Segmentação: 5 dicas para criar negócios únicos

Já parou para pensar no contexto em que, milênios atrás, um ancestral nosso começou a pintar cavernas? Penso que foi aí que nasceu o primeiro ser humano fora da curva. Afinal, o “normal” era caçar e não pintar. Podemos comparar o comportamento deste indivíduo com o de empreendedores capazes de cultivar a inovação e quebrar paradigmas.

A evolução permitiu ao ser humano o poder de empreender e buscar crescer em direções que antes eram impossíveis. O fato é que quanto mais ricos nos tornamos como espécie, menos “normais” acabamos sendo, pois temos oportunidade de fazermos mais e mais do que nos inspira.

Portanto, o processo de morte do “normal” é algo que vem acontecendo há muito tempo. Foi um longo caminho que percorremos entre a existência de um único modelo de automóvel até os dias de hoje, onde mais de cento e oitenta marcas de carros, cada uma com dezenas de modelos e cada modelo com dezenas de cores inundam o planeta. Temos cada vez mais escolhas personalizadas, e é por isso que vamos ao mercado e uma simples pasta de dente do mesmo fabricante pode ser encontrada em inúmeras versões.

Para colocar um pouquinho mais de tempero nesta história, a internet hoje é massivamente disseminada no mundo todo, em todas as classes sociais. Só no Brasil, são mais de 94 milhões de usuário ativos. O ritmo da falência do “normal” foi tremendamente acelerado pela rápida adoção do digital pelo consumidor.

Com a internet, cada um de nós pode dar vazão aos próprios gostos e preferências em termos de consumo e de comportamento com uma velocidade inesperadamente maior, e encontrar vários outros como nós mesmos mundo afora. O resultado disso é que temos cada vez mais coisas específicas para pequenos grupos de pessoas únicas. É a magia da segmentação.

O velho e bom “one size fits all” (expressão que significa “um modelo serve para todos”) já era, pelo simples motivo que hoje não existe um consumidor que queira ser tratado igual a outro. Consumidores querem uma experiência personalizada, e o maior erro que se pode cometer no planejamento de um negócio é tentar agradar a todos.

Então, se você pensa em empreender ou se está reavaliando seu negócio, o que fazer na prática? Veja minhas cinco sugestões:

1 – Reposicione-se. Não caia na armadilha de “sendo mais genérico eu atendo um público maior (o dito consumidor normal)”. Sendo generalista, a tendência é você atender de forma mediana ou parcial uma fatia do público que ainda tolera isso. Lembre-se que o consumidor “normal” está em extinção.

2 – Pense nos aspectos comerciais. Assim como existe um grupo de consumidores que curtem determinados recursos de um produto, existem aqueles que compram pela forma como ele é vendido. O que quero dizer é que a diferenciação pode estar na oferta comercial e não apenas no produto.

3 – Segmente sua atuação. Se está claro que você não atende a todo o mundo, quem você atende? Muitas vezes se faz confusão aqui. Segmentar é muito mais do que escolher um ramo de atividade como público alvo. Entram em questão critérios geográficos, psicográficos e até comportamentais.

4 – Faça tudo ao mesmo tempo. O ideal é que todas as frentes (produto, praça, preço e promoção) sejam diferenciadas ao mesmo tempo. Um produto inovador, para um público específico, ofertado de uma forma única. É disso que estamos falando!

5 – Use o marketing a seu favor. Marketing de massa virou um erro em si mesmo – ao menos para as pequenas empresas com recursos limitados para investir em divulgação. Se cada consumidor é único, a massa não é mais assim tão massa, e certamente boa parte do investimento (ou todo ele) será desperdiçado. Em suma, segmentando fica muito mais fácil descobrir onde está o seu cliente e dirigir seus esforços de forma mais eficiente.

Se você pensa em empreender, acreditem em mim: o mundo não precisa de mais gente medíocre fazendo coisas medianas para pessoas “normais”. Considere morto o “normal” e aproveite as grandes oportunidades que esse novo universo pode abrir. Viva a individualidade!

Marcelo Lombardo é sócio fundador da NWG Tech, e criador do Omiexperience, software de gestão para micro e pequenas empresas.

