Fazer as coisas sempre do mesmo jeito nada mais é do que a exteriorização do modo como sua mente trabalha, sempre percorrendo as mesmas e consagradas trilhas de raciocínio. Ao mudar seus hábitos, você estará abrindo novas trilhas.
Da mesma forma como você procura trazer novidade ao dia-a-dia, experimente fazer o seu trabalho de maneiras diferentes. Mude o jeito de encaminhar as coisas, procure alternativas para simplificar tarefas, crie novos procedimentos. Pessoas criativas estão sempre em busca de aperfeiçoamento naquilo que fazem e disso extraem seu prazer. O reconhecimento de que estamos fazendo nosso trabalho um pouco melhor a cada dia é altamente motivador.
Uma boa dica para sustentar a espiral da criatividade, prazer e motivação é diariamente, ao despertar, ter pensamentos positivos, algo como "hoje, apesar de tudo, eu serei feliz" ou "a criatividade sempre me ajuda a resolver as situações que encontro". As atitudes e pensamentos que temos nos primeiros minutos do dia determinam a qualidade de 80% do restante daquele dia. Não queira resolver todos os problemas de uma só vez; em vez disso, estabeleça metas realistas, comprometendo-se com o que é mais importante ou mais urgente. Com essas atitudes simples, você poderá terminar o dia satisfeito por ter cumprido seus objetivos e usado a criatividade. O que pode haver de mais motivador do que isso?
Fonte: Leila Navarro – palestrante motivacional e comportamental
Mas afinal de contas, o que é o relacionamento?
Não vamos discutir a relação e sim o relacionamento. Não se deixe influenciar pelo impacto da frase acima. Na recente história, nunca se falou tanto sobre o tema, o centro das atenções em tempos de tecnologia digital de informação, interatividade e colaboração. Tanto é que uma das ações básicas para o sucesso de uma estratégia de marketing digital é desenvolver uma freqüência ativa no relacionamento web com os clientes.
De acordo com o Dicionário Houaiss, os significados para as palavras são: relação, vinculação de alguma ordem entre pessoas, fatos ou coisas; ligação, conexão. Relacionamento – ato ou efeito de relacionar-se. Já, o Marketing de Relacionamento é o "processo de criação, manutenção e aprimoramento de relacionamentos fortes e repletos de valor com clientes e outros interessados" (Kotler & Armstrong, Princípios de Marketing – 9º Edição).
Em essência, é um modelo de negócio centrado no cliente, de forma individual – "um a um". Baseia-se no fato da empresa já ter uma conexão e conhecer o seu cliente, possibilitando a ele o acesso à informação de melhor qualidade, facilidade de compra e de comunicação. Além da economia de tempo e de dinheiro. Em suma, o benefício de que seja mais fácil fazer negócio com a sua empresa.
É deste relacionamento que estamos falando, via web, uma mídia extremamente dirigida, que atinge um público formador e multiplicador de opinião. Permite interatividade e colaboração, disponibiliza uma oferta rica de produtos e serviços que visa a competitividade e a lucratividade.
O mundo mudou. A forma como as empresas se relacionam com seus clientes é decisiva para a continuidade do processo de consumo. Com a revolução digital, as pessoas passaram a ter, com o simples clique de um “mouse”, um universo de opções com total mobilidade e sem qualquer comprometimento. A ausência de comunicação, via contato físico, aliado ao surgimento de novas marcas e mídias, pode representar uma ameaça à lealdade. Portanto, a forma como as empresas vão se comunicar e se relacionar com o mercado através dos meios digitais, é que irá garantir o seu sucesso.
A internet possibilita o desenvolvimento e o gerenciamento das relações individuais com clientes individuais. Uma série contínua de comunicações e interações colaborativas, muito próximas, com vínculos e contato direto. E qual é o objetivo final? Fidelização em relação à marca.
Para particularizar esta relação com o cliente é preciso identificar, diferenciar, interagir e, por fim, personalizar o relacionamento de forma a ser uma experiência única. A informação precisa sobre suas expectativas, mapeadas via o relacionamento, que é bidirecional, cria uma relação de conveniência e comodidade. Conhecer este cliente e seu perfil único de consumo permite realizar produção e oferta customizada com distribuição, comunicação e incentivos ao consumo personalizado.
Não podemos esquecer que "clientes são o ativo mais valioso de uma empresa". E mais, é preciso distinguir os clientes de maior valor dos clientes com valor estratégico (potencial) e manter um relacionamento diferenciado com cada um deles.
Vale mencionar também sobre a importância das ferramentas tecnológicas de gestão integrada (Enterprise Resource Planning, CRM, Business Intelligence, Data Warehouse, Data Mining, etc). Além disso, as soluções de métricas e análises web contribuem para transformar dados em informação (qualitativa e quantitativa), que gera conhecimento, de maneira a dispensar tratamento diferenciado. A empresa organiza, facilita e agiliza seu relacionamento com os clientes.
A integração da visão digital, interativa e colaborativa e o uso de soluções eficientes e adequadas aos meios digitais (online) são a garantia do sucesso das ações de relacionamento. Elas devem estar contempladas nos processos de planejamento estratégico, de campanhas e ações promocionais de relacionamento. Isso inclui criação, definição do formato, conteúdo e mídias.
Discutir a relação parece muito mais fácil! Acredite se quiser.
Fonte: Maria Elisa Miranda – Gerente Executiva do Virtual Metric, área de métricas e análises web da Virid Interatividade Digital, empresa especializada em soluções e serviços de marketing digital.
220 Anos Depois, a Volta da Escravidão: a Escravidão Digital
Oficialmente, a escravidão foi abolida no Brasil pela Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Porém, 220 anos depois, vivemos um outro tipo de escravidão: a escravidão digital. A escravidão digital não é oficial, mas é psicológica. As pessoas sentem medo de perder o crédito em seus serviços caso não consigam responder a um e-mail no final de semana, em um feriado, ou até nas férias.
