Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

A importância do mkt promo na visão de Eduardo Cunha

A evolução e a importância do marketing promocional, foi o tema da entrevista realizada pelo blogPro com Eduardo Cunha que já trabalhou em praticamente todas as “gigantes” do segmento promo (Bullet, Power4, The Marketing Store, Plano Trio, Aktuell, etc.), e que hoje trabalha como Coordenador de Produção da agência Rock Comunicação. Promoview reproduz na íntegra para seus leitores.

Eduardo Cunha: Trabalho com marketing promocional desde 1997, e neste ano completo 14 anos na área. Tenho ótimas referências de empresas e marcas onde participei de ações, como: Omo, Coca-Cola, Toddy, Tang, Marlboro, Johnny Walker, Philips, Nokia…

Iniciei a minha carreira nos “anos dourados” das promoções, época em que as empresas de tabaco aqueciam o mercado de promoção e eventos, e as ações eram excelentes em todos os sentidos: planejamento, criação e operações. Os cachês, nesse período, também não deixavam a desejar, nem para as equipes e nem para os fornecedores.

Hoje, poucas agências trabalham com excelência nessas três áreas, principalmente em operações. Na minha opinião, promoção atualmente está sendo operada, em sua maioria, por aventureiros. A título de exemplo, encontramos profissionais de outras áreas trabalhando em agências na área de produção/operações, sem o know-how necessário.

blogPro: Essas mudanças, para você, afetam o setor de que maneira?

Eduardo Cunha: Eu vejo isso como um problema, pois o departamento de operações não é um departamento somente de execução. Para operar é preciso entender os objetivos do planejamento, somente assim eles serão alcançados. Vejo também o departamento de operações como um auxiliador da área de planejamento, pois as informações de operações são fundamentais para as futuras ações.

E não é só isso. O profissional de operações precisa saber também sobre legislação, pois muitos trabalhos hoje em dia são planejados e criados, mas ficam a desejar na área de operações, pois são totalmente fora da realidade e dependem de autorizações e liberações de órgãos públicos. Sem estas informações, os que não a tem vendem meras ilusões para seus clientes.

blogPro: Que importância tem as ações promocionais para as marcas e empresas?

Eduardo Cunha: A promoção é fundamental para qualquer empresa. Ela é um dos pilares do marketing e, dentro desta seção dos 4 P’s, está o marketing promocional, que deve ser utilizado para atingirmos diretamente o público alvo. Importante também para que os produtos sejam lançados, divulgados, conhecidos, provados e aprovados. Lógico que os objetivos somente serão alcançados se utilizarmos um mix correto de ações.

É essencial que as agências tenham a inteligência para utilizar a ferramenta certa no momento adequado. O problema é que hoje, muitas agências só estão interessadas em executar o briefing, sem se aprofundar no real problema e necessidade do cliente para sugerir a melhor ferramenta. Exemplo disso, que já vi muitas vezes acontecer, é no meio de uma ação acabar os produtos em uma loja. Para alguns, isso é visto como o sucesso da campanha. Na minha opinião, isso é falta de um bom planejamento.

Concluindo, promoção é uma ferramenta de venda, mas é importante sabermos de que forma usá-la, para que os objetivos sejam alcançados na medida.

blogPro: Que fatores podem afetar positiva/negativamente uma ação promocional?

Eduardo Cunha: Sem dúvida, uma ação promocional é muito mais eficaz quando há um mix de ações: endomarketing, eventos, degustações, PDV, sorteios, campanhas de incentivo, concursos culturais, merchandising, entre outras positivações, sempre dependendo das necessidades do cliente.

O que realmente faz uma ação negativa é iniciá-la com verba escassa e sem definições antecipadas. Já vi muitas ações que, no meio do caminho, sofreram alterações. Isso é, sem dúvida, muito prejudicial para toda boa ação.

blogPro: Qual foi a melhor promoção que você já viu/fez? Como funcionou?

Eduardo Cunha: Com certeza, a melhor de todas as ações que vi e participei foi a de Marlboro Adventure Teen. Haviam equipes em shoppings, blitz nos bares e restaurantes, estandes em rodeios e festas. As equipes eram de altíssimo nível, tanto em comunicação quanto em aparência. As mecânicas também eram muito boas. Existia um jogo com perguntas e respostas realizadas em um notebook e outras atividades com muita aventura, paredes de alpinismo, giro-flex, tiroleza… Até boliche com pinos e ferraduras foram criados em alguns rodeios. Além disso, essa promoção teve como grande atrativo a carreta. Percebeu o mix de ações para uma única marca? Isso fez toda a diferença.

