Métricas para a saúde financeira da sua startup

Se você já encarou o desafio de abrir o próprio negócio, provavelmente levou pouco tempo para perceber que não é fácil administrar as finanças. É preciso garantir que o seu produto/serviço além de ter boa aceitação conseguirá gerar receita suficiente para manter a empresa funcionando. Afinal, sem lucros não haverá sucesso. Alias, você poderá viver (por um tempo) de investimentos, mas eu sinceramente não iria por este caminho. Sugiro que batalhe para ter uma empresa rentável desde o primeiro dia.

Dentro da startup você certamente contará com diversos indicadores para auxiliar na gestão, mas no fim das contas os mais importantes serão os indicadores financeiros. Para garantir que as coisas estão sob controle, você precisará acompanhar alguns deles de perto, para caso algo fuja do seu controle, você rapidamente consiga entender a razão e, logo criar um plano de ação para reverter o cenário. Não exagere se perdendo em planilhas e cálculos complexos, observe abaixo alguns indicadores básicos que podem ser usados na gestão financeira da sua startup.

Saldo

Nada pode ser mais simbólico do que um saldo negativo. Essa é a forma mais simples de identificar um desempenho empresarial insatisfatório. Portanto se a sua startup está fechando o mês no vermelho é porque há algo de errado. Neste caso, você precisará verificar onde está errando e reavaliar a gestão do seu negócio: cortes de custos e incremento na divulgação e vendas podem ser necessários. Se o saldo for positivo, você está no caminho certo.

Lucro

Os lucros são o objetivo final de qualquer empresa. Se você está vendendo de forma adequada, dentro das metas planejadas, mas não consegue ver a cor do dinheiro, pode estar trabalhando com estimativas equivocadas. Faça uma revisão do preço de venda e verifique se a margem de lucro estimada é mesmo real. Muitas vezes os fundadores não conseguem lucrar em razão de erros nesses cálculos.

Faturamento

O faturamento indica para o fundador qual seu volume de vendas e o montante de dinheiro que elas devem trazer para o negócio, considerando-se que boa parte das compras são realizadas a prazo. Assim, é importante verificar se os recebimentos estão evoluindo de forma satisfatória. Altos índices de inadimplência podem ser fatais para qualquer empresa, especialmente no início do funcionamento. Se está com dificuldade para receber e fazer o dinheiro entrar em caixa, pode ser necessário rever seu sistema de cobrança.

Capital de giro

Para cada setor há um cálculo diferente para determinar o valor ideal do capital de giro. Porém, no geral, é preciso haver recursos em caixa suficientes para cobrir pelo menos três meses de operações do negócio. Algumas empresas, no entanto, trabalham com montantes inferiores ao necessário até mesmo para um mês. Isso é muito arriscado porque deixa o empresário extremamente dependente de conseguir recebimentos em dia e pouco à vontade para negociar com seus fornecedores já que estará sempre comprando a prazo. Obviamente que se você estiver operando de forma bastante estável e com processos bem estabelecidos, poderá ter o mínimo possível de dinheiro em caixa para manter o dinheiro em investimentos pelo maior tempo possível.

Endividamento

Um dos fatores mais arriscados para uma empresa nova no mercado é a contração de dívidas, especialmente no que diz respeito a financiamentos e empréstimos bancários. Se esse é o caso da sua startup, fique atento! Tente pagar as parcelas sempre em dia para evitar os juros abusivos dos pagamentos atrasados. Do contrário, seu negócio poderá entrar para as estatísticas negativas de fechamento precoce.

Liquidez

Esse indicador vai mostrar se sua startup poderá honrar com os compromissos assumidos a longo prazo. Ele determina se o grau de endividamento (que vimos acima) está ou não colocando seu negócio em risco. Portanto, antes de contrair um empréstimo avalie se estará preparado para fazer os pagamentos adequadamente, até a última parcela, sem comprometer o andamento da empresa.

Desempenho da concorrência e grau de satisfação do cliente

Outra maneira bastante inteligente de avaliar o desempenho da sua startup é verificar como anda a concorrência. A melhor maneira de fazer isso é se tornar cliente deles. A partir dos dados que levantar, terá condição de analisar seu próprio desempenho. Verifique, por exemplo, se o seu preço de venda está dentro do praticado no mercado. Se o valor estiver muito acima, provavelmente você estará perdendo clientes. Se por outro lado estiver muito abaixo, estará perdendo oportunidade de lucro.

