Gestão de Controles Internos e Gestão de Riscos, o que devo fazer primeiro?

As empresas nos últimos tempos estão adequando a sua gestão com base em controles internos, compliance, riscos e segurança da informação, mas o que devemos fazer primeiro, levantar os riscos e implementar controles, ou mapear os processos, implementar controles e identificar os riscos depois?

Eu acho muito interessante isso, pois em conversas com colegas especialistas em controles e riscos, ficamos boquiabertos como falta ainda uma boa definição de como facilitar a gestão dos negócios, e já não é de hoje que falamos que antes de implementar controles, necessitamos conhecer o negócio, e quando evidenciamos negócios, dizemos processos, sistemas, produtos, pessoas e modelo de gestão.

Falar de gestão de riscos antes de implementar controles internos e contábeis é dar tiro no escuro em minha humilde opinião, pois quando iniciamos uma empresa, sempre visamos os controles contábeis, financeiros e alguns controles internos necessários para o negócio.

Para que tenhamos uma noção disso, muitas empresas ainda estão em processo de profissionalização dos controles internos e contábeis, mas falam de riscos e nem mapearam seus processos internos, e como estariam então seus controles, se não fazem a mínima ideia de quantos processos têm e para qual objetivo foi criado, e quem são os responsáveis, agora me respondam quais são os riscos?

Existem alguns questionamentos sobre maturidade de riscos e maturidade de controles. Podemos questionar em qual nível de maturidade de Controles Internos sua empresa se encontra?

•Nível 1 – Não Confiável: as atividades de controle não são mapeadas

•Nível 2 – Informal: os controles dependem principalmente das pessoas

•Nível 3 – Padronizado: as atividades de controle são mapeadas e implementadas

•Nível 4 – Monitorado: controles padronizados e com testes periódicos

•Nível 5 – Otimizado: utilização de automação e ferramentas para apoiar as atividades de C.I

Se somos sabedores que muitos dos controles são dependentes de quem os criou ou de quem os faz, e quando o “gestor do conhecimento” vai embora, quem dá continuidade no trabalho?

Então se somos frágeis em maturidade de controle imaginem na maturidade de riscos sem mapeamentos e processos definidos?

Portanto, acreditamos que controle interno deveria ser ponto inicial de cada projeto, produto, sistema, atividade e principalmente voltado para o negócio, mas em certos casos não é assim que acontece, colocamos o produto ou serviço na linha de produção e depois corremos atrás para entender como controlamos e se existem normas de órgãos reguladores ou normas internas que permitem a realização do projeto.

Na verdade no momento atual, falar que risco é mais importante que controle interno, que é mais importante que compliance ou que sejam mais importantes que segurança da informação, é justamente uma falácia, pois todas estas áreas tem sua importância na gestão, dependendo do momento e da situação que cada uma delas possui, mas sozinhas nada podem fazer.

E aqui deixo também evidente o grau de importância da auditoria na validação e verificação dos processos de controles, compliance, riscos e segurança da informação tão importantes na gestão dos negócios.

Portanto, devemos avaliar que na profissionalização da gestão e na busca de atendimento aos órgãos reguladores, devemos em minha opinião, mapear processos, identificar controles, validar compliances, identificar riscos e fazer a com que a empresa esteja em conformidade com regras estabelecidas na boa gestão de governança corporativa e sustentabilidade.

Fonte: Administradores

Trabalho em equipe para resultados de alta qualidade

Pode-se dizer que o trabalho com times surgiu de duas vertentes: da necessidade histórica do homem de somar esforços para alcançar objetivos que, isoladamente, não seriam alcançados e da crescente busca por resultados imposta pelo mundo moderno. Há muitos estudos que comprovam cientificamente que os resultados qualitativos e quantitativos do trabalho em equipe é muito mais alto e expressivo do que o esforço individual. Este tema parece ser bastante conhecido e difundido no mundo corporativo. Contudo, encontramos times trabalhando de maneira precária, com baixo nível de comunicação e confiança, foco da reflexão que faremos a seguir.

