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Uma salada de mídia

Com o advento das redes sociais, a estratégia de mídia se tornou um assunto polêmico nas rodas de marketing/publicidade.

Tenho visto empresas investindo pesado na criação de comunidades no Facebook. Empresas de todos os tipos e segmentos. Até aí tudo bem. Criar comunidades, além de estar na moda, pode trazer bons resultados para o botton line da empresa. O problema é a miopia que acompanha o investimento no Facebook.

Experimente alcançar seu primeiro milhar de likes na sua página: o indicador de sucesso passa a ser o número de casas decimais depois do 1. 10 mil likes… Uma correria desvairada a caminho dos 100 mil!!

Para tristeza de alguns, o numero de likes não é um indicador de sucesso. Pior, ele pode ser um indicador de fracasso.

Sob esta ótica, algumas informações importantes:

– A sua página do Facebook é de propriedade do….Facebook. Qualquer alteração nas regras de uso, como já aconteceu, pode interferir negativamente no investimento realizado na plataforma.

– O Facebook é uma mídia paga: se faz necessário alocação de verbas para a criação da comunidade (aumento no número de likes da página) assim como para a distribuição do conteúdo (publicação dos posts/reach). Crescimento puramente orgânico é uma lenda, é necessário um investimento contínuo.

– O Facebook é um ambiente onde existem inúmeros “call to actions” que aumentam o grau de dispersão: o usuário recebe mensagens de diferentes fontes a todo instante.

– A gestão do conteúdo de marca no Facebook tem inúmeras limitações.

– Seu concorrente pode fazer uma propaganda e falar diretamente com sua audiência. O Facebook Ads faz targeting de acordo com a página/likes do usuário. Ou seja, seu concorrente pode pagar para falar diretamente com a comunidade que você gastou tempo e dinheiro cultivando.

Assim sendo, para quem trabalha com estratégia de mídia é sempre importante lembrar das mídias próprias.

Em 90% dos casos o website é o coração da marca. É lá que sua empresa tem autonomia, propriedade, prioridade e exclusividade. Construir uma comunidade no Facebook é importante, levar a audiência para o seu site é ainda mais importante. Conseguir um like no Facebook é importante, conquistar um opt in de email marketing é ainda mais importante.

O que Henrique, como assim? E-mail marketing????? Sim, e-mail marketing é uma mídia própria indispensável para a maioria das empresas B2B ou B2C. Sua lista de emails, se capturada de forma correta e mantida com a devida competência, é a forma mais eficiente de nutrir o relacionamento com o seu público-alvo.

E a lista é sua!

Em resumo, esteja no Facebook atento as condições e aos indicadores de negócio. Tenha um excelente site e procure sempre direcionar tráfego para ele. Crie uma lista de emails e mantenha aquecido o relacionamento com seu público-alvo.

Artigo por Henrique Donnabella. Publicado originalmente no Make it Loyal.

Cinco dicas para que sua rede social corporativa tenha mais sucesso

Para você que curte e sabe de muitas informações através das redes sociais, que tal levá-la para o seu trabalho? A rede social corporativa é uma ferramenta exclusiva para empresas que possibilita a total integração dos colaboradores de uma instituição, sendo utilizada para uma comunicação mais rápida e eficaz. Não é à toa que muitas empresas estão adquirindo esse tipo de ferramenta para melhorar a comunicação interna e ainda largar na frente com algo inovador tornando-se um diferencial no mercado. Segundo a pesquisa ‘Brazil Digital Future in Focus 2013’ do ComScore, hoje os brasileiros passam cerca de 27 horas no mês conectados à internet, e o acesso às redes sociais no geral, consomem cerca de 36% do seu tempo total no dia.

Esses números são bem representativos, pois reforçam o interesse das pessoas em utilizar ferramentas que lhe possibilitem a total integração no seu cotidiano, e porque não trazer essa facilidade para o trabalho? Porém, nem todos sabem utilizar os benefícios dessa tecnologia a seu favor. Por isso desenvolvemos cinco dicas para que sua rede social corporativa se torne hábito e tenha mais sucesso.

1 – Escolha uma ferramenta de fácil adaptação, mas completa – O primeiro passo é a escolha da rede social que a empresa irá disponibilizar aos colaboradores. A ferramenta deve ser de comunicação rápida, com interface de fácil adaptação, possibilidade de personalização e customização das funcionalidades. Estamos na era da ansiedade e internautas gostam de agilidade, portanto, soluções intuitivas são bem-vindas. Ninguém quer perder tempo lendo manuais para ver como a rede social funciona. São interessantes também as ferramentas que se integram a outros sistemas já existentes na empresa. As redes sociais mais modernas possuem a opção de baixar aplicativos condizentes com tarefas diárias de cada departamento. Outra opção são os sistemas na nuvem, um diferencial nesse mercado, que permite o acesso da ferramenta fora da empresa através até mesmo dos tablets e smartphones.

