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O Marketing de canal e relacionamento

Hoje vivemos em um mercado totalmente competitivo. O objetivo do departamento de marketing é gerar o aumento de leads para a equipe comercial, realizando campanhas de incentivo, eventos, participação em feiras, entre outras ações. Nesse cenário, enfrentamos vários submarketings, como web marketing, trade marketing, nichos e assim por diante. Um dos mais importantes é o marketing de canal, utilizado pela maioria das empresas, independentemente do nível de canal que executa, seja direto ou por distribuidores.

Quando o departamento de marketing atua como distribuidor dos produtos ou serviços, o canal se torna ainda mais complexo. Afinal, o escoamento não depende totalmente do fabricante ou do distribuidor, mas de terceiros envolvidos na operação. Quando estamos na função de distribuidores, temos de acompanhar todo o trajeto dos produtos/serviços, sempre buscando o feedback dos envolvidos na operação para que o canal passe por constantes aperfeiçoamentos. Em qualquer ramo de atividade, o cenário é dinâmico e fazer o follow-up é essencial. Como distribuidores, temos de dar competência aos varejistas ou revendas em PRODUTOS, PREÇOS e PROMOÇÕES, pois qualquer falha na operação prejudica todos os envolvidos pela distribuição.

Dentro do composto de marketing (4P), o preço é fundamental para o desenvolvimento dos canais. Precisamos garantir que nossas revendas tenham preços competitivos, que garantam volume e rentabilidade. Porém, temos de tomar muito cuidado com a política imposta pelos canais em que atuamos. Ainda dentro do composto de marketing, quando falamos em canais, logicamente estamos atuando dentro da PRAÇA, e estar bem colocado no mercado é essencial para obter um bom escoamento dos produtos.

Marketing de relacionamento

Com a concorrência cada vez mais agressiva, o departamento de marketing deve buscar diferenciais para fidelizar os envolvidos na distribuição. Sabemos que não é tarefa fácil. Por isso, acredito que, quando falamos de relacionamento, não nos referimos apenas ao dos vendedores com seus clientes. O departamento de marketing também tem de se interar com a equipe de vendas. Afinal, quem está sempre em contato com o cliente e entende o dia a dia dele são os vendedores.

Uma vez que o marketing tem um bom relacionamento com a equipe de vendas, as ações de marketing certamente terão sucesso. Não podemos desperdiçar verbas direcionadas para o marketing, então a união com o departamento de vendas é essencial. O relacionamento com o cliente é o mais importante para fidelizar o canal. Dentro da empresa em que trabalho, sempre bato nessa tecla.

Construir um bom relacionamento demanda tempo, paciência e dedicação. Precisamos ouvir mais do que falar e resolver possíveis obstáculos que possam aparecer, sempre trocando informações e deixando os envolvidos a par do que está acontecendo. Nessa hora, devemos ser realmente parceiros e entender as necessidades do canal. Qualquer tipo de ação que o marketing fizer, as empresas da concorrência poderão copiar, mas quando temos um bom relacionamento com os envolvidos na operação, temos um trunfo. É uma ação que, quando bem feita, fideliza qualquer canal.

* Danilo Munhós, Coordenador de Marketing da Gomaq, empresa presente há mais de 45 anos no mercado de tecnologia de impressão.

Fonte: Administradores.com

Campanha brasileira é eleita a melhor ação em mobile marketing do mundo

Direcionada para pequenos varejistas e vendedores ambulantes da marca de salgadinhos Torcida, a ação criada no segundo semestre de 2012 rendeu à Brandtone Brasil o prêmio internacional de Melhor Ativação Mobile em Tablet e Aplicativos nos “Marketing Engage Awards”, de Londres, outorgados pela tradicional revista inglesa Marketing Week. A campanha foi selecionada entre as nove melhores ações em mobile marketing do mundo.

