Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Site delivery.com realiza entrega “arriscada” em NY

O site de entregas delivery.com realizou uma ação de guerrilha nas ruas de Nova York para comprovar a eficiência de seus entregadores e a habilidade que eles têm em entregar vários pedidos ao mesmo tempo. O entregador Stan, com uma pilha de sanduíches e refrigerantes, onde passava chamava a atenção dos pedestres, que se divertiam ao vê-lo equilibrando as entregas e sem deixar nenhum sanduíche cair no chão.

A Interference Inc. achou um jeito bem legal e divertido de comunicar o site delivery.com e impactar os seus consumidores com a ação, que deve continuar em outras cidades americanas.

Fonte: Promoview

O Natal encantado da Coca-Cola

Marca lança comercial em 90 países, colocando o Papai-Noel como protagonista da magia natalina

A partir do dia 21 de novembro, os Estados Unidos – e, na sequência, todo o planeta – conhecerão a versão 2010 da campanha de Natal da Coca-Cola. Sempre aproveitando as festas de final de ano para lançar filmes publicitários que brincam com a magia da época natalina, a marca de refrigerante colocou o Papai Noel como protagonista da campanha deste ano.

Criado pela McCann Erickson de Madri, o filme natalino ainda não estreou oficialmente, mas já está disponível no YouTube. Na sequência, o bom-velhinho aparece brincando com um globo de neve, de vidro. Enquanto ele manuseia o objeto, o mundo “real” também é influenciado pelos seus movimentos.

O comercial tem como trilha sonora a canção Shake Up Christmas, da banda Train. A campanha da Coca-Cola será exibida em 90 países e dará continuidade ao conceito "Abra a Felicidade" (Open Happiness).

Fonte: m&m online

Coca-Cola lança “Festival das Escolas”

A Spaipa, franqueadora da Coca-Cola no Paraná e Interior de São Paulo, lança um concurso inédito. Trata-se do “Festival Coca-Cola das Escolas“, que vai selecionar e premiar vídeos de estudantes de Curitiba (PR), nas categorias Futebol, Música e Reportagem. A ação promocional é voltada a alunos de instituições públicas e privadas da capital, com idades entre 12 e 16 anos de idade.

O objetivo da ação promocional é estimular a criatividade dos estudantes, por meio da produção de vídeos que apresentem os principais conceitos trabalhados pela marca Coca-Cola: “Abra a felicidade” e “Viva positivamente”, promovendo no meio uma visão positiva da vida em uma sociedade sustentável.

As inscrições estão abertas e os vídeos devem ser entregues até o dia 11/11. Os vídeos selecionados serão abertos à votação do público, na internet e, também, submetidos à avaliação de uma comissão julgadora, com especialistas em cada uma das categorias.

Os nomes das equipes e dos finalistas serão divulgados no site do concurso, no dia 19/11, e a premiação está prevista para o dia 21/11, durante um show com uma banda de destaque entre o público adolescente.

Os prêmios variam de acordo com a categoria e vão da gravação de um single e participação em shows, a exibição da reportagem vencedora em um programa de TV local e um dia no Centro de Treinamento do Clube Atlético Paranaense ou do Coritiba Foot Ball Club, entre outros.

O regulamento do projeto e mais informações estão disponíveis em um hotsite.

Fonte: Promoview

O que o caso New Coke ainda pode ensinar

Coca-Cola teve o seu maior fracasso de planejamento mesmo com base em pesquisa

Quando a Coca-Cola anuncia um lançamento o mercado agita até a bolsa de valores. A expectativa é grande e o sucesso é quase certo. Sim, quase… Não foi bem isto o que aconteceu em 1985 quando a multinacional conheceu o seu maior fracasso: New Coke. O refrigerante tradicional sofreu alterações em sua fórmula com o objetivo de superar a concorrente em vendas, já que a promoção “Desafio Pepsi” ameaçava a preferência dos jovens por Coca-Cola.

A trapalhada se concretizou quando a empresa obteve o resultado de uma pesquisa com cerca de 200 mil americanos. A fórmula da New Coke foi aprovada pela maioria e o produto foi lançado com grande expectativa no país. Com sabor mais doce e semelhante ao produto concorrente, o mercado americano recebeu bem a New Coke – que até teve um bom desempenho em vendas no início -, mas não esperavam que a original fosse substituída.

Sem a Coca-Cola tradicional nos pontos de venda, os americanos se revoltaram. Protestos e cartas se multiplicavam na sede da empresa. Até o presidente da companhia na época, Don Keough, fez um pronunciamento afirmando que “Nem dinheiro e nem pesquisas puderam medir os laços emocionais e a paixão que os consumidores tinham com a Coca-Cola original”.

