Copa e Olimpíadas geram negócios e empregos

Com a proximidade da Copa do Mundo e a expectativa diante das Olimpíadas, o momento é de ebulição não só para os atletas, mas também para quem lida diretamente com esporte. Nas agências de marketing esportivo, por exemplo, o volume de trabalho aumenta à medida que a contagem regressiva para os eventos se acelera.

Para atender à demanda cada vez maior de empresas interessadas em fortalecer suas marcas por meio do esporte, muitas já pensam em ampliar seus times de colaboradores.

É o caso da Off Field, agência paulista de promoção especializada em futebol.
Criada há mais de três anos, a empresa conta, atualmente, com 20 funcionários.
Diante da perspectiva de crescimento de 180% somente este ano, os diretores estão em busca de profissionais qualificados no mercado, principalmente na área de produção e atendimento.

“Procuramos pessoas com boa formação em administração e publicidade e que tenham domínio de inglês, informática e experiência no mercado promocional.
Também é importante gostar de futebol,” diz Eduardo Corch, diretor de planejamento da Off Field, que registra faturamento mensal de R$ 50 mil.

Segundo Corch, as empresas têm percebido que o esporte oferece excelentes oportunidades para interagir com os consumidores, por meio da realização de diferentes ações de marketing.

“Na área promocional, por exemplo, as organizações tendem a realizar eventos, concursos culturais e sorteios, além de convidar clientes e parceiros para assistir aos jogos,” afirma Corch.

O momento é de aumentar e qualificar as equipes, além de estar bem estruturado para tocar não só os projetos que estão em andamento, mas também os que estão por vir. É o que tem feito Eduardo Leite, diretor da Klefer, agência carioca que já acumula 27 anos de experiência na criação, desenvolvimento e comercialização de eventos esportivos.
Para se ter uma ideia, a meta da empresa é crescer 25% ao ano até 2014.

“Para a nossa engrenagem funcionar, contamos com 31 pessoas no Rio, 48 espalhadas por outras cidades do Brasil e algumas no exterior. Será preciso aumentar o nosso quadro até o fim do ano, mas o número exato de contratações ainda depende do andamento dos projetos que serão executados”, diz Leite.

Além de ser responsável pelos amistosos do time da África do Sul contra o Cruzeiro e a seleção do Paraguai, a agência trabalha no desenvolvimento de centros de treinamento de futebol de areia em Lagos, na Nigéria. Para Leite, o volume crescente de investimentos no setor só confirma a premissa de que o futebol é um produto premium dentro do mercado esportivo.

“Com a Copa do Mundo, o momento é ainda mais especial. Os anunciantes querem, desde já, estar inseridos no universo da bola. Os campeonatos estaduais e nacionais estão valorizados. Chegou a hora da criatividade, do profissionalismo e da qualidade falarem mais alto por meio da criação de projetos inovadores”, afirma Leite.

O cenário promissor tem levado até agências de marketing promocional, com foco em eventos corporativos, a investir mais no esporte. A Rio360, por exemplo, já está de olho nos eventos eliminatórios que as federações esportivas vão trazer para o Brasil.

“Até 2016 o Rio vai receber cerca de dez torneios mundiais, com os melhores atletas do mundo.
Todo o marketing corporativo virá a reboque disso: a tendência é que, cada vez mais, as empresas usem o esporte para falar com o público final”, afirma o diretor Gaetano Lopes.

Com um currículo que inclui participações na Copa realizada no Japão, e no Mundial Sub-20, na Argentina, a Benza, de promoções e eventos, já está trabalhando em projetos ligados à próxima Copa.

“Fizemos parcerias com empresas ligadas ao futebol tanto no Brasil quanto no exterior para surpreender os clientes”, comemora Alexandre Chalom, diretor de Operações.

Por Agência Sebrae

Fonte: Promoview

Perdigão sorteia carros em ação promocional

Materializar os desejos de verdade do consumidor é a estratégia da Perdigão com o lançamento da Promoção de Verdade, que reforça o posicionamento e ativa o conceito da marca de forma impactante no ponto de venda.

A promoção – que acontece até 1º/06, em todo o território nacional – exigiu um aporte de R$ 15 milhões direcionados ao desenvolvimento da dinâmica, ativação no ponto de venda e ações na mídia.

Para concorrer o consumidor deve comprar um produto Perdigão participante da campanha (Hamburgueres, lasanhas, pizzas, pratos prontos e empanados), enviar o código promocional que vem na embalagem, via SMS, para o código 49202 e responder à pergunta: “Qual a marca que está fazendo a promoção de verdade?”
É possível ainda, participar pelo site.

