Marketing Promocional, promovendo sensações.

É preciso conquistar e tocar o coração do consumidor, não apenas a sua mente.

*Por Flávio Christo

“Não é suficiente apenas um bom recall da marca, é preciso que haja afinidade com as aspirações e desejos do consumidor”.

No mundo da comunicação, o marketing, esta palavrinha já 100% “aportuguesada” que ouvimos a todo o momento, é a execução de atividades que conduzem o fluxo de criação, planejamento, mercadorias e serviços do produtor aos consumidores finais, industriais e comerciais.

Sabemos que o significado de marketing na verdade é muito mais complexo do que isso. Só no Dicionário da Comunicação, existem 50 denominações, passando por marketing verde, cenográfico, de guerra, cultural, viral e, dentre vários outros o marketing promocional, cuja definição é promoção de vendas. E quem está envolvido neste setor, entende a real importância das ferramentas que está área nos oferece.

Só que o mundo mudou e junto com ele, as pessoas, as relações, as expectativas, o meio que nos cerca, tudo mudou! E com tudo mudando, muda o marketing promocional e sua forma de promover resultados que sejam realmente relevantes em ações de comunicação bem planejadas.

A cada dia percebo que o “atacado” toma conta das pessoas e de suas vidas. A individualização torna-se um termo fácil nos comportamentos de cada um, mas numa sociedade onde quase tudo é coletivo e plural, isso vem sendo cada vez mais raro. Onde quero chegar? Nas sensações individuais de cada ação. É importante saber que, apesar de todas as mudanças, a essência das pessoas não muda. Cada um sabe que, dentro de si, ainda mora uma pessoa que gosta de ser tratada à moda antiga, mas de forma moderna.

O zelo, a atenção, a personalização, a importância do indivíduo como elemento único, tudo isso cria um diferencial em uma promoção de um produto. Por isso acredito que hoje, o mais importante é trabalhar a sensação, a honestidade com que você toca o seu público e a forma como você realmente quer ser percebido.

Hoje, o marketing promocional comporta um sem número de ações estratégicas, estudos, estatísticas, possibilidades, probabilidades. Isso é importante e mensura, em muitos casos, formas de como agir e por onde caminhar. Mas nada substitui aquele “olho no olho”, aquela forma de perceber e solucionar as questões que realmente são vitais para uma ação bem sucedida. E isso não se compra em prateleiras abarrotadas de estudos, tabulações e pesquisas. Isso se compra com envolvimento e com paixão.

Não é suficiente apenas um bom recall da marca, é preciso que haja afinidade com as aspirações e desejos do consumidor. Ou seja, é preciso conquistar e tocar o coração do consumidor e não apenas sua mente.

A mensagem hoje tem que ser muito mais intimista. E nesse aspecto o marketing promocional é imbatível. Em um mundo onde os consumidores são inundados com centenas de anúncios e modos “default” de comunicação diariamente, destacar-se diante dessas mensagens é imperativo para a sobrevivência dos negócios. É importante mergulhar no comportamento, nas crenças do receptor. Entender seu mundo e seus anseios. E assim caminha a humanidade, por mais que ela não queira mais acreditar nisso.

Fonte: Ampro

Promocitário, sim senhor!

O mercado de marketing promocional não para de crescer no Brasil. Fatores como a economia nacional, novas tecnologias e a realização de grandes eventos no país, com foco na Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, andam borbulhando o setor.

Fato é que na Copa do Mundo sediada na África do Sul, não só as empresas patrocinadoras, mas todas as outras realizaram ações, o que também deve acontecer por aqui.

De acordo com a pesquisa realizada pela Associação de Marketing Promocional (AMPRO), no ano de 2011, 53% das empresas direcionaram mais verba para ações promocionais do que para a propaganda, o que chegou a movimentar R$39,6 bilhões.

Mantendo um ritmo de crescimento na casa dos 17%, o setor tem mostrado que aquele conceito de “Compre 2 e leve 3″ não pode mais ser responsável por defini-lo. Os resultados mostram que é possível gerar valor, construir marca e alcançar os objetivos estratégicos com o marketing promocional.

Em 19 anos, seu crescimento chegou a 600%, e não é a toa que, em um universo de cerca de 6 mil agências com atividades basicamente voltadas para isso, todos batem no peito com bravura para dizer: “Sou Promocitário, sim senhor!”, buscando até uma tramitação no senado para regulamentar a profissão.

Aquele papo de below já foi deixado para trás, aquela tal linha só é mencionada por quem ainda não conhece bem do assunto. É evidente o lado estratégico desse segmento, que vem se destacando com uma comunicação mais direta, poder de interação e segmentação, e a proximidade da observação da reação do cliente.

O que falta para o marketing promocional são as agências, empresas e pessoas da área, conhecerem mais do setor, se especializarem e profissionalizarem.