Fórmula equivocada
Este caso mostra que, mesmo baseado em resultados de pesquisa, é importante perceber o mercado e, principalmente, conhecer o consumidor. O erro de interpretação dos dados colhidos foi fundamental para o fracasso de New Coke porque o consumidor sempre buscará novas opções. “O erro foi buscar o atributo do ‘novo’ quando a marca é regida pela tradição e lançar a New Coke não como extensão, mas substituindo o tradicional”, acredita Eduardo Tomiya, Diretor Geral da BrandAnalytics, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Outro fator que contribuiu para os protestos foi o comportamento do consumidor naquela época. Mais tradicionais do que hoje, na década de 1980 as pessoas eram menos abertas a novidades. “Hoje as marcas agregam produtos ao seu portfólio. Ele pode até não estourar, mas a empresa usará como imagem de marca. No caso de New Coke, este era um refrigerante substitutivo”, explica Elizabeth Salmeirão (foto), Diretora de varejo da TNS International Research, em entrevista ao portal.

Três meses após o lançamento equivocado de New Coke, a multinacional voltou atrás e relançou o produto original batizado de Coca-Cola Classic. Certa ou não, esta estratégia parece ter sido a mais sensata do projeto. “Reconhecer o erro reforçou o atributo de tradição da Coca-Cola, que foi pressionada a fazer isso de forma rápida. O ativo da marca não poderia ser mexido”, diz Eduardo Tomiya.

Coca X Pepsi
O lançamento de New Coke, segundo especialistas, teve respaldo em uma promoção da Pepsi que perguntava aos jovens americanos se eles gostariam de continuar consumindo o refrigerante que seus pais bebiam. Com a maioria de respostas negativas, a Coca-Cola entendeu que sua concorrente levava vantagem sobre ela principalmente pelo mote “The Choice of a New Generation” (A Escolha da Nova Geração), lançado em 1984.

A reação equivocada da Coca-Cola, porém, desencadeou todo o processo. “Já que a nova geração preferiu um novo sabor, a Coca-Cola mexeu no produto acreditando não estar mais agradando. A marca achou que a campanha da Pepsi falava de sabor, mas era de comportamento”, afirma Marcelo Boschi, professor de Branding da ESPM-RJ, ao Mundo do Marketing.

Mesmo diante de um case de insucesso, a empresa ganhou força no mercado mundial. “Com este erro, ficou claro para o mercado e para as pessoas como não ser arrogante porque o risco pode ser danoso”, acrescenta Tomiya, da BrandAnalytics. “A ideia errada que muitas empresas têm é de que se o produto é mal visto, basta copiar a marca líder para que o consumo seja aumentado”, completa Boschi, da ESPM.

O Pedido de Desculpas
Em pronunciamento, o presidente da Coca-Cola na época fala porque a empresa resolveu trazer de volta o sabor original do refrigerante. O executivo afirmou que nem dinheiro e nem pesquisas puderam medir os laços emocionais e a paixão que os consumidores tinham com a Coca-Coca original. Os consumidores exigiam o sabor da marca de volta e “queriam logo”. O presidente leu a reivindicação de consumidores como “Mudar a Coca-Cola é como se Deus mudasse a grama para a cor roxa” e pede desculpas aos consumidores.

Por Thiago Terra

Fonte: Mundo do Marketing

Produtos sustentáveis ganham destaque entre consumidores e varejistas

Bic, J&J, Walmart e Instituto Akatu contribuem para que itens ecologicamente corretos tomem conta do mercado

Ter nos planos de negócios e em todo o seu planejamento ações e filosofia que valorizem o posicionamento sustentável é uma realidade em muitas companhias nos dias de hoje. Atitudes como essas são essenciais na construção da imagem das marcas perante o consumidor cada vez mais exigente e consciente. Mas, para tangibilizar esse posicionamento perante os clientes, as marcas investem em produtos que anunciam em seus rótulos o trabalho que começa longe dos pontos de venda.

Um estudo realizado pelo Instituto Akatu detectou que 51% dos brasileiros acreditam que as empresas têm como obrigação contribuir para o desenvolvimento da sociedade, enquanto 30% afirmam que a responsabilidade deve ser na área socioambiental e buscam comprar esse tipo de produtos.

Bic, Toddy, Johnson & Johnson e Matte Leão são algumas marcas que levaram ao público suas versões ecofriendly para atender, não só as suas exigências, mas também a incentivos do varejo, como o Walmart, que estimulou a produção de itens menos nocivos ao meio ambiente em troca de maior exposição no ponto de venda.

Papelaria sustentável
A Bic busca, no dia a dia da empresa, economizar matéria-prima em produtos e embalagens. A companhia trabalha integrando materiais ecologicamente inovadores e mensura o impacto ambiental de seus lançamentos, fábricas e atividades de transporte e, sempre que possível, implementa ações que reduzam os danos. A linha Bic Ecolutions veio concretizar essa filosofia.

Lançada em 2008, a linha contava inicialmente com uma caneta esferográfica produzida com 40% de material reciclado de embalagens pós-consumo da Tetra Pak, um lápis preto com 40% de material reciclado em sua composição, incluindo sobras de embalagens de iogurte e um corretivo líquido que, no lugar de solvente, utiliza água em sua fórmula. “Os nossos objetivos de desenvolvimento sustentável refletem as metas da empresa: simplicidade, funcionalidade, qualidade e valor”, afirma Carina Narcizo, Gerente de Produto da categoria papelaria da Bic.