A ação consistiu em premiar pequenos varejistas e vendedores ambulantes do salgadinho com bônus de celular através de uma mecânica simples e engajadora. Enviando gratuitamente por SMS os códigos que estavam dentro das caixas de embarque, os varejistas ganhavam R$ 2 em bônus e, em contrapartida, recebiam uma ligação na qual respondiam perguntas sobre seu comportamento, necessidades e prioridades de negócios, alimentando um banco de dados sobre seus perfis que será utilizada pela PepsiCo para o engajamento contínuo desses clientes-chave.

A campanha desenvolvida pela Brandtone engajou 53 mil varejistas que realizaram múltiplas participações, o que resultou em um aumento de mais de 7% nas vendas do salgadinho. A iniciativa se mostrou altamente eficaz no Brasil, onde há 100% de penetração de telefones celulares e a média mensal de gastos com créditos pré-pagos é de R$ 12.

“A campanha Créditos para a Torcida foi um exemplo da eficiência do mobile marketing, quando executado de forma massiva e inclusiva via Voz e SMS para engajar de consumidores a intermediários e incentivar mudanças de comportamento e preferências. Através dessa campanha, observamos a força do nosso modelo de mobile marketing para ajudar nossos clientes a atingir seus objetivos de negócio. E os prêmios que recebemos só comprovam a eficácia desta ferramenta e a importância que o Brasil representa para Brandtone, e principalmente, o valor da revolução mobile que estamos liderando”, afirma Andrés M. Stella, gerente geral da Brandtone Brasil.

Em âmbito local, a Brandtone foi premiada, junto com seu integrador Zenvia, no evento Tela Viva Móvel 2013, com dois títulos – “Grand Prix 2012” (o maior do evento) e “Melhor Campanha de Mobile Marketing”.

Com informações da assessoria da Brandtone

Fonte: Administradores.com

Cervejaria Bohemia é palco da Bauernfest

A Cervejaria Bohemia recebe a Bauernfest 2013, que teve início no dia 28/06, em Petrópolis. Até 07/07, quem visitar a cidade, localizada na região serrana do Rio de Janeiro, além de degustar lotes de cerveja fabricados exclusivamente para a festa na própria cervejaria, terá benefícios especiais para conhecer um dos maiores centros de experiência cervejeira do mundo.

Situado nas antigas instalações da primeira cervejaria do Brasil, a empresa divide com o público todo o conhecimento do universo da cerveja
Durante o período da festa do colono alemão, na compra da entrada para o tour da Cervejaria Bohemia, a entrada do acompanhante será gratuita. Além disso, foi feita uma parceria com a Única, companhia de ônibus que faz o trajeto Rio – Petrópolis.

Tanto nos guichês quanto nos ônibus da viação haverá materiais da marca convidando os passageiros para festa. Além disso, quem se hospedar em um dos hotéis parceiros, será recebido com uma Bohemia cortesia dando as boas vindas à festa.

Fonte: promoview

Arezzo traz Paolla Oliveira para nova campanha Verão 2014

Paolla Oliveira é o rosto escolhido para a campanha Verão 2014 da Arezzo. Para completar o cenário, móveis naturais do designer Hugo França foram usados para dar toque rústico aos cliques. Com styling assinado pela dupla Flávia Pommianosky e Davi Ramos e a beleza – cabelo e make-up – por Daniel Hernandez, atriz foi fotografada pelo fotógrafo inglês, Tom Munro. É a segunda vez que a Arezzo trabalha com o artista, que clicou a campanha Verão 2013 em NY. Para Paolla, o acessório transforma qualquer look. "O um bom acessório é a chave para um visual arrematador. Às vezes a peça é o próprio visual. Com uma roupa mais básica, bolsa e sapato de cor forte dão toque moderno e estiloso à produção", afirma. A campanha circula em todo o Brasil no início de Agosto.

Fonte: Cidade Marketing

Uma análise das técnicas de negociação

Consultor avalia como fazer uma boa negociação seguindo as dicas de um especialista brasileiro.

