Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Grupo Pontomobi chega ao Rio de olho nas oportunidades na área de mobile marketing

Crescimento da economia local e demandas criadas com a Copa e Olimpíadas levaram à decisão

O Grupo Pontomobi, que reúne seis empresas especializadas em soluções de mobile marketing, chega ao Rio de Janeiro.O início das atividades da unidade será anunciado oficialmente nesta sexta-feira, 10, durante o VI Mobile Marketing Breakfast, realizado pelo grupo com profissionais do mercado publicitário.

As oportunidades com a Copa, além das Olimpíadas, influenciaram na decisão da empresa, que vê o Rio como potencial para o desenvolvimento de projetos e ações de mobile marketing. Fernando Gouvea Filho e Rossana Giesteira comandarão os negócios no Rio e vão responder, respectivamente, pelas áreas de planejamento e novos negócios.

Os dois estão envolvidos na organização do próximo TEDxRio, iniciativa que surgiu em 1984 nos Estados Unidos e que será realizado em fevereiro na cidade maravilhosa, discutindo ideias e soluções inovadoras que transformem a realidade das cidades onde é realizado.

No caso carioca, o grupo de discussão será essencial para definir estratégias em um momento de grandes oportunidades e transformações dos negócios, em função dos dois grandes eventos esportivos que serão realizados na próxima década.

Fonte: MM Online

Mais consciente, consumidor brasileiro valoriza marcas ligadas a causas

Mercado brasileiro abre-se às causas, mas pede consistência

O brasileiro tem se tornado um consumidor consciente, atuante e atento às causas defendidas pelas marcas, sendo um dos que mais se engajam em todo o mundo. A conclusão é da pesquisa Good Purpose, conduzida mundialmente pela empresa de relações públicas Edelman e apresentada no Brasil pela consultoria Edelman Significa, idealizadora do portal Com:Atitude.

O estudo investiga o comportamento dos indivíduos acerca de causas socialmente relevantes e a maneira pela qual as empresas relacionam-se com elas. O levantamento – o único com este foco – foi realizado em 13 países e contemplou aproximadamente 7 mil pessoas.

De acordo com os resultados, é possível afirmar que o consumidor brasileiro tem alta predisposição para valorizar, recomendar e manter-se leal a marcas cuja atuação sobre propósitos seja consistente. Este panorama tem, a princípio, duas consequências: sinaliza um processo de maturação do mercado de consumo nacional, ao mesmo tempo em que abre espaço para que organizações invistam em causas com base em visão de longo prazo, legitimidade nas ações desenvolvidas e uma linguagem de comunicação que engaje sua audiência. As marcas que caminham neste sentido já angariam percepção positiva junto a seus públicos, como é o caso de Natura, Omo, Petrobras, Ypê, Coca-Cola, entre outras.

Mercado brasileiro abre-se às causas, mas pede consistência
A pesquisa Good Purpose traz, além dos resultados de 2010, um comparativo histórico feito anualmente desde 2007. A curva evolutiva dos números brasileiros demonstra uma elevação da crença na capacidade das marcas abraçarem boas causas, ao mesmo tempo em que se vê um aumento no descrédito das instituições governamentais como agentes relevantes para a garantia da qualidade de vida da população. Este panorama abre caminho para a atuação corporativa, sobretudo, diante de causas sociais e ambientais, dadas as notórias carências do país nestas duas dimensões.

Pepsi Refresh Project: um exemplo de propósito a favor da marca

Segundo o levantamento, inverteu-se o nível de confiança dos consumidores em relação a atitudes concretas das companhias sobre causas de interesse coletivo. Enquanto a crença em que as marcas realizam algo neste sentido saltou de 46% para 64% entre 2007 e 2010, a visão de que a maioria nada pratica caiu de 51% para 32% no mesmo período. Este dado reforça que – além da oportunidade para atuação em causas de diferentes naturezas, há um aumento na confiança pública em relação à participação empresarial sobre tais questões. Porém, é necessário agir com consistência, pois 57% acreditam que as marcas apoiam causas não por desejo genuíno, mas porque visam, somente, promover-se. É fundamental, por isso, que as empresas apoiem causas diretamente sinérgicas aos valores corporativos, de modo a expressarem a identidade da organização e ao mesmo tempo gerarem benefícios sociais, econômicos e ambientais junto a seus públicos.