Posteriormente a marca estendeu a sua linha sustentável com o lançamento da cola bastão Bic Ecolutions, com corpo feito em plástico 100% reciclado e feita à base de água. A Pimaco – marca de etiquetas adesivas que pertence à Bic – lançou um produto para a linha Ecolutions. As etiquetas em papel reciclado em folhas de formatos carta e A4 de diversos tamanhos e notas adesivas recicladas. Fora do Brasil, estão disponíveis ainda aparelhos de barbear feitos com bioplástico criado a partir de matéria-prima natural renovável.

Consumidores dispostos a pagar mais
Os produtos da linha sustentável da Bic são cerca de 20% mais caros que os tradicionais. “Aqui no Brasil ainda é um pouco difícil fazer com que as pessoas paguem mais pelos produtos ecologicamente corretos, mas a consciência vem crescendo”, conta a executiva da Bic em entrevista ao Mundo do Marketing, afirmando ainda que a companhia estuda aumentar a sua linha Ecolutions, sempre de olho nas necessidades e exigências do consumidor.

Segundo informações do Akatu, 37% dos consumidores estão dispostos a pagar até 25% a mais por produtos ambientalmente amigáveis. “Notamos que as pessoas já fazem escolhas em função de alguns atributos de sustentabilidade. Como por exemplo o selo Procel (que indica os produtos com os melhores níveis de eficiência energética de cada categoria, proporcionando economia na conta de energia elétrica). O consumidor prefere produtos com o selo, mesmo que eles custem um pouco mais caro”, afirma Helio Mattar, Diretor Presidente do Instituto Akatu, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A preocupação com o meio ambiente não é o único fator nesse processo. O aumento dos cuidados com a saúde e qualidade de vida da população também colaboram para esse comportamento. “O consumidor sabe que ele vai ter que pagar a diferença de qualquer jeito, seja na hora da compra ou no futuro com a manutenção da saúde ou limpeza do meio ambiente”, completa Mattar.

Escova de dentes ecológica
A Reach, marca de escovas de dentes da Johnson & Johnson, também lançou uma versão sustentável de seu produto, mas custando mais barato que a versão tradicional. O cabo da Reach Eco é feito com 40% de plástico reciclado pré-consumo, provenientes de outros processos da J&J no Brasil. “Como gastamos menos matéria prima, cobramos menos pelo produto”, explica Fernanda Folgosi, gerente da Reach, sobre o item que tem preço sugerido de R$ 1,49 e é responsável por 10% das vendas da marca.

A Reach também leva conceitos sobre ecologia e economia para os consumidores no site da marca. Nele, além de informações sobre o processo de fabricação da escova, está disponível, por exemplo, a Calculadora Eco, que questiona sobre os hábitos dos internautas e sugere atitudes que colaborem com a economia de recursos e, consequentemente, financeira. “Nossa marca prega a sustentabilidade em todos os sentidos”, explica a executiva.

Para a Reach, a escova Eco é apenas o primeiro passo para a elaboração posterior de novos produtos e até um aperfeiçoamento dos que já existem. “Nada é ecologicamente correto por completo, a Reach Eco é mais sustentável que as outras, o que significa apenas um começo”, garante Fernanda. Helio Mattar concorda que os produtos sustentáveis devem se destacar de seus concorrentes por serem mais corretos do que os outros. “Um produto não é sustentável, ele é apenas mais sustentável do que o seu concorrente, ou mais do que a própria empresa fazia e é isso o que o consumidor deve buscar”, completa o Presidente do Akatu.

Incentivo do Varejo
O Instituto Akatu também atua em parceria com o varejo em diversas parceiras na conscientização de funcionários e consumidores. Na rede Walmart no Brasil, por exemplo, a instituição capacitou 3.200 pessoas para serem multiplicadoras do consumo consciente. “Passou a haver uma valorização da questão da sustentabilidade que faz com que o funcionário perceba que ele não está fazendo isso pela empresa e sim por ele, pela sua família e por toda a sociedade” explica Helio.

O Walmart também se uniu à grandes indústrias na criação de produtos sustentáveis no início deste ano. Marcas como Toddy, Matte Leão e Band Aid lançaram suas versões ecologicamente corretas para a rede vendê-los com exclusividade por um determinado tempo, em troca de visibilidade e exposição diferenciada dos produtos no ponto de venda. O projeto batizado de Sustentabilidade de Ponta a Ponta teve duração de 18 meses e contou com suporte técnico do Centro de Tecnologia de Embalagens, ligado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos, do governo de São Paulo. “As empresas têm que entender que para lançar produtos sustentáveis elas gastam mais dinheiro por um lado, mas por outro ganham em reputação”, considera Mattar.

Por Rayane Marcolino
* com reportagem de Bruno Mello

Fonte: Mundo do Marketing