Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Cases mais inovadores: Havaianas

Marca de sandálias de borracha saltou da categoria popular para a de ícone fashion

De item da cesta básica brasileira na década de 80 às prateleiras de lojas conceituadas em todo o mundo, como a londrina Harrods e a francesa Galeria Lafayette, onde são vendidas por ¤ 28. As sandálias Havaianas se reinventaram, deixando de ser um produto funcional para se tornar um acessório de valor aspiracional no Brasil e no mundo. Esse movimento fez com que "As Legítimas", da Alpargatas, se transformassem em um dos maiores sucessos fashion dos últimos anos.

A história das Havaianas começou a mudar no final de 1993. A marca, lançada em 1962, detectou que problemas em sua imagem estavam comprometendo seus lucros. Para reverter o quadro, iniciou uma grande revolução, liderada pelo departamento de marketing da Alpargatas, com o luxuoso auxílio criativo da AlmapBBDO.

De acordo com Rui Porto, diretor de marketing da empresa, o primeiro passo foi o desenvolvimento de novos modelos. "Percebemos que muitos consumidores viravam as solas das sandálias para deixá-las na mesma cor das tiras, por isso, lançamos as Havaianas monocromáticas, as Top". De início eram quatro opções, depois seis, sem perder a característica básica de ser uma sandália de borracha. Hoje são mais de 60 modelos, com muitas cores e estampas, alterações na largura e formatos das tiras, além de solados com alturas diferentes.

Evidentemente, mudar o produto não bastava. A marca investiu em uma nova forma de apresentação das sandálias. Com modernas embalagens, pôde explorar novos pontos de distribuição e, enfim, brincar com a cartela de cores em novos displays expostos no varejo. "Acredito que a principal revolução foi transformar um produto que era uma commodity em um acessório", resume Porto.

Para José Luiz Madeira, sócio e diretor de planejamento da AlmapBBDO, a grande sacada foi perceber os paralelos de utilização de Havaianas. "Era uma sandália de borracha usada pelas classes econômicas mais baixas, principalmente para serviços domésticos e trabalho na construção civil. Paralelamente a isso, observamos que um grupo de consumidores da classe A dava a ela um uso cool, para o lazer. Isso se tornou um insight para a estratégia de comunicação", relembra.

Em intervalos inundados pela repetição de celebridades anunciando os mais diversos produtos e serviços, a marca Havaianas chama atenção pelo uso inteligente de figuras populares. Seja com Lázaro Ramos tirando onda da cara de argentinos ou até mesmo a top internacional Naomi Campbell apresentando as sandálias como "última moda" da Europa para a brasileira Fernanda Tavares.

Passamos a usar as celebridades de uma maneira inovadora. As campanhas na TV contam histórias das celebridades como pessoas comuns, de modo semelhante a uma novela na qual cada capítulo mostra uma situação cotidiana. Além disso, elas contracenam com consumidores anônimos, que sempre se saem melhor", ressalta Madeira. Assim, anunciante e agência provam que é possível manter presença constante na mídia, evoluindo no uso dos elementos-chave que garantem o sucesso permanente, sem alterá-los. Em outra frente estão os anúncios para revistas, que mais do que evidenciar a sandália, funcionam como verdadeiras vitrines da marca.

Tendo a TV e as revistas como pilares de sustentação de sua comunicação, os responsáveis pela marca também não se descuidam dos eventos do mundo da moda mundo afora.

Hoje, a sandália pode ser encontrada em 70 países, em alguns deles com operação própria. Tem lojas sazonais em locais como Saint-Tropez, na França, e Sardenha, na Itália. Para 2010 planeja a abertura de loja própria em Barcelona, nos moldes das duas que abriu em São Paulo, em 2009. No Brasil, prepara o lançamento do seu tênis, um calçado que tem o mesmo solado de Havaianas e já está sendo comercializado no mercado europeu.

*A publicação dos "Cases Mais Inovadores da Década" é um projeto especial publicado na edição comemorativa de 32 anos do jornal Meio & Mensagem, que circula com data de 19 de abril de 2010.

Fruto de uma sondagem realizada com 100 presidentes ou diretores de agências, anunciantes, veículos e fornecedores, a lista surgiu da indicação espontânea desses profissionais, que apontaram as peças que marcaram os últimos dez anos por inserirem um tom inovador em sua comunicação.

Por Beatriz Lorente

Fonte: m&m online

Nestlé presenteia Brasília com Parada Disney

Em comemoração aos 50 anos de Brasília, a Nestlé vai dar um presente para a população: a Parada Disney. Pela primeira vez na Capital Federal, a Parada acontece dia 21/04, às 10 h30, na Esplanada dos Ministérios. A saída será em frente à Biblioteca Nacional, e o final próximo ao Congresso Nacional, num percurso de cerca de 1,8 km.