Todos os participantes se cadastravam para concorrer a uma vaga, que dava direito a uma viagem para o deserto de Utah (USA). Lá, os vencedores participavam de atividades como rapel, trilhas de jeep, rafting, cavalgadas, tudo com muita adrenalina! Todo mundo sonhava com essa oportunidade. E todos que trabalhavam com promoção sonhavam em participar desta campanha! Tive esta satisfação e, até hoje, mantenho um grande grupo de amigos que ainda estão no ramo. Criamos uma amizade pessoal e profissional e, o mais interessante de tudo isso, é que a maioria desse time, atualmente, ocupa cargos de gerência e diretoria da área de operações de grandes agências.

Fonte: Promoview

A evolução do mobile marketing em 2011

Há algum tempo estamos esperando pelo ano do mobile marketing, e posso afirmar que 2011 será o tão esperado ano. Como provar isso?

Há algum tempo, estamos esperando pelo ano do mobile marketing, e posso afirmar que 2011 será o tão esperado ano. Como provar isso? Simples: no Brasil, há mais de 21 milhões de celulares 3G, novas tendências surgem todos os dias desde o lançamento do iPhone em 2007 – a popularização dos smartphones, o lançamento do iPad e a expansão do mercado de tablets fizeram parte da propagação da cultura móvel.

Podemos observar que o mobile marketing está se consolidando no Brasil através de alguns conceitos-chave. Seguem abaixo alguns tópicos resumidamente, pois existem milhares.

SMS: Praticamente todas as empresas integraram as tradicionais campanhas publicitárias ou de endomarketing com interações por texto no celular do target;

Torpedo de Voz: Para reduzir equipes de call-center, pode-se gravar mensagens de voz de até 30 segundos e enviar para milhares de números ao mesmo tempo. É o melhor, é possível incluir call-to-action, o usuário pode interagir teclando números ou até mesmo ser transferido para algum ramal da empresa;

Short Code: Principal substituto da carta em ações promocionais. Antigamente, o envio de selos e de códigos de barras era feito para caixas postais especiais. Agora, é feito através do envio de um simples SMS;

Bluetooth Marketing: Consegue imaginar zonas de interatividade em shoppings centers, onde é possível receber conteúdos multimídia (wallpapers, ringtones, games, aplicativos e outros conteúdos) para dispositivos móveis? É, já existem alguns pontos de hotspots de Bluetooth em São Paulo e em alguns shoppings em outros estados. Outra novidade que deve aparecer este ano são ofertas coletivas, enviadas nas zonas de interativas, com descontos de até 90% para compra de produtos ou serviços.

Serviços Baseados em Localização (Location Based Services): Tendência fácil de perceber quando vivenciamos o crescimento das redes sociais como: Foursquare, Gowalla e o recém-lançado Google Hotpot. Dessa forma, é possível mostrar para todos seus amigos onde está neste momento, realizando o check-in;

Aplicativos Móveis ou Advergames: É possível desenvolver aplicativos ou games patrocinados, incluindo marcas nos cenários ou no background;

Mobile Payments (ou m-commerce): O pagamento através de dispositivos móveis é uma tendência cada vez maior no mundo; no Brasil, algumas operadoras investiram em serviços como o Oi Paggo, mas eles ainda não fazem sucesso. Há notícias de que um site de compras coletivas irá lançar essa tecnologia em breve.

Tendências para o ano de 2011? Existem duas: acesso às redes sociais via internet móvel e ações baseadas em geolocalização. Porém, acredito em outras duas: zonas de interatividade via Bluetooth e aplicativos móveis. Vivenciamos uma época em que o consumidor interage com as marcas e espera resposta imediata, o Bluetooth será o grande propagador de conteúdos para celular. Em outras palavras: será o meio, e o aplicativo móvel é o conteúdo propriamente dito.

