Efeito Dom Quixote

Em primeiro lugar a teoria (teoria aqui no sentido de conhecimento formalizado e escrito) foi, é e sempre será eternamente ligada a prática. Uma prática, às vezes, se imortaliza quando vira teoria. E, às vezes, um pensamento teórico se materializa e vira uma prática. Vamos pensar que teoria-prática é um sistema que se retroalimenta. E assim se consolida e se perpetua um conhecimento. No entanto, alguns agentes do conhecimento na academia esquecem que para o pleno sucesso do sistema, ele, deve ser aplicado por completo. Sendo assim, de nada adianta alunos buscarem apenas saber, sem saber fazer. E de nada adianta professores repassarem saber, sem treinar, isso mesmo, treinar e desenvolver os alunos para saber fazer.

O ensino das ciências administrativas, bem como de outras ciências, necessita de uma reciclagem. Reciclar os métodos, as metodologias e a cultura que impregna as entranhas do sistema de ensino. Repensar o motivo pelo qual se valoriza muito, e as vezes apenas, os pesquisadores. Acredito que aqueles que realizam trabalhos de extensão e práticos podem ser mais valorizados. A mudança no sistema é unir a teoria com a prática.

Unir a teoria com a prática no ensino primário, secundário e superior é evitar um efeito que chamo aqui de “Efeito Dom Quixote”. As leituras em excesso dos livros de cavalaria (muito comum nos séculos XIV e XV) levaram um fidalgo ao êxtase. E, assim, intitulou-se Dom Quixote de la Mancha. Pensando possuiu aptidões necessárias, “tornou-se” um cavaleiro em busca de aventuras. Nestas andanças, ia junto seu fiel escudeiro Sancho Pança, que sem estudo, acreditava cegamente em seu amo. Introduzi isso para exemplificar que na teoria tudo parece ser possível, como eram os livros de cavalaria. O desconhecimento da realidade nos leva a combater moinhos como Dom Quixote. Os acadêmicos precisam conhecer que a vida profissional não é apenas combater moinhos de vento. O “Efeito Dom Quixote” seriam nossos devaneios e nossas paixões platônicas por uma teoria que pode nos deixar cego e obsoletos. Este efeito tem sua origem na valorização em excesso da teoria, e na não vivência, e na não experiência da vida real. Ficando isso em segundo plano.

Realizando uma comparação, a teoria seria os livros de cavalaria. Dom Quixote seria o professor, e os alunos seriam Sancho Pança. Como falei no inicio, a culpa dos problemas do ensino está no sistema. Porém, como no filme Tropa de Elite, é possível ir contra o sistema. Por isso, alunos insatisfeitos devem buscar conhecimento e experiências além do que é oferecido em sala de aula. Correr atrás das coisas é uma frase muito comum de ser dita para quem desejar buscar algo mais. Então, finalizo dizendo que se as coisas não estão como desejamos, devemos mudar primeiramente nossa visão de ver as coisas, assumir nossos erros, e posteriormente ter atitude para mudar. Como fez Sancho Pança que em certa altura, abandona e larga de mão seu amo.

Fonte: Administradores.com

A importância do planejamento nas empresas

O Planejamento hoje é moda nas empresas, mas a sensação que algumas instituições passam é que ainda não sabem o quão essencial é para eficácia de uma boa administração. Planejar significa traçar caminhos em metas, objetivos e valores de onde se quer chegar enquanto instituição. Com isto, o administrador cria uma força crescente e oposta à força imposta pelo movimento natural da entropia organizacional, de modo a se anularem e, consequentemente, alongar ao máximo o tempo de vida desta empresa nos negócios.

Porém, o planejamento não deve ser algo que sirva para estampar uma prateleira com uma bela capa e com um número de páginas imponente. Muito menos para formá-lo sobre um pensamento engessado. Partir do princípio que planejamento é um só e não necessita atualizações e nem mudanças, é um erro leviano e rude. É como possuir uma Ferrari com motor de um Fiat 147.

O planejamento útil deve ser aquele que presta atenção no macro ambiente, mas não se vira as costas para as atividades rotineiras mais básicas que mantém a empresa viva e respirando. Portanto, o conhecimento sobre o tema é indispensável, pois passamos a definir de maneira mais apropriada os processos de tomada de decisão, métodos de alcance de objetivos, quais profissionais estão dentro do perfil organizacional, em quais tecnologias investir e muitos outros pontos.
Importante ter em mente que o planejamento não é uma carteira de identidade: uma só para a vida inteira. Precisa ser revisado, precisa ser fênix. Faça nascer de novo, se necessário. Planejamento está mais para sensibilidade a mudanças. E hoje empresa que não muda, vira lápide.

Fonte: adminsitadores.com

A hora e a vez do turismo brasileiro

O Brasil vive um período de franca expansão no turismo, impulsionado pelos grandes eventos mundiais como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. De acordo com o Ministério do Turismo, em 2012, o setor cresceu 13,1%, em relação ao ano anterior. As 80 maiores empresas do segmento faturaram R$ 57,6 bilhões e empregaram 115 mil pessoas.E, em um cenário de crescimento acelerado e de ganhos de competitividade, o mercado interno poderá alcançar,no ano de 2014, o patamar de 500 mil postos de trabalho nas atividades características do turismo.

Mas estamos preparados para absorver as mudanças e receber o crescente fluxo de turistas em nosso País? O mercado dá a resposta.De Norte a Sul do Brasil, setores como o da hotelaria ainda estão carentes de profissionais qualificados e especializados. Os problemas atingem áreas diversas. Vão desde a oferta de um bom serviço de transporte público, escassez de táxis,dificuldades para encontrar vagas em estacionamento, alimentação…e por ai segue uma extensa lista.

