Marketing no gogó: quando o grito pode ser o diferencial

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Uma viagem de trem no Rio de Janeiro pode ser um passeio um tanto inusitado e rico. Isso, claro, quando deixa-se de prestar atenção na péssima qualidade do serviço prestado. Não basta muito tempo para um vendedor ambulante entrar no vagão e oferecer suas bugigangas. Água, doces, lanternas, livros,música, barbeadores… De quase tudo se acha ali.

"Ela é feia, é preta e quadrada. Mas é doce e açucarada. Bananada só R!0,50!" "Olha que loura, olha que curvas… Olha que crocância! Sacão de pele, R$0.50." Esses são uns poucos exemplos que vemos por lá. Fora outros que só ao vivo…são de morrer de rir.

Mas, o que leva as pessoas comprarem em um certo vendedor um produto de qualidade duvidosa, em livre concorrência e facilidade total? Afinal o produto grita por você, quase que literalmente. O público alvo aqui pouco se importa com a procedência, o importante é o baixo preço e a facilidade. O que todos os vendedores são obrigados a ter.

Como já deve conhecer "pra galinha não basta colocar o ovo. Tem que cacarejar". Aqui o "cacarejo" que é o diferencial. O vendedor consegue, com uma tal maestria, agregar valor à seu produto, que o torna atrativo.

No mercado "real" vivemos isso o tempo todo. Empresas que tem portfólios quase iguais, conseguem criar um abismo entra elas. Novamente, precisa "gritar" aos quatro ventos sobre seu produto, usar formas e técnicas de agregar valor à ele. Tornando-o único e indispensável ao consumidor.

Vemos isso tanto no mercado popular, quanto no de luxo. Quem oferece uma experiência especial para o cliente, já tem pontos no mercado. Agora o produto não responde por si só. Henry Ford que não nos escute, mas agora não existe mais um único modelo, muito menos uma única cor e, finalmente, um único fornecedor.

A livre concorrência abriu esse espaço ao consumidor final de ter a oportunidade de escolher o que mais lhe apetece. O que dificulta a vida dos publicitários e trabalhadores da área.

A questão chave é: o que meu cliente quer além do meu produto? trabalhe a empatia. Os vendedores do trem sabem muito bem a forma de aproximar do cliente. Visto que grande parte deles tem vida similar a sua.

Pôr-se no lugar do outro é sempre bom, não só na hora de criar uma campanha.

#FicaDica

Fonte: Administradores.com

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