2 – Faça com que sua rede social seja uma biblioteca corporativa – Você já imaginou como a rede social da sua empresa pode ser rica de informações? Um novo funcionário pode começar, por exemplo, a ler os manuais com as regras da empresa logo que é contratado. Projetos também podem ser postados, possibilitando a troca de ideias entre os departamentos e filiais, reduzindo custos com infraestrutura, telefonia, deslocamentos etc. Todos os comunicados do RH também podem ficar disponíveis na rede, possibilitando a realização de endomarketing. Outro detalhe é que tudo ficará registrado e com a certeza (diferente de um email) de que a mensagem chegou para a outra pessoa.

3 – Deixe os perfis atualizados para permitir a integração entre os funcionários – É necessária a atualização dos dados de todos os funcionários, pois estes permitirão uma rápida integração com os novos colaboradores. É mais fácil, principalmente, em grandes empresas, você localizar alguém ou saber quem é quem por meio dos perfis de cada um. É possível também saber a data de aniversário e não é preciso ter o email da pessoa para fazer o contato. Em redes sociais basta você clicar no perfil de pessoa para deixar recado, saber se ela está on-line.

4 – Divulgue todos os resultados da empresa – Com a comunicação interna bem estruturada, a empresa passa a ser mais prazerosa para os colaboradores. É muito mais interessante trabalhar para uma empresa que cresça continuamente e que esteja engajada em bons resultados, consequentemente, ela torna-se mais competitiva no mercado em que atua. Além disso, dá condições aos colaboradores se tornarem formadores de opiniões sobre os produtos da empresa e também defensores da marca. Quando os gestores contribuem de forma efetiva com a comunicação interna da empresa, indiretamente, transfere para o restante do grupo, daquela área, o orgulho e total engajamento em campanhas e eventos futuros. Assim a equipe passa a pensar estrategicamente.

5 – Divulgue notícias de interesse da empresa – Mesmo com o excessivo número de informações que circula entre nós, muitos assuntos ainda escapam. Portanto, compartilhe notícias de interesse da empresa que possam desenvolver, estimular, motivar ainda mais a equipe. Reportagens com cases de outras empresas, inovações, conquistas podem inspirar as pessoas. Há a opção de também postar links de outros grupos e compartilhar vídeos. Mas cuidado! Lembre-se de que essa rede social é corporativa e não pessoal.

O tripé que melhor define a rede social corporativa é a ‘comunicação, a integração e o conhecimento’, três itens fundamentais quando o assunto é comunicação interna. Por isso, tenha certeza que terá nas mãos uma excelente ferramenta. Experimente!

Cesar Rossi – é presidente do Bestway Group, detentor da rede social corporativa 4bee.

Fonte: Administradores

Inteligência de Risco: uma competência essencial das organizações que buscam a excelência

O propósito de qualquer organização é criar valor para suas partes interessadas. A expectativa de valor a ser criado no futuro é afetada por incertezas de várias origens, tornando inviável falar em projeção de valor sem também mencionar a faixa de variação esperada dessa projeção. Risco é esse range: o efeito da incerteza nos objetivos (de criação de valor) de uma organização, conforme a definição da ISO 31.000 e do COSO, os padrões de Gestão de Risco mais empregados no Brasil e no mundo.

Valor e Risco são irmãos siameses, tal e qual média e desvio-padrão. A consequência disso é óbvia: toda e qualquer decisão tomada pela organização deveria provocar uma reavaliação do valor a ser criado e do risco a ele atrelado. Se levarmos as premissas do Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da FNQ em consideração, as alterações de valor e risco deveriam ser comunicadas às partes interessadas.

Gestão de Risco é o processo empregado para assegurar que tudo isso aconteça de forma estruturada, e há muitos anos as organizações contam com as diretrizes da ISO 31.000 e do COSO Framework para implantar esse processo. Aliás, praticamente todas as grandes empresas de capital aberto no mundo informam em seus relatórios públicos que têm Gestão de Risco aderente a um desses padrões ou a um de seus diversos derivados setoriais.

