O que significa ser organizado?

O ambiente de trabalho no século em que vivemos, sem dúvidas, é o que mais exige a necessidade de sermos organizados. A pressão constante para produzirmos sempre mais, com menos recursos e custos, nos obriga a organizar metas e tarefas para que elas não sejam perdidas no decorrer do dia.

Para conseguirmos lidar com a grande quantidade de informações, devido à internet e a globalização, precisamos lidar bem com o tempo, melhor ainda com as pessoas e a tecnologia, e de maneira eficiente e inteligente para que possamos produzir resultados efetivos.

O que significa ser organizado?

1 – É saber focar em tarefas que importam mais em termos de resultados.

2 – É dedicar menos tempo e energia combatendo crises e incêndios. Se um problema explodir, respire fundo e tente corrigir o que for possível. Não perca a cabeça e deixe que isto abale o resto do seu dia, pois você ainda poderá produzir excelentes resultados.

3 – É ter habilidade para produzir, mesmo ao enfrentar problemas e desafios. Continue focado no trabalho e não deixe os seus nervos te abalarem.

Quem é organizado administra melhor o próprio tempo e, portanto, consegue:

1 – Mais tempo para a família e amigos;

2 – Mais tempo para praticar atividades físicas;

3 – Maior sentido de realização/felicidade (satisfação pessoal)

4 – Menos stress e fadiga no dia a dia.

Fonte: Cidade MArketing

Festa junina é porta de entrada para pequenos negócios

Sanfona, bandeirinhas, quadrilha, pipoca e quentão já não são mais fabricações improvisadas para celebrar o São João, São Pedro e Santo Antônio. Hoje, as festas juninas se transformaram em negócio milionário. Segunda melhor data para o varejo – atrás apenas do Natal -, no Nordeste muitos empreendedores aproveitam essa oportunidade para entrar no mundo dos negócios. Os resultados positivos durante as festividades têm provocado a formalização de muitos empreendedores da região.

Levantamento do Sebrae mostra que a formalização de Microempreendedores Individuais (MEI), que atuam com no máximo um funcionário e faturam até R$ 60 mil por ano, aumentou mais de 100% entre 2010 e 2012 nas cidades com tradição em festas juninas. "As festas do Nordeste nessa época do ano sempre movimentam um grande volume de dinheiro e a boa notícia é ver que esses recursos agora fazem parte da economia formal", destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Ele avalia também que a formalização desses vendedores autônomos fortalece a economia local. "Um negócio formalizado tem possibilidades de prestar serviços e vender produtos o ano inteiro, inclusive para empresas e governos, sem depender exclusivamente do período de festas juninas."

Em Caruaru (PE), o volume de trabalhadores envolvidos com atividades festivas aumentou 303% no período. Famosa por atrair centenas de turistas para o São João, a cidade tinha apenas três microempreendedores individuais que trabalhavam com confecção de roupas sob medida em 2010. Dois anos depois, o número saltou para 187. Situação semelhante ocorreu em Campina Grande (PB), onde a formalização de empreendedores autônomos cresceu 174% nos últimos dois anos. Na cidade, a quantidade de MEI no serviço ambulante de alimentação aumentou 233% no período, assim como também foi registrado crescimento entre aqueles que trabalham no comércio varejista de bebidas. Em 2010, 22 microempreendedores individuais legalizados atuavam nessa atividade em Campina Grande. O número passou para 69 no ano passado.

É o caso da empresária Geórgia Nunes, sócia-proprietária de um negócio junto com a mãe, Dagmar Moura. Em Tucano, interior da Bahia, as duas embalam as noites do mês de junho com uma doce bebida: o licor caseiro da Dagmar, que vem nos sabores maracujá, tamarindo, jenipapo, passas, ameixa e limão. A produção é toda artesanal e gira em torno de cem litros para cada sabor. Geórgia informa que, durante as festas juninas, as vendas aumentam em 70%. "Uma dificuldade para quem começa no São João é a sazonalidade. Produtos típicos têm uma queda logo após os festejos", destaca.

A ideia de negócio surgiu em 2007, com a aposta de vendas essencialmente em junho. Decisão acertada. O produto fez sucesso e as encomendas não pararam. "No primeiro ano, vendemos a sobra dos licores nos meses seguintes ao da festa. Foram poucas garrafas", lembra. Hoje, as empresárias se profissionalizaram e o Licor da Dagmar se tornou um negócio rentável e promissor. Geórgia criou embalagens diferenciadas e, pouco a pouco, entrou no mercado do estado. Este ano, Dagmar virou microempreendedora individual (MEI) e fez várias capacitações no Sebrae, como cursos de atendimento ao cliente e de preço. "Isso fez toda a diferença para alavancar o produto", ressalta.

