A economia verde e a publicidade

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Relacionada de modo abrangente ao termo desenvolvimento sustentável, a economia verde vem se firmando como a forma de trazer para a prática econômica cotidiana os aspectos sociais e ambientais relacionados à construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Engloba, além de produtos e serviços “mais sustentáveis”, os negócios e atividades econômicas que os produzem, assim como práticas e instrumentos que direcionam a atividade econômica nessa direção.

A publicidade está inserida nesse contexto e tem um papel importante para mudança de paradigmas e comportamentos. Comunicar boas práticas, certificações ou inovações que sigam a direção de uma economia verde é uma prática que pode colaborar para decisões mais sensatas e responsáveis por parte dos consumidores.

Nesse sentido, é fundamental contar com profissionais preparados, os quais ajudam a selecionar o que é relevante daquilo que pode ser considerado greenwashing – e, consequentemente, vir a prejudicar a imagem da empresa e/ou produto. No caso brasileiro, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) sedimentou algumas normas há pouco mais de um ano, pelo Anexo U, que ajudam a direcionar essa comunicação.

Entre as regras a ser observadas estão que as alegações publicitárias devem corresponder a práticas efetivamente adotadas, precisam ser evitados conceitos vagos, capazes de levar a interpretações equivocadas ou mais abrangentes do que as condutas apregoadas e que promessas futuras devem ser claramente expostas como tal. Questionar se o que está sendo divulgado está dentro dessas normas e se o benefício do produto/serviço é real para o conjunto da sociedade, é uma atitude sustentável em todos os sentidos.

Maura Campanili é professora do curso de Economia Verde do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM

Fonte: hsm.com

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