Até aqui, está fácil, certo? O problema é que, crise após crise, incidente grave após incidente grave, a confiança das partes interessadas no processo de Gestão de Risco esvaneceu-se. Na minha modesta opinião, essa descrença pode acabar afetando o MEG.

Pelo menos 30% do conteúdo do MEG são pura Gestão de Risco. É só analisar os Critérios de Excelência:

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Quando atribuímos uma pontuação alta a uma organização, sob a ótica do MEG, estamos reconhecendo sua Gestão de Risco como madura e eficaz, fato esse que deve provocar uma reflexão para os profissionais que, como eu, labutam diariamente com o MEG..

O principal obstáculo à eficácia da Gestão de Risco convencional é que tendemos a tratá-la como uma entidade patrulheira ou fiscalizadora, assim como acontecia com a Qualidade antes dos anos 80. Essa constatação é que motivou vários autores (vide comentários sobre bibliografia, ao final do artigo) a empregar o termo Inteligência de Risco, em contraponto ao já trivializado Gestão de Risco, significando a incorporação da análise de risco em todas as decisões e em todas as projeções de valor da organização.

É fácil de falar e difícil de fazer: o desenvolvimento de uma RIO (Risk-Intelligent Organization) não é trivial, pois o termo “todas” usado acima tem o mesmo escopo empregado no MEG, ou seja, a Inteligência de Risco abrange todas as partes interessadas, atividades, produtos e processos na cadeia de valor estendida.

A Gestão de Risco em uma RIO possui características marcantes:

– É orientada para o futuro: o sistema é sensível a mudanças de cenário e não confia somente em indicadores históricos, evitando a síndrome do “isso nunca aconteceu”.

– Risco é aceito como uma coisa necessária e inevitável para que a criação de valor diferenciado seja possível. A organização é antifrágil, pois ela aprende e melhora com os próprios erros, os quais são cometidos suficientemente cedo. Também aprende, e muito, com os erros dos outros.

– A análise de risco é realista. Não há receio ou vergonha de se assumir que há incerteza em uma decisão, e a incerteza é quantificada explicitamente na forma de risco. Risco escondido é considerado o pior tipo de risco na cultura da RIO.

– A análise de risco está integrada e incorporada aos processos decisórios e de Change Management.

– A Gestão de Risco é ágil e adaptativa (nimble). Os especialistas em risco não são vistos como “dr. No”, mas sim como pessoas que ajudam a tomar decisões e a projetar valor.

– É holística: abrange todos os tipos de valor e de risco, mantendo uma linguagem comum. A Gestão de Risco não acontece somente trimestralmente em escritórios que discutem finanças corporativas; acontece continuamente, em todas as áreas da organização.

– Promove accountability: parte da premissa de que a responsabilidade por risco é de cada gestor e de que haverá consequências, positivas ou negativas, no seu reconhecimento.

É possível e desejável que o Quociente de Inteligência de Risco (o grau em que uma determinada organização é uma RIO) seja medido, seja por um especialista ou por meio de autoavaliação. As agências de risco já inseriram em seu modus operandi esse tipo de avaliação, com o fim de enriquecer suas análises de risco, mas ainda não há um método universal aceito para medir o QIR de uma organização.

A boa notícia é que o QIR pode ser aumentado em cada etapa do processo clássico de Gestão de Risco, por meio do aprimoramento cultural e conceitual e pela inserção de ferramentas, tais como as exemplificadas na tabela a seguir:

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Afirmei, no início deste artigo, que a confiança na Gestão de Risco havia deteriorado. Isso não significa que as partes interessadas a achem menos relevante – muito pelo contrário, creio que a tendência é aumentar o escrutínio sobre os tipos e a magnitude dos riscos aos quais o valor de uma organização está exposto.

Uma potencial consequência disso é que as organizações poderão ficar medrosas e supercautelosas (risk averse) além da conta, o que não seria bom, uma vez que ninguém cresce e prospera sem correr risco ou errar saudavelmente. É aí que a Inteligência de Risco revelará todo seu potencial: mostrar que a organização conhece muito bem seus riscos e que seu sistema de gestão lida com eles naturalmente.

Finalmente, uma RIO desenvolve duas competências sagradas das organizações que buscam a Excelência: a capacidade de integrar e a capacidade de aprender. As partes interessadas agradecerão e ficarão mais – bem, digamos… – interessadas na organização.

