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A vida como ela é: Marketing Jurídico

Você faz marketing jurídico no seu escritório? Nem sabe o que é marketing ou marketing jurídico? Já ouviu falar em planejamento estratégico? Não?

Tá fu… e mal pago então.

Você não pensa no seu negócio? Você não quer crescer?

Acha que ficar com a bunda na cadeira vai fazer os clientes te procurarem???

Acorda!

O mundo é feito para as pessoas que pensam! O resto, é boi de piranha, massa de manobra! Ou se faz pelo menos o básico para se desenvolver ou vai ser mais um no mercado e melhor procurar concursinho público, pois a advocacia, com A maiúsculo não serve para pessoas como você.

E o que é o básico?

Fazer o seu planejamento estratégico. Como?

1. Analise seus produtos (tipos de ações e possibilidades de negócio) para ofertar a clientes;

2. Pense em quem você conhece que pode se interessar por estes produtos;

3. Trace um plano de ação para abordar e ofertar estes produtos/negócios ao público alvo;

Lógico, ululante, diáfano que não é somente estes três itens que irão fazer o sucesso! Este é o básico.

Outras dicas básicas:

1. Esteja presente na vida das pessoas não apenas por interesse, mas também para apoia-las/ajudá-las.

2. Não existe almoço grátis. Pense sempre em relações ganha-ganha, pois onde só um ganha o outro está sendo usado.

3. Seja ativo em redes sociais e exercite seus contatos por este meio também.

Quer mais que isto?

Primeiro: Faça o que já foi descrito. Depois, poderá evoluir além disto.

Posso garantir que estas duas primeiras etapas já surtem efeito e mais, não são tão simples de serem feitas.

Enfim,

+ Qual o grande segredo do marketing jurídico?

Relacionamentos.

+ Como fazer para desenvolver o marketing jurídico?

Com produtos, planejamento estratégico e planos de ação.

+ Como ele pode dar certo?

Com foco, pessoas certas e público alvo bem definido.

+ Estou mais perdido que cachorro em tiroteio, o que fazer?

Procure ajuda especializada (fazendo meu jabá: estou aqui, entre em contato!) e busque conhecimento prático (mais um jabá: nosso curso de marketing prático em Porto Alegre: http://priorita.com.br/curso.php?id=137)

E, por derradeiro:

Se você quer crescer no mercado, crie relacionamentos. Quer ser empregado qualificado, crie relacionamentos.

Agora, não gosta de relacionamentos, tem medo de pessoas?

Troque de profissão, quem sabe vá para a informática, onde a regra é lidar com computadores. Computadores são dóceis e só fazem o que o programador manda ele fazer… Agora na advocacia, ou se tem jogo de cintura, visão de mercado e negociação ou não temos clientes. E pior: O cliente nunca ou quase nunca quer fazer o que orientamos ele a fazer.

#Ficaadica #MarketingJurídicoPrático

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr

Fonte: Administradores.com

Respeito ao consumidor, o grande diferencial

As características de um mercado dependem do seu grau de maturidade e da cultura sob a qual se instala. Vejamos:

Se nos Estados Unidos você compra qualquer coisa, a utiliza, e não está contente com a qualidade ou resultado, você pode devolvê-la, praticamente a qualquer momento – "no questions asked" (sem que lhe façam perguntas condicionais para a devolução). Isso vai muito além do que você imagina, por exemplo: Se você compra um carro, pode devolvê-lo porque não está contente com a cor, modelo ou qualquer outra característica. Na devolução você será extremamente bem tratado e a empresa se esforçará para encontrar outro carro que atenda as suas expectativas. Ela não quer perdê-lo como cliente.

