Live marketing é o nome certo

Minha experiência em Cannes esse ano deixa duas certezas. Uma, a de que todas as minhas convicções a respeito da comunicação estavam certas.

A ideia ainda é o mais importante, estamos em meio a um momento de transição no qual a relação direta, a emoção e a interação, onde as marcas sejam coisas vivas, parte das vidas e momentos especiais das pessoas, e essa é a única forma correta de comunicá-las e vender seus produtos e serviços.
Não dá mais pra mentir com falácias de genialidade criativa. As mentiras caem rápido. Ou se faz parte da vida de gente ou não vai estar na casa, no corpo, nas mãos, muito menos na cabeça das pessoas.

A segunda, é que o mundo da comunicação caminha, também, para tudo acontecer ao vivo, em tempo real, imediato, de resultado rápido.

Para se conquistar consumidores é preciso ser oportuno, timely (na hora certa), e, quem sabe, para merecer um Grand Prix, timeless (atemporal, sem fim) – como disse o presidente do júri de P&A sobre o grande case da Ogilvy, os Fãs Imortais do Sport Club Recife, que nunca terá fim na vida de quem dela participar.
É incrível ver a tentativa dos festivais, mesmo Cannes, para encontrar o nome exato da categoria para englobar esses trabalhos. PR, Direct, P&A são alguns. Comunicação integrada, innovation, mídia não convencional, outros. E por aí vai.

Por isso não é nada raro que um único case ganhe em três, quatro, cinco categorias. A confusão não é de julgamento, é de percepção. Nem regulamentos, nem agências, nem jurados têm certeza do que está no lugar certo.

A busca é fruto do que acontece atualmente e foge ao espectro do conhecimento de publicitários convencionais e de acadêmicos estáticos que insistem em não admitir que não sabem exatamente o que está acontecendo, muito menos o que fazer, falar e fazer sobre o fato.

Já os profissionais não convencionais vivem o momento, e, como consumidores o sentem. Por isso, conseguem criar pra ele. Ser premiados com ele.

Porque assim como, no mundo de hoje, qualquer um que escreva e poste sua mensagem ou fato relevante nas redes sociais vira jornalista e faz notícia, qualquer criativo ou profissional de qualquer agência que prefira sentir-se na humana posição de um consumidor vai comunicar bem e fazer o que há de mais fantástico hoje: dar vida a marcas e torná-las parte da vida de gente. E esse é, em essência, uma profissionalmente comunicação e ponto.

Alguma dúvida de que o nome que melhor define esse momento é live marketing? Alguma dúvida de que qualquer grupo de profissionais, se pudessem, se apropriariam dele para representá-los?
De que é muito provável que, um dia, venha a ser o nome da categoria onde os cases que mais o emocionam e confundem jurados estejam presentes de forma pertinente e adequada? Hein? Não, Não tenha dúvida não. Isso é muito possível, diria provável. Nosso mundo nunca esteve tão vivo, tão ansioso por respostas imediatamente tangíveis.

É na hora, cara a cara, com forma e conteúdo, que queremos respostas e resultados. E parece que só os políticos é que ainda não entendem isso.

Fonte: Promoview

Autoconfiança em vendas

Dizem que a primeira coisa que qualquer vendedor deve acreditar é no produto que ele comercializa. Isto é verdade. Mas na ordem das crenças em vendas, esta não é a primeira em importância.

O ponto de partida para a realização de todos os resultados de um excelente vendedor é “acreditar em si mesmo”, possuir uma autovisão de sucesso, ver-se mentalmente como o gatinho que enxerga um leão no espelho em que se mira.

A baixa autoconfiança impede qualquer pessoa de ver-se capaz de desempenhar seu papel como marido, pai, amigo ou outro. Um vendedor com a autoconfiança baixa não se achará habilitado a fechar negócios, por mais treinado que seja. Ele não crê na sua capacidade de construir uma apresentação que desenvolva a percepção do cliente sobre o valor do produto.

Se você lhe perguntar, ele dirá ter confiança em si. Mas o sintoma inequívoco de sua baixa autoconfiança é a insistência por preços mais baixos o tempo todo. Isto ocorre porque o desconto lhe proporciona a falsa ilusão de ser sua única opção viável para chegar a um fechamento.

Seus argumentos serão a pressão do cliente, do mercado, a força da concorrência e, até, problemas na qualidade de seu produto. Tudo para convencer seu superior. Ele é como um viciado que usa de chantagem emocional para conseguir satisfazer seu vício.

Mas o cliente pechincha desde os tempos de Adão, quando vendia folhas de parreira. O mercado tem baixas e sempre há alguém comprando e vendendo. A concorrência é como um time de futebol adversário: faz tudo para você não marcar gol. O centro do problema é, portanto, a autoconfiança do vendedor.