Fonte: Portal dos Administradores

Micro e pequenas empresas puxam melhora na qualidade de crédito em 2010

Empresas do setor comercial foram destaque no ano passado, diz Serasa Experian

A qualidade do crédito fornecido às empresas brasileiras melhorou em 2010, segundo dados da empresa de análise de crédito Serasa Experian, divulgados nesta quarta-feira (19). Isso significa que o risco de calote diminuiu ao longo do ano passado.

O indicador apurado pela Serasa referente ao período de outubro a dezembro do ano passado ficou em 95,68 pontos – resultado mais elevado desde o terceiro trimestre de 2009. O índice avalia numa escala de zero a 100 a qualidade de crédito do setor produtivo – quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência.

Segundo a Serasa Experian, a recuperação da qualidade de crédito das empresas – lenta, porém consistente – reflete o crescimento econômico do país e do processo de normalização da oferta – tendência que se manteve durante todo o ano de 2010.

A melhora vista no último trimestre de 2010 foi conseqüência do desempenho das micro e pequenas empresas. Nas médias empresas o ano de 2010 encerrou com um ligeiro recuo de 0,03% na qualidade de crédito ao passo que nas grandes o avanço no 4º trimestre foi de 0,02%.

O maior direcionamento da atividade das micro e pequenas empresas ao mercado doméstico, em franca expansão, e a baixa dependência ao cenário internacional (…) estão entre os fatores que justificam a melhora mais acentuada na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas, não apenas no 4º trimestre mas também ao longo de todo o ano de 2010.

Apesar da melhora, as micro e pequenas empresas ainda apresentam maior risco de inadimplência se comparadas às empresas de maior porte.

Setores e regiões

A qualidade de crédito das empresas melhorou em todos os setores econômicos, mas o melhor desempenho ocorreu no setor comercial (alta de 0,08%). A forte expansão do consumo doméstico favoreceu a melhora de geração de caixa e, por tabela, a qualidade de crédito das empresas do varejo tanto no 4º trimestre como durante todo o ano passado.

Na indústria (0,04%) e nos serviços (0,02%) as altas foram mais modestas.

As empresas de regiões de menor renda, por sua vez, registraram os maiores avanços em termos de qualidade de crédito: Centro-Oeste (0,17%), Norte (0,16%) e Nordeste (0,08%). Sul e Sudeste obtiveram crescimentos de 0,06% e 0,02%, respectivamente, na qualidade de crédito de suas empresas ao longo do ano passado.

As regiões de renda per capita mais elevada – Sudeste e Sul – continuam à frente em termos de qualidade de crédito de suas empresas.

Fonte: Portal R7

Campanha "Doe um livro" supera expectativas

Ação surgida no Twitter recebe 98 mil livros somente na primeira quinzena de janeiro

A iniciativa para a doação de livros surgida no Twitter em 2009 e que usa a hashtag #doeumlivro já reuniu mais de 98 mil livros só na primeira quinzena de janeiro. A expectativa é que até o fim do mês o número ultrapasse os 180 mil livros, superando a marca total alcançada em 2009.

Como uma espécie de corrente para o bem, a campanha organizada por Heber Dias de Souza, José Luiz Goldfarb e Laura Furquim Xavier ganhou atenção especial quando foi abraçada por diversos twitteiros, que logo propagaram a hashtag #doeumlivrononatal. Personalidades como Maria Rita, Serginho Groisman e Paulo Coelho, entre outros, também deram sua contribuição retransmitindo o conceito.

O aval do Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed), que abriu as portas das Secretarias de Estados de Educação para que os livros sejam recebidos, legitimou a ação que também contou com o apoio da Droga Raia para postos de recebimento.

Atualmente, a ação tem parceria com a Fundação Abrinq, Exército da Salvação, Sempre um Papo e da Ong Visão Mundial. A Wizard e Rotaract Club (Rotary Club para jovens de 18 a 30 anos), além da Droga Raia exercem a função de postos de arrecadação em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Pará, além do Distrito Federal. No site "Doe um livro" as pessoas podem encontrar mais informações.

No dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, a rádio CBN abraçará a causa. A emissora transmitirá o programa apresentado por Milton Jung ao vivo, diretamente do Pátio do Colégio, local da fundação da cidade. O local se transformará num grande ponto de recebimento de doações.