Um amigo recentemente se deparou com o seguinte problema: recebeu, em uma bela manhã, um e-mail dizendo que há três dias um outro funcionário aguardava uma resposta dele, e que, por isso, o projeto estava parado. Detalhe: esse e-mail foi recebido segunda-feira pela manhã, e o primeiro e-mail com a pergunta foi disparado sexta-feira às 20h, após o expediente.
As pessoas estão cada vez mais impacientes com o tempo de resposta. Disparam um e-mail com uma dúvida e, depois de 10 minutos, já vem um segundo e-mail perguntando por que você não respondeu o primeiro!
Se você se programa para viajar no final de semana, o seu chefe logo lhe pergunta: “Você vai estar com o celular? Tem Internet aonde você vai? Você vai levar seu notebook?”.
Se não bastasse tudo isso, já existem serviços que mostram em um mapa a sua localização rastreando seu celular. Não é um serviço totalmente preciso, pois não é um GPS. Porém, é precisão suficiente para saberem o bairro em que se encontra e se pode se deslocar para a empresa para resolver um problema urgente.
Os smartphones agravaram o problema, porque agora você não pode nem mais dar a desculpa de que não levou o notebook ou que não havia micro no local aonde você foi. Afinal, você pode baixar seus e-mails em seu celular.
Algumas pessoas estão viciadas nestas ferramentas e não conseguem ficar sem consultar o e-mail em seu smartphone. Levam-no para a praia, para a casa de campo, para o clube, enfim, para onde forem.
Em seus quadros mais graves, algumas pessoas ficam irriquietas, suam frio, sentem-se inseguras pelo fato de não estarem conectadas e não conseguirem ver o e-mail. Alguns hotéis já obrigam seus hóspedes a deixar seu celular na recepção e alguns resorts, inclusive, instalaram bloqueadores de celulares, para evitar que as pessoas entrem com seus aparelhos escondidos!
O barateamento dos notebooks e dos roteadores wireless está contribuindo para proliferar as redes domésticas sem-fio. Um amigo relatou que teve uma surpresa ao entrar em seu quarto, porque havia uma placa de “Proibido Notebook”. Era uma brincadeira de sua esposa, mas que obviamente tinha um fundo de verdade: ele estava trabalhando até altas horas da noite despachando e-mails em sua cama, em vez de fazer coisas mais interessantes.
É impressionante como os hábitos mudaram radicalmente nos últimos anos. Quem tinha, há 15 anos, e-mail, celular e Internet banda larga em casa? Hoje, não vivemos mais sem eles. Esta é a nova realidade. Um mundo onde temos a conveniência e as facilidades trazidas pelas novas tecnologias, mas que, além dos benefícios, trazem os problemas da perda de privacidade e da invasão da vida pessoal com os assuntos de trabalho.
Fonte: Adalton M. Ozaki – coordenador dos cursos de graduação em administração de empresas da FIAP. Atua há mais de 15 anos no setor de tecnologia de informação e atualmente é sócio-diretor da ADF Consulting.
Marketing no Twitter: Veja as pesquisas que apontam o perfil e as preferências dos usuários do Twitter.
O Twitter Como Ferramenta de Marketing
As ferramentas de relacionamento social são cada vez mais utilizadas pelas empresas para se comunicar com público e clientes. Uma das “febres” do momento é o Twitter. Este serviço online funciona como um miniblog de textos curtos, aberto para quem quiser seguir essas mensagens instantâneas de até 140 caracteres.
Pesquisa realizada pelo Ibope em março de 2009 informou que já existem cerca de 700 mil usuários com perfil de grande interesse em informação, novidades e produtos.
Outra pesquisa foi feita por uma agência de marketing promocional no período em abril do ano passado e observou-se que a maioria dos usuários são homens (61%), jovens e adultos, na faixa de 21 a 30 anos, solteiros, e moradores, de forma predominante, dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Para os profissionais de marketing, a melhor notícia foi saber que 53,6% dos internautas se interessam por ações publicitárias no Twitter. Com isso, as empresas começaram a abrir contas no Twitter e criar ações focadas nesse público. Cerca de 70% segue ou já seguiu perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias, o que demonstra a atual eficiência deste serviço de comunicação.
Uma reportagem do site globo.com afirma que, de cada cinco brasileiros com acesso à internet, quatro já fazem parte de algum grupo de amigos virtuais e dois terços dos internautas do mundo, quase um bilhão de pessoas, estão nas redes sociais.
Essas pessoas são consumidores, clientes.
A DELL, empresa que fabrica e vende computadores, resolveu recompensar seus seguidores no Twitter nos EUA. A empresa afirma que faturou 1 milhão de dólares durante o período de vendas de final de ano enviando informações promocionais a seus seguidores no Twitter. Para retribuir o sucesso, a empresa agora oferece descontos para quem acompanhar seu perfil nesta mídia social. A primeira promoção oferecida pelo perfil da Dell, seguido por 11.844 pessoas, deu descontos de 30% nos laptops XPS da própria marca.
Ótima iniciativa de baixo custo e dirigida a um público com “taxa de interesse” mais alta do que a média.
As redes são fenômenos que não podem ser ignorados pelo Marketing no momento de se comunicar com seu mercado. No entanto, não é tarefa fácil. Não basta criar o perfil e usar ferramentas de SPAM de mensagens. O twitter é um serviço de interação, por isso, pessoas preparadas para se comunicar constantemente com esse público são indispensáveis e insubstituíveis.
Conheça seu público e vá onde ele lhe procura.
Talita Quirino
Jornalista Responsável