Como funciona no Brasil? Bom, todos sabemos… Se você compra alguma coisa (especialmente de maior valor agregado) e detecta um defeito, por exemplo, a maioria das lojas fará tudo para que você encaminhe à garantia e assistência autorizada, procurando por todos os meios evitar a troca; a não ser que você conheça muito bem o código de defesa do consumidor e ameace com o PROCON, coisa que nem sempre funciona, pois a loja sabe a dor de cabeça e a mão de obra que você enfrentará para levar sua queixa em diante…

Nos Estados Unidos você devolve um eletrônico com defeito e eles colam uma etiqueta "return to factory" (retornar para a fábrica); aqui ainda estamos na base do "receba seu problema de volta", "comprou, agora aguenta". Lá eles resolvem seu problema e pedem desculpas pelo inconveniente, aqui dizemos que "lamentamos muito, mas não podemos fazer nada a respeito…"

E há quem diga que o consumidor brasileiro anda muito exigente…

A verdade é que temos várias questões a equacionar. Nosso mercado é pouco maduro quando comparado ao norte americano; nossa questão cultural ainda fortemente influenciada pela ideia de "levar vantagem em tudo" coloca as empresas em guarda contra abusos dos clientes. Nas mesmas condições das práticas americanas, infelizmente, cansaríamos de ver consumidores brasileiros abusando do "respeito ao consumidor", comprando alguma coisa de que precisavam momentaneamente e devolvendo, após o uso, com alguma alegação criativa (o que, lamentavelmente, já ocorre com o boom de turistas brasileiros nos Estados Unidos).

É evidente que não podemos importar o modelo da realidade norte americana e aplicá-lo à brasileira, mas é também evidente que não podemos mais dizer ao cliente que comprou uma televisão LCD de 60 polegadas e que apresentou problemas no oitavo dia, que ele deve levá-la à autorizada…

Nosso mercado vem crescendo, a ascensão econômica da nova classe média beneficiou muito os negócios, mas as empresas ainda agem de maneira muito imatura no atendimento a reclamações e nas políticas de trocas e devoluções. É verdade que é preciso ser um pouco mais criterioso no atendimento às solicitações dos clientes (às vezes espertos), mas é igualmente verdade que um capitalismo já adolescente como o brasileiro deve parar de agir como criança e transformar o foco no cliente, de discurso, em prática. A maneira como nós atendemos nossos clientes frente a dificuldades, problemas e reclamações é pré-requisito fundamental das práticas de marketing e condição sine qua non para o encantamento e a fidelização!

Empresas que querem primar pelo atendimento diferenciado não podem esperar até que nossas características culturais se modifiquem, este é um processo muito lento. Estas empresas precisam encontrar maneiras inovadoras de tratar estas questões, especialmente enquanto seus concorrentes não o fazem, pois isso representa um excelente diferencial competitivo. Novas negociações com fornecedores se fazem necessárias para um maior amadurecimento da estratégia de encantamento de clientes e isso deve ser priorizado. As empresas não podem aguardar por um aumento ainda maior da concorrência, momento no qual todos acabarão realizando as mesmas práticas e o diferencial se esvairá no lugar comum!

As questões de Marketing são essenciais e fundamentais para o sucesso de um negócio e não podem ser tratadas sob a ótica do "é assim que as coisas funcionam aqui no Brasil". Estas questões estratégicas precisam ser tratadas sob a ótica que orienta o Marketing, ou seja: Como podemos gerar mais e melhores negócios por aqui!

Marketing é uma atitude, não um departamento!

Fonte: Cidade Marketing

Ainda não Esqueceu os 4Ps?

Segundo estudo de tendências da DOM Strategy Partners, o marketing como o conhecemos irá mudar radicalmente, tanto em propósito e convocatória, como em estrutura e operações. Os 4 Ps de Kotler morreram, de fato.

Assim como ocorreu com TI no início da década, que rachou em duas partes – o CIO com a parte de informação, processos e sistemas, e o CTO, com infra-estrutura, hardware, redes, etc – o marketing de hoje também se dividirá em dois, com dois diretores ou VPs, com verbas e responsabilidade igualmente importantes.

Caem o glamour e os gastos astronômicos sem réguas de valor gerado tão presentes na pouco confiável relação que existe hoje entre marketing e propaganda de massa (principalmente TV). Emergem como bottom line da ação eficaz do marketing variáveis mais afeitas aos interesses do consumidor e do acionista, tais como responsabilidade, transparência, gestão e alinhamento estratégico.

De um lado, estará o Diretor de Marketing de Reputação, a quem caberá o relacionamento com stakeholders, com acionistas, as ações de PR, a propaganda institucional, as ações de marketing cultural, esportivo e sócio-ambiental, o marketing da causa, etc. Seu principal objetivo será construir marcas, melhorar a imagem, gerar reputação positiva.