Fonte: Ampro

O Marketing Promocional nos processos de fidelização e lealdade de marca

Num mundo de mudanças feéricas, inundado de novidades todos dias, uma tarefa difícil é conquistar a atenção de clientes e prospects. E, mais ainda, a tão desejada fidelidade a marcas, serviços ou produtos.

Todas as empresas sonham em repetir o exemplo da Apple, que consegue manter clientes fiéis, que agem como apaixonados advogados da marca. Realmente, não é simples. Mais do que apresentar produtos ou serviços de qualidade – condição necessária, mas não suficiente –, há muitas variáveis que influenciam as decisões de consumidores, assediados por novas opções todos os dias.

O Marketing Promocional tem um importante papel nesse processo. Para demonstrar boas atuações, valho-me de 3 cases exemplares, ganhadores de Grand Prix no Cannes Lions deste ano. O primeiro, Grand Prix em duas categorias (Promo&Activation e Direct), é uma fantástica iniciativa da Amex junto às pequenas e médias empresas americanas (small business), que resultou na criação de uma data promocional oficial nos EUA: Small Business Saturday. Graças à iniciativa da Amex, os pequenos negócios têm agora uma data de forte apelo promocional, um dia após a consagrada Black Friday, mega liquidação ansiosamente esperada pela população. Nesses momentos de negócios em baixa nos EUA, uma empresa se propõe a dar todo o suporte para que seu small business prospere. Não tenho nenhuma dúvida de que a Amex conquistou corações e mentes nesse importante segmento. E, logicamente, isso poderá resultar em maior fidelidade à marca.

O segundo caso é o da Chiplote, uma rede de restaurantes dos EUA. A promessa da empresa é só usar insumos de produtores que respeitam os fundamentos básicos da sustentabilidade, principalmente no trato dos animais. Ao invés de confinados em cubículos, os porcos usados nos pratos do restaurante são oriundos de fazendas que garantem bons tratos, que incluem a criação em amplos espaços, sem confinamento. Para demonstrar esse jeito respeitoso e responsável, a empresa realiza eventos para as comunidades onde atua. O Chiplote Food/ Ideas/ Music Festival, leva produtores, artistas, músicos e chefs alinhados com esse jeito Chipotle para receber clientes e público em geral, que percebe, ao vivo, a autenticidade do posicionamento da empresa. A atividade ganhou Grand Prix na categoria Branded Content & Entertainment e foi um poderoso instrumento de Marketing Promocional, em complemento ao belo comercial veiculado pela empresa, que ganhou Grand Prix em Film.

O terceiro e último case que separei é a Coca-Cola. A empresa ganhou um Grand Prix em Design com uma peça criada em Xangai. A “onda”, tão característica da logomarca da empresa recebeu a intervenção de duas mãos sendo apertadas. Um evidente sinal de amizade e cooperação. O case vencedor em Design é apenas uma peça no meio de tantas ações coerentes com o mote principal da icônica marca: felicidade, companheirismo e amizade. A ação “Share a Coke”, por exemplo, permitia que você enviasse uma lata de Coca-Cola para um amigo. Enfim, mais do que o sabor e a refrescância, a Coca-Cola fideliza seus clientes por intermédio de atributos extrínsecos, tão bem demonstrados em ações institucionais e a de ativação.

Para concluir, eu afirmaria, sem medo de errar, que a conquista da fidelidade de clientes está mais na atitude da empresa do que nas ações formais de comunicação. E essa é uma praia que tem muito a ver com o Marketing Promocional.

Fonte: Ampro

Marketing, uma mera questão racional?

Todas as pesquisas mais recentes sobre o processo de tomada de decisões, hoje contando com o apoio de exames laboratoriais de escaneamento funcional, corroboram com a premissa psicológica amplamente defendida no século anterior de que nossas decisões são muito menos racionais do que gostaríamos. Claro que isto possui um profundo impacto sobre o marketing, suas abordagens e ferramentas em todas as fases que o compõem.

Não é por acaso que hoje vivemos tão focados na Economia da Experiência, afinal as experiências se refletem tanto nas características emocionais de nossas decisões, quanto nas racionais; uma vez que a busca pelo prazer, satisfação e excelência também possuem apelos racionais, facilmente compreendidos. Hoje, quando discutimos posicionamento, conceito vital para o sucesso do Marketing, precisamos refletir sobre os diferentes impactos emocionais e racionais que derivam desta nossa escolha estratégica. Isso deve ser feito de maneira dinâmica e não estática, porque nossas percepções estão sujeitas a alterações a cada instante.

Precisamos atuar sobre a dinâmica das alterações de percepção e não apenas sobre a generalização daquilo que consideramos seja a "moda" (valor mais frequente em uma série estatística) das percepções. Lembremos que Steve Jobs sempre repetia que a Apple não deveria perguntar a seus clientes o que eles desejavam (visão estática), porque eles não saberiam responder.