“Para comemorar o aniversário de Brasília, apresentamos a Parada Disney gratuitamente à população com o objetivo de realizar o sonho de crianças e adultos que ainda não tiveram a oportunidade de assistir a esse espetáculo”, indica o diretor de Comunicação e Serviços de Marketing da Nestlé Brasil, Izael Sinem Júnior.

A Parada Disney já passou pelo Rio de Janeiro, Vila Velha (ES), São Paulo e Belo Horizonte (MG), totalizando um público superior a 1,7 milhão de pessoas. Depois de Brasília, a Parada Disney acontece em Salvador, dia 02/05. A produção é da Maior Entretenimento.

Fonte: Promoview

BMW promove publi-editorial na Trip

Grupo destaca modelo BMW X1 em editorial com conteúdo de quatro páginas da Trip

O BMW Group Brasil publicou o seu primeiro publi-editoral no País, na Revista Trip, edição de abril. A marca questionou aos leitores "Como seria a sua joyrider?" – e o resultado está em quatro páginas da revista.

O projeto BMW Joyride convidou três pessoas que são apaixonadas por dirigir, para ilustrar as imagens. O destino escolhido para ilustrar este foi Paraty. A bordo do Novo BMW X1, Teco Padaratz, 38 anos, bicampeão mundial de Surf; Alex Miranda, 39 anos, sócio da Produtora Trator Filmes, e John Wolthers, 54 anos, Trader de café.

Juntos criaram um diário de viagem único, ilustrando o verdadeiro significado de Prazer. A estratégia da marca é mostrar, por meio da Trip, que conteúdo e publicidade caminham juntos. A confecção do publi-editorial vai de encontro com o perfil e conceito do Novo BMW X1.

Fonte: m&m online

DIA cria para Coca-Cola homenagear Brasília

A agência DIA Comunicação, especializada em branding, ponto de venda e embalagens, assina a criação do conceito, identidade visual e desenvolvimento de todas as peças da campanha da Coca-Cola em homenagem aos 50 anos de Brasília. Além de uma embalagem especial, com imagens dos monumentos-ícones da cidade, a agência criou uma decoração especial para 50 caminhões de entrega da frota, criando um verdadeiro “museu itinerante”.

“Normalmente, os ícones que representam as cidades foram construídos pelos homens depois que as cidades já haviam se formado. Foi assim com o Cristo, no Rio; a Torre Eiffel, em Paris; o Big Ben, em Londres; a Acrópole, em Atenas. No caso de Brasília, o processo foi inverso. Em uma cidade planejada, erguida onde nada existia, os monumentos que a representam foram construídos antes da cidade. Nossa ideia com a campanha é inovadora, expressa claramente a cidade e as datas celebradas e tem o DNA do espírito de ousadia da Coca-Cola”, afirma Gilberto Strunck, fundador e sócio-diretor da DIA Comunicação.

As latas comemorativas trazem imagens da Catedral, do Palácio da Alvorada, do Congresso Nacional e candangos nas cores branca e dourada, com o selo comemorativo oficial dos 50 anos da cidade. Cada quesito que compõe a arte foi definido de acordo com as características da capital, após ampla pesquisa realizada pela agência. O branco foi a cor utilizada como fundo da embalagem por ser esse o tom predominante nas construções de Brasília. Já a cor dourada foi escolhida para as gravuras por ser a tonalidade relacionada à comemoração de 50 anos. “O dourado representa as “Bodas de Ouro” e tem o objetivo de fortalecer a expressão da data”, afirma Strunck.

Para a frota de entrega da Coca-Cola, a DIA desenvolveu e planejou 25 temas, para tornar os 50 caminhões em “museus itinerantes”. A decoração especial conta a história da cidade, trazendo inclusive fotos e informações sobre personalidades como Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer. A circulação dos caminhões decorados acontece até o próximo dia 21/04, quando a cidade faz aniversário.

“A intenção foi a de criar verdadeiros museus itinerantes, que contam a história de Brasília em movimento. A cada passagem dos veículos da Coca-Cola, será possível relembrar momentos marcantes da história da cidade”, comenta o diretor.

A agência também desenvolveu convite para o lançamento da campanha, flyers para informar a promoção aos lojistas e banners de ponto de venda para comunicar a nova embalagem aos consumidores.