Para driblar o problema – já que 90% das vendas se concentram no mês de junho -, Geórgia e Dagmar lançaram mão de uma adaptação do licor. "A bebida fina possui outra identidade visual, outra embalagem, outro rótulo e sabores, como banana, amendoim, chocolate e café", explica Geórgia. A mudança não é à toa. A intenção é vender a nova linha o ano todo, para compensar a queda na procura pelo licor depois do São João.

Fartura

Em Campina Grande (PB), cidade que compete com Caruaru no período junino, o restaurante Tábua de Carne já está com a receita pronta para fornecer a típica comida nordestina aos visitantes. Durante todo o mês de junho, as vendas da barraca montada no Parque do Povo conseguem aumentar o faturamento em 40%. "As festas de São João são uma oportunidade de negócio maravilhosa", atesta o proprietário Divaildo Bartolomeu, de 66 anos.

De acordo com as prefeituras, os festejos nos dois municípios movimentam R$ 300 milhões e geram 25 mil empregos diretos e indiretos durante o mês de junho. Um exemplo é o de Adílson Augusto da Silva, que prepara o maior e melhor chocolate quente do mundo desde 2007. São 900 litros da bebida em 15 caldeirões aquecidos em quatros fogões industriais. São esperadas 11 mil pessoas na praça principal da cidade. A gostosura é distribuída gratuitamente porque Adílson tem patrocínio da mídia local que fornece também o trio elétrico e as bandas de forró.

Logo no primeiro ano de participação, Adílson preparou 300 litros de chocolate quente na rua onde mora. "Consegui atrair umas três mil pessoas para o local", recorda-se. Foi nesse período que ele percebeu que tinha talento empreendedor. Quando a festa junina acabou, ele se tornou microempreendedor individual (MEI) e abriu o bar Espetinho do Bola. O chocolate quente é um dos atrativos do cardápio junto ao churrasquinho. "Mesmo fora do período junino, a bebida continua sendo muito procurada. São seis litros da bebida por mês".

Cozinheiro de formação, mas funcionário público federal e municipal, ele começou a fazer o chocolate para esquentar ainda mais os dias na repartição. "A gente dividia a compra dos ingredientes e eu ia pra cozinha para preparar", recorda-se. Com a correria do dia a dia, Adílson largou um dos concursos para se dedicar à empreitada e não se arrepende. "Meu negócio é sucesso na cidade", orgulha-se.

Canjiquinha

Na Paraíba, a fábrica São Braz já está com a receita pronta para fornecer os ingredientes aos organizadores do evento. Segundo o gerente nacional de Marketing da empresa, Carlos Frederico Domingues, há aumento de 200% na produção de massa para curau, que ganha o nome de canjiquinha nas terras nordestinas. "Nas festas de São João, incrementamos a produção de itens relacionados à festa junina", frisa.

A fábrica monta uma operação logística preparada para atender à enorme demanda do período. Carlos Frederico informa que a empresa investiu em tecnologia, ampliou a estrutura física e formou novas equipes de trabalho. "Estamos preparados para garantir a entrega na região", celebra.

Fonte: SEBRAE

A arte de construir novos conceitos inspirando-se em velhas ideias

Em razão da rotina que levo, tenho a oportunidade de estar em contato diário com pessoas que me indicam “qualquer coisa” genial. Criações próprias ou de terceiros que merecem a atenção devida.

Na maioria das vezes, trata-se de ideias simples, quase “óbvias”, capazes, porém, de resolver problemas aparentemente complexos. O tipo de solução que nos leva ao questionamento inato, característico de situações como essa: “como não pensei nisso antes”?

Inquieto para saber a resposta da interrogativa acima, decidi realizar uma investigação pessoal, expandindo tal pesquisa ao nível das artes, da ciência e de acontecimentos relevantes que, de alguma forma, influenciaram a história da humanidade. Queria descobrir a matriz das ideias dos grandes personagens de todos os tempos, dedicando o meu tempo à tentativa de análise dessa origem.

Tal foi minha surpresa ao perceber que, de forma independente ao tempo que tais figuras viveram, a fonte de inspiração para os seus feitos geniais era sempre a mesma: o passado.

Parece loucura, mas todo o material que utilizei para fazer esse levantamento (livros, filmes, músicas, artigos científicos), de algum modo, foi inspirado em exemplares muito parecidos produzidos anteriormente.

A combinação de informações acima pode suscitar a seguinte indagação: então, todos os grandes gênios são meros reprodutores e, de certo modo, não mereciam o reconhecimento obtido?