Os casos mais simples podem ser tratados com o acompanhamento do gestor mostrando ao vendedor seu poder de persuasão em pequenas vendas, depois em médias e por fim nas grandes. Há casos, contudo, que só uma terapia irá resolver.

Uma revelação profunda e verdadeira se encontra numa frase, que diz: “Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como é verdadeiramente viver”.

Fonte: www.hsm.com.br

Logotipo: importante para o negócio?

A Dako é uma importante e antiga fabricante de eletrodomésticos brasileira que decidiu recentemente mudar o logotipo da empresa. Desenvolvido por sua equipe de marketing em parceria com uma agência, o logotipo atual mudou de cor – do vermelho para o roxo – e traz agora um “sorriso”.
Segundo a empresa, esta nova identidade visual busca deixar a marca mais jovem e próxima da nova geração de consumidoras: a mulher moderna, jovem e que leva a vida de uma forma leve.

A empresa investiu algo em torno de R$ 4 milhões no projeto de rejuvenescimento da marca, incluindo o desenvolvimento de novos produtos e ações de marketing.

Um logotipo não é apenas um desenho. Ele é, antes de qualquer coisa, uma ideia transmitida através de uma imagem.

Em poucos dias faremos a repaginação do nosso blog Profissão Atitude em profissaoatitude.com.br. O logotipo que foi desenvolvido pela designer Beatriz Boock para esta página – veja figura – é composto pela imagem estilizada de um homem caminhando, parcialmente limitado a um quadrado de bordas arredondadas na cor amarelo-ouro.
A ideia transmitida é a de que ele está “saindo do quadrado”, caminhando para fora das limitações, em busca de um propósito que só poderá ser realizado com atitude e impulso à ação. O nosso logo fala sobre superação de limites atuais. Sua mensagem é: levante-se, saia em busca, caminhe, invista em si, faça da atitude a sua profissão… que é exatamente o conceito que utilizamos neste boletim diário.

O logotipo da sua empresa é importante demais. Não deve ser apenas um desenho, forma ou cores. Tem de haver um conceito a ser comunicado por meio dele.

Mas só isso não basta.

Sabe aqueles pássaros estilizados que se veem em todos os tênis, shorts e camisetas da Nike? Eles relativamente dão muito pouco valor à marca. Na verdade é a Nike que dá sentido ao símbolo do pássaro. Boa propaganda, produtos ótimos, bonitos e maravilhosamente colocados no ponto de venda.

Entrega do que se vende! Ser o que se promete ser… Isto é a força de um logotipo. Isto é a força de uma marca!

Fonte: www.hsm.com.br

Agilidade e diferenciação nas plataformas

Michael Cusumano, especialista em estratégia e desenvolvimento de produtos, defende que os líderes, diante da velocidade da mudança tecnológica e de seus efeitos sobre o mercado, devem prestar mais atenção à agilidade na hora de adaptarem-se às mudanças. “A agilidade afeta o pensamento estratégico, as operações, a inovação tecnológica e de produtos, processos e modelos de negócio”, disse Cusumano em entrevista publicada por HSM Management, na qual destacou os conceitos de agilidade, capacidades, ecossistema e plataforma, tópicos que desenvolverá em sua palestra no Fórum HSM Estratégia 2013, nos dias 11 e 12 de junho.

Professor emérito de gestão da Sloan School of Management, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Cusumano é autor de Staying power (ed. Oxford University Press). Ele pondera que, como o futuro é imprevisível, a estratégia terá de mudar, mas as companhias podem construir capacidades únicas que forneçam uma base estável para novos produtos e serviços e que as ajudem a navegar na mudança, promovendo a agilidade.

“Capacidades dinâmicas” é a expressão que usa para definir a capacidade de compreender o cliente e concorrer com base na plataforma do setor, e não nos produtos da própria empresa. A plataforma do setor constitui o ecossistema de concorrentes, parceiros e usuários. São produtos ou tecnologias primordiais que geram um amplo ecossistema de produtos e serviços de outras companhias. Esse ecossistema, por sua vez, torna mais valiosos essas tecnologias ou produtos centrais.

A dinâmica de plataforma explica por que a Apple não conseguiu fazer com que o Macintosh liderasse o mercado de computadores pessoais. Exemplos de plataformas são o sistema operacional Windows/Intel, o eBay e o Facebook.

Para que as empresas possam vislumbrar o ecossistema no futuro, o professor recomenda que compreendam como funciona a cadeia de valor ou o ecossistema no presente: as partes que o compõem, que retorno é possível obter, que tipos de capacidades se tem ou se pode conquistar para estar nas diferentes partes da cadeia de valor.

“O essencial, então, é encontrar em que área uma companhia pode desenvolver expertise. Será essa especialidade perdurável que a ajudará a superar as transições de ruptura”, esclarece o professor, que dá o exemplo da Robert Bosch, fornecedora da indústria automobilística cujos sistemas de injeção de combustível são considerados os melhores do mundo.