A DIA Comunicação é ainda responsável pela comunicação da Coca-Cola em mais de um milhão de pontos de venda em todo o Brasil, desde 1999.

Fonte: Promoview

Marcas ainda não entendem que consumidores são diferentes

Entenda porque a classificação sócio-demográfica já não é mais suficiente para conquistar clientes

Que o consumidor está mudado, já não é nenhuma novidade. Mas você, profissional de Marketing, já parou para pensar que uma mesma pessoa pode ter – e provavelmente tem – comportamentos de compra variados? Um cliente pode ser descontraído na hora da escolha da roupa, mas tradicional ao comprar alimentos. A complexidade aparece na hora de classificar estes consumidores de acordo com suas atitudes.

Uma mulher, por exemplo, pode desejar um chocolate no domingo, mas passar longe de uma caixa de bombom na segunda, quando começou a dieta. Mudanças como essas fazem com que divisões que contemplam apenas idade, sexo e classe social não sejam mais suficientes para segmentar os consumidores. “O estilo de vida é um valor universal, que atravessa segmentos. Vemos pessoas de 60 anos com atitude de 20 e vice-versa. Mulheres incorporam práticas masculinas, enquanto homens cozinham e cuidam da casa”, conta Beth Furtado, sócia-diretora da ALIA e autora do livro “Desejos Contemporâneos”, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O conceito de segmentação a partir do comportamento de consumo vai além do desenvolvimento de produtos e altera até mesmo a arquitetura dos pontos-de-venda. Casos como o do Best Buy, um dos principais varejistas norte-americanos, são exemplos. A empresa dividiu suas lojas em quatro estilos de vida para atender às necessidades de seus consumidores. Isso só foi possível graças a um grande database. “Eles começaram a entender que a loja possuía uma predominância de estilos de vida e estados de espírito e, a partir disso, segmentaram os pontos-de-venda de acordo com esses perfis”, diz Beth, também blogueira do Mundo do Marketing.

Pão de Açúcar reestruturou ponto-de-venda para atender necessidades

No Brasil, o Pão de Açúcar aparece como uma das marcas que se preocupam em atender às demandas geradas por diferentes perfis de consumo. Há cerca de seis anos, o grupo segmentou suas lojas a partir do entendimento de atitudes, características demográficas e comportamentos de compra. Pesquisas viabilizaram a mudança na estrutura dos espaços, que contemplou o mix de produtos, os serviços agregados e até mesmo a arquitetura para satisfazer os consumidores.

O conceito, entretanto, ainda é pouco explorado por aqui. “Essas ferramentas são muito úteis, mas pouco conhecidas. Além disso, o processo é caro e mais complexo do que a segmentação demográfica. Não vejo uma tendência para isso. Profissionais de Marketing entendem muito de estratégia e pouco de pessoas”, acredita Mário Ernesto René Schweriner, Coordenador do Núcleo de Ciências do Consumo Aplicadas da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A consultoria de Marketing Copernicus, no entanto, acredita na viabilidade do conhecimento profundo a respeito das atitudes dos consumidores. Um case bastante conhecido que contou com a consultoria da empresa no Brasil é o de “Skol Desce Redondo”, projeto realizado a partir de um estudo de segmentação. A consultoria atende desde pequenas empresas como o Colégio Bandeirantes, até marcas como Shell, Oi e Coca-Cola.

Coca-Cola identificou oportunidade com Laranja Caseira

A própria Coca-Cola lançou o suco Laranja Caseira depois de identificar um segmento com o auxílio de um estudo feito pela Copernicus. O desenvolvimento do produto só foi possível porque a empresa percebeu que o consumidor precisava de uma bebida que tivesse um apelo emocional. O lançamento do produto foi baseado no conceito “primeiro suco com gominho e com carinho”. Como resultado, a Coca-Cola ampliou o público consumidor de sucos de caixinha e, consequentemente, o seu faturamento.

“Para segmentar, a melhor referência é o retorno sobre o investimento. O Marketing tem como objetivo atender as necessidades dos consumidores com serviços e produtos lucrativos. A melhor forma para falar de lucratividade é o ROI (Retorno sobre Investimento) e esse deve ser o critério de segmentação”, explica Alberto Cerqueira Lima, presidente da Copernicus, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Neste caso, o retorno sobre o investimento é obtido ao identificar grupos de pessoas que se assemelham em determinado tipo de categoria e ocasião de consumo, mas são diferentes em todos os outros aspectos. “Cada vez mais as empresas deixam de fazer produtos para a massa e caminham no sentido do Marketing one to one. É necessário entender que dentro de um conjunto de grandes consumidores, existem subconjuntos que têm atitudes e comportamentos diferentes”, aponta Mario Mattos, Diretor Executivo de Pesquisa As Hoc da GFK, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Adidas é caso de sucesso internacional