A questão se agrava quando pensamos que uma significativa parcela de turistas é formada por estrangeiros, e esbarramos na barreira do idioma. Receber bem o turista é sinônimo de recebê-lo mais vezes no futuro e ter um grande aliado que vai sugerir a cidade visitada como destino para outros amigos. Por isso, é importante pensar longe!

Assim como cresce a demanda de mercado, cresce também o interesse de profissionais em se qualificar. De olho nessa necessidade, o IPOG inaugura, no dia 13 de setembro, a primeira turma do MBA Gestão Estratégica de Hotelaria e Turismo.

O Foco da pós-graduação é resguardar um espaço decisivo do mercado de formação empresarial na área de Hotelaria e Turismo. A preocupação em estabelecer competências para o segmento norteia o curso, procurando-se assim dotar os participantes de competências e ferramentas para o fortalecimento da capacidade de decisão e consequente melhoria do seu desempenho profissional.

“O curso é fundamentado nos pilares organizacional, operacional, ambiental e premia os alunos com a oportunidade da vivência de mercado através de estágios”, explica a professora e coordenadora do MBA, Telma Merjane.

“Isso diminui a distância entre a teoria e a prática. É um diferencial que permite focar nos aspectos da gestão estratégica e gestão operacional”, explica o também coordenador, Cláudio Costa.

Leonardo Ferreira Santos é gerente de uma grande rede de hotéis em Goiânia. Com 18 anos de experiência, ele já trabalhou em países como Estados Unidos e China. Na hora de comparar os serviços internacionais com os oferecidos no Brasil, as críticas são inevitáveis. “Ainda brincamos de hotelaria. Muitas redes conseguem oferecer o básico em conforto aos clientes, mas ainda estamoslimitados. E turismo envolve toda uma cadeia de serviços que precisa ser reformulada e melhorada”, observa Leonardo.

O gerente afirma que vai fazer o curso em busca de aperfeiçoamento. “Especializar é preciso. É uma forma de se valorizarenquanto profissional e de agregar valores para a empresa onde trabalhamos. Acredito que, por ser direcionado aos gestores, o curso tem o poder de abrir a visão do empresário e mudar nossa postura cultural que confunde servir bem com ser servil. E aí deixa de atender com qualidade o seu maior patrimônio, o cliente”, conclui Leonardo.

Fonte: Administradores.com

Evian lança embalagem assinada por estilista americana

A marca francesa Evian lançou no Brasil uma edição limitada com embalagens assinadas pela estilista americana Diane von Furstenberg. A garrafa traz em seu rótulo a frase "Water is life is love is life is water", na caligrafia da própria Diane, e o clássico coração vermelho.

Diane Von Furstenberg ficou famosa no mundo da moda por ter criado o wrap-dress (vestido-envelope). A edição Evian by DVF pode ser encontrada nos supermercados, restaurantes e hotéis de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Fonte: Administradores.com

Não basta planejar, é preciso executar

Empreendedorismo, planejamento e execução compõem o tripé do processo de evolução das empresas. O primeiro abre portas por meio da ação imediata dirigida pela dinâmica de mercado; o segundo corre em paralelo ao anterior, oferecendo sustentação para o crescimento contínuo da organização; e o terceiro efetiva o planejado que sustenta o espírito empreendedor inicial.

Portanto, falamos de uma relação interdependente, de um ciclo que se autoalimenta continuamente. Porém, ao observarmos a rotina empresarial, hoje constatamos o desequilíbrio desse conjunto que garante longevidade inovadora aos negócios, ou seja, mantém a empresa em pé.

Em tempos recentes, tivemos a ousadia de empreender, favorecidos por uma inédita estabilidade econômica. Fizemos do empreendedorismo nossa palavra-chave. Com o tempo, para sustentá-lo em bases consistentes, aprendemos a investir em planejamento, evitando as até então comuns correções de rumo em diferentes etapas do trajeto. Então, o que nos falta hoje? Execução. Mas como, se somos reconhecidos como empreendedores ou empresários de ação?

Acredito que a resposta a esta pergunta exija reflexão sobre onde está concentrada essa ação. Em especial, entre as empresas de médio e grande portes, ela se encontra “paralisada” na fase de planejamento. Explico: a ação está voltada à alimentação contínua da cultura de planejamento, o que impede a execução.

Observamos que essa parte do tripé empresarial, por trazer certo elitismo à estrutura organizacional, corre o risco de transformar-se em fim de si mesmo, perdendo seu papel de meio que nos leva ao fim, ou seja, à execução.

Na alternância do ciclo empreender-planejar-executar, constatamos que as empresas estão cada vez mais focadas na formalização de ideias que não saem do papel, minuciosamente planejadas e a todo momento complementadas com novas análises e documentações, o que nos leva a constatar, na prática, que as empresas se colocam na linha de perigo para atingir a excelência em planejamento e perder a vocação da execução.

Como afirmava Goethe, "não basta saber, é preciso também aplicar; não basta querer, é preciso também fazer”. Levando o pensamento do escritor alemão à realidade empresarial, devemos lembrar-nos de que não basta traçar o caminho, é preciso trilhá-lo. Isto é, não basta planejar o empreendimento, é preciso executá-lo.

Só assim podemos evitar o desequilíbrio que gera o risco permanente de sermos engolidos pelo mercado. Portanto, é preciso que as empresas retomem a execução, pois só assim estarão dando utilidade ao planejado e mantendo o equilíbrio do tripé que as sustentam.

Fonte: Administradores.com