Acerte no alvo

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Notícias, pesquisas, relatórios, newsletters, boletins, sugestões de clientes, e-mails. O varejista recebe tanta informação que tem cada vez mais dificuldade de filtrar o que é bom para o negócio ou a carreira. Tentar absorver e analisar tudo toma tempo, energia e pode reduzir a competitividade

Separando o joio do trigo

O que realmente importa? Acompanhar todos os indicadores da empresa, não perder de vista as notícias econômicas, ler as pesquisas de mercado, se aprofundar nos estudos sobre o consumidor, dedicar tempo para os e-mails, torpedos, jornais, livros técnicos, sites? Ufa! Certamente não é possível dar conta de tudo. Mas existem maneiras de aproveitar parte das informações em benefício próprio e da empresa. A palavra de ordem é foco: entender bem o que se quer, para buscar ou aproveitar aquilo que realmente interessa. Você já faz isso?

O dia começa com a caixa de entrada repleta de e-mails que só começarão a ser respondidos após as reuniões programadas. Os livros e as revistas já estão em casa para uma leitura mais atenta. Uma espiada nos sites e no Facebook é inevitável. E o que não pode ficar para trás é o relatório de vendas, a pesquisa de preços, a proposta do fornecedor, o plano dos consultores. Com uma ou outra adaptação, essa é a rotina da maioria dos profissionais do setor, sobretudo dos gestores e executivos. Desse cenário caótico, pode-se concluir ao menos uma coisa: é impossível processar tanta informação.

Lucas Barcelos, assessor da diretoria e sucessor da rede Super Bom, com 11 lojas em Campos dos Goytacazes (RJ), recebe diariamente uma série de newsletters com notícias em seu e-mail, que checa no computador e também no celular. "A maioria delas nem leio", confessa. Só passa pelo filtro o que vem de fontes conhecidas e nas quais ele sabe que pode confiar. Mesmo assim, ainda seleciona os assuntos que terão maior impacto em seu trabalho. "Privilégio informações como participação de mercado dos produtos, aquisições entre empresas e matérias sobre relacionamento da indústria com os supermercados", exemplifica o varejista, que também dedica atenção especial aos dados de mercado disponibilizados semanalmente pela Nielsen para redes que, a exemplo do Super Bom, compartilham informações de vendas com a consultoria.
Quem também se preocupa em selecionar bem o tipo de informação que pode ajudar na tomada de decisões é Erlon Ortega, diretor comercial da rede Serve Todos, com 6 lojas no interior paulista. "Todo fornecedor traz uma série de dados, e até hoje nenhum me mostrou pesquisa dizendo que o produto dele não vende", brinca. Como nem tudo cabe no sortimento, Ortega analisou o desempenho de alguns produtos e percebeu que o público da rede costuma procurar itens com forte campanha em televisão. Desde então, pede essa informação sempre que um fornecedor apresenta uma novidade.

Manter o foco em informações capazes de alterar o rumo das decisões é, de fato, condição essencial para não cair nas armadilhas do excesso de informação.

Quem confirma é Marlos Barbosa, CEO da OThink, consultoria de gestão empresarial que cria soluções práticas para a realidade de cada cliente. "Quando os gestores tocam um processo utilizando quantidade de informação maior do que a empresa tem capacidade de absorver e gerenciar, acabam gastando energia em pontos que não são críticos à situação que precisam resolver", explica. Entre as consequências negativas, esse erro pode significar demora na definição de algo importante e perda de competitividade em relação a concorrentes com estruturas mais profissionalizadas. "Em um ambiente competitivo e com margens apertadas, as empresas não podem se dar ao luxo de desperdiçar energia e tempo de seus executivos", reforça o CEO da OThink.

Fonte: Mercado Moderno

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