Sustentabilidade: como exercê-la? Eis a questão…

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Sustentabilidade é a bola da vez. O evento Rio + 20 acolheu líderes do mundo inteiro na busca por soluções concretas em médio e longo prazo para preservação do meio ambiente. A mensagem central do evento traduz a importância da abrangência do desenvolvimento sustentável para todas as pessoas e não apenas para determinados grupos.

Na prática, o conceito de sustentabilidade configura a exploração dos recursos atuais do planeta sem comprometimento do equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas. Mas a sustentabilidade não pode ser exercida apenas como estratégia pontual no sentido de angariar simpatia e atenção da mídia. A aplicação de práticas sustentáveis ilustra um modo de vida que, se reproduzido com consistência, oferece em troca a garantia da continuidade dos recursos e das espécies.

A adoção de ações sustentáveis é o único meio de garantir em médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana, na preservação dos recursos naturais essenciais à manutenção da qualidade de vida para as futuras gerações.

Pessoas sustentáveis

Antes de falar da sustentabilidade do planeta é fundamental que seja abordada a premissa básica do processo: a formação de pessoas sustentáveis. Não basta apenas a prática de ações politicamente corretas nesse conceito sem que as pessoas construam um significado genuíno que sustente a disposição de perseverar diante dos desafios em meio ao caminho. Aliás, não é prático andar na contramão das facilidades e reproduzir um modelo de conduta sustentável quase sempre mais oneroso do ponto de vista econômico.

Mas, se há um sentido maior que justifique pautar essa conduta pode-se dizer que “o barato muitas vezes sai caro”. E é fundamental nessa esfera que empresas, cidades e países, na figura de seus dirigentes, ofereçam um modelo de referência até que essa conduta, pela repetição de novos padrões, torne-se fisiológica e configure uma nova cultura.

A criação de atitudes políticas, empresarias, mas, principalmente pessoais, voltadas para o conceito do que é sustentável oferecerá um paradigma o qual responderá pela continuidade da história de modo geral. Pessoas sustentáveis sugerem uma nova consciência que, por sua vez, alinha discurso e atitudes sustentáveis em todos os segmentos.

Muitas pessoas deixam levar-se pela influência do padrão coletivo não sustentável. É crucial manter-se fiel ao propósito de fazer a diferença através de comportamentos sustentáveis a despeito de a grande maioria agir de forma contrária. Mais do que de críticas, as pessoas estão carentes de bons exemplos. Seja você o modelo, mesmo que de início pareça estar na contramão. Como diretriz inicial para desenvolvimento de comportamentos sustentáveis, práticas simples surtem efeito enquanto quebra de paradigma:

“Molduras boas não salvam quadros ruins”, diz o ditado. Dirigentes políticos, empresários, educadores e cidadãos… É preciso que cada ser humano assuma a responsabilidade de ser a diferença que pretende ver ao seu entorno. Que atitudes consistentes façam valer o que a fala ilustra. O exemplo vai além do status e referências hierárquicas, e no tom de Umberto Eco: “Se a palavra ecoa, o exemplo retumba”. Nosso futuro depende de muitas variáveis, mas principalmente de nossas próprias iniciativas.

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Waleska Farias é coach e consultora de Carreira e Imagem. Coordena os cursos de Formação de Valores e Padrões de Conduta no CADEMPE/FGV e é colunista das revistas ESPM e Versatille, além dos jornais A Gazeta, Estado de Minas, Correio Braziliense, Diário de Pernambuco, Folha de Londrina, O Imparcial e O Popular.

Fonte: HSM

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