Embora o mercado (entidade fictícia que usamos para substituir o comportamento das pessoas como agentes decisores) seja a fonte de nossas pesquisas; as particularidades da essência humana, mais que suas manifestações em termos de média, moda ou mediana é que constituem as verdadeiras bases de pesquisa dos profissionais sérios de marketing! Produtos são desenvolvidos, serviços são oferecidos e experiências são vivenciadas – se esta tríade não ocorrer em sintonia com as particularidades da essência humana, nosso marketing não será melhor que um livro ruim, uma música ruim ou uma peça de teatro ruim, ainda que todos os fundamentos de construção e boa execução das referidas obras esteja de acordo com os "protocolos".

Mais que ser tecnicamente perfeita uma marca precisa possuir vida!

Um planejamento estratégico sem execução é apenas um documento de boas intenções!

O excesso de racionalização do marketing o aprisiona em um labirinto de tentativa e erro de baixa produtividade.

O marketing não acontece no departamento, na empresa ou no mercado, acontece no universo humano das interações racionais, emocionais, espirituais.

Seus componentes tangíveis e intangíveis não são facilmente decupados em um gráfico ou modelos estatísticos, é ciência e arte, simultaneamente. A tecnocracia não nos trará soluções inovadoras para um mundo assolado pela mesmice. Precisamos de profissionais ricos, não em fórmulas, regras e estatísticas, mas em conteúdo capaz de causar sensações permanentes em nossa razão e emoção.

Aí está nosso público-alvo, ansiando por ser cativado, surpreendido, maravilhado. O que você vai fazer a respeito?

Fonte: Cidade Marketing

O antropocentrismo e o shopper marketing

O mundo está em plena transformação. Temos visto muitas mudanças, em todas as esferas da sociedade e novidades surgem a todo momento, fazendo com que os seres vivos não se comportem mais como antigamente. Basta analisar a ação do homem sobre o planeta, alterando negativamente todo o seu funcionamento, com resultados como o aquecimento global, a extinção de espécies e a ampliação das cidades, tudo influencia o meio em que vivemos.

O fato é que toda mudança impacta também em nós, seres humanos. Por isso, não podemos mais pensar que as coisas estão iguais, precisamos evoluir com tudo o que nos cerca. Isso vale também quando pensamos nas novas tecnologias e ferramentas, que há pouco mais de 50 anos não existiam da forma como conhecemos hoje, como televisão, computador, celular, Internet e até o supermercado, o cartão de crédito e o autosserviço! Dispositivos mais recentes, com menos de 10 anos de uso, como Internet, Ipod e mídias sociais, não eram sequer cogitados e hoje, transformaram a maneira das pessoas se relacionarem e se conectarem.

As pessoas tornaram-se mais sociáveis, mais disponíveis e a qualquer momento é possível acionar um familiar ou amigo. Na mesma proporção, o excesso de informação tornou-nos mais seletivos, de forma a filtrar melhor as informações que recebemos e registramos. As ideias e conceitos agora precisam de mais sentido, de propósito, para que sejam capazes de nos engajar.

Neste contexto, as marcas precisam pensar com a lógica do "antropocentrismo" – o homem no centro do universo, abordando as pessoas simplesmente como pessoas. E para entender cada diferente ocasião de compra, entra em cena o shopper marketing, que, em linhas gerais, dedica-se ao entendimento do comportamento das pessoas, a fim de buscar soluções que possam engajá-las, atendendo suas necessidades, desejos e tornando suas experiências de compra mais agradáveis, mais gostosas.

As pessoas cumprem diferentes papeis ao longo do dia, são multitarefas e, consequentemente, têm diferentes personalidades ao comprar e diferentes ocasiões de consumo. Um bom exemplo é o da pessoa que pode pagar R$ 6,00 por uma lata de refrigerante em um restaurante refinado, mas com certeza se negará a pagar o mesmo preço em uma lanchonete popular, embora o produto continue sendo o mesmo. Entender as pessoas em cada uma destas ocasiões, objeto de estudo do shopper marketing, torna-se premissa básica para alcançar sucesso na sua relação com ele.

Às marcas, cabe entender os diversos gatilhos que influenciam a compra, principalmente em um cenário onde o ponto de venda já não tem paredes. Para isso, o shopper marketing traz um arsenal de ferramentas que permitem desenhar e comprometer toda a cadeia, desde as ocasiões aos stakeholders que a compõem. Aliado ao conceito do antropocentrismo, o shopper marketing traça uma estratégia perfeita para entender quem se relaciona com a marca e elevar a relação a um patamar ainda mais confiável.

O desafio de ser relevante no relacionamento com as pessoas é um caminho sem volta para as marcas. Buscar o entendimento e uma estratégia de inserção inteligente na rotina das pessoas pode ser a diferença na obtenção de lucros na nova era.

Fonte: Cidade Marketing