Avaliar o grau de satisfação do cliente também é importante. Consumidor satisfeito consome mais e garante a sobrevivência do negócio. Por outro lado, queixas constantes são sinal de que está perdendo a clientela e, consequentemente, vendas futuras. Portanto, à medida do possível, faça pesquisas de opinião e levantamentos estatísticos sobre reclamações recebidas. Essas informações vão ajudar a nortear sua política de relacionamento com o consumidor. Garantir a satisfação do cliente significará garantir a saúde financeira da startup por um bom tempo.

Fonte: Administradores

9 dicas para administrar conflitos organizacionais

O trabalho em equipe é fundamental para qualquer empresa que deseja obter êxito perante o mercado. Mas, para que isso possa ocorrer é necessário construir um ambiente de trabalho que seja harmônico, fazendo com que as pessoas gozem de relacionamentos saudáveis.

As relações interpessoais precisam ser gerenciadas de forma eficiente e eficaz, haja vista, que elas são um dos pilares para o sucesso de qualquer empresa do mundo. Sendo assim, é necessário possuir inúmeras habilidades para lidar com os diferentes tipos de personalidade que as pessoas possuem.

Com base nesse problema, criei nove dicas para gerenciar eficazmente os conflitos organizacionais que surgem naturalmente nas empresas, confira:

1 – Dê importância ao seu semelhante: sabemos que ninguém é forte sozinho, sendo assim, é necessário valorar as pessoas, pois, as mesmas, possuem inúmeras qualidades que são fundamentais para o crescimento da empresa, ou seja, essas pessoas são à base da prosperidade da organização e, portanto, devem ser respeitadas e valorizadas.

2 – Saiba ouvir: a habilidade de ouvir atentamente o que o outro diz consiste na essência da excelência da comunicação, pois, a coisa mais óbvia do mundo é essa: os melhores comunicadores do mundo são, indubitavelmente, os melhores ouvintes. Sendo assim, valorize e busque compreender ao máximo o que o outro quer transmitir para você.

3 – Não ataque as pessoas, e sim o problema: nunca leve as coisas para o lado pessoal, pelo contrário, seja lúcido e volte seu intelecto para os problemas em questão. É interessante frisar que o conflito pessoal é sempre resultante de insatisfação constante para ambas as partes, comprometendo assim, a harmonia do ambiente e afetando grandiosamente a produtividade dos colaboradores.

4 – Seja humilde: em uma discussão, às vezes estamos certos, e às vezes errados, ou seja, devemos estar sempre dispostos a aceitar quando uma pessoa destrói nossas convicções e nos prova que sua ideia é a mais correta, ao fazer isso, crescemos grandiosamente, haja vista, que agregamos conhecimento. O grande Albert Einstein costumava dizer que: “uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”. Sendo assim, sejamos sempre abertos a novas ideias.

5 – Seja empático: exercite a capacidade de tentar se colocar no lugar do outro, tentando entender seus problemas, pois assim, ficará mais fácil compreender os pensamentos alheios e consequentemente propor soluções inteligentes.

6 – Tenha argumentos inteligentes: ninguém vence o ser humano que sabe vender uma ideia (mesmo que essa ideia não seja tão boa), sendo assim, aumente sua capacidade de persuasão, para que seus argumentos sejam cortantes como uma espada afiada, fazendo com que os argumentos contrários sejam feitos em pedaços.

7 – Exercite a paciência: a paciência é um atributo fundamental para um relacionamento interpessoal saudável. Sendo assim, saiba relevar algumas coisas, de modo a preservar a harmonia da organização.

8 – Trabalhe sua aptidão social: aumente suas habilidades de relacionamento, buscando aceitar as personalidades que são diferentes das suas. Em outras palavras, saiba abnegar de seus desejos em prol do próximo, pois assim, você será reconhecido pelo grupo.

9 – Trate as pessoas com equidade: a justiça deve ser sempre a prioridade em qualquer tipo de relacionamento. Um bom exemplo de injustiça é quando temos duas pessoas na organização realizando a mesma função e percebe-se que uma está trabalhando mais do que a outra, ora, é totalmente desmotivador ter os mesmos benefícios de seu parceiro e mesmo assim ter que trabalhar mais do que ele. E os problemas não param por aí, pois, esse colaborador desmotivado irá desmotivar outros, pois, é aquele raciocínio da maçã podre, em que uma estraga todas as outras. Sendo assim, cabe à liderança evitar que esse problema ocorra.

Uma das maiores missões de qualquer administrador do mundo é saber lidar de forma inteligente com as pessoas, evitando que os desgastes afetem negativamente a produtividade da equipe. Indubitavelmente, é necessário um conjunto de métodos eficientes e eficazes para que as pessoas preservem a harmonia no ambiente de trabalho, evitando possíveis conflitos que possam vir a ocorrer pelo fato das dificuldades que as pessoas possuem em relacionar-se umas com as outras.

