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Geração Y – Consumidor multitarefas

Geração Y. Como entender os hábitos de consumo de um público em constante transformação?

Sabe-se que para compreender os anseios e os estímulos que impulsionam o consumo de um determinado público é tarefa de muita pesquisa para os especialistas. E, quando executivos e publicitários se deparam com um novo e lucrativo grupo que está em constante transformação, o chamado Geração Y, também conhecido como geração do milênio, em que as normas e critérios do passado não funcionam mais, cabem, então, mais esforços para a criação de estratégias de marketing eficientes, com o objetivo de fidelizar este público tão instável.
A Geração Y representa uma fatia bem promissora para o mercado de consumo, por se tratar de uma geração que se desenvolve numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Essa é a primeira geração que não precisou aprender a dominar as máquinas; nasceu com TV, computador e comunicação rápida dentro de casa tornando-a composta por “indivíduos multitarefas”. Ao mesmo tempo em que estudam, são capazes de ler notícias na internet, checar as páginas do Facebook e Orkut, escutar música e, ainda, prestar atenção na conversa ao lado. Os resultados precisam ser mais rápidos e os desafios constantes. Estudos americanos comprovam que quem convive com ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente, que facilita a realização destas multifunções.
Este público possui alguns adjetivos bastante interessantes. Preocupam-se com o ambiente, têm fortes valores morais e estão prontos para mudar o mundo. Em contrapartida, são jovens insubordinados que ganharam autoestima e não se sujeitam a atividades de longo prazo.
Esta geração sofre constantes transformações. Por este motivo, está sempre “ligada”, recebendo fortes estímulos de consumo pelas mais variadas mídias, demonstrando instabilidade na formação de opinião, até porque tem muitas opiniões e não consegue ser fiel a uma marca por muito tempo. Por outro ponto de vista, este público está mais aberto a novas informações, o que também o torna menos resistente.

A pesquisa TRU Study, realizada com 1.500 jovens brasileiros nascidos entre 1980 e 1990, traçou o perfil desta nova geração. Apenas 16% está no mercado de trabalho e o dinheiro provém dos pais, cujos gastos semanais chegam a R$ 54,00. Ainda de acordo com a pesquisa, os jovens da Geração Y são mais tolerantes e menos preconceituosos – 95% acham que os idosos merecem respeito; 80% têm amigos de outras raças e 40% têm amigos com outra orientação sexual. Outro estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais desta geração querem ser promovidos em um ano, por isso as empresas estão flexibilizando as hierarquias, agindo em rede, priorizando a ética e a responsabilidade.

A sociedade está começando a ter consciência e a entender a Geração Y. Os profissionais de marketing estão se deparando com um novo nicho de mercado e se adaptando a novas formas de atuação junto ao mercado teen. Porém, ainda há muita dificuldade em se comunicar com ele, por se tratar de um público que muda com facilidade. Para atingir esses consumidores, portanto, é imprescindível a utilização adequada das ferramentas tecnológicas que estão incorporadas ao dia a dia deles e a elaboração de ações promocionais alinhadas aos seus gostos, desejos e valores.

Ainda dá tempo de planejar sua campanha com brindes de verão!

Sol, praia, calor! O verão é uma das épocas mais propícias para divulgar e associar uma marca. Aliás, nada mais eficaz do que planejar ações de marketing com brindes de cada estação. Para presentear clientes habituais, prospects, funcionários ou fornecedores, os produtos promocionais de verão são uma ótima ferramenta para as empresas que desejam lançar produtos, fidelizar clientes e reforçar sua imagem no mercado.

Itens como cooler, guarda-sol, cadeira, esteira de praia, sacola térmica, entre outros são muito procurados pelas empresas para suas campanhas de fim de ano. Segundo Lucia Pumar-Cantini, sócia diretora da empresa Pumar, especializada em itens promocionais destinados ao verão, as vendas de produtos para praia aumentam em 30% nessa época, o que é bastante expressivo.

Para Fernando Salemi, diretor de vendas da Mr. Cooler, a vantagem de estampar uma marca nesse tipo de produto é que no verão as pessoas levam seus coolers e artigos térmicos para diversos lugares como praias, parques, etc., e, consequentemente, acabam divulgando a empresa em questão, que consegue grande visibilidade com uma estratégia simples.

Além de fixar a marca na memória de clientes e colaboradores em geral, Wagner Machado, analista comercial da Mor, acredita que esse tipo de marketing tem uma excelente relação de custo-benefício, pois divulga a logomarca, propiciando a abertura de novos contatos comerciais, bem como a fidelização dos clientes atuais.

Se você ainda não planejou sua estratégia de marketing para o verão, ainda é possível solicitar esses produtos junto a algumas empresas do setor promocional. Mas, não perca tempo, faça seus pedidos o mais rápido possível.

Marketing 3.0 – Relacionamento na web 2.0

No cenário do marketing 3.0, ouvir o cliente torna-se essencial.