A verdade é que a complexidade do trabalho em time evoluiu exponencialmente com o passar dos anos e a sua dinâmica de funcionamento conta com variáveis que se interdependem e se intercomunicam continuamente. Nas organizações há times multifuncionais, multiprofissionais, multiculturais e consequentemente visões de mundo bastante distintas. O encontro de múltiplas gerações nas empresas compõe mais uma variável de desconforto. Muito comum encontrar nas empresas gestores mais jovens que os membros de suas equipes. Os códigos de conduta e “mind sets” se encontram e se misturam na arena corporativa. Estudos demonstram que a competência diversidade presente na equipe é um componente muito importante, que eleva a produtividade do time e traz resultados surpreendentes. Mas, obviamente, é muito mais difícil lidar com a diversidade, exige mais debate, o confronto é mais aberto, porém o resultado final é indiscutivelmente melhor.

O fato é que a eficácia de um trabalho em time traz resultados significativos para uma organização. Este tema vem ganhando importância estratégica para as empresas na medida em que os resultados obtidos alavancam os resultados de um negócio. Um time diferenciado traz resultados diferenciados e o oposto também é verdadeiro. A pressão por resultado somado à diversidade e complexidade do trabalho em time pode tornar a convivência corporativa bastante angustiante e frustrante. Uma equipe com baixa produtividade e positividade traz resultados medíocres.

O escasso tempo do executivo somado à alta sobrecarga do trabalho, de certa forma, promove o distanciamento e a superficialidade nas relações. É muito comum visualizar membros de equipes que preferem não se posicionar diante de questões de extrema relevância. Os silos de trabalho, muito comum também nas organizações, estão também presentes em equipes pequenas e grandes, de baixa e alta senioridade, mas nada disto é colocado em evidência.

Neste contexto surge o Team Coaching que, diferente do time building, não é um evento, e sim um processo. É uma abordagem de aliamento e fortalecimento do trabalho com equipes que assegura o desempenho de alto nível. A meta do Team Coaching é melhorar a eficiência da equipe de modo que isto se reflita positivamente em resultados de alta performance para a organização, por meio de uma abordagem que propicie eficiência e foco no resultado, otimizando os recursos disponíveis.

Além disso, a metodologia de Team Coaching propõe uma co-responsabilidade pelo processo de mudança, aprimora a confiança, comunicação e feedback entre os membros da equipe, fornecendo um vocabulário e modelo para um novo modo de trabalhar em equipe.

O Team Coaching, composto por sessões semanais, aposta na ampliação da consciência do time com foco na sustentabilidade das relações ao longo do tempo. Desta forma, podemos ter times com necessidades diversas que vão desde a dificuldade de relacionamentos, conflitos, diversidade cultural, falta de alinhamento, até questões de cunho produtivo com baixo desempenho e posicionamento estratégico.

Em um mundo onde os ventos da mudança sopram constantemente, em vez de ter times que levantam barreiras para se protegerem dos ventos, as empresas precisam ter times efetivos que saibam construir moinhos que vão maximizar os ventos em seu favor.

Silvana Mello – é Head of Coaching Pratice – LHH|DBM.

Fonte: Administradores

Pequenos negócios estão cada vez mais confiantes

Brasília – O otimismo dos donos de micro e pequenas empresas vem crescendo desde fevereiro deste ano. Em junho, o Índice de Confiança dos Pequenos Negócios (ICPN), levantamento mensal realizado pelo Sebrae, ficou em 117 pontos, valor superior em nove pontos ao registrado em fevereiro. Em relação ao ICPN de junho de 2012, o aumento foi de cinco pontos.

“As boas vendas em maio por causa do Dia das Mães e a proximidade com o Dia dos Pais tiveram forte influência nesse resultado”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. De acordo com ele, o recorde do volume total de crédito e o crescimento do rendimento médio dos trabalhadores também promoveram um impacto positivo nos últimos resultados do ICPN.

Os microempreendedores individuais (MEI) – aqueles com faturamento de até R$ 60 mil por ano e com no máximo um empregado – e o setor da Construção Civil são os mais confiantes nesse crescimento econômico. Eles apresentaram, respectivamente, um ICPN de 121 e 120 pontos. Quando analisado o resultado por região, os estados do Norte foram os que demonstraram maior otimismo do empresariado em junho, com um índice de 125 pontos.