Fonte: Administradores

O que faz um colaborador ficar?

Rotatividade. Com as crescentes oportunidades no mercado de trabalho, este é um problema que grande parte das empresas têm enfrentado nos últimos anos. Na contra mão desta, podemos destacar a retenção. Fazer com que o profissional esteja satisfeito, feliz e queira permanecer na empresa é como revelar o "caminho das pedras". É a verdadeira síndrome dos "Rs". Rotatividade, Retenção e Reconhecimento.

Remuneração adequada, qualificação, avaliação de desempenho, bonificação e tantas outras opções, já não são mais itens fundamentais para manter o profissional na casa. O que ele busca? Reconhecimento em oportunidade. Foi-se o tempo daquela velha brincadeira: "Prefiro minha parte em dinheiro". Você já ouviu falar, não? Péssima expressão, por sinal.

Pois bem. Há quem prefira – e a grande parcela, diga-se de passagem – sua parte em oportunidade de crescimento na empresa.

E não estamos falando apenas da geração Y ou de tantas outras por aí. Estamos falando de valores de capital humano. 15, 20, 30 anos ou mais no mesmo cargo? O que antes era visto como estabilidade, hoje não é aceito por grande parte. Querem sim, 15, 20 anos ou mais na empresa, mas com novos vôos. Novas ambições.

Parece que a sociedade foi realmente mordida pelo bicho da "ambição". E não a ambição cega, mas do objetivo de galgar mais e mais oportunidades, melhoria de cargo e conhecimento dentro da empresa.

Além de aumentar salário ou receber benefícios, hoje o profissional quer: conhecer. Sim, estamos vivendo verdadeiramente a geração do conhecimento. Conhecimento em cursos, em carreira e em experiência. Conhecimento este adquirido com as novas chances de crescer na corporação. Por isso avalie como está seu quadro de colaborador.

Por que não estar próximo, conhecer e avaliar onde seu profissional quer chegar? Você sabe o que ele almeja? Uma empresa não deve fazer seu plano a cada 5 anos? O mesmo deve ser na carreira do colaborador. Você sabe onde ele quer estar em 2018? Talvez não seja em outra empresa. Tudo depende de você! Entenda. Para reter deve-se acreditar! Este sim é o verdadeiro "caminho das pedras"!

Evaldo Burcoski é diretor da Humanus.

Fonte: ClienteSA

Por favor, entenda minhas necessidades!

Todos nós temos um jeito de abordarmos clientes. E, segundo nossa crença, funciona bem e assim vamos repetindo a fórmula dias e dias, anos e anos. Nem um robô faria melhor. Agindo assim, demonstramos total desrespeito às necessidades dos clientes, pois só pensamos na forma de alcançarmos nosso sucesso. Costumo ensinar vendedores inicialmente mostrando-lhes o "todo", pois assim sabem "como" e "por que".

O segredo todo está no P.A.R. – Problema, Ação e Recompensa. Dominando esta técnica os vendedores/negociadores terão mais resultados e ganharão mais dinheiro. Como fazer?

Uma constatação unânime diz respeito à forma como os vendedores conduzem a apresentação de vendas, muito mais focada no produto/serviço que vendem do que na satisfação dos clientes. A taxa de sucesso pode ser melhorada, ouvindo as necessidades dos clientes e focando toda a conversa na solução destas necessidades.

Dessa forma, basta seguir a regrinha: há o problema; você sugere a ação e junto oferece a recompensa. Uau! Quer ver como funciona? Vamos analisar as boas campanhas publicitárias:

– Você está com sede? (problema); Tome uma Coca-Cola gelada! (ação); E um mundo de coisas novas aparecerá em sua vida! (recompensa).

– Está resfriado? (problema); Tome Doril (ação); E a dor sumiu! (quer recompensa maior?).

E você, no seu dia a dia de vendedor? Parece que a grande dificuldade está em oferecer recompensas, não é? E por quê? Porque você só pensa em você, na comissão, nas metas, no produto e procura "entubar" (enfiar goela abaixo) a venda no cliente!