Para Cusumano, a Bosh diferencia-se puramente pela qualidade. “Ela sobreviveu à comoditização criando plataformas dentro de plataformas. Os produtos Bosch são uma plataforma em torno da qual as montadoras constroem partes de seus motores”, afirma.

O caso Nissan

Ainda dentro do setor automobilístico, Cusumano recorda o caso da Nissan, montadora que não possuía capacidades de diferenciação em seu início, quando adquiriu uma fábrica e designs de caminhões e os produziu ao estilo norte-americano, com uma linha de produção muito simples. Fez isso por 30 anos. Sempre que era desafiada, buscava capacidades fora, isto é, comprava-a.

Mas a Toyota aprendeu como fazer carros melhor do que os outros, reinventando a produção em massa durante os anos 1940 e 1950. A Nissan foi sendo superada pela concorrência até quase falir na década de 1990. Acabou vendendo um terço da companhia para a Renault. Carlos Ghosn, responsável na Renault pela compra da Nissan, forçou a companhia a focar poucas coisas e a encorajou a ser muito criativa em design, capacidades diferenciadoras que levaram a Nissan ao renascimento.

Fonte: www.hsm.com.br

Buscar afinidade, elogiar e colaborar

Encontrar um ponto de afinidade com a pessoa com quem estamos negociando, elogiá-la e colaborar com ela são maneiras eficazes na construção de rapport, segundo o psicólogo social Robert Cialdini. Ele revela, em seu livro Influence: science and practice (ed. Pearson), que, de tanto dizer “sim” a pedidos de donativos, decidiu estudar por quê certos fatores favorecem o “sim”.

Dessa maneira, ele observou que os princípios da influência, os quais serão abordados em sua apresentação no Fórum HSM Negociação 2013, que será realizado em São Paulo nos dias 24 e 25 de setembro. Um deles é a capacidade de fazer com que a outra parte goste de nós, o que gera confiança e torna a relação mais fácil.

Em vista disso, Cialdini recomenda que, antes de mais nada, encontremos algo em comum com nosso interlocutor, algo que estabeleça uma conexão entre as partes. Pode ser uma prática esportiva de ambos ou a cidade-natal, por exemplo.

Em geral, é possível pesquisar na internet sobre os interesses dessa pessoa antes do primeiro encontro. Se isso não for possível, a conversa inicial terá de ser direcionada para essa descoberta. Nesse sentido, Cialdini explica, em entrevista concedida à revista Forbes, que é preciso oferecer informações sobre si antes, pois isso gerará um senso de reciprocidade no outro. Ele desejará, então, falar de si também.

Quando, nessa interação, existe ponto em comum, o rapport se instala. “Rapport” é um termo francês que significa “relação” e, no âmbito da negociação, diz respeito à comunicação de mão dupla, equilibrada, receptiva, em que se ouve e se fala para criar uma conexão entre as partes.

Em O poder da persuasão (ed. Campus/Elsevier), Cialdini chama a atenção para o ritmo da vida moderna que, não raro, leva as pessoas a pularem etapas e a tomarem desvios que, por vezes, levam a resultados indesejados. Apesar da pressa habitual, é preciso dar atenção aos detalhes, bem como ao tempo necessário para socializar com as pessoas. “As pessoas preferem fechar negócios com aqueles de quem gostam e que são parecidos com eles”, afirma o autor.

Gostar de quem gosta de nós

Elogiar a pessoa com quem se está negociando é também uma maneira de construir rapport, já que tendemos a gostar de quem gosta de nós. Cialdini recomenda que o elogio seja sincero. Isso pode ser difícil, mas, quando se é objetivo na avaliação, podem-se encontrar motivos para os cumprimentos – até para quem não goste de nós. O elogio funcionará, então, como uma quebra de barreira.

Entretanto, pesquisas relatadas em O poder da persuasão mostram que o elogio não tem de ser preciso – isto é, pode ser falso – para funcionar bem. E funciona até mesmo quando a pessoa que os recebe sabe que não são sinceros. “Aparentemente, temos uma reação positiva tão automática aos elogios que caímos vítimas de alguém que os usa em óbvia tentativa de ganhar nossa boa vontade”, comenta o autor.

Nós também tendemos a gostar daqueles que trabalham juntos para alcançar um objetivo. A cooperação, portanto, constitui outra tática para o desenvolvimento do rapport e podemos observar e demonstrar colaboração por meio de sinais verbais e não verbais. Por exemplo, o uso do pronome “nós”, em vez de “eu” ou “você”, além da escuta ativa, com perguntas abertas e declarações que denotam empatia e compreensão.

No campo da linguagem não verbal, a colaboração pode ser demonstrada em hábitos cultiváveis, como sentar-se lado a lado com a pessoa com quem negociamos ou, até mesmo nos encaminharmos, com ela, até uma sala ou a porta de saída.

Fonte: www.hsm.com.br