Em seu último livro, “Marketing 3.0 – As forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano”, escrito em parceria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, Philip Kotler apresenta as mudanças que o marketing sofreu nos últimos anos devido ao surgimento da web 2.0 e das redes sociais e o que as empresas podem fazer para se adaptar a esse novo cenário.

Segundo Kotler, para planejar estratégias de marketing que enxerguem seus clientes não como simples clientes, mas como seres complexos e multifacetados, as empresas precisam considerar a criação de propostas de marketing de fora para dentro, ou seja, contar com a participação de clientes e stakeholders para fazer sugestões construtivas a respeito de como a empresa pode elaborar suas ações de marketing.

A ideia, portanto, é que a empresa utilize os recursos das redes sociais para se relacionar com seus clientes a fim de conhecer seus valores e solicitar colaboração no processo de construção de sua imagem no mercado. Dessa forma, praticar o marketing de relacionamento deixa de ser apenas um diferencial e torna-se essencial para que as empresas obtenham sucesso junto a seu público-alvo.

Contudo, construir esse processo de criação colaborativa com os clientes não é fácil. Para Kotler, promover essa co-criação exige que a empresa desenvolva o que o ele chama de "communitization", ou seja, que ela participe de comunidades onde as pessoas (clientes ou prospects) conversem sobre seus produtos e serviços e crie novos espaços para que os clientes se expressem.

Assim, se a empresa consegue se aproximar de seus clientes, estabelecendo com eles uma relação de confiança, e se leva em consideração suas sugestões, críticas e opiniões, ela conquista muito mais prestígio no mercado e conquista seu público-alvo mais facilmente por estar diretamente conectada com os valores, desejos e necessidades destas pessoas.

Marketing de incentivo vive novo cenário

Especialistas apontam as principais tendências para o setor

O Marketing de Incentivo vive um novo momento.Campanhas longas e prêmios para poucos não são mais recomendados. Isso não quer dizer que o Incentivo deva ser pontual. Pelo contrário. Agora, a ferramenta precisa estar articulada com outros meios e precisa ser utilizada não só para aumentar as vendas, mas para envolver e até reduzir custos. Essas são algumas tendências citadas por especialistas ouvidos pelo Mundo do Marketing.

Hoje, não basta que as campanhas tenham apenas começo, meio e fim. As pessoas estão cada vez mais motivadas por mudanças constantes, o que exige ações focadas em estratégias imediatas. Para isso, é necessário um diagnóstico de cada empresa que possibilite ações segmentadas e que atinjam o maior número de pessoas. Não é mais possível acreditar que o que funcionava antes, funcionará hoje.

O formato de utilização das ferramentas de incentivo ganhou novos aliados, como indica o sócio-diretor da agência PeopleMais, Edmundo Almeida (foto). Para o executivo, o Marketing de Incentivo precisa dialogar com outras ferramentas, como o Endomarketing e o Marketing Direto.

Colaboradores envolvidos
Outro grande diferencial para as campanhas de incentivo é o envolvimento que elas devem gerar entre os colaboradores. Para isso, é necessário entender o que motiva as pessoas e ter um universo de prêmios que possam “alcançar o maior número de corações possível”, como destaca o sócio-diretor da agência Infiniti, Leandro Capozzielli.

Quando questionados sobre os tipos de premiações mais efetivas, os especialistas ainda citam as viagens como melhor forma de recompensa. Mas é importante ter opções para alcançar todos os tipos de pessoas. Segundo Capozzielli, em um país como o Brasil é necessário dar ao premiado acessibilidade ao que ele quer.

Neste novo cenário do Marketing de Incentivo aparecem ações pontuais com ferramentas mais segmentadas. “Os grandes prêmios para poucas pessoas perderam o sentido, pois são sempre as mesmas pessoas que conseguem fazer os melhores resultados, o que desmotiva o restante da equipe”, comenta Capozzielli.

Prêmios mais bem distribuídos
Por isso, prêmios com valores mais baixos e mais bem distribuídos são opções para que os funcionários sejam incentivados a superarem suas metas. Já os modelos das campanhas variam de acordo com a estrutura das empresas, o que demanda um estudo para entender as equipes.

Um diagnóstico do cliente antecede qualquer ação. “É preciso reconhecer a performance do participante individualmente. Não dá para tratar todo mundo da mesma forma”, explica a Diretora Comercial da Accentiv, Mônica Marcondes, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A partir daí, as empresas devem entender o desafio e segmentar suas ações, sempre definindo a mecânica de forma clara. A próxima etapa é o investimento em comunicação. Neste sentido, o mundo digital trouxe inovações para as campanhas, como a possibilidade de criar um hotsite, ou ferramentas como o E-mail Marketing e o SMS.

Como mensurar
A forma como as campanhas serão mensuradas também se adapta às necessidades de cada cliente nestes novos tempos. “É preciso quantificar os resultados, comparando os números anteriores aos atuais”, explica o executivo da Infiniti (foto).

A frequência com que as campanhas serão avaliadas também varia de acordo com os objetivos de cada empresa. Mas o recomendado é que as campanhas durem entre seis meses e um ano e sejam avaliadas trimestralmente, aponta Mônica, da Accentiv.