Os consumidores concorrerão a mil prêmios instantâneos como celulares, microsystem, cafeteiras, câmeras digitais, DVDs, MP4, pranchas de alisamento, torradeiras, sanduicheiras e centrífugas de frutas.

Ao final da promoção serão sorteados dez Smart – carro compacto da Mercedes-Benz -, mas é preciso guardar a embalagem promocional para receber os prêmios.

Para explicar a dinâmica ao consumidor, a agência Y&R desenvolveu uma campanha na mídia tradicional que será veiculada no Estado de São Paulo, Rio de Janeiro e principais capitais do Sul do País.

Reconhecendo a importância das mídias sociais na divulgação das marcas – baseada, inclusive em uma análise e pesquisa desenvolvida pela Y&R – a Perdigão realizará ações focadas com blogueiros, twitteiros, mobile e geolocalização. Na sequência, durante o mês de abril, serão veiculadas peças publicitárias com formatos diferenciados, em diversos portais.

Considerada uma das maiores campanhas promocionais da marca, toda a dinâmica está regulamentada e auditada pela Caixa Econômica Federal.

Já o desenvolvimento do planejamento estratégico, a assessoria jurídica, a estruturação dos sistemas de SMS e internet são de responsabilidade da agência MR Promoções e Eventos. Além disso, a plataforma de atendimento do SAC, a logística de entrega dos prêmios e a operacionalização dos sorteios finais também estão sob a responsabilidade da agência.

Fonte: Promoview

U.S.Ring vence processo e patentes de empresa chinesa são declaradas inválidas .

A U.S. Ring, empresa de Saint Louis, Missouri, Estados Unidos, venceu na Justiça um processo por infração de patente, movido contra ela pela empresa chinesa World Wide Stationery Manufactering (que também vende seus produtos com a marca Benson). No final de janeiro, um júri federal, por unanimidade, declarou inválidas duas patentes da empresa chinesa.

Bob Premmath, presidente e CEO da U.S. Ring,disse ter ficado muito satisfeito com a decisão do júri. “O abuso do sistema de patentes pela World Wide foi rejeitado e esta é uma vitória não apenas para nossa empresa, mas para toda a indústria, que vem sendo estrangulada por um caso clássico de dominação do mercado e que utiliza, entre outros métodos, a exploração dos pontos fracos no sistema de patentes americano”.

A U.S. Ring foi processada pela empresa chinesa por infração de patente envolvendo seu mecanismo Insta-Clik, que é usado em pastas com ferragens de três argolas. A U.S. Ring, que fabrica ferragens de argolas desde 1913, é um fornecedor global e o último concorrente remanescente da World Wide Stationery. Em 2008, a World Wide começou a enviar cartas a empresas compradoras de pastas com Insta-Clik, alegando infração de patentes. Em 2009, as vendas de pastas de Insta-Clik haviam caído 90 % em relação ao ano anterior.

No processo, a U.S. Ring alegou que as patentes chinesas não apresentavam novas invenções e que alguns elementos que a compunham datavam do início do século passado. O júri aceitou as alegações e deu ganho de causa à U.S.Ring, após duas semanas de julgamento.

É necessário abrir os olhos

“O setor de marketing promocional precisa mesmo é de um bom curso de gestão empresarial…”, “Nossos administradores não entendem que temos uma empresa diferente dos demais setores…”, “Como fazer para que os clientes saibam que não há condições de trabalhar com este prazo de pagamento…”, “Mais do que qualquer MBA, precisamos de um que nos ajude a desenhar um novo modus operandi”, “Que nos valorize perante os nossos clientes” ou “governança corporativa? Para isso é necessário reciclar o conhecimento dos nossos executivos e administradores”.

Tantas vezes eu ouvi estas frases em reuniões e conversas. Lá na AMPRO criamos muitos projetos, mas não foi fácil trazer para a realidade. E escrevi algumas vezes nesta coluna sobre a importância de mudanças radicais e a educação. Agora não estou escrevendo sobre projeto, mas sobre uma realidade. E, trazida pelo Manoel Müller, profissional, professor e experiente colaborador de entidades de design. Trata-se de um curso-workshop de pós graduação. Depois de um bom tempo de pesquisa, estudo e articulação está lançando um novo formato de curso totalmente sob medida para trazer uma visão de administração integrativa. Para isso convidou uma equipe de especialistas e muitos assuntos diferentes e mesclar com sessões de discussão de casos reais.

Os empresários precisam mudar o olhar da administração e integrar com demais áreas das suas empresas que funcionam estanques. Mas, para isso é necessário o apoio e comprometimento dos empresários. Somente um novo olhar pode trazer novos resultados. Envolvidos na problemática dos nossos clientes e fornecedores, temos pouco tempo durante o expediente para discutir com devido distanciamento a nossa própria estratégia de negócio. Ter um lugar para fazer isso em companhia de especialistas é ter “tudo de bom”.

