A Questão da Gravidez no Auge da Carreira

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Ser vaidosa, ter sucesso na profissão ocupando cargos de liderança, cuidar do lar. A jornada de trabalho da mulher moderna não é fácil. Com tantas tarefas dá para engravidar? Sim, mas a insegurança no trabalho é grande.

Cada vez mais a mulher tem conquistado cargos de confiança e liderança em grandes organizações, passando a ser o maior salário da casa ou a chefe da família. No entanto, “é natural e justo que as empresas que empregam mulheres para seus cargos de comando esperem o mesmo desempenho atribuído aos homens, inclusive com relação à gestão do tempo”, explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br, um dos maiores sites de recrutamento on line do Brasil.

Segundo o especialista, para que o trabalho da mulher na empresa não seja prejudicado, primeiramente ela deveria investir o máximo e, se possível, até mesmo abrir mão da dupla jornada contratando alguém para as funções domésticas. “Só que esse quadro muda totalmente quando o assunto é gravidez. Não dá para se contratar uma ‘mãe substituta’”, diz Abrileri.

Nesta hora, é comum a mulher moderna se deparar com um grande dilema: investir na carreira ou investir na criação dos filhos? Dá para estas situações coexistirem? Por conta das dificuldades na gestão de tempo, hoje, a mulher que tiver intenção de ascensão na carreira e quiser ser mãe, vive um grande conflito.

De fato, saber dividir o tempo entre a vida pessoal com filhos e a profissional é um desafio e tanto. Por isso, cada vez mais, mulheres fazem a opção pela maternidade com a idade mais avançada, entre 35 e 39 anos de idade. O especialista, nesse caso, questiona se esta é uma boa alternativa. “Talvez antecipar o sonho com a chegada dos filhos, passar os primeiros anos, que são os mais difíceis, quando se é mais jovem e se tem mais vigor, para depois conciliar as duas tarefas seja uma opção interessante”, analisa.

De todo modo, qualquer que seja o momento da gravidez, sempre haverá uma necessidade de superação por parte da mulher. Nesta hora, é necessária a compreensão de todos: por parte dela, não se esquecendo de que a empresa necessita de seu trabalho e de seus talentos, mas também por parte da empresa, superiores, pares e subordinados, lembrando que a maternidade faz parte da vida das mulheres e que todas elas estão sujeitas a isto. Na empresa, deverá ser mais fácil obter a compreensão das outras mulheres, mas os homens deverão lembrar de seu círculo familiar: mãe, irmã, esposa, filha e tentar oferecer à gestante a mesma compreensão e carinho que daria a uma destas.

É possível haver transtornos durante a gravidez para as gestantes e, com isso, algumas perdas para a empresa, mas, por outro lado, o momento traz para a mulher grandes mudanças e amadurecimento em vários sentidos. Corporações que resolveram acreditar em suas executivas, ajudarem a lidar com a maternidade de forma natural e ainda ajudarem as profissionais nessa fase, no saldo geral, foram surpreendidas com o desempenho das mulheres. O que comprova que a maternidade, em muitos casos, é saúde para o ambiente de trabalho também.

“Elas são capazes de dar um gás durante a gestação e, quando retornam sem medo do que vão encontrar, podem apresentar resultados ainda melhores que os anteriores. Têm, na verdade, uma alta capacidade de redimensionar os problemas, além de flexibilidade e resistência”, analisa o presidente.

Hoje, chegam até a Curriculum.com.br histórias de executivas que encararam o dilema, engravidaram, tiveram seus filhos e ainda se deram bem na profissão. “Muitas empresas necessitam de mulheres em cargos de chefia pelo dinamismo, flexibilidade e sensibilidade que só elas têm”, conclui Marcelo Abrileri. O que mostra que as mulheres vão almejar, conquistar e ganhar ainda mais créditos no mercado de trabalho provando mais que capacidade, um poder feminino e suave para crescer.

Fonte: Marcelo Abrileri – presidente da Curriculum.com.br

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