A confiança também é comprovada na expectativa de faturamento para os meses de julho e agosto. De acordo com o último ICPN, 93% dos proprietários de empreendimentos de micro e pequeno porte no Brasil esperam aumentar ou manter seu faturamento. “Em maio, 75% dos pequenos negócios aumentaram ou estabilizaram seus faturamentos. Esse bom resultado faz com que os empreendedores se sintam cada vez mais otimistas”, comenta o presidente do Sebrae.

O Índice de Confiança dos Pequenos Negócios (ICPN) é medido em uma escala que varia de 0 a 200. Acima de cem, o indicador aponta tendência de expansão das atividades, enquanto abaixo desse valor direciona para possível retração. A pesquisa abrange amostra de 5,6 mil empreendimentos de todos os setores – Indústria, Comércio, Serviços e Construção Civil, entre microempreendedores individuais, microempresas (que faturam entre R$ 60 mil e R$ 360 mil por ano) e negócios de pequeno porte (com faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões).

Fonte: Administradores

Mortalidade infantil empresarial: como enfrentá-la?

Em 2008, com a crise financeira, muitos intelectuais se perguntaram se o capitalismo ainda funcionava, e a pergunta continua ecoando nos meios acadêmicos, bem como no próprio mercado. No mês passando, buscando responder essa questão, Sramana Mitra – empreendedora do Vale do Silício e fundadora do projeto One Million by One Million (1 milhão por 1 milhão), que ensina empreendedorismo na internet – publicou um texto na Harvard Business Review baseado em suas pesquisas sobre empreendedorismo e alguns fatores que aponta como falhas sérias do modelo econômico.

De acordo com Mitra, dois problemas se destacam. Primeiro, “sequestro” do capitalismo por especuladores. Segundo, o fato de o sistema produzir muita riqueza no topo da pirâmide, gerando uma distribuição desigual no restante da sociedade. Ambos problemas resultaram, segundo Mitra, em uma ordem mundial instável e volátil, que faz os mercados se chocarem periodicamente, levando “à carnificina financeira e ao sofrimento humano em larga escala”.

Para solucionar essa situação, a autora explica que é necessário utilizar o príncipio fundamental do capitalismo – a criação do valor de que as pessoas estão dispostas a pagar – e aplicar no meio da pirâmide em uma escala global. Em outras palavras, ela ressalta que a sociedade precisa de empreendedores dispostos a criar produtos e oferecer serviços direcionados à demanda de consumidores específicos. Mitra ressalta a necessidade de se ensinar como criar um negócio que pode se tornar sustentável e lucrativo e criar empregos.

"Muitos falam sobre o papel que os pequenos negócios desempenham nas economias em desenvolvimento e na criação de empregos. Entretanto, apenas nos Estados Unidos, 600.000 negócios morrem todos os anos. Essa mortalidade precoce é produto da ignorância sobre como construir e sustentar negócios", explica.

Sramana Mitra afirma que um dos motivos por trás dessa mortalidade é que as pessoas alimentaram o mito de que empreendedorismo significa capital de risco. A mídia, escolas de negócios, incubadoras – toda parte do ecossistema que deveria ensinar as boas práticas nos negócios – reforçam essa falácia.

A realidade é que aproximadamente 99% dos empresários que procuram financiamento é rejeitado.

Existem duas razões primárias por trás desse fenômeno. O primeiro é que a maior parte das empresas iniciantes que estão procurando um capital de risco são muito pequenas e possuem um crescimento muito lento para se encaixar nesse modelo de risco. O segundo é que os empreendedores procuram o capital de risco muito rápido, sem fazer a tarefa de casa adequada.

Em seu artigo, a empreendedora faz questão de ressaltar que há um método para o que ela chama de “a loucura do empreendedorismo”. Segundo ela, enquanto os “traços de personalidade” (coragem, resiliência e persistência) não podem ser ensinados, o método de construir um negócio pode. Aliás, deveria ser ensinado não apenas em instituições de elite, mas em todos os níveis da sociedade, em massa.

"Se nós podemos democratizar a educação e a incubação de empreendedores em escala global, eu acredito que não apenas diminuiria essa mortalidade, como criaria um sistema econômico mais estável", afirma Mitra. Isso porque o meio da pirâmide – um grande número de pequenos e médios empresários – estaria fora do alcance dos especuladores.