Referências

Este artigo, embora contenha vários conceitos e acrônimos que eu desenvolvi, é fortemente influenciado, como não poderia deixar de sê-lo, pela literatura internacional sobre Risco. Em especial, menciono as seguintes influências relevantes e aproveito para recomendar a leitura:

Financial Darwinism – Create Value Or Self-Destruct in a World of Risk (Leo M. Tilman, 2009, publicado nos EUA pela John Wiley): influenciou a forma de definir Inteligência de Risco, em especial em como ela ajuda a buscar maior valor futuro para a organização. Esse livro explica claramente a crise financeira em que o mundo desenvolvido continua encalacrado, bem como detalha sistemáticas para avaliar o valor ajustado a risco de uma organização.

Antifragile – Things that Gain from Disorder (Nassim N. Taleb, 2012, publicado nos EUA pela Random House): criou o conceito de “sistema antifrágil”, que ajuda a explicar os erros passados que levaram a várias crises sistêmicas. Explora como o medo de errar nos torna mais frágeis.

Surviving and Thriving in Uncertainty – Creating the Risk Intelligent Enterprise (Frederick Funston e Stephen Wagner, 2010, publicado nos EUA pela John Wiley): define as principais falhas da Gestão de Risco convencional e detalha várias ferramentas para aumentar o QIR da organização. O termo “dr. No” foi emprestado desse livro.

Risk Intelligence – How to Live with Uncertainty (Dylan Evans, 2012, publicado nos EUA pela Free Press): detalha como medir e incrementar o QIR de um indivíduo com base em testes e treinamento.

Fonte: Administradores

A relevância das datas comemorativas

As datas, só elas dão verdadeira consistência à vida e à sorte."(Eça de Queiroz)

Sempre fui pouco afeito a datas comemorativas. Afinal, a maioria parece criada apenas para atender a fins utilitaristas. O Dia das Crianças, para a indústria de brinquedos; o Dia dos Namorados, para diversos segmentos do comércio; o Black Friday, para promover liquidações em geral.

Há até mesmo, acredite, o Dia da Ressaca (28 de fevereiro, melhor que dia 29, ou bebuns de plantão só teriam direito a pausa nos anos bissextos), o Dia do Pi (14 de março, que na notação americana com formato mês/dia seria 3/14, a aproximação mais conhecida de Pi) e o Dia do Cotonete (25 de junho)!

Contudo, mesmo dentro deste contexto, começo a reavaliar a relevância de algumas datas. Afinal, temos vivido de forma tão intensa, rápida e automática que pausas fazem-se necessárias. Diariamente, são muitas mensagens para responder, telefonemas para fazer, visitas a realizar. Relatórios a serem preenchidos, reuniões para participar, projetos a concretizar. Nossa caixa de entrada está recorrentemente cheia, a lista de tarefas sempre repleta, o tempo cada vez mais exíguo.

Prova disso é que basta você se ausentar de seu trabalho por um ou dois dias, para uma convenção corporativa, por exemplo, e ao retornar será completamente sugado pela sua rotina, muitas vezes sem conseguir sequer colocar em prática o mínimo do que foi aprendido.

O mesmo quadro se repete em sua vida pessoal. A academia para frequentar, a pilha de livros para ler, a casa para cuidar e as contas a pagar. Além dos familiares e amigos clamando por sua atenção. O sentimento de culpa invade sua mente e você tem a impressão de estar cada vez mais distante da pessoa que deseja ser e dos objetivos que pretende alcançar.

Diante deste cenário, algumas datas comemorativas funcionam como uma fenda no tempo, um chamado em sua agenda pessoal para que sua atenção se volte ao que realmente importa. O Dia das Mães ou dos Pais, para que você possa exercitar o afeto, exercer a gratidão, promover o perdão. A Páscoa ou o Natal, para sua reflexão e solidariedade, independentemente de sua religião. Seu aniversário, para você lembrar e cuidar de si mesmo.

Seu desafio, e dos que estão ao seu redor, é praticar o desapego, dissociando estes eventos da necessidade de vinculá-los a presentes materiais de qualquer ordem. Assim, aproveite para compartilhar da companhia das pessoas, fazendo tudo aquilo de que você tem se privado: jogar conversa fora sem olhar para o relógio, ficar debaixo do cobertor sem hora para levantar, sentar em frente à TV sem ter que assistir a algo com conteúdo, comer besteiras e saborear o que teoricamente não é saudável.

Aproveite! Afinal, no dia seguinte, você estará de volta à maratona do seu cotidiano.

E feliz Dia dos Pais!

* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento” (Flor de Liz, 2011), “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” (Saraiva, 2008) e coautor de outras cinco obras. Contatos através do e-mail [email protected]. Visite: www.tomcoelho.com.