Fonte: MM Online

Sazonalidade na internet é comparável à da televisão

Segundo a cultura chinesa, a vida humana, assim como a natureza, é feita de ciclos. A internet, ‘construída’ por pessoas, também está sujeita às sazonalidades na audiência. A procura sazonal por conteúdos está diretamente ligada a eventos que mudam o cotidiano por determinado período. E, embora as redes sociais tenham se tornado o principal interesse dos brasileiros, os assuntos e o comportamento seguem rotina semelhante à das emissoras de TV.

Em janeiro, por exemplo, ganham mais audiência as notícias de clima, os sites de automóveis e de finanças pessoais, segundo dados do IBOPE Nielsen Online. Em maio, o espaço é para as mensagens e cartões de Dia das Mães. "Julho, por conta das férias escolares, é de longe o mês com a maior média de audiência", afirma o analista de mídia do IBOPE Nielsen Online, José Calazans. Nesse caso, as páginas mais acessadas são as de jogos, vídeos e, claro, as redes sociais. No fim do ano, ganham destaque as compras online, informações sobre vestibulares, as mensagens de boas festas e, nos últimos dois anos, Mega Sena da Virada.

Semelhante à Copa do Mundo e às eleições, o "reality show" "Big Brother Brasil" está entre os eventos de maior procura sazonal na web, entre janeiro e março. Segundo dados da Globo, o site do BBB11 registrou no primeiro dia do programa 1,3 milhão de acessos, 48% mais que no primeiro dia da edição passada. O número de páginas vistas foi de 8,4 milhões, ante 3,1 milhões do BBB10.

O programa também ficou entre quatro dos dez termos mais buscados pelo Google na semana passada. Nas redes sociais, o programa rendeu mais de 510 mil mensagens até o dia 11. "Eventos que geram uma comoção social, como novelas e "reality shows", catalisam a audiência", afirma o diretor de desenvolvimento editorial do iG, Caíque Severo. O portal é o quarto em audiência, com 23,2 milhões de visitantes ao mês, depois de Google (33,6 milhões), MSN (32 milhões) e UOL (26,8 milhões).

Segundo Severo, a internet funciona como um canal de conversa paralela à mídia convencional. Com a chegada de novos usuários da classe C, que assistem mais TV que as classes A e B, a tendência é que a programação das grandes emissoras motive mais audiência nos portais e redes sociais.

No portal Terra, que conta com uma audiência de 22,1 milhões de visitantes por mês, a situação é semelhante, afirma o diretor de inteligência de mercado do portal Terra e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Coutinho. "A sazonalidade de conteúdo na internet tende a se tornar cada vez mais semelhante à de outras mídias, por conta da popularização do acesso à web", diz.

No portal Terra, como no iG, os temas que despertam mais interesse dos usuários são os sites de celebridades, informações sobre esportes e noticiário mundial e nacional.

O diretor de audiência do Yahoo Brasil, Fabio Boucinhas, observa que além do "reality show", também têm uma procura maior neste mês as notícias sobre clima, condições de trânsito e até sites sobre dieta. "Muita gente resolve trocar de carro ou emagrecer para cumprir a promessa de Ano Novo e isso também influencia a audiência", afirma.

Para janeiro, a expectativa é de que haja um aumento na audiência de 10% a 15%, em função das férias esco lares e do BBB, diz Boucinhas. O portal não divulga projeção para o ano, mas para o executivo, em um ano sem Copa do Mundo e nem eleições, a preparação para a Olimpíada no Brasil e o primeiro ano de governo Dilma Rousseff devem garantir boa parte da audiência na internet. O portal tem uma média de 21,5 milhões de visitantes únicos por mês.

O diretor-executivo da consultoria ComScore, Alexander Banks, confirma que há mudanças na procura por conteúdo ao longo do ano. E, de modo geral, há incremento no acesso nas principais categorias. Até novembro de 2010, o acesso à internet nos domicílios e empresas no Brasil, considerando o público com mais de 15 anos de idade, havia crescido 19,7%, alcançando 39,3 milhões de usuários.

O tempo médio de acesso por mês não mudou muito. Em média, cada internauta ficou 26 horas e 54 minutos por mês na web, 12 minutos a mais do que no ano anterior.

Matéria publicada pela jornalista Cibelle Bouças, no dia 17 de janeiro de 2011, no jornal Valor Econômico de São Paulo sobre audiência de internet