Cada dia mais All-Line

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

Há uns dez anos, durante meu período de faculdade, ouvia professores alardearem com uma certeza típica deles que o mercado da comunicação estava mudando, que as verbas sairiam das mídias tradicionais (da época) e cairiam em mãos até então desconhecidas. Achava interessante, mas como todo e qualquer estudante, escutava por escutar.

Era engraçado porque a televisão também dizia que o Brasil era o País do futuro, e que bem provavelmente nem precisaríamos passar pela tempestade para chegar à bonança. Como nasci no comecinho da década de 80 e esta esperança no país do futuro era comum a todos os mais velhos, passei a acreditar nisso. Mas acreditava por acreditar.
Ocorre que escutando por escutar e acreditando por acreditar, o mundo deu algumas voltas e o Brasil se tornou realmente aquele país do futuro (agora presente), e as verbas realmente começaram a sair das mãos das mídias tradicionais.

Professores acertaram, a televisão acertou, e todas estas mudanças se tornaram uma coisa só. Percebi que nosso mercado mudou porque o País mudou. Tudo caminha junto, misturado. Não existe uma coisa aqui, outra ali.

Este novo País criou uma geração de pessoas altamente antenadas e conectadas. A conectividade brasileira passou por cima das classes sociais, sexo, idade ou níveis socioculturais.

Repentinamente estávamos todos (grande parte) conectados ou com real possibilidade de nos conectar. E isso muda tudo. Tudo, mesmo. Muda o País, muda o nosso mercado, e mudam as pessoas.

Há alguns anos leio e escuto sobre os dois universos que vivemos: o on-line e o off-line. Me pergunto se eles ainda existem em separado, ou se viraram uma coisa só. Ora, não precisamos mais sentar em frente ao computador, nos conectar e esquecer o mundo off-line para estar on-line. Aliás, não precisamos mais nem mesmo do computador.

Estamos on-line enquanto também off-line. Quantos de nós não estamos fulltime logado ao Facebook (mesmo enquanto dorme), recebendo e-mails e sendo avisado da chegada deles durante o almoço de domingo junto com a família, ou fotografando alguma coisa diferente da rua e postando na rede enquanto pedalamos com os amigos?

Neste novo mundo, estamos sempre on e off-line ao mesmo tempo. Não temos mais opção, pois acontece sem que ao menos nos percebamos disso. Estamos sempre disponíveis como profissionais, como pessoas, mas, principalmente, como consumidores.

E se o consumidor está neste processo que mistura o on e o off, nosso mundo entra no momento em que chamamos de All-Line. E, all-line, este indivíduo ganha poder de influência, barganha e negociação.

Influencia, pois ele agora pode compartilhar com centenas ou milhares de pessoas as informações que as marcas dos nossos clientes querem que eles transmitam ou não. Assim, não podemos mais errar. Pior: não podemos acertar mais ou menos. Devemos ser precisos.

Barganha e negociação, já que agora podem, dentro do ponto de venda, analisar o produto que desejam comprar mas, ao mesmo tempo, buscar os preços dele em outros locais. Mais que isso, buscar na rede se existem similares a preços mais atrativos.

Vivemos agora no Brasil do presente e em um mundo All-Line. Em lugar onde os consumidores estão conectados e com poderes que há alguns anos não tinham. Assim, precisamos tornar os produtos dos nossos clientes para vez mais relevantes a eles.

Nossas estratégias de comunicação, cada dia mais amarradas. Nosso pensamento, cada dia mais All-Line. Junto e misturado.

Fonte: Promoview

Deixe uma resposta