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Planejamento Estratégico: Plano versus Ação

A lógica natural de todo processo é entrada, processamento e saída. E qual melhor ambiente do que as empresas para se encontrar processos? Como as empresas são dotadas de processos, pode-se entender que a própria empresa é um grande processo ou um processo contínuo. Para Morgan (1996) dentre várias metáforas apresentadas em seu livro “Imagens da Organização”, destaca-se queas organizações podem ser visualizadas como um sistema vivo, entre eles – moléculas, células, espécies e indivíduos.

Partindo desse pressuposto de que a organização é um sistema vivo ou um próprio ser vivo, entende-se que ela gera processos no decorrer de sua vida, necessitando de recursos e nutrientes para prover energia necessária para o seu crescimento e evolução. Desta forma, pode-se entender que o processo natural de vida de toda e qualquer empresa, assim como um ser vivo é o crescimento e evolução. Logo, nenhuma empresa tem a finalidade de estagnar-se.

Cabe ressaltar, que o crescimento apontado não é apenas em tamanho, mas também de sua maturidade e capacidade de perenidade na sociedade. Segundo Bulgacov et al., (2007) o campo da estratégia organizacional, dedica-se ao estudo dos processos que levam à mudança organizacional e à sustentabilidade organizacional em longo prazo.

Mediante ao contexto apresentado, qual a ferramenta ou processo adequado para a administração e controle dos recursos necessários para o crescimento e evolução da organização? Para tal, aponta-se o planejamento estratégico. De acordo com Lacombe (2005) “o planejamento estratégico refere-se ao planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las”. Neste sentido, nota-se que o planejamento auxilia na conversão dos objetivos em resultados na organização.

Mas se o planejamento estratégico apresenta-se como meio para o sucesso empresarial, porque algumas empresas que realizam o planejamento acabam por sucumbir? Meireles e Paixão (2003) acreditam que indubitavelmente a questão é de ordem estratégica. Neste sentido, destacam-se três possibilidades: (1) muitas organizações não entendem a importância do planejamento; (2) outras até realizam as análises pertinentes e desenham o planejamento, mas se esquecem do monitoramento e controle do que foi planejado; (3) e algumas outras simplesmente selecionam o que aplicar do planejamento de acordo com sua percepção.

A priori, destaca-se que “o processo de administração estratégica inicia quando uma empresa define sua missão. Missões definem tanto que a empresa aspira ser em longo prazo, e quanto que quer evitar neste ínterim” (BARNEY e HESTERLY, 2007). Sendo assim, iniciar um planejamento estratégico sem a definição dos princípios estratégicos é definir uma viagem sem destino. Rodrigues et al., (2009) corroboram com o tema e estendem o ensinamento de Barney e Hesterly (2007) ao inferirem que as estratégias de todas as áreas da organização partem da visão de futuro da empresa.

Após a definição dos princípios estratégicos, são realizadas as análises dos ambientes interno e externo da organização, que sustentam o processo de escolha dos objetivos a serem atingidos e, por conseguinte, as estratégias a serem aplicadas (RODRIGUES et al., 2009). Para Costa (2007), após a formulação das estratégias “são estabelecidas as condições e as formas de acompanhamento estratégico para garantir que ideias, metas e programas de ação passem para o plano das ideias, desejos e boas intenções para o de ações práticas e objetivas”.

Sendo assim, o processo apresenta-se de maneira simples, entretanto algumas distorções são encontradas em várias organizações, quando a pauta é a implantação do planejamento estratégico, levando tais organizações ao fracasso. Entre elas aponta-se: (1) Diagnóstico inexistente ou inadequado; (2) Falta de metodologia adequada e consensual; (3) Muita análise. Pouca síntese e nenhuma ação; (4) Falta de flexibilidade no processo; (5) Falta de vinculação dos investimentos com orçamento operacional; (6) Falta de comando para implementação; (COSTA, 2007).

Em geral, observa-se que entre os vários problemas detectados e oriundos do insucesso organizacional de ordem estratégica, é que o discurso difere da prática, isto é, analisar, planejar e projetar são etapas que geralmente as organizações conseguem cumprir, entretanto traçar as metas, objetivos e planos de ações, enfim, operacionalizar e converter o plano em ação, apresenta-se como obstáculo difícil a ser vencido.

O planejamento estratégico, dentre várias funções é a guia e parâmetro na jornada da organização rumo ao sucesso. Desta forma, enquanto os obstáculos operacionais não forem vencidos, em geral os planos insistirão em fracassar. Gestão estratégica não deve ser encarada como “modismo” e “tendêncionismo” das escolas norte-americanas de administração. O alinhamento entre o discurso e a prática é a chave do sucesso. Detectando uma grande lacuna entre a prática e o plano, por que não rever o plano? Por que não alinhar os conceitos da literatura e planejamento ao contexto local? Pense, reflita e aja, mas nunca pare!