Outro dia, recebi pela Internet a informação de que havia alguém que era, não apenas o “maior especialista em negociação”, mas também o “maior negociador do Brasil”. Fiquei entusiasmado, pois um dos postulados que adoto e difundo é o de que “quem quer ter sucesso deve estudar e aprender com o sucesso”. E nada mais fantástico do que aprender com alguém melhor, entre outros tantos nomes de peso, do que Eike Batista, Jorge Gerdau, Jorge Paulo Lemann, Roger Agnelli e Carlos Ghosn – um brasileiro naturalizado francês.

De qualquer forma, como além de consultor em negociação sou master practitioner em Programação Neurolinguística, resolvi fazer o básico, ou seja, um desafio linguístico àquilo que em PNL é enquadrado na categoria de "Comparações sem Padrão": Melhor em relação a que? Melhor de acordo com quais critérios, parâmetros ou sistema? Houve algum concurso? Ou alguém, sei lá por que razão, simplesmente resolveu se intitular desta forma, mesmo sem fundamentação na realidade? Assim, resolvi estudar a questão mais a fundo e confesso que esperava algo mais do ”maior especialista em negociação do Brasil”. Vejamos, a seguir, alguns pontos relevantes.

1º. As duas formas de se conduzir uma negociação

Um conceito fundamental é que existem duas formas de se conduzir uma negociação que são barganha de propostas e solução de problemas. Se você estiver negociando um apartamento, um carro, uma geladeira ou um guindaste, você pode negociar na base da barganha de propostas. Mas existem situações que só a negociação com base na solução de problemas resolve como foi, por exemplo, a negociação entre o Egito e Israel, para tratar da questão da península do Sinai e que resultou no acordo de Camp David. Mais ainda: no ambiente interno de uma empresa, onde ocorre um número incomensurável de negociações, a barganha de propostas costuma levar ao perde/perde ou a soluções de pior qualidade. O fato é que, embora se fale muito em sinergia nas empresas, só é possível alcançá-la caso haja uma cultura organizacional que privilegie a condução de negociações internas com base na solução de problemas. Sem isto, nada feito.

Vejamos como o conceito se aplica à atividade de vendas. Existem três tipos de vendedores, tira pedido, empurra produto – tipo vendedor pitbull, e consultor do cliente. O empurra produto é basicamente um barganha de propostas e há situações em que é possível se chegar a bons resultados desta forma. Mas hoje em dia, com a comoditização rápida de produtos e serviços e as compras baseadas em menores preços, a negociação feita por meio da solução de problemas tem uma resposta de maior qualidade, como mostram os conceitos de "Criação de Valor para o Cliente", de Ram Charan e o de "Vendas Complexas", como utilizado por Jeff Thull.

2º. A negociação conduzida na base da barganha de propostas

Caso se conclua que uma negociação deva ser conduzida na base da barganha de propostas, existem alguns procedimentos clássicos que costumam servir de guia, entre eles: pedir mais do que se espera receber; não aceitar a primeira proposta e ainda fazer cara de quem comeu e não gostou; dizer ao outro que tem que fazer melhor do que isto para se poder pensar em fechar o acordo; só conceder caso se receba algo em troca, de preferência de valor maior do que aquilo que se concedeu; utilizar a tática do mocinho e bandido direta ou indiretamente, neste caso com o emprego de autoridade limitada; fazer uma falsa demanda para depois conceder e obter algo em troca; solicitar concessão no momento do fechamento. Neste último caso existem dois procedimentos, a mordida e a surpresa final. A mordida consiste em solicitar uma pequena concessão, como por exemplo, uma gravata como condição para se comprar um terno. Já a surpresa final é mais pesada. Na reunião de fechamento do acordo, quando um dos lados está firmemente convicto de que tudo está resolvido e que a reunião é somente para a mera formalização do que já foi combinado, o outro lado, com base num um pretexto qualquer, solicita uma grande concessão, como um desconto de 20% ou mais. E esta é a razão do nome da tática. Se você não estiver preparado para esta possibilidade, pode cair direitinho.

De qualquer forma, convém salientar que existem duas formas de barganha de propostas: a agressiva e a suave. Na agressiva o negociador não está se preocupando com o relacionamento com a outra parte. Na suave, o objetivo é chegar ao limite do outro, ou seja, obter o máximo possível de concessões, dando a ele a impressão de que venceu ou que houve um ganha/ganha. Isto é, o falso ganha/ganha.