Na minha opinião, não.

Observemos, como exemplo, a própria maneira de perpetuação da espécie humana, a chamada reprodução sexuada. Ao contrário da maneira vegetativa, células de dois indivíduos diferentes devem se combinar para gerar um novo ser. Esse tipo de reprodução é o mais importante sob o ponto de vista evolutivo, pois reúne, em um mesmo descendente (filho), fatores originários de dois indivíduos (pai e mãe). Se para a evolução do mundo a combinação genética de duas partes diferentes se faz necessária, no mundo das ideias, outro tipo de união se faz essencial. Nada surge “do nada”.

Criação requer influência. No intuito da realização do novo, baseamo-nos no que vimos, bem como nas nossas experiências. Tais referências responsabilizam-se pelas adaptações que, muitas vezes, resultam em ideias novas.

Steve Jobs, o grande gênio inventivo de nossa época, é um bom exemplo dessa corrente de pensamento. No passado, o futuro mestre da Apple tinha aulas de caligrafia no Reed College. E ele próprio afirmou: “Aprendi sobre como se faz uma boa tipografia. Dez anos mais tarde, quando criávamos o primeiro computador da Macintosh, colocamos tudo isso no Mac. É claro que era impossível conectar todos esses fatos olhando para frente naquela época. Você só consegue fazer isso quando olha para trás”.

Para enriquecer tal argumentação, tiro o foco do pensamento de uma única personalidade e o recoloco em um país inteiro. Embora a China tenha ganhado a fama (merecida) no passado de falsificar grandes marcas, entregando cópias baratas e sem qualidade de seus produtos, a realidade atual é bem diferente. Entre outros feitos, o grande país do continente asiático já é responsável pela construção do trem mais rápido do mundo, do computador mais veloz e mais avançado já fabricado e, quem diria, por uma das grifes de roupas mais desejadas (e caras) de todo o globo. O segredo para tais realizações? Eles esperam.

Eu explico.

A criação original tem o chamado custo de inovação. Em outras palavras, custa muito caro ser o primeiro. Deve-se investir milhões em pesquisas, desenvolvimento, protótipos e produção para se chegar a um produto inédito. Além dessa dificuldade, surge a realidade da cópia. O produto original , não raro, “sofre” para competir com o preço de um “similar”. Muitas vezes ser o primeiro não é bom. O segundo vai te copiar, melhorar o seu produto e, graças à tecnologia, fará isso por um preço bem inferior ao seu. Lembra da China?

Voltando à reflexão inicial, apesar da linha tênue que separa a estrutura dessas duas maneiras de se produzir ideias, enxergo uma diferenciação clara entre a cópia como instrumento de replicação e a combinação de modelos existentes sendo adaptados e melhorados no intuito de se chegar a um resultado inédito.

Com o fim das barreiras comunicacionais é inútil ignorar o que já foi feito. Ficará atrasado aquele que não se aproveitar da quantidade de “aprendizado” que pode ser obtida na pesquisa oferecida pela mera observação de ideias prontas.

No entanto, deve-se ter na consciência que copiar um produto, serviço ou uma ideia, sem fazer qualquer alteração estrutural, com o escopo de enriquecimento, é, na linguagem popular, piratear (ou seja, crime); basear-se, porém, no pré-existente, com o intuito de aprender, analisar, copiar e transformar é dar um passo em direção à evolução.

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Rodrigo Rocha é diretor de marketing da Amil, onde atua também na parte de Inovação. É cofundador da One Health, unidade de negócio do grupo Amil voltada ao segmento premium. Foi um dos primeiros executivos do Brasil a se integrar à Singularity University, no Vale do Silício, considerada a universidade que cria o futuro. Obteve o MBA em Finanças pelo IBMEC.

Fonte: HSM

Estamos todos em vendas… o tempo todo!

Vender é muito bom. Somos todos vendedores. Eu fico nervoso e tenho vontade de mandar prender o sujeito que diz: “Eu sou de finanças” ou “Sou de contabilidade….” ou “Eu não ‘faço’ vendas”!

Quem diz isso é um troglodita e nada entende da vida e do trabalho.
Viver e trabalhar se resumem a vender tudo o tempo todo.

Qualquer sucesso é sucesso em vendas. Nenhum outro. Em todo lugar. Ponto final!

É bacana demais vender. Quando vendo meu livro, meus seminários, minhas consultorias ou coachings, realmente acredito que estou fazendo mais do que ganhar o meu sustento e pagando impostos. Estou fazendo parcerias.