Fonte: Administradores

Por que empreender? Armadilhas nas justificativas mais populares

“Tenho uma ideia genial”; “Cansei de trabalhar para os outros”; “Tenho o sócio certo”, “Todo mundo está empreendendo” ou “Estou com um dinheiro para abrir o negócio”. Diversas são as justificativas, poucos são os estudos e planejamento. Esse contexto gera o conhecido resultado de que 1 em cada 3 empresas fecham nos dois primeiros anos de funcionamento.

Feliz é aquele que conhece sua motivação e consegue ser impulsionado por ela, mas aquele que conhece as armadilhas da sua motivação é inteligente e propenso ao sucesso.

1. “Tive uma ideia genial e ninguém pensou nisso ainda!” – Tem certeza? Com base em que dados você sabe que ninguém pensou/tentou antes? A ideia é genial apenas para você ou mais alguém acredita nisso? É essencial que você seja apaixonado para vender sua ideia, mas realista o suficiente para analisa-la imparcialmente. Caso não consiga ser imparcial (o que é extremamente natural), convide alguém para avaliar. Não generalize seus gostos e experiências, afinal o mercado não funciona conforme seus parâmetros. Pesquise, mostre a sua ideia a alguém, desenvolva-a. Caso contrário, o potencial de negócio será razoavelmente reduzido.

2. “Tenho o sócio certo” – Cursar ou se formar numa profissão não significa, necessariamente, capacitação. Seja imparcial para avaliar seu sócio e a si mesmo no que tange as competências para tocar o negócio. Além disso, é essencial que se tenha o mínimo de afinidade e experiência com a área desejada. Se você é engenheiro e seu sócio é matemático, pondere algumas vezes antes de decidir abrir uma empresa voltada a recursos humanos.

A propósito, ter dinheiro não é competência de gestão. Se a pessoa que investe na sua ideia não sabe do que se trata, provavelmente irá te cobrar muito e fazer pouco. Pense bem nisso!

3. “Cansei de trabalhar para os outros” – Se essa é sua única motivação, desista. Funcionário trabalha (ou pensa que trabalha) para seu chefe. Dono de empresa trabalha para o governo, para os clientes, para os funcionários, entre outros grupos de interesse (stakeholders). Para mais, recomendo o artigo “Por que só algumas empresas conseguem sobreviver e crescer?”, do autor Orlando Norio.

4. “Todo mundo está empreendendo” – Sim, muita gente está empreendendo. Com nossos 17,5% da população compondo a Taxa de Empreendedores em Estado Inicial, temos o mais alto índice de empreendedorismo do G20 (fonte – GEM 2010). Mas, como o objetivo deste artigo é apresentar os riscos, qual a taxa de mortalidade dessas empresas? Mais precisamente, qual a taxa de mortalidade da sua região, do seu setor e da atividade do seu futuro empreendimento? É necessário saber (ou pelo menos ter ideia, no caso de criação de produtos/mercados) quais as condições do mercado em que está se entrando antes de qualquer investimento de tempo, dinheiro e suor.

5. “Estou com dinheiro para abrir um negócio” – Quais as taxas e outras formas de investimento que este montante pode ser aplicado? Antes de realizar qualquer aplicação de capital, seja num negócio ou em um fundo de investimento, calcule e entenda o custo de oportunidade. Ou seja, é necessário saber a rentabilidade, taxa interna de retorno (TIR) e tempo de retorno do investimento (payback) e comparar com outras modalidades de investimento.

Além disso, é necessário saber se esse capital é suficiente para abrir e sustentar o negócio no curto prazo. São diversos os casos em que o empreendedor calcula o dinheiro exato para abrir o negócio e termina quebrando por não possuir capital de giro para segurar a operação em meses iniciais.

Por fim, creio que a lição principal seja: PLANEJE E ESTUDE. Planejamento e informação nunca são demais. Estude, converse, revise, se informe, calcule e seja imparcial. Aproveite para fazer isso tudo antes de realizar o investimento. Se perceber que esqueceu algum detalhe importante após o investimento feito, o prejuízo é muito maior.

"Quanto mais suor derramado em treinamento, menos sangue será derramado em batalha."
Dale Carnagie

O objetivo do artigo não é desestimular o empreendedorismo; é conscientizar. Se você tem uma ideia e plano sólidos, esse artigo vai ser um checklist ou lembrete de alguns fatores que você deve ponderar (se já não o fez). Se não estão tão sólidos, prepare-se para investir tempo e suor em planejamento.

Fonte: Administradores