Uma das causas principais citadas na pesquisa é a da sustentabilidade. Em 2010, 81% dos respondentes acreditam que a atuação conjunta entre empresas e governo é fundamental para a abordagem do tema. Por se tratar de um ponto crucial para o desenvolvimento do país, há grande predisposição para o apoio à criação de políticas públicas ambientais com forte participação da sociedade civil e do setor empresarial.

Embora em menor nível em relação a 2009, o brasileiro mostra-se mais propenso a comprar produtos de marcas que apoiam causas. Este movimento é proporcional ao vínculo estabelecido junto aos consumidores. Ao suportar uma causa, uma marca gera benefícios sociais concretos e, ao mesmo tempo, alavanca seu significado, gerando conexões perenes junto aos seus círculos de interesse. Dessa forma, elevada a confiança do consumidor, ele mostra-se altamente disposto a recomendar, comprar e priorizar marcas que tangibilizam suas propostas de valor em atitudes concretas relacionadas a causas. E o resultado financeiro não se prejudica com esta tendência: cada vez mais consumidores pensam que interesses sociais têm o mesmo peso dos interesses corporativos. O lucro, portanto, qualifica-se. Para Yacoff Sarkovas, CEO da Edelman Significa Brasil, as empresas são vistas positivamente pelos consumidores emergentes locais, pois são tratadas como parceiras dos indivíduos no processo de inclusão mercadológica.

O indivíduo se fortalece e demanda um novo engajamento

Outro diagnóstico relevante da pesquisa Good Purpose reflete-se no fortalecimento da autoestima do brasileiro no que tange à sua capacidade de ser um agente de transformação. Em comparação ao levantamento de 2009, sua confiança nas instituições governamentais decresceu de 62% para 52%. No sentido inverso – de 1% para 11% – deu-se o incremento da autoestima dos respondentes como potenciais defensores de causas.

O salto na crença dos consumidores em seus poderes individuais de envolvimento em causas demonstra um paradoxo que se apresenta mais forte entre corporações (forças institucionais públicas ou privadas) e pessoas. Neste cenário, o âmbito individual mostrou-se como um ponto forte no consumidor brasileiro. Nos últimos doze meses, grande parte dos respondentes engajaram-se em causas de algum modo, seja por doações ou ação voluntária. De acordo com Carol Cone, diretora de marcas e cidadania corporativa da Edelman New York, “não estamos diante da emergência de consumidores, mas de consumidores-cidadãos”. Para ela, o ato da compra assume outro significado: “não basta adquirir um produto; é preciso refletir sobre o que a marca entrega à sociedade”.

Este traço comportamental revela uma tendência mais ampla, que demonstra uma maior atenção do brasileiro sobre sua satisfação individual. Nos últimos quatro anos, o consumidor local tem direcionado seu foco de uma perspectiva coletivo-familiar para o campo pessoal. Passar o tempo com parentes e amigos, em 2007, era um rito muito mais representativo do que neste ano, quando atividades ligadas ao consumo e ao próprio corpo surgem como mais relevantes. Mesmo apresentando queda em 2010, o senso de comunidade ainda permanece forte entre os respondentes. Sobressai, contudo, o fortalecimento da relação experiencial do “eu”.

Ao passo em que o indivíduo se fortalece, mais ele deseja ser partícipe nas criações de produtos, serviços e, também, no apoio a causas relevantes. A emergência de relações colaborativas entre empresas e públicos adentra, neste panorama, a dimensão dos propósitos corporativos. Segundo a pesquisa, 84% dos brasileiros acreditam que, juntos, marcas e consumidores podem fazer mais por uma causa do que se atuassem de modo separado. Quanto melhores os vínculos entre marcas e públicos, maiores as possibilidades de atuação conjunta e, claro, de sucesso coletivo.