Fonte: Administradores

Dicas para meu Planejamento Estratégico dar certo.

Começo falando de um grande mito que ronda o assunto “Planejamento Estratégico”, onde as pessoas acham que somente as grandes empresas precisam ter planejamento, grande erro, pois toda e qualquer empresa precisa estar organizada e deve saber para onde ir, independente de seu tamanho. O segundo mito é achar que é difícil de fazer, quem fala isso é porque não conhece ou nunca participou de um processo desses. É importante ter singularidade no planejamento, não precisa reinventar a empresa, apenas alinhar e focar qual o horizonte que ela vai seguir, além de estruturar a base para atingir seus objetivos, simples assim.

Abaixo alguns “alertas” para ter mais efetividade nesse processo:

Singularidade – é importante que o planejamento seja objetivo esingular, nada de complexidade e objetivos inatingíveis, faça-o de maneira simples e terá os melhores resultados. Não crie muitas estratégias, no máximo 8, pois caso contrário reduzirão suas chances de sucesso, acredite nisso.

O processo é da empresa – Além de ter uma liderança forte puxando o planejamento ele não pode ser de uma área, ou da gestão, somente irá dar certo se todas as áreas se comprometerem e buscarem atender as estratégias, todos precisam saber o que é e como podem contribuir para o sucesso desenhado pela empresa.

Ter clareza na visão – a visão clara é fundamental para o desenvolvimento do Planejamento, é o norte para onde a empresa irá, se a organização tem uma visão obscura, inatingível ou etérea que não leva a lugar nenhum está fadada ao não atingimento e a frustração de todos.

Foco na Execução – É importante dar sequencia no que foi planejado, o grande erro é quando as empresas realizam o “Plan” e na hora de executar colocam as pessoas erradas ou que não tem tempo para conduzir as estratégias, outro erro é engavetar o planejamento inteiro, isso faz com que perca força e vai por água abaixo.

Recursos Disponíveis – Importante ter recursos disponíveis para implementar as estratégias, a maioria delas necessitam além de tempo, precisam de investimentos para serem concretizadas, claro que é necessário sempre fazer o payback, ou seja, o investimento tem que retornar para a empresa com novos projetos, novos clientes ou otimizando os processos internos.

Acompanhamento – Como diz o ditado “quem não é visto não é lembrado”, então lembre-se que o Planejamento é um organismo vivo na organização, precisa ser revisitado constantemente (mensal ou trimestralmente) para ver se as estratégias estão sendo atingidas e caso qualquer dificuldade acontecer, ter tempo para corrigir a rota e rever as estratégias para o atingimento de sua visão.

O planejamento estratégico é para tirar as pessoas da zona de conforto mesmo, para que a empresa possa crescer e destacar seus diferenciais no mercado é mudança de atitude oportunizando identificar e melhorar suas fraquezas e transformar as ameaças em oportunidades.

“A coisa mais importante no mundo não é tanto onde nós chegamos, e sim em qual direção estamos nos movendo” – Oliver Wendall Holmes

Grande abraço,

Fonte: Administradores

6 boas razões para empreender no online

Ser empreendedor pode ser muito gratificante e render bons lucros. Por isso, em meio a tantos sonhos, empreender com um comércio eletrônico frequentemente exige menos tempo e dinheiro para começar, sendo uma opção válida e, quem sabe, de muito sucesso. Veja boas razões para ter um negócio online:

Independência
Claramente, ter seu próprio negócio te dará maior independência e controle sobre seu futuro profissional. Diferente de funcionários, você poderá definir seus horários, como, e onde trabalhar. Além disso, ter um e-commerce te dará maior liberdade criativa e de gestão.

Paixão
O e-commerce é extremamente variado e uma chance de você fazer o que gosta. Coloque em prática suas paixões e busque seu público. Muitos grandes empresários de e-commerce são apaixonados por suas indústrias. Fazer o que te inspira é essencial.

Renda
Embora nenhum negócio seja garantido, sabe-se que as pequenas empresas têm levado uma renda considerável aos seus empreendedores. Seja para complementar a renda ou simplesmente se sentir seguro financeiramente, montar um e-commerce é uma boa escolha!

Vontade
Talvez uma das melhores razões para fazer seu comércio eletrônico seja sua vontade! Se você realmente quer, as chances de dar certo são muitas. Basta fazer um bom planejamento e ser determinado em suas decisões.