O segredo do sucesso é desenvolver produtos e serviços focados nas necessidades de cada um desses subconjuntos. Foi exatamente isso que a Adidas fez nos Estados Unidos. A marca esportiva percebeu uma oportunidade no segmento de sabonetes líquidos. Pesquisas identificaram que os produtos concorrentes exploravam apenas o perfume e a hidratação. De olho na necessidade do consumidor em estar em movimento, a Adidas apostou nos valores de portabilidade e exclusividade no uso e lançou um sabonete líquido para esporte, clubes e academias.

Para os especialistas, este é um caminho sem volta. “As empresas perceberam que a diferença entre as marcas está muito mais no emocional. Há alguns anos, Omo era praticamente a única opção no mercado. Hoje, existem marcas boas e conceituadas, mas a consumidora escolhe Omo porque tem uma relação com a marca difícil de romper”, relata Elizabeth Salmeirão, Diretora de Negócios de Retail & Shopper Insights da TNS Research International, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Entre os desafios neste processo destaca-se a maneira como aplicar estes estudos na prática. “Ferramentas para identificar estes subgrupos existem”, diz Beth Furtado. “O que vemos pouco é a implementação disso na realidade. A maioria das empresas continua achando que vende para a classe C e não observa que existem grupos com hábitos completamente diferentes”, comenta.

Desafios para aplicar o conhecimento
O primeiro passo é identificar estes perfis. O avanço tecnológico tem sido um facilitador neste sentido. “Recursos da matemática e de estatística reúnem centenas de variações e combinações de variáveis para fazer a análise do valor que o consumidor representa para o segmento”, aponta Cerqueira, da Copernicus.

Após identificar os subgrupos, a questão é o que fazer com estes dados. As informações podem ser preciosas na construção de um conceito voltado para o estado de espírito do comprador, o desenvolvimento de um produto ou a formulação de uma loja. Em seguida, vem o próximo obstáculo para o profissional de Marketing: como informar o consumidor sobre o seu lançamento.

“Hoje, existem muitos meios e todos acabam mais segmentados. Não é mais possível falar com todos ao mesmo tempo porque o mundo literalmente evoluiu”, relata Elizabeth, da TNS Ri. A internet acaba sendo uma grande aliada das marcas, mas não é suficiente. “A web tem limitações também, porque tem mais penetração em menos segmentos. Cabe ao profissional descobrir como encontrar essas pessoas”, explica Beth.

Internet dá voz para os advogados da marca

Ainda assim, o meio digital é um dos grandes propagadores de produtos e serviços. Os chamados “advogados da marca”, por exemplo, encontraram no mundo virtual uma forma de ampliar o boca a boca que já geravam em seu cotidiano. São consumidores que representam de 5% a 10% da população mundial, mas merecem tratamento especial, pois promovem as marcas das quais são verdadeiros fãs.

É na internet que essas pessoas ganham voz, a partir de comunidades em redes sociais, blogs e fóruns. “Com a web, as pessoas deixam pegadas digitais e você pode usá-las, pode ir atrás delas”, diz Cerqueira. É o que se vê, por exemplo, no fenômeno atual dos blogs especializados em beleza. Diariamente, as blogueiras publicam resenhas a respeito de produtos que acabam influenciando a decisão de compra de milhares de consumidoras. Em troca, as marcas começam a interagir, oferecem produtos para teste, brindes para serem sorteados entre as leitoras e organizam encontros, como é o caso de Dermage e Granado.

Encontrar estes nichos na blogosfera e na internet só é possível a partir de um conhecimento a respeito dos diferentes perfis de consumo que as pessoas podem adotar. Mas o estudo demográfico não deve ser deixado de lado. “Baseado unicamente no apelo emocional, não é possível materializar e aplicar o estudo para que se possa realizar uma ação. O atitudinal é um complemento para achar as diferenciações dos consumidores, mas existe a base demográfica. É preciso saber sexo, escolaridade e classe social”, complementa Elizabeth, da TNS.

A idade, por exemplo, é elemento fundamental para um grupo de consumidores que começa a despertar a atenção do mercado: a terceira idade. Contudo, ela não é o único fator relevante. “Parte dos consumidores da terceira idade encara a fase como o fim da vida, enquanto outra parcela entende como o início de uma nova etapa”, declara Mattos, da GFK. Saber quem é quem é o desafio daqui para frente.

Fonte: Mundo do Marketing