O envolvimento em causas mostra-se importante, também, para o negócio, seja para atrair talentos, investidores ou novos consumidores. Os respondentes mostram-se propensos a recompensar financeiramente ou participar ativamente do cotidiano das organizações que se envolvem com causas relevantes.

Causa como determinante na decisão de compra
O quinto “p” do marketing é o propósito. Uma das evidências mais claras sobre o amadurecimento do mercado consumidor nacional reflete-se no peso do propósito das marcas como fator essencial na decisão de compra. Se o vínculo é determinante para o sucesso junto aos consumidores, a atitude desempenha um papel fundamental em tais relacionamentos. Se em 2007 a qualidade era fator de análise preponderante (61% contra 38% neste ano), em 2010 a decisão distribui-se entre propósito social da marca (19%) e consequente lealdade (15%) – que deriva, obviamente, da força dos laços construídos junto aos públicos.

Programa Crer para Ver, da Natura: crenças e negócio, juntos

Neste sentido, percebe-se uma boa perspectiva de percepção pública no que diz respeito à realocação de verbas para investimentos concretos em causas socialmente relevantes. Existe um alto nível de confiança na possibilidade de atuação das marcas sobre tais questões. O cenário, portanto, mostra-se propício para o ambiente corporativo e os consumidores dispõe-se, inclusive, a pagar mais por isso.
Comunicar é preciso

Para gerar engajamento, é preciso comunicar com consistência. Na pesquisa, 82% dos respondentes acreditam que marcas devem divulgar sua atuação em causas para elevar o nível de conhecimento público sobre tais iniciativas. Porém, 79% creem que há excesso de comunicação de atitudes sem que haja real investimento nas causas apoiadas. Agir antes de falar é fundamental. E, mais do que isso, não se pode deixar de agir: 87% esperam que as marcas façam algo por uma causa.

Mais da metade dos entrevistados enxergam as marcas de produto como mais conectadas a propósitos sociais relevantes. No entanto, as marcas corporativas vivem um movimento de fortalecimento em relação a seus portfolios, gerando a necessidade de equilíbrio entre causas defendidas no âmbito corporativo e aquelas que envolvem diretamente os consumidores por meio dos produtos. A marca Omo, embora tenha ações específicas, por exemplo, dialoga com os princípios de atitude da Unilever, que recentemente fortaleceu sua marca corporativa por meio de uma nova arquitetura e consequentes ações de engajamento de suas audiências.

O Brasil diante do mundo
Se para o Brasil – que conta com uma grande parcela de “neoconsumidores” – comprar ganhou importância, o mesmo não se pode dizer em termos globais. Nos demais países, embora o senso de auxílio comunitário seja menor em comparação ao dos brasileiros, o tempo passado com família e amigos é maior. Este fator pode ser explicado por um retorno ao ambiente social privado decorrente da queda no poder aquisitivo em razão da crise – o que leva a uma introspecção do consumidor internacional em comparação ao Brasil. No que se refere ao envolvimento pessoal em causas, o brasileiro comporta-se de maneira semelhante aos índices estrangeiros.

Fora do Brasil, há uma maior crença no poder das empresas de atuar sobre causas relevantes. Embora em ambos os contextos a força individual tenha aumentado sua importância, os brasileiros conferem ao governo uma responsabilidade muito maior do que nos demais países, o que se deve tanto à maturação do mercado local como aos instrumentos voltados à qualidade de vida da população.

Entretanto, no último ano o brasileiro aumentou severamente seu grau de envolvimento em causas frente ao restante do planeta. No Brasil, 64% consideram-se mais engajados, em comparação aos 34% dos números globais. Sob a forma de doações, o brasileiro atua mais frequentemente, repassando recursos, em grande medida, mensalmente. Em outras nações, a prática é semestral ou anual, embora os montantes não tenham sido comparados na investigação. No geral, o brasileiro crê em seu poder e vontade de assumir causas, dado o otimismo que o cenário atual do país impõe ao seu modo de pensar.

O déficit apresentado pelo Brasil em termos sociais, culturais e ambientais afeta diretamente a percepção de seus habitantes sobre causas a serem apoiadas. Há muito o que fazer nestas dimensões, o que denota alta relevância para os consumidores locais frente aos números globais.

