Relacionamento Afetivo Durante o Expediente

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Nos dias atuais, a falta de tempo para lazer e outras atividades cria condições para mais envolvimentos amorosos no ambiente de trabalho. O acelerado ritmo da vida moderna, muitas vezes, dificulta o estabelecimento de relacionamentos interpessoais fora trabalho. As diversas atividades a serem realizadas diariamente também ocupam grande parte do tempo que seria destinado ao repouso ou lazer.

Normalmente, os compromissos profissionais despendem muito tempo, às vezes até excedendo as oito horas da jornada de trabalho. Nesse cenário, quem tem tempo para namorar?Assim, o ambiente de trabalho acaba se tornando o principal local onde se reúnem pessoas com grau de instrução similar e com objetivos e interesses em comum.

Em tal universo de semelhanças, estimula-se o clima de cumplicidade em que experiências, satisfações ou insatisfações, sucessos e lucros são compartilhados, explica Sâmia Simurro, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Esses fatores facilitam os envolvimentos amorosos no mundo corporativo que, segundo Sâmia, são mais comuns do que se imagina.

Sem dúvida, no entanto, que o relacionamento afetivo no ambiente profissional exige muito bom senso e, acima de tudo, discrição. Aliás, discrição é imprescindível, beijos e abraços pelos ambientes da empresa, assim como comentários sobre a relação, devem ser evitados.

Apesar de permitidas em algumas empresas, situações delicadas como essas, contudo, devem ser dosadas com cautela, para que não se percam os limites entre a vida profissional e a pessoal. Para Sâmia, "deve-se buscar alternativas para separar os diferentes contextos dessa relação, mantendo o comprometimento com a atividade desempenhada, sem perder o foco e o entusiasmo.

Segundo a vice-presidente, o autoconhecimento é importante para entender as próprias emoções e direcioná-las de forma produtiva. Os conflitos pessoais devem ser resolvidos fora da empresa e, em caso de rompimento da relação, a serenidade deve ser mantida, não permitindo que o relacionamento profissional e a produtividade sejam afetados.

Algumas empresas já têm políticas para esse tipo de situação em seu código de conduta. Sâmia recomenda que os funcionários das empresas procurem consultá-lo, pois as corporações costumam adotar posturas diferentes a respeito desse assunto. Enquanto algumas proíbem ou permitem namoros apenas em setores diferentes, outras não apresentam restrições. Respeitadas as recomendações e restrições é possível, sim, encontrar a ‘alma gêmea’ muito mais próximo do que se imagina, completa.

Fonte: Sâmia Simurro – Vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV)

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