Todo começo das startups está focado no capital de fundação do negócio. Como resultado, menos de 1% dos empreendedores do mundo tem acesso a apoio inicial. A tese da autora é de que os outros 99% dos empreendedores confiam no Capitalismo 2.0: um sistema de distribuição democrática do capitalismo. Focado em criar valor, gerar riqueza, criar empregos, mas não tão focados em especular. Para ela, o capitalismo mercantil chegou ao seu limite. Democrático, o capitalismo distribuído vai permitir que o pêndulo gire e dê poder aos criadores de valores.

A boa notícia é que na era da conexão banda-larga, você pode acessar a internet para aprender a construir negócios. "Vamos dizer que ensinemos negócios a milhares de empreendedores nas próximas décadas. Nós ensinaremos a eles fundamentos como empreendedorismo = consumidores + receitas. Financiamento é opcional", escreveu Mitra.

Da África para a Indonésia, da Colômbia para o Maine (estado norte-americano), gerações de empreendedores se proliferam. Eles possuem a oportunidade de acessar uma certa metodologia e conhecimento. O que você acha que vai acontecer?

“A mortalidade precoce das empresas vai cair. Um grande número de empreendedores vai aprender como fazer o negócio crescer. Um empresário que teria feito U$ 1 milhão em um ano, com o suporte necessário, talvez fizesse U$5 milhões”, afirma a empreendedora.

Fonte: Administradores

O que a língua portuguesa tem a ver com o marketing pessoal nas empresas?

A habilidade de atrair e manter relacionamentos, aliada ao magnetismo pessoal, capaz de envolver, motivar e liderar pessoas é o sonho de todo profissional no mercado de trabalho. O conjunto dessas qualidades, alinhadas às diretrizes de uma empresa, tem nome: marketing pessoal. Como atingi-lo?

Pode parecer irônico notar que, num universo de alta tecnologia, o sucesso de um empreendimento esteja centrado nas pessoas. Mas está! É apenas pela comunicação entre elas que uma organização recebe, oferece, canaliza informações, relaciona-se com clientes. E, como toda empresa busca a qualidade total – analisando sempre a realidade pela lógica do lucro -, a precisão comunicativa passa a ser um valor precioso.

Torna-se óbvio, portanto, que deslizes ortográficos, erros grosseiros, cartas e e-mails mal redigidos e até o uso de chavões são inadmissíveis numa organização, que não pode correr o risco de ter sua imagem deslustrada devido a essa deficiência comunicativa.

É um alerta aos profissionais que têm pressa em construir sua marca pessoal, mas negligenciam uma ferramenta fundamental: a língua portuguesa nos seus aspectos oral e escrito. Saber falar e escrever com correção e objetividade passou a ser fator essencial nas relações de trabalho.

Quer visibilidade dentro da empresa? Faça o diferente: aperfeiçoe o domínio da língua portuguesa! Curioso observar que esse domínio está investido do sentido de superioridade. E garante tanto a atenção da chefia quanto a dos colegas. Da chefia, sim, porque um colaborador com habilidades comunicativas torna-se valioso, já que é um multiplicador eficaz da filosofia, dos valores e estratégias da organização. Dos colegas também, que, mesmo com uma ponta de inveja, vão respeitá-lo e consultá-lo nas dúvidas gramaticais de cada dia.

Diante de um diretor ou presidente, numa reunião de trabalho, na redação de um e-mail, carta ou relatório, a linguagem empregada passa a fazer a diferença. Um profissional preparado é capaz de discutir "market share" e "approach" com um público técnico, mas, diante de uma plateia heterogênea, ele terá o bom senso de discutir "fatia de mercado" e "abordagem pessoal". Conhecer as palavras e expressões em evidência no mundo corporativo é uma questão de adequação.

O mercado não resiste a um bom comunicador que, além de compartilhar informações, tem recursos para externar uma ideia, interpretar o que o interlocutor diz, ilustrar uma reflexão, fazer enxergar aquilo que os outros não conseguem ver.

Mesmo em meio a tanta tecnologia, é a comunicação – oral ou escrita – que vai possibilitar aquela espécie de sinergia e magnetismo pessoal, estratégias eficazes para atrair e manter relacionamentos. Enfim, conectar pessoas.

Jorge Pita é professor de Língua Portuguesa Aplicada aos Negócios do Instituto de Pós-Graduação (IPOG

Fonte: ClienteSA