Além de considerar muito mais fortemente as causas em sua decisão de compra, o brasileiro o faz com mais frequência que o consumidor internacional. Além disso, os esforços de comunicação e engajamento das empresas nacionais mostram-se mais intensos face aos dados globais.

Existe uma grande expectativa do brasileiro sobre a relação com as marcas, principalmente no que tange à causa ambiental. Além disso, ele exige uma postura consistente – e não mais aventureira – das organizações diante dos problemas reais do país. E, neste sentido, a sociedade voluntaria-se a agir em cooperação com as empresas. Este movimento de crença e disposição é muito mais forte no Brasil do que em outros países.

Quanto aos setores econômicos, os brasileiros acreditam mais no envolvimento de empresas de comunicação, saúde, energia, tecnologia e biotecnologia, enquanto que globalmente os setores predominantes são de comunicação, saúde, alimentos e bebidas. No Brasil, empresas B2B ainda têm forte presença na construção de percepção positiva em relação a causas.

Para saber mais sobre as causas defendidas pelas empresas, o brasileiro valoriza muito mais o aspecto boca-a-boca e as informações no website das companhias, sobretudo pelos seus hábitos sociais e de acesso à internet. O contato interpessoal, no Brasil, é muito mais relevante no processo de formação de opinião acerca de determinada empresa.

Fonte: Mundo do Marketing

Compujob cria vale presente tecnológico

A Compujob, especialista em soluções tecnológicas, tem uma meta audaciosa neste Natal: doar cerca de dez mil vales presente até o dia 23/12. Para isto ser possível, criou o hotsite onde os internautas podem gerar um bônus no valor de R$ 100 para gastar nos produtos em oferta para a data natalina.

A promoção, disponível para todo o Brasil com frete gratuito, ainda oferece outra vantagem: os clientes podem enviar o vale presente para seus amigos. E a cada compra de PC ou Notebook realizada a partir do bônus enviado gerará mais R$ 50,00 de crédito para o internauta usar na compra de qualquer produto da Compujob. Não há limite de envio.

A ação faz jus à sua plataforma. O cliente não precisará nem sair de casa para configurar o seu futuro PC. Por interédio da ferramenta “Configurador de Computadores”, é possível montar uma máquina de acordo com a necessidade de cada usuário, inclusive calculando o preço. Além disto, das 8h30 às 18h30, os internautas podem sanar dúvidas com os vendedores por intermédio de chat ao vivo.

A Compujob está presente em quatro shoppings de Porto Alegre: Rua da Praia, Total, BarraShopping e Iguatemi. Além de estar disponível para todo território nacional por meio do site.

Fonte: Promoview

Virtual Target chega a 1 bilhão de envios de email marketing mensais

O avanço do marketing digital vem contribuindo para o cenário atual da VIRID Interatividade Digital, empresa proprietária das plataformas de email marketing Virtual Target e Zartana.

A Virtual Target hoje é responsável pelo envio de 1 bilhão de emails marketing por mês, número que representa a soma de ações digitais de mais de 3,5 mil clientes ativos, atualmente usuários da plataforma para campanhas promocionais, de prospecção, relacionamento, entre outras.

O cenário atual é fruto de um trabalho da VIRID com foco no aculturamento do mercado em relação à importância fundamental da aplicação das boas práticas de email marketing. O investimento constante em tecnologia e as novas funcionalidades implantadas na plataforma também contribuíram para esse resultado.

O sistema de envio e gestão de email marketing recebe continuamente atualizações que vão desde relatórios detalhados de acessos pelos destinatários, o que permite a mensuração completa do perfil do público, até investimentos em segurança como o token VIP (VeriSign Identity Protection) para acesso ao sistema e integração de campanhas com redes sociais como Facebook e twitter.