Perceba que para oferecer recompensas que fazem sentido para o cliente, você precisa ouvir qual o problema dele para, então, recomendar a melhor alternativa (ação), que sempre deve ser seguida de uma recompensa.

Vejam os exemplos:

– Seu cliente liga apavorado dizendo que precisa "para ontem" determinado produto, senão a cabeça dele vai rolar. (qual o problema? Urgência!); você diz: já estou providenciando a entrega para dentro de uma hora (ação condizente com o problema, certo?), pois você sabe que aqui o cliente manda! (recompensa).

Comentários: Os maus vendedores começam a explicar o que não podem fazer, mostrando toda a burocracia para aprovar o pedido. Depois querem explicar que nos casos urgentes, há uma taxa extra e que pagamento não pode ser parcelado para 30/60 dias. Veja como ele só vende dificuldades e como o problema do cliente era outro?

Meu conselho: atenda prontamente o cliente e deixe que ele explique lá na empresa dele porque pagou mais caro e à vista. Uma certeza: o comprador vai justificar direitinho e melhor que você, pois ele sabe quem se esqueceu de programar a compra com antecedência.

– Em uma negociação, o cliente diz: preciso consultar meu sócio (problema); você responde: fechando o pedido agora (ação), você terá a garantia estendida por mais um ano (recompensa).

Comentários: o mau vendedor começa a falar das desvantagens em não comprar agora, incluindo ameaças de que o preço vai subir, não há garantias de estoque e que haverá perda da garantia.

Meu conselho: estimule a compra e deixe que ele explique para o sócio todas as vantagens do negócio feito, inclusive da garantia estendida. (cá entre nós, todo mundo gosta de contar que levou uma vantagenzinha, certo?).

Há atualmente um hábito salutar em discutir e decidir mudanças em conjunto com a equipe. Que tal reunir os colegas ou colaboradores e praticar o P.A.R. Funciona. É garantido!

Bons negócios e sucesso!

José Teófilo Neto é diretor da Comunicação Direta – Consultoria e Educação.

Fonte: ClienteSA

Objetivo dividido, conquista alcançada

Autor: Carlos Wizard Martins

Ao avaliarmos a trajetória de empresários bem-sucedidos, sempre vamos perceber que, um grande resultado somente é alcançado por meio de uma equipe vitoriosa. Dificilmente, encontraremos uma pessoa que realizou algo grandioso sozinho. Costumo dizer que isso acontece porque, quanto mais o empreendedor é capaz de auxiliar os outros a desenvolverem as suas habilidades e potencialidades, mais sucesso ele terá.

Grande parte das pessoas que conseguiram tornar o seu projeto uma estratégia vencedora, alcançaram isso graças à capacidade de transformar uma ação individual em um sonho coletivo. E a melhor forma de expandir um negócio é multiplicando a capacidade empreendedora, ou seja, é muito importante acreditar e investir na formação da equipe. Especialistas dizem que profissionais bem treinados produzem quatro vezes mais e sentem mais prazer ao realizar suas funções.

Quando a empresa cria uma política de unir forças e dividir os resultados ou lucros, as oportunidades de crescimento se ampliam. Aliás, esse é um dos principais papeis do líder: criar estratégias que tornem o ambiente de trabalho cada vez mais saudável e promissor.

Ao avaliarmos as equipes dentro de um ambiente de trabalho, provavelmente notaremos que os profissionais são reflexos diretos de seus gestores. Por isso, aqueles que assumem cargos de liderança precisam ter habilidades para criar ambientes inovadores, ousados e criativos. O papel do líder é saber formar, motivar, treinar e acompanhar a realização das metas prioritárias. Além disso, o líder possui a função de criar um ambiente onde haja respeito e valorização de cada individuo do time. Todos esses fatores juntos contribuem positivamente para o sucesso de uma empresa.

O desenvolvimento de talentos passa a ser uma grande missão social que uma companhia bem-sucedida cumpre. Pois de certa forma seu reflexo vai muito além do ambiente profissional. Em minha trajetória, descobri que existem sete princípios vitais para o sucesso na formação de uma equipe.

Acreditar: para atingir o sucesso e o crescimento é preciso em primeiro lugar acreditar nas pessoas e na sua capacidade de realização.