3º. A negociação conduzida na base da solução de problemas

Negociar na base da solução de problemas é bem mais difícil, pois além de se conhecer todas as táticas e procedimentos usados por negociadores barganha de propostas, é necessário se entender de solução de problema, processo decisório e comunicação. Entre os princípios que servem como guia na solução de problemas estão: não se deixar envolver pelas táticas ganha/perde; separar as pessoas dos problemas, mantendo o foco ou tendo em vista os interesses, necessidades, temores, expectativas e objetivos; primeiro compreender e depois se fazer compreender para se poder encontrar a solução; identificar interesses comuns, complementares, opostos e distintos e, em função disto, criar alternativas de ganho comum; desenvolver critérios objetivos de decisão.

Não resta a menor dúvida de que negociar com base da solução de problemas demanda bem mais competência do que negociar na base da barganha de propostas.

4º. Os três momentos do processo de negociação

É lugar comum que a preparação é a base do sucesso em qualquer negociação. Mas para uma ótima preparação, deve-se considerar, não apenas as óticas de todas as partes envolvidas, mas também as de um observador neutro. Igualmente as perspectivas otimista, realista e pessimista, ou seja, é preciso ter presente que a "Lei de Murphy" existe. Para levar em conta todos estes fatores, utilizo a matriz de preparação. Na preparação, também devem ser consideradas cinco áreas, conforme o MIN (Modelo Integrado de Negociação): conhecimento do assunto, três cenários, processos, relacionamentos e realidade pessoal dos negociadores como crenças e valores.

Um outro ponto importante é que toda a negociação é um processo composto por três momentos: preparação, execução e controle/avaliação e que a negociação não acaba quando o acordo foi firmado, mas sim quando foi cumprido. E tem gente que esquece disto.

Certa ocasião, uma empresa solicitou um produto com 24 mil horas de vida útil e o vendedor só dispunha, e entregou, um com 12 mil horas. Quando perguntado ao gerente comercial por que havia feito aquilo, a resposta foi: lá ninguém controla nada e quem compra não é quem usa o produto. Além do mais, não há um bom banco de dados e sistema de comunicação interna. Também deve-se considerar que existem as chamadas empresas com números imbatíveis, que não são de alto nível, como pode parecer à primeira vista. São empresas em que nada bate com nada. Os números do financeiro não batem com os do comercial e os da produção.

O fato é que existe o resultado ganha/perde, ao contrário do que afirma o maior especialista. Um outro exemplo é o de uma empresa de consultoria que na hora de fazer a venda manda os seus melhores especialistas. Na hora de fazer o projeto manda o estagiário. Devemos ter presente que o repertório de truques para enganar o outro lado é bastante elevado e constitui aquilo que chamo de táticas ganha/perde. Existem duas categorias: as falcatruas e as táticas psicológicas. Quem falar de ganha/ganha sem conhecer este conjunto de táticas, pode estar sendo profundamente ingênuo.

5º. Conclusão

Se você me perguntar se eu gostei de ter me aprofundado no conhecimento do “maior especialista em negociação do Brasil”, diria que sim. Mas vamos baixar um pouco a bola. Menos, pois negociação não é só barganha de propostas. Além disto, posso afirmar que existem outros consultores em negociação que tem, pelo menos, a mesma competência do maior especialista. Nos meus relacionamentos pessoais posso citar, pelo menos três nomes. Fora do meu círculo de relacionamentos, outros tantos.

Quanto a mim, faço minhas as palavras de Muhammad Ali, um extraordinário lutador de boxe que foi campeão mundial da categoria dos peso pesados e considerado por muitos especialistas o maior pugilista de todos os tempos: “Eu bem que tento ser modesto, mas quando eu tento me faltam os argumentos”.

Por José Augusto Wanderley (consultor em negociação e excelência de desempenho e autor do livro Negociação Total e autor da Editora Gente).

Fonte: Hsm.com