Mídias querem mais informação regional

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Veículos que estão fora do eixo Rio-São Paulo não recebem o investimento de mídia condizente com o que representam para o mercado local, por falta de conexão entre as agências e os veículos.

Essa foi a conclusão do estudo Painel de Marketing de Veículo, o PMV Destinos, desenvolvido pela Singular Arquitetura de Mídia. O foco do estudo foi a verba que é exportada da cidade de São Paulo, município que detém a maior concentração de investimento de mídia, para os veículos locais espalhados pelo País

Com o objetivo de entender o raciocínio básico para a compra de mídia local, a pesquisa ouviu cem profissionais de 41 agências.

A primeira constatação foi que os profissionais encaminham as verbas para os diferentes mercados de acordo com o potencial de consumo. Desta forma, 80% dos entrevistados disseram mandar verba para o Interior de São Paulo e 77%, para o Rio de Janeiro.

“Entendemos que investir no Interior de São Paulo seja natural pela proximidade. Além disso, empreendimentos, serviços e lojas da Capital paulista são bem vistos no Interior”, explica Geraldo Leite, sócio-diretor da Singular.

Na opinião dos mídias entrevistados, um dos problemas é a falta de informação e medição da audiência local do veículo, além da questão da agilidade nos processos e no método de trabalho.

Como parte da pesquisa, a Singular fez a seguinte pergunta às agências: “O que os veículos podem fazer para serem representados/conhecidos em São Paulo, e, daí, serem melhor programados?”.

Segundo Leite, foram muitas sugestões, mas a mais citada foi a melhoria da qualidade profissional, com 29% das menções. “Entendemos que essa é uma resposta para ser lida como crítica a alguns veículos e representantes”, analisa o diretor.

Para Leite, os profissionais de mídia também precisam adaptar-se às peculiaridades regionais. “Entendo que isso acontece porque existe falta de informação e de conhecimento da cultura do desempenho regional dos veículos. Se for analisado o desempenho de cada veículo em sua praça, há oportunidades que não são aproveitadas. As revistas regionais, por exemplo, são bem-sucedidas, mas a compra de mídia nesse meio é das mais baixas, junto com TV por assinatura e internet”, comenta.

Fonte: Nathalie Ursini/Meio&Mensagem.

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