Fiquei feliz ao ver o escopo deste curso que está a altura da nossa expectativa e com possibilidade de melhorar a cada turma. Estamos fazendo a nossa parte e agora é a vez dos nossos empresários estudarem e liderarem esta mudança. Começa aqui uma nova parceria da AMPRO para mudar o padrão mental de muitos empresários. A mudança de patamar de inteligência das agências do nosso setor. Eu tenho que adjetivar para impactar mais, porque tenho a certeza de que poucos empresários perceberam que tem uma porta para melhorar a rentabilidade.

É preciso sair da letargia e rever o formato das agências mais tradicionais. Os nossos clientes já estão se movimentando para enxergar melhor o novo cenário de mercado e será uma pena a gente ficar para trás. Mas, por que eu estou falando deste formato particular de gestão com o lançamento deste curso? É porque eu acredito que ficará cada vez mais tarde reverter a situação crítica de uma parte do nosso mercado, mergulhado no círculo vicioso do cotidiano e sem fazer mudanças radicais na visão sobre o seu negócio.

Nada é por acaso. Se já sofremos há anos a dificuldade de baixa rentabilidade e estrutura instável, como vamos enfrentar as novas demandas como a inexorável necessidade de transparência e sustentabilidade na sociedade como um todo? Não há mais espaço e tempo para levar ao segundo plano a urgência de reconstruir e reinventar o atual modelo de negócio. Se não adotarmos esta postura proativa, estaremos decretando a morte de muitas agências. E é uma pena, quando finalmente somos a bola da vez. Vamos deixar para outros chutarem ao gol, incluindo aí até alguns aventureiros com pura sorte?. Ou vamos construir um novo caminho pautado numa nova Economia de mercado e atender novas necessidades?

Acordem da letargia, façam força para sair do lugar comum, façam mesas de discussão, chamem os especialistas, ouçam seus colegas, exercitem a mente e ajudem a trazer soluções estratégicas e resultados financeiros. Pois é chegada a hora de jogadores profissionais vencerem. Esses que sabem que existe uma Nova Economia de Mercado Emergente (ganha-ganha-ganha). Eles vão merecer o respeito do mercado de forma Transparente e Sustentável, verdadeiramente. E a AMPRO apóia esta iniciativa porque o conteúdo aponta esta direção.

Por Elza Tsumori, Desenhista Industrial, sócia diretora da Cia, Ativadora de Negócios, Presidente do Conselho Diretor da AMPRO e Conselheira Titular do Conselho Nacional de Turismo.

Fonte: Mundo do Marketing

Seda se reposiciona com foco na moda

Com mais de 40 anos, marca ganha produtos com nova fórmula, conceito e identidade visual

Aos 42 anos, Seda se reposiciona para manter-se uma marca democrática, sem deixar de lado a demanda crescente dos consumidores por produtos de qualidade superior. Para isso, o projeto da marca da Unilever, iniciado em julho de 2009, foca duas plataformas: os salões de beleza e a moda. Com uma estratégia que une ações de ponto-de-venda, promoção em eventos como o São Paulo Fashion Week e relacionamento com profissionais de beleza, a marca promove sua linha de shampoos cocriada por cabeleireiros de todo o mundo.

O processo de reposicionamento contemplou todo o universo de Seda e contou, até agora, com um investimento de R$ 125 milhões, de olho em um mercado que faturou mais de R$ 5,4 bilhões em 2008, segundo os últimos dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética (Abihpec). Os pontos de contato da marca com o consumidor foram reformulados, desde a composição e o perfume dos produtos, até a embalagem, que ganhou um formato mais adequado à pegada da mão brasileira. A estratégia também contemplou toda a comunicação para deixar clara a mudança.

“Seda entrou no mercado em 1968 e lançou versões para diferentes tipos de cabelo, quando ainda era comum usar sabão. A marca tem a inovação como prioridade, busca atender demandas que ainda não foram supridas”, diz Erik Galardi, Diretor de Marketing de produtos para cabelos da Unilever, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Marca cresceu 2,3 pontos em market share
Para surpreender o consumidor e apresentar a transformação de Seda, a Unilever não se restringiu a lançar produtos apenas assinados e recomendados por especialistas. “Trouxemos os experts para os laboratórios. Em parceria com cientistas, estes profissionais de fato co-criaram as fórmulas. Os produtos contêm ingredientes que são dicas dos cabeleireiros, utilizados por eles no salão”, explica Galardi (foto), da Unilever.

Ao todo são sete famílias de shampoos, condicionadores e cremes de tratamento para necessidades específicas da consumidora. As mudanças elevaram em 20% o custo do produto, mas o preço de Seda para o consumidor sofreu alteração de apenas 10% como parte da estratégia de manter a marca democrática e acessível.