“Trabalhamos na plataforma com uma equipe de TI que faz pesquisas permanentes no mercado internacional para trazer o que há de mais novo ao mercado brasileiro. A automatização de processos é cada vez mais presente para que as marcas pensem nas estratégias de segmentação e customização de suas campanhas via email marketing, aumentando cada vez mais a audiência das mensagens por quem se interessa em ler o conteúdo desenvolvido para determinado destinatário. Além disso, nosso foco está em evidenciar a importância das boas práticas em prol do aumento do ROI – Return on Investment – nas ações de email marketing”, explica Walter Sabini Junior, CEO da VIRID Interatividade Digital.

O “boom” do comércio eletrônico, compras coletivas e clube de descontos também foi fator chave para o panorama que vive a VIRID. Hoje a Virtual Target atende a mais de 500 lojas virtuais, de pequeno, médio e grande porte, que buscam na ferramenta um de seus principais canais para chegar ao e-consumidor.

Para reforçar a mensagem sobre o uso correto do email marketing e promover um efeito em cadeia em relação à boa reputação de uma marca por meio de campanhas digitais, a VIRID mantém no ar um blog especificamente voltado para assuntos relacionados ao universo do email marketing. Atualmente o canal soma 18.000 page views mensais e traz conteúdo com entrevistas junto a especialistas de mercado, matérias, dicas e artigos que retratam a opinião de experts no assunto.

Para 2011, com os investimentos constantes em marketing online, a empresa prevê um crescimento de 100% no número de envios pela Virtual Target, chegando a 2 bi de envios pela plataforma.

Fonte: Revista Making Of

Visibilidade no PDV é fator de sucesso para lançamentos

Pesquisa da ToolBox detalha hábitos de consumo do shopper brasileiro

Uma pesquisa realizada pela internet com 1.488 participantes, homens e mulheres, entre 20 e 69 anos, das classes A, B e C reafirmou o que muitos profissionais de Marketing dizem há anos: visibilidade no ponto-de-venda é o principal fator para o sucesso de um lançamento. Neste quesito, os shoppings, que são sempre vistos como o centro das tendências, perdem espaço para os supermercados de rua, já que 53,7% compraram novos produtos neste modelo de ponto-de-venda, contra 15,2% nos estabelecimentos dentro dos shoppings.

A busca pelo conhecimento sobre o que motiva a compra de um novo produto fez com que a revista Supermercado Moderno encomendasse um estudo à ToolBox TM, empresa brasileira de métricas e indicadores de pontos-de-venda. Para chegar a um resultado relevante, a amostra foi composta por shoppers, compradores de lançamentos nos últimos três meses ou que tivessem essa intenção no mesmo período futuro.

A prinicipal característica do shopper brasileiro indicado no estudo da ToolBox TM é o conhecimento sobre o produto antes de chegar ao PDV. Isso muda a estratégia das lojas que, agora, devem se preocupar em disponibilizar o produto nas prateleiras e chamar atenção. “A importância de encontrar o produto na loja passou a ser fundamental para que o shopper o experimente. Isto demosntra como o ponto-de-venda é importante para estratégia de Marketing de lançamentos”, aponta Rafael D’Andrea, Diretor de Desenvolvimento da ToolBox TM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Novos hábitos e velhas soluções
Assim como a visibilidade no ponto-de-venda é o prinicpal chamariz para um novo produto, a publicidade na TV ainda é a ferramenta mais eficaz para que os shoppers conheçam as novidades do varejo. Dos 66% que disseram ter visto ou ouvido falar sobre um novo produto antes de comprá-lo, 27,7% obtiveram a informação diante da telinha, contra 13,5% que conheceram o lançamento anteriormente pela internet.

A pesquisa mostra ainda que 55,4% dos shoppers que compraram um novo produto decidiram no ponto-de-venda, enquanto 44,6% já havia planejado. “Para potencilizar a experimentação de um novo produto no ponto-de-venda, o ideal é usar material de PDV sucinto, convencer o shopper em pouco tempo e ajudar na decisão dele”, ensina Chan Wook Min, Presidente do POPAI Brasil, em entrevista ao site.

De lá para cá, o comportamento do shopper tem demonstrado aumento na percepção dos materiais de ponto-de-venda. A lembrança do material promocional aumentou desde 1998, quando registrava 44%; em 2004, 42%, e, em 2010, 71%. “Como as pessoas não têm muito tempo para receberem informações sobre produtos e lançamentos, pode ser que no PDV ele esteja buscando essas informações”, acredita o Presidente do POPAI Brasil.

