O mundo mudou e as empresas continuam agindo como há 20 e 30 anos

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O mundo mudou! E você pode pensar: “Mas esta não é uma informação nova.” Sim e a novidade, no âmbito das organizações, é como elas estão lidando, na prática, com os reflexos da mudança. Muitos empresários e gestores não estão tão atentos às consequências desta ou se estão, uma boa quantidade deles ainda não entendeu o que fazer, qual caminho seguir.

A evolução não segue uma linha reta. É exponencial e abrange múltiplos aspectos – tecnologia, informação, conhecimento, interação e comportamento. Com todo o cenário modificado, temos visto dois tipos de Organização – uma que segue o caminho completamente novo e a outra, que segue o caminho da inovação sobre bases existentes. O primeiro grupo é o das empresas nascentes nesta geração de mudanças e que transitam naturalmente pelos requisitos tecnologia, inovação, informação, integração e colaboração. O segundo tipo de Organização (que compõe a maioria) é o das empresas fundadas há mais de 20, 30 ou 50 anos, detentoras de vasta experiência em sistemas de gestão e processos de produção e que entenderam (algumas, pelo menos) que mudar é uma questão de sobrevivência. Que as novatas necessitam aprender muito sobre Processos, Estratégia e Gestão, sabemos, mas não será assunto deste post. Hoje concentro minha atenção nas empresas que, nascidas em gerações anteriores, estão vendo as mudanças ocorrerem e terem forte reflexo em seus negócios. Neste novo mercado, as lideranças e o modelo de gestão, antes imperadores, não mais conseguem bons resultados se continuam a agir com a mentalidade dos áureos tempos do seu nascimento e crescimento; se não tiverem somado à base estruturada, doses de criatividade, inovação e empreendedorismo. Para exemplificar o que quero dizer, vamos pensar em um dos aspectos que sofre constante interferência das mudanças: as Pessoas. O valor do trabalho, atualmente intelectual, a consequente busca pela independência profissional, o acesso ao crédito e o aumento do poder de compra, estão provocando uma grande evasão de colaboradores em indústrias de diferentes segmentos. Alguns destes são, hoje, menos atraentes do que outros. Este fato tem reflexo direto nos resultados das organizações, consequência da rotatividade de pessoal e da alteração no clima organizacional. É necessário mudar rapidamente a forma. A empresa precisará rever os processos de trabalho, o perfil de colaboradores que deseja, os modelos de contratação e como reter talentos.

Seguindo em frente, ainda no aspecto Pessoas, eis outro personagem central – o Cliente externo. Empresas, a forma de aquisição e consumo dos seus produtos, por eles, não é mais a mesma. Como eles veem, pensam e interagem com suas marcas, também não. Pronto, estão formados os gaps; as lacunas: os processos de gestão e operação continuam os mesmos, enquanto, fora da empresa, tudo mudou. Continuar utilizando unicamente a mesma visão e os pensamentos e ferramentas que deram resultado no passado é não cuidar para estar presente no futuro. Trazendo o raciocínio para o Marketing, é claro que propaganda, força de vendas ou ações promocionais são ferramentas indiscutivelmente necessárias e ainda valiosas. Mas a grande questão para as empresas que querem sobreviver no futuro é que, face à avalanche de mudanças, elas precisam implementar processos e utilizar ferramentas que contribuam para a sustentabilidade do negócio, que o alimente, o mantenha e o renove. As empresas estão longe de conseguir sua sobrevivência com a diminuição de preço, ações de propaganda ou promoções. Ao contrário, pela própria característica do mercado atual, entram em cena ações com foco nas relações contínuas e duradouras. Assume lugar principal o Relacionamento com os clientes externos e internos e com os grupos envolvidos nos processos da Organização, para a busca da afetividade e lealdade pela marca. Já pararam para pensar? Por ironia do destino, hoje, época em que é mais difícil obter a afetividade dos clientes (pelas inúmeras opções de ofertas e independência destes), é quando mais se depende dela.

Construir este Relacionamento é algo que as empresas precisam aprender daqui para frente. Servir através dos serviços, estar próximas e ser relevantes para eles. Senhores CEOs e gestores, parem para uma reflexão e planejamento: sua missão corresponde à real razão de existir? Sua visão inclui a sustentabilidade dos negócios? Se sim, este é o começo para a corrida contra o tempo e busca de equiparar (e superar) a realidade instalada. Relacionamento, Branding, Gestão da Cultura Organizacional, Inovação… Invistam em processos que mantenham suas empresas vivas.

Fonte: Administradores.com

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