Embora eu não ache que rotineiramente mude o mundo para muitas pessoas, sei que eu me importo com o que estou fazendo – e me entusiasmo em entregar seja o meu produto, meu serviço, minha experiência, meu sonho ou meu impacto.

Steve Jobs disse: “Vamos deixar uma marca no universo!”. Eu acho que a noção de vender pode ser a de deixar uma marca no universo, pois é o que nos mantém motivados e capazes de nos olharmos no espelho.

Mas, vender o que é? Para mim, vender é fazer parceria.

A palavra parceria já foi demais usada. Você acha clichê? Principalmente em vendas? Não faz mal. Meu conselho: use-a mesmo assim. Fale de parceria obsessivamente. Sabe por que eu faço tanta questão? Não importa o que você está vendendo. Vender é, em si, uma parceria, e sempre será.

A tarefa do vendedor é a de reunir –de uma forma fluente– toda a força e imaginação de todos os departamentos de sua empresa a fim de criar oportunidades, experiências, sonhos e realizações para o adorado cliente. E o que é isto? Para mim é parceria. Portanto, use a palavra o tempo todo: parceria.

Fonte: Hsm

Sustentabilidade: como exercê-la? Eis a questão…

Sustentabilidade é a bola da vez. O evento Rio + 20 acolheu líderes do mundo inteiro na busca por soluções concretas em médio e longo prazo para preservação do meio ambiente. A mensagem central do evento traduz a importância da abrangência do desenvolvimento sustentável para todas as pessoas e não apenas para determinados grupos.

Na prática, o conceito de sustentabilidade configura a exploração dos recursos atuais do planeta sem comprometimento do equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas. Mas a sustentabilidade não pode ser exercida apenas como estratégia pontual no sentido de angariar simpatia e atenção da mídia. A aplicação de práticas sustentáveis ilustra um modo de vida que, se reproduzido com consistência, oferece em troca a garantia da continuidade dos recursos e das espécies.

A adoção de ações sustentáveis é o único meio de garantir em médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana, na preservação dos recursos naturais essenciais à manutenção da qualidade de vida para as futuras gerações.

Pessoas sustentáveis

Antes de falar da sustentabilidade do planeta é fundamental que seja abordada a premissa básica do processo: a formação de pessoas sustentáveis. Não basta apenas a prática de ações politicamente corretas nesse conceito sem que as pessoas construam um significado genuíno que sustente a disposição de perseverar diante dos desafios em meio ao caminho. Aliás, não é prático andar na contramão das facilidades e reproduzir um modelo de conduta sustentável quase sempre mais oneroso do ponto de vista econômico.

Mas, se há um sentido maior que justifique pautar essa conduta pode-se dizer que “o barato muitas vezes sai caro”. E é fundamental nessa esfera que empresas, cidades e países, na figura de seus dirigentes, ofereçam um modelo de referência até que essa conduta, pela repetição de novos padrões, torne-se fisiológica e configure uma nova cultura.

A criação de atitudes políticas, empresarias, mas, principalmente pessoais, voltadas para o conceito do que é sustentável oferecerá um paradigma o qual responderá pela continuidade da história de modo geral. Pessoas sustentáveis sugerem uma nova consciência que, por sua vez, alinha discurso e atitudes sustentáveis em todos os segmentos.

Muitas pessoas deixam levar-se pela influência do padrão coletivo não sustentável. É crucial manter-se fiel ao propósito de fazer a diferença através de comportamentos sustentáveis a despeito de a grande maioria agir de forma contrária. Mais do que de críticas, as pessoas estão carentes de bons exemplos. Seja você o modelo, mesmo que de início pareça estar na contramão. Como diretriz inicial para desenvolvimento de comportamentos sustentáveis, práticas simples surtem efeito enquanto quebra de paradigma:

“Molduras boas não salvam quadros ruins”, diz o ditado. Dirigentes políticos, empresários, educadores e cidadãos… É preciso que cada ser humano assuma a responsabilidade de ser a diferença que pretende ver ao seu entorno. Que atitudes consistentes façam valer o que a fala ilustra. O exemplo vai além do status e referências hierárquicas, e no tom de Umberto Eco: “Se a palavra ecoa, o exemplo retumba”. Nosso futuro depende de muitas variáveis, mas principalmente de nossas próprias iniciativas.

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Waleska Farias é coach e consultora de Carreira e Imagem. Coordena os cursos de Formação de Valores e Padrões de Conduta no CADEMPE/FGV e é colunista das revistas ESPM e Versatille, além dos jornais A Gazeta, Estado de Minas, Correio Braziliense, Diário de Pernambuco, Folha de Londrina, O Imparcial e O Popular.

Fonte: HSM