Novidade X canibalismo
O levantamento aponta duas explicações para a busca por novos produtos. A primeira é a importância de investir em novidades, já que 58,5% dos participantes do estudo disseram que substituiriam as compras que normalmente fazem por um lançamento. “Por outro lado, o índice de canibalização de produtos é alto”, diz D’Andrea.

Uma das questões mais difíceis para o varejo é a fidelização do shopper. A pesquisa demonstra que os lançamentos têm niveis de fidelidade diferentes dependendo da categoria de produto. Há categorias que conseguem reter mais os shoppers e, por isso, podem ousar em lançamentos, como o caso do desinfetante Veja.

“Há 10 anos, a marca era composta por poucos produtos na categoria. Porém, a linha apresenta novidades constantemente com opções para diversas superfícies e se mantém lider de mercado até hoje com grande fidelidade. Por outro lado, o alvejante relançado como Vanish ingressou em uma categoria de baixa fidelidade”, analisa o Diretor de Desenvolvimento da ToolBox TM.

Exposição X visibilidade

Entre os lançamentos preferidos dos shoppers na catregoria de eletrodomésticos, a geladeira foi o produto comprado por 18,2% segundo a pesquisa. Já na categoria eletrônicos, 31,9% compraram TVs, enquanto os celulares com rádio e MP3 foram os itens mais vendidos entre as opções de aparelhos móveis. O principal canal entre o shopper e o produto, tanto em eletros quanto em celulares, é a internet. “Este é o grande portão de entrada para estas categorias. A tendência é que migre para o celular e plataformas móveis que possibilitem a comparação de preços de forma mais rápida”, afirma D’Andrea.

Outro movimento dos varejistas detectado no estudo é a adequação do sortimento de produtos ao desejo do shopper, dedicando mais espaço para itens mais desejáveis. Esta estratégia é diferente do que se vê hoje em lojas de eletro e celular, que expõem principalmente os produtos em oferta, de menor valor agregado, supostamente de olho apenas no aumento do tráfego na loja.

Segundo dados do estudo, a pior experiência que o varejo pode proporcionar hoje para o shopper é a falta do produto que ele busca na prateleira. Do total, 32% concordam com a afirmação de que este é o principal motivo de irritação quando buscam um lançamento no ponto-de-venda. “O Brasil tem muito espaço para lançamentos, mas não para arremesso de produto. Lançamento deve ser planejado, de acordo com o varejista e com pesquisa com shopper e não com consumidor. A visibilidade no PDV é o principal fator para o sucesso de um lançamento”, destaca D’Andrea.

Menos tempo, mais criatividade

Os estudos sobre os hábitos de consumo dos brasileiros se multiplicam. Tanto é que o POPAI Brasil, associação internacional de desenvolvimento e valorização do Marketing no ponto-de-venda, apresentará no próximo dia 6 o resultado da pesquisa "O Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados", que chega a sua 3ª edição desde 1998, ano em que a pesquisa foi feita pela primeira vez. Nesta avaliação, percebe-se o crescimento de compras de reposição e a velocidade cada vez maior do consumidor durante o momento de compra.

“O dado mais importante desta pesquisa com relação ao shopper brasileiro é a diminuição de tempo de permanência e das compras de mês, que estão sendo substituídas por compras de reposição”, antecipa o Presidente da entidade, ao Mundo do Marketing. O estudo do POPAI mostra que a compra de itens não-planejados é 125% maior que os itens planejados. Com a dimunição do tempo de permanência nas lojas, e por ser compra de reposição, o shopper só passa pelas gôndolas que lhe interessam.

“Como as pessoas estão sempre com pouco tempo, uma boa exposição de produto faz a diferença. Os lançamentos são inúmeros e em algumas empresas a estratégia é justamente lançar produtos. As propostas informativas de forma sucinta farão diferença nesses milésimos de segundo de decisão de compra”, completa Chan Wook Min.

Fonte: Mundo do Marketing