Com penetração de cerca de 57% em todas as classes sociais, o reposicionamento de Seda garantiu um incremento de 2,3 pontos no market share e foi responsável por um aumento da participação da classe AB. De acordo com um levantamento desenvolvido pela Kantar Worldpanel, desde julho, um milhão de novos lares começaram a consumir a marca.

Moda constrói posicionamento mais Premium
O foco no mundo da moda agrada as consumidoras da marca, segmentadas a partir do seu comportamento, independente da classe social a que pertençam. “O ideal é sair da segmentação demográfica e seguir para o lifestyle da marca. O reposicionamento deve focar os benefícios de auto-expressão, a percepção que os consumidores têm ao usar o produto”, acredita Patrícia Pflaeging, professora do Certificate in Marketing Management do Insper, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Foi o que a Seda buscou ao associar seus produtos ao universo fashion. “Escolhemos a moda por duas razões. Primeiro porque cada vez mais o calendário de cabelo segue o de moda. Segundo porque o universo da moda ajuda a construir um reposicionamento mais premium da marca”, conta o Diretor de Marketing da Unilever.

Entre as ações realizadas com foco no mundo fashion destaca-se um salão-conceito montado na Rua Oscar Freire. A iniciativa realizada entre agosto e outubro teve como objetivo aproximar a marca dos consumidores e apresentar os novos produtos. No Seda Urban Salon, as convidadas recebiam um diagnóstico capilar e tinham seus cabelos tratados com a nova linha de Seda.

Parceria com o São Paulo Fashion Week
A ação fez tanto sucesso que foi levada para um stand na última edição do São Paulo Fashion Week. Patrocinadora oficial do evento, a marca ainda foi responsável por decorar a sala das modelos e transmitir o que acontecia nos bastidores. A Seda também promoveu, ao lado da Oi, o Oi Fashion Rocks, no Rio de Janeiro. O evento que mistura moda e música contou com os cocriadores da linha nos bastidores produzindo os cabelos das modelos.

Além do investimento em ações no universo fashion, Seda também aposta na internet. O site da marca é uma espécie de mini-salão virtual, com informações sobre os produtos, os profissionais e os tipos de cabelo. A Unilever também promove ações em parceria com blogs de beleza e está presente em redes como Orkut, Facebook e Youtube.

“A comunicação de massa não funciona mais e o espaço para materiais de ponto-de-venda estão cada vez mais restrito. É importante fazer ações que gerem notícias, repercutam em sites, editoriais e blogs, como foi o caso do salão-conceito na Oscar Freire”, aponta Julio Moreira, professor da ESPM e especialista em branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Seda Experts Club aproxima marca de profissionais
Outro passo fundamental para o sucesso desta nova fase de Seda é a aproximação da marca com os cabeleireiros. A Unilever criou o Seda Experts Club, uma espécie de clube de vantagens que oferece eventos e cursos para profissionais. Apesar de não ter planos para lançar uma linha específica para salões, a marca entendeu a importância de manter um relacionamento com o cabeleireiro, um dos principais responsáveis por influenciar a decisão de compra das consumidoras quando o assunto é cabelo.

O programa de relacionamento foi lançado com uma ação que levou os principais profissionais brasileiro para conhecer os experts em seus países de origem. A iniciativa tem como padrinho o cabeleireiro Mauro Freire, único brasileiro a participar da cocriação dos novos produtos de Seda e conhecido por cuidar do visual das celebridades Xuxa e Malu Mader.

Para Julio Moreira, da ESPM, a estratégia é arriscada. “No mundo em que eles estão comunicando, o produto não está presente. As marcas precisam criar relacionamento com valores verdadeiros. Se os consumidores não acharem Seda no salão, não serão convencidos a usarem o produto”, opina. Já Patrícia Pflaeging, do Insper, concorda com a estratégia da Unilever. “O reposicionamento não é apenas mudar a embalagem. É propor um novo conceito e comunicar isso, tanto para o consumidor, quando para quem influencia este consumidor. Não adianta conversar com a cliente, sem falar com os cabeleireiros. Mais do que impactar com ações, é necessário dialogar com formadores de opinião para que a consumidora tenha este aval”.

Outra forma de transmitir os novos valores para o consumidor é a partir do ponto-de-venda. Em farmácias e supermercados, a marca conta com materiais que destacam os produtos e disponibilizam promotoras para explicar as propriedades dos shampoos e fazerem um diagnóstico dos cabelos. No PDV, a empresa também desenvolve promoções com brindes e ofertas casadas de shampoo e condicionador, para estimular a venda de toda a linha.

Por Sylvia de Sá

Fonte: Mundo do Marketing