Treinar: quando acreditamos nos profissionais que compõem a equipe, precisamos dedicar tempo e recursos para qualificação, capacitação e treinamento.

Motivar: os líderes devem ser os principais motivadores daqueles que estão sob a sua gestão. Ninguém jamais seguirá um líder desmotivado.

Delegar: o tempo de qualquer pessoa é limitado, por isso é importante contar com os talentos e a experiência de cada membro da equipe.

Acompanhar: de nada adiantará saber delegar, se não existir um acompanhamento das tarefas e prazos de entrega.

Avaliar: de tempos em tempos, recomendo reunir a equipe para uma avaliação de resultados, definição de novas estratégias, estabelecimento de prioridades e correções de rumo. Muitas vezes as estratégias que deram certo no passado não se aplicam mais nesse momento.

Comemorar: reserve momentos para comemorar, festejar e vibrar com a sua equipe as conquistas alcançadas.

Quando um líder consegue unir todos os profissionais em busca de um mesmo propósito, o empreendimento se transforma em algo muito maior do que o planejado inicialmente. Permita que a sua equipe acredite no seu sonho e faça parte dele!

Carlos Wizard Martins é professor, palestrante especializado em gestão empresarial e autor dos livros "Desperte o milionário que há em você" e "Meu presente mais valioso", publicados pela Editora Gente.

Fonte: ClienteSA

Sim. Existe luz no fim do túnel!

Autor: Elmano Nigri

Diariamente converso com muitos presidentes de empresas, executivos e profissionais das mais diferentes áreas da economia e todos, de forma uníssona, afirmam que têm a mesma dificuldade: lidar com gente.

Hoje gerir pessoas é um dos principais desafios no ambiente corporativo e, nos contacts centers, o cenário não é diferente e pode ser considerado até mais crítico por fatores como alta rotatividade, sistemas complexos de operação e falta de autonomia. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos gestores que estão à frente dos pontos de atendimento.

Como este mercado de trabalho é visto por muitos como principal entrada para a vida profissional, jovens, em pouco tempo, já procuram novas perspectivas profissionais, fato que contribui para aumentar as estatísticas de turnover que pode chegar a até 10% ao mês, segundo pesquisas do mercado.

Um dos desafios do gestor, que está no dia a dia da operação, é entender de gente. É compreender que cada atendente tem um sonho, um anseio e um desejo. É tratar cada um de forma individual e não como você gostaria que eles fossem.

Um segundo aspecto que contribui a mensurar o retorno sobre o investimento é a análise estatística do perfil comportamental. Ao fazer um levantamento que indique quais pessoas ficam mais tempo no cargo, quais características comportamentais apresentam e os fatores que contribuem para obter os melhores resultados, seja em callcenter ativo ou receptivo, será possível fazer contratações de forma mais assertiva ao aliar perfil comportamental e técnico do candidato às características exigidas pela a cadeira a sentar.

Além disso, o estudo permitirá que as decisões sejam tomadas com base em fatos e dados do que meramente na tentativa e erro. Com isso, os esforços relacionados à motivação e por consequência, na retenção de talentos terá muito mais resultado.

Essa estratégia é de grande valor porque contribui significativamente para a retenção de talentos. Estudos da Arquitetura Humana, por exemplo, comprovam que as companhias que implantaram o modelo de análise estatística conseguiram compreender melhor o perfil do funcionário que traz resultado efetivo para a empresa e, dependendo da área do negócio, o turnover pode cair cerca de 25%.

Outro ponto a ser destacado é o treinamento. A capacitação profissional é um investimento fundamental contribui significativamente para a retenção de talentos. Qualquer consumidor sabe a diferença entre a leitura de um script e a apresentação de um produto ou serviço de forma natural, espontânea, e, o mais importante, sem pressão.

Ao aliar esses três elementos: atenção às pessoas, análise do que é positivo e negativo (modelo estatístico) e treinamento, o resultado certamente será melhor não só na melhoria dos processos, da operação e dos números, mas, principalmente, na qualidade de vida de todos os envolvidos, sobretudo dos operadores.

Elmano Nigri é presidente da Arquitetura Humana. ([email protected])

Fonte: ClienteSA