Referências

BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. S. Administração estratégica e vantagem competitiva. 3. ed. São Paulo: Pearson Hall, 2007. 326 p.

BULGACOV, S. SOUZA, Q. R., PROHMANN, J. I. P. COSER, C. BARANIUK, J. Administração estratégica: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2007.

COSTA, E. A. Gestão estratégica. Da empresa que temos para a empresa que queremos. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 424p.

LACOMBE, F. J. M. Recursos humanos, Princípios e tendências. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2005. 420p.

MEIRELES, M. Paixão, M. R. Teorias da administração: clássicas e modernas. São Paulo: Futura,2003.

MORGAN, G. Imagens da Organização. 1 ed. São Paulo: Editora Atlas S.A., 1996. 389p.

RODRIGUES, M. R. A.TORRES M. C. S. FILHO J. M. LOBATO. D. M. Estratégia de empresas. 9. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2009. 528p

Fonte: Administradores

Mídias sociais e SEO: Qual é o melhor para mim?

Na internet, a competição entre qualquer negócio e seus concorrentes é ampla e acirrada, ou seja, não importa se a empresa é pequena, média ou grande, todos estão em um mesmo ambiente e concorrendo entre si. Desta forma, o marketing é essencial para se destacar, mas como traçar a melhor estratégia? Veja algumas peculiaridades das mídias sociais e SEO, as principais ‘táticas’ digitais do momento, e saiba em qual investir mais:

Tempo de retorno
Ambas as técnicas necessitam de paciência para obter retorno. As técnicas de SEO podem até trazer alguns resultados em curto prazo, mas as grandes vitórias levam maior tempo para chegar. Com as mídias sociais existe uma tração maior na hora de conseguir seguidores e tráfego, já que a indicação de amigos conta muito dentro de uma mídia como o Facebook, por exemplo.

Qualidade do tráfego
É evidente que o tráfego trazido pelas técnicas de SEO à sua loja virtual é de maior qualidade. Sabe-se que esta técnica atinge principalmente os interessados, já que são focadas em mecanismos de busca. Já nas mídias sociais, a estratégia é outra, anúncios e indicações são feitos e, assim, muitos são atingidos, mas não se sabe quantos realmente farão diferença para o seu negócio.

Seu produto é conhecido?
Se você vende um produto ou serviço bem conhecido, concentre-se no SEO, já que a pessoa vai buscar nos mecanismos a palavra chave que te define. Mas se o seu negócio tem um potencial público que não sabe de sua existência, ‘mídias’ é o caminho! Pelas mídias sociais, sua empresa será melhor divulgada e terá um grande alcance, podendo encontrar um ‘alvo’ de qualidade ou mesmo que te indique para um conhecido que precisa do que você oferece.

Não precisa escolher!
A ideia aqui é: não escolha! Ambas as estratégias possuem seus benefícios e devem fazer parte do seu negócio, mas é importante saber em qual delas se concentrar de acordo com as necessidades de cada momento.

Boas vendas!

Fonte: Administradores

5 mentiras que te contam sobre trabalho

A palavra trabalho é visto hoje pela grande maioria da sociedade como um peso que deve ser enfrentado por todos. Uma forma de ganhar dinheiro. É necessário não por ser um ato de realização, mas sim devido a razão que dentro de uma economia com base no capital, quem não possui uma fonte de renda não pode manter suas mínimas necessidades. O termo foi tão distorcido nos dias atuais que muitas vezes quem diz: “Eu amo meu trabalho” é visto como louco ou que tem um “trabalho fácil”, do tipo que todos gostariam de ter. Levanto nesse artigo algumas mentiras que de tanto repetidas muitos já enxergam como verdade e entendem que o trabalho é um peso que deverá ser carregado ao longo da vida (ou até se ganhar uma fortuna na loteria).

1. Trabalho é sacrifício: Quando se faz a correlação de trabalho com sacrifício, pensa-se em algo dolorido que exige muito de quem o faz e que não enxerga um valor, é vítima do trabalho realizado. Sacrifício é exatamente o oposto, se dividirmos a palavra sacrifício temos: Sacer (sagrado) e Facere (fazer), portanto sacrifício é fazer algo sagrado. A associação de trabalho a sacrifício tem que ser vista não como fazer algo pesaroso, desagradável e sim como fazer algo sagrado, algo que se de muito valor e importância.