Privilégios
Empreender te dá a ótima possibilidade de trabalhar com quem você deseja e convive bem. Escolha a equipe ideal ou traga pessoas inspiradoras e de confiança para perto. Trabalhar com quem se gosta pode fazer toda diferença. Outros privilégios estão ligados à benefícios fiscais.

Demissão
Com as diversas crises econômicas que acontecem e podem acontecer, ter estabilidade e a confiança de que você não será demitido pode ser uma grande razão para ter seu e-commerce.

Coloque suas ideias no papel e os prós e contras na balança. Seja ousado em suas decisões e sucesso!

Fonte: Administradores

Por que só algumas empresas conseguem sobreviver e crescer?

Várias causas são apontadas para o fracasso das empresas que abrem e fecham antes de completar os dois anos de vida: falta de planejamento, falta de inovação, local errado, falta de conhecimento, tino comercial ou a inabilidade do emprendedor no trato com os clientes e funcionários, etc. Mas penso que existe algo ainda mais impactante do que tudo isso.

Um dentista estuda cinco anos na faculdade de odontologia para que? Para cuidar do seu próprio dente? Não! Seu trabalho é para tratar os dentes de outras pessoas. O fundamento do trabalho é sempre trabalhar para os outros.

O grande erro do empreendedor que começa um negócio e fracassa está no seu modo de pensar: “vou abrir um negócio para mim, não vou mais trabalhar para os outros”. Ora, se o fundamento do trabalho está em trabalhar para os outros, aquele que não quer isso não precisa ter clientes. A empresa trabalha sempre para produzir algo para outras pessoas e nunca para o seu proprietário.

Existe uma idéia errada no Brasil que parte principalmente de partidos políticos e sindicatos que vendem a ideia de que o empresário ganha muito dinheiro, que basta empreender para ficar rico. Esquecem de dizer que para ganhar dinheiro precisa trabalhar muito, no mínimo de 12 a 15 horas por dia, sem feriadão, sábado, domingo. Tem muitos impostos a pagar, muitas contas, precisa acordar cedo e dormir muito tarde. Por conta disso, muitas pessoas se aventuram a abrir empresas, sonham em ser empresário para ganhar dinheiro rapidamente.

Vejo muitas barracas vendendo tudo quanto é coisa na calçada. Tem uma dessas na avenida por onde passo frequentemente que ocupa mais da metade da largura da calçada. As pessoas que circulam por lá não tem espaço para passar e são obrigadas a andar na avenida, junto com os carros.

Nota-se a total indiferença do proprietário com as pessoas, como se o negócio dele não fizesse parte da comunidade. Só está interessado em expor a sua mercadoria, vender e ganhar dinheiro. Este exemplo mostra o comportamento de uma boa parte dos empreendedores iniciantes. Falta a base fundamental que sustenta um negócio: trabalhar para os outros.

Os dois fundamentos que resumem porque algumas empresas não sobrevivem e não crescem são: a) a empresa tem a finalidade de servir, ser útil à sociedade, à comunidade a que pertence. Em outras palavras, a empresa é da sociedade, da comunidade; b) se as pessoas perceberem que numa empresa não existe a vontade de servir ao público ela fechará.

O primeiro fundamento explica porque 25% das empresas fecham antes de completar dois anos de vida. Fecham porque simplesmente não tem vontade de trabalhar para outros, ser útil aos outros. Querem só ganhar dinheiro, só estão preocupados com o próprio ganho, não importando em ser é útil às pessoas, em ser necessário ao mundo.

Mas porque mesmo as empresas que tem bons propósitos muitas vezes acabam fechando?

O segundo fundamento diz que “se a sociedade perceber que numa empresa existe a vontade de servir ao público, ela prosperará”. Ou seja, as pessoas precisam saber que a empresa existe e tem muita vontade de ser útil.

É nesse ponto que entram as vendas, marketing, propaganda, rede de contatos e a criatividade para abrir um canal de comunicação com o seu público. O fundamento da propaganda “não é vender”, mas sim levar uma mensagem, uma oferta, uma atração que faça com que o cliente perceba que a empresa tem o propósito de servir.

Penso que se uma empresa não for necessária ao mundo não há razão para nascer, crescer, progredir. Assim sendo, a chave para garantir a sobrevivência e o crescimento da empresa está em ser e continuar sendo necessária ao mundo ao longo de todo o ciclo de sua vida. É neste momento que deve entrar a inovação. Cabe ao administrador da empresa redirecioná-la para continuar sendo sempre necessária ao mundo.

Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.

Fonte: Administradores