“Mesmo que as ações sejam pontuais, as campanhas precisam ser mais longas para envolver os colaboradores. Avaliá-las é essencial para dar continuidade ao processo”, afirma a Diretora Comercial da Accentiv.

Eficiência, satisfação e comprometimento
Em relação aos benefícios do Marketing de Incentivo há um consenso: o maior resultado é o aumento da produtividade. Mas as campanhas fazem mais do que isso. Empresas que investem nesta ferramenta têm funcionários mais eficientes e satisfeitos.

Por isso, campanhas de incentivo servem também como ferramenta de retenção. Funcionários satisfeitos se comprometem com mais facilidade. Por consequência, os custos de contratação são reduzidos. As campanhas de incentivo podem ter outros objetivos, além de aumentar a produtividade. “É possível estimular as pessoas a reduzirem os gastos com telefone, por exemplo, e reconhecer o empenho através de premiações”, diz Mônica (foto).

Outra vantagem do Incentivo é a possibilidade de avaliar a capacidade das equipes e ainda despertar talentos. “A empresa contrata o funcionário para entregar um determinado resultado. As campanhas de incentivo têm como objetivo trazer a melhor performance do indivíduo, levando-o a ir além do que é esperado”, conclui.

Fonte: Mundo do Marketing

Anhembi fecha agenda até 2015

O principal centro de eventos do País, o Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo está com a agenda praticamente fechada até 2015. Este é um dos indicadores de como o mercado de grandes feiras no Brasil deve voltar a crescer, após um ano de recuperação em 2010.

De acordo com a União Brasileira de Produtores de Feiras (Ubrafe), o mercado movimenta R$ 3,5 bilhões anualmente, e a média histórica de grandes eventos realizados no País é de 170 por ano, com expectativa que o número chegue a cerca de 180 em 2011. O setor espera ter crescimento nos próximos anos, graças aos holofotes voltados para cá, inclusive em função da Copa de 14 e das Olimpíadas de 16.

O Pavilhão de Exposições do Anhembi tem 76 mil metros quadrados em dois espaços para a realização de eventos. O local recebe, anualmente, mais de 20 grandes feiras e cerca de 30% dos grandes eventos realizados no País. De acordo com o responsável pelo atendimento a clientes e vendas do complexo, Vanderlei Domingos, o espaço não sentiu o impacto causado pela crise econômica mundial. “O movimento não foi prejudicado. Temos muitos eventos marcados, temos a agenda quase fechada até 2015.”

Para o mercado, como um todo, 2010 foi importante, pois recebeu diversos eventos na área de entretenimento, além da Bienal do Livro e do Salão do Automóvel, o que garantiu a recuperação do setor após os prejuízos registrados no biênio 2008-09, afetado pela crise. “O setor percebe aceleração maior do que a média, e não é devido a um crescimento, mas à recuperação da crise. A manutenção do governo deve contribuir para os próximos anos”, afirma Anselmo Carvalho, diretor do grupo Feira&Cia, organizador do evento ExpoSystems 2010 – a maior com enfoque especializado em montagem de eventos.

Contando com as grandes feiras, a cidade de São Paulo recebe 406 eventos de características internacionais anualmente. De acordo com a São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), a capital paulista recebe, por ano, cerca de 90 mil eventos – sejam eles corporativos, para o público final ou mesmo de caráter festivo, como casamentos.

Os principais eventos marcados para os próximos anos no Pavilhão de Exposições do Anhembi não são muito diferentes dos tradicionais. O Salão do Automóvel, por exemplo, é feito desde 1970 dentro do espaço, e a próxima edição, marcada para 2012, já está garantida. A edição mais recente, de 2010, atraiu mais de 750 mil visitantes entre 27/10 e 07/11. Em 2011, o calendário está forte e o espaço receberá feiras como a Couromoda, entre 17 e 20/01; a Francal, de 11 a 14/07; a Equipotel, de 12 a 15/09;, e o Salão Duas Rodas, de 04 a 09/10; além da festa Skol Sensation, a ser realizada no primeiro semestre. Somados, esses eventos devem atrair mais de 450 mil visitantes.

“São Paulo possui 44 mil vagas em hotéis e estrutura para receber visitantes. É uma cidade preparada para isso”, afirma Armando Arruda Pereira, presidente executivo da Ubrafe. De acordo com Pereira, a capital paulista recebe anualmente cerca de dez milhões de visitantes para eventos e feiras que são realizados na cidade, o principal alvo de eventos do País.

Além da retomada do crescimento, o setor deve enfrentar mudanças nos próximos anos, de acordo com Carvalho, da Feira&Cia. “O impacto das mídias sociais deve alterar a forma de promoção, a leitura do mercado em relação ao próprio evento”, afirma. “Além disso, acredito em uma verticalização cada vez maior do mercado, um fenômeno cada vez mais necessário. Eventos menores, mais segmentados”, explica.

Fonte: Promoview