2. Trabalho é para ganhar dinheiro e se aposentar: É de necessidade humana provir seu sustento e o de sua família, mas pensar que escolher um trabalho apenas com este foco é desperdiçar uma vida. O trabalho deve vir como uma busca de realização pessoal, uma atividade em que se possa por em prática as principais habilidades pessoais e desse modo contribuir para o próprio crescimento e o crescimento dos demais. Passar 30/35 anos da vida exercendo uma profissão durante 8 horas diárias (ou mais), em que não se pode utilizar os potenciais apenas focado em ganhar dinheiro é um desperdício do que cada individuo pode fazer.

3. Depois que você escolher uma profissão não dá para mudar: Muitos vivem insatisfeitos no trabalho/profissão que exercem, mas não mudam pelo medo de começar do “zero” de não dar certo e continuam até o dia que a saúde grita e pede para que a pessoa pare. Durante uma vida vamos exercer varias profissões, seja de forma mais direta ou indireta. Um operador de máquinas em uma indústria, quando chega do trabalho exerce vira professor para o filho pequeno; a professora de geografia vira “vendedora” entre as amigas quando indica uma loja de roupas ou perfumes; o gerente de banco faz o papel do psicólogo no happy hour com o amigo que acabou de terminar um relacionamento; a coordenadora de recursos humanos da empresa vira agente de viagens quando os funcionários que vão entrar em férias lhe pedem sugestões para viajar. E desse modo todos compartilham suas experiências com os demais, e se aquilo pelo que as pessoas te procuram for a chave para uma nova profissão? Ali está uma paixão, algo pelo qual te motiva em aprender mais e ajudar os outros? Lembre-se cada recomeço nunca é do “zero”, existem muitas vivencias acumuladas ao longo dos anos à espera de serem utilizadas.

4. Escolha um trabalho que esteja em alta no mercado: A demanda do mercado não pode ser esquecida ou deixada de lado, mas as necessidades das pessoas são ilimitadas. Será que aquela solução que você criou para a própria vida não pode ajudar os outros? É mais fácil mudar todas suas habilidades para atender uma demanda do mercado ou encontrar um nicho que precise de suas habilidades? Cada um pode contribuir com algo novo para as pessoas.

5. Existem pessoas que têm trabalho fácil: Pensar que todos que gostam de trabalhar é devido ao trabalho deles serem “fácil” de fazer é um engano mental. Fácil ou difícil é uma medida que depende de cada um e está relacionada com a habilidade que aquela pessoa tem para fazer aquilo. O que pode ser fácil para um pode ser extremamente difícil para outro. Tenha em mente que começar uma carreira e obter sucesso nela exige esforço, se hoje pode parecer fácil para aquela pessoa, saiba que ela se esforçou e continua se esforçando a cada dia para encontrar um nicho para usar suas habilidades, se especializando, e trabalhando focada para obter bons resultados.

Mude seus pensamentos e mude sua realidade. Não caia na armadilha do negativismo enxergue o lado bom das coisas e elas se tornaram boas, seja agora para o aprendizado e posterior crescimento.

Carlos de Paula: É autor do E-book: Coaching como ferramenta de transformação, como transformar sonhos em metas realizáveis. À venda pela Amazon. Neste livro o autor ilustra como construir metas desafiadoras e a importância delas na conquista dos projetos de vida. www.ouroborostreinamentos.com

Fonte: Administradores

Trabalho: quebrando um paradigma

A palavra “TRABALHO” é proveniente do Latim “TRIPALIUM”, um instrumento de tortura com três pedaços de madeira (TRI + PALIUM), usado pelos Romanos para arrancar informações dos prisioneiros.

Esta palavra passou ao Francês como TRAVAILLER, significando “sofrer, sentir dor”, evoluindo depois para “trabalhar duro”.

Passando para a Inglaterra, acabou surgindo a palavra TRAVEL, “viajar”, certamente da noção que, nessa época, com poucas hospedarias e muitos ladrões na estrada, uma viagem era algo muito sofrido.

O que torna as coisas especiais na vida é a maneira como as fazemos.

Não encare suas atividades como um sofrimento, comparando-se aos prisioneiros de guerra que tornavam-se escravos.

Ame o que faz e faça com excelência, porque se todo mundo fosse fazer o que gosta o mundo não teria nada.

Sam Waltom (CEO – Fundador do Wal-Mart) dizia:

“Se você ama o que faz, estará lá todos os dias, dando o melhor de si, e em breve, todos contrairão isso de você, como uma febre”.

Então, contagie seus colegas de trabalho com alegria, felicidade e palavras de motivação, e em breve, todos estarão contaminados com bem-estar.

Fonte: Administradores

O futuro já chegou!

Autor: Ariel Capone

Certamente, grande parte dos diretores ou gerentes de empresas possuem medidas de desempenho para vendas: quanto foi vendido na semana, no mês passado, no último trimestre. Mas poucos conseguem saber quanto não foi vendido no período por falta de melhores condições técnicas ou financeiras. Ou quais vendas poderiam ser fechadas caso o vendedor tivesse mais informações sobre o produto, cliente e seu histórico comercial. Se pudesse tomar decisões como oferecer desconto ou consultar um banco de dados sobre algum detalhe ou funcionalidade do produto diante do cliente potencial.

Pense o quanto seria desgastante dizer ao mesmo cliente que irá "enviar as informações assim que ele chegar ao escritório", ou "mandar o link do vídeo de um produto para ver depois" ou "deixe-me verificar o preço e amanhã eu respondo" quando poderia fazer tudo isso em tempo real.

Uma das formas para aumentar a produtividade dos negócios – que representa um grande desafio a todas as empresas – é fazer com que a força de vendas tenha maior eficácia e agilidade nos contatos com o cliente. Como agravante, o uso pessoal da tecnologia evolui mais rápido do que no mundo dos negócios. Consequentemente, é o usuário que exige imediatismo e novas soluções no acesso à informação, um fenômeno conhecido como "consumerização de TI".

Entre as alternativas já existentes para aumentar vendas destaca-se a nova ferramenta, denominada Sales Navigation Tiles, que tira partido das tecnologias móveis, computação em nuvem e redes sociais, desenvolvida para rodar os principais sistemas operacionais móveis (iOS, Android) ou HTML5. Permite, portanto, o uso de qualquer dispositivo – celulares e tablets móvel -, compatível com os modelos mais utilizados e tecnologias atuais, sem que a empresa precise investir em novos softwares e hardwares. Consegue, assim, colocar nas mãos da força de vendas uma arma mais poderosa para melhorar a experiência de compra do usuário e fornecer a flexibilidade essencial para a negociação em um contextos de informação dinâmica.

Utiliza os materiais armazenados nos sistemas de gerenciamento de conteúdo, para acessar manuais, vídeos de produtos, atualizações de informações do cliente e as informações fornecidas pelo CRM, para gerar o histórico do cliente, detalhes do produto, créditos, etc.A ferramenta integra as soluções de programaçao, compliance e capacitação. Permite que o dispositivo móvel funcione como uma ferramenta de treinamento e de controle sobre o conteúdo visualizado e os resultados das avaliações feitas pelo usuário.

Mais: considera a interação entre os usuários (vendedores), painel de instrumentos, e comunicações unificadas, de forma a poder integrar comunicação IP, serviços de mensagens instantâneas, intranet ou rede social colaborativa interna que a empresa usa normalmente, acessível diretamente a partir do dispositivo móvel, para alavancar as capacidades de voz, vídeo e mensagens específicas para esses dispositivos.

A funcionalidade de geolocalização, em áreas da saúde (LifeSciences/ Healthcare), por exemplo, é empregada para rastrear as pessoas, insumos ou equipes críticas envolvidas em uma cirurgia (como o instrumental que acompanha uma prótese em ortopedia). Isto permite a atualização em tempo real dos dispositivos móveis pessoais dos profissionais diante de um possível reagendamento da cirurgia devido à falta de algum insumo crítico. Os cancelamentos ou adiamentos de cirurgias – em decorrência da falta de algum recurso crítico – são normais neste segmento. Desta forma, é possível antecipar, evitar o traslado de profissionais e reduzir a incerteza do paciente.

O uso da câmera serve para a leitura de códigos de barra do produto. Isto é muito útil para o controle e monitoramento de mercadorias em consignação. Por exemplo, no caso de um produto farmacêutico com data de validade próxima de expiração, o vendedor pode decidir quais retirar da prateleira ou estimular a venda para uso imediato. Também é útil para informar o vendedor sobre quais produtos estão com estoques elevados ou reduzidos e, assim, determinar a melhor política de preços. A câmara pode também ser utilizada para aplicações de realidade aumentada para mostrar, por exemplo, a utilização de um produto visualmente mais atraente ao consumidor.

A ferramenta pode funcionar como um canal de comunicação com os clientes e comunidades. Por exemplo, os médicos oncologistas podem discutir, consultar e falar sobre sua experiência com o produto.

Acostumem-se, é só o futuro que chegou às empresas.

Ariel Capone é vice-presidente do Grupo ASSA

Fonte: ClienteSA