De outro, o Diretor de Marketing de Relacionamento ligado ao Customer Life Cycle, da venda/aquisição ao pós-venda, o marketing de estímulo e suporte ao comercial, que engloba do esforço de vendas ao marketing direto, de relacionamento e serviços, às ações promocionais, de merchandising, da experiência ao pós-venda, suporte, garantias, SAC, etc.

Atenção aqui leitor. Com a defasagem de eficácia do modelo tradicional dos 4 Ps, fazer marketing hoje significa, basicamente, dialogar de maneira transparente, contínua e valiosa com cada cliente. Essa frase, aparentemente simples, traz em seu enunciado um conjunto sem parâmetros de desafios às empresas e seus “departamentos” de marketing:

– dialogar quer dizer falar E escutar… E as empresas, além de falar muito – e muito alto – não sabem escutar
– de maneira transparente significa atuar com verdade, com sinceridade, com correção, assumindo falhas, aceitando críticas
– contínua quer dizer contínua mesmo… E isso também é difícil para corporações que possuem infinitos canais pouco eficientes, sobrepostos e não sequenciados (empresas em que CRM, por exemplo, não passa de uma abstração
– valiosa, ou seja, trazendo ofertas (mensagens, causas, bandeiras, informação, conhecimento, produtos, serviços, conceitos, tendências, ideias, pessoas, marcas, etc) relevantes sob o ponto de vista do outro – do cliente -, suficientemente interessantes, materiais e relevantes para o conjunto de necessidades, expectativas e percepções deste cliente
– com cada cliente – personalizado, individualizado, etc.

E tudo isso sem esquecer que ainda são necessários considerar preço, prazo, promoção, propaganda, pppppppppp, como condições básicas de competição. Também não se pode esquecer o chamado fator 2.0, que muda absolutamente tudo: esses clientes conversam entre si, nas chamadas redes e comunidades sociais (online ou não!).

Quem critica deve propor! Então lá vai…

Os seis pilares que redefinem o que quer dizer Fazer Marketing e que sustentarão esse novo modelo de marketing – o Novo Marketing – são:

– network marketing (marketing de postura aberta, estruturado em redes, comunidades, grupos, a partir de embaixadores e evangelizadores – os nós das redes)
– influence marketing (marketing holístico que entende a empresa como parte de diversas redes com diversos stakeholders que podem ajudar a construir ou destruir produtos e marcas)
– knowledge marketing (marketing amparado por informação, conhecimento, transparência e respeito)
– experience marketing (marketing planejado a partir da experiência interativa recorrente existente na relação empresa-marca-cliente-comunidade)
– personal marketing (relação individualizada da empresa/marca com seu cliente/consumidor, colocando-o na cadeia de valor da empresa
– reputation marketing (ações globais e institucionais pautadas em vetores como sustentabilidade, RSE, governança, transparência, ética, causas e bandeiras, gerenciamento de crises, etc)

Não concorda? Não compreende assim? Estamos exagerando? Quer cases e comprovações? Interaja conosco.

Fonte: Hsm.com

O papel da liderança é maximzar pontos fortes

A liderança consiste em maximizar nos liderados seus pontos fortes, e, em segundo plano, gerenciar suas fraquezas. Não somos melhores em tudo. Temos dons, predisposições naturais e, como líderes, precisamos saber disso em relação aos nossos colaboradores.

Nas empresas, o papel do líder é também fazer vir à tona o que o colaborador tem como ponto forte. Se você necessita de um vendedor, precisará de gente comunicativa, atenciosa, espontânea. A partir daí, precisa buscar pessoas com esses pontos fortes. Se você precisa de um auxiliar de escritório, terá de encontrar como ponto forte a rapidez, agilidade, capacidade de organização.

Todas as pessoas têm algo de melhor para entregar, mas, precisamos reforçar aquilo que elas mesmas reconhecem como pontos fortes e, como o coelho aparece na cartola do mágico, o “melhor” das pessoas também vai surgir… a melhor parte é que isso não é um truque.

Há muitos talentos não sendo aproveitados nas empresas. Os líderes não se preocupam em descobrir os pontos fortes das pessoas e tentam ensinar, por exemplo, quem ama vender, a trabalhar no setor de cobrança e quem adora ficar por detrás de uma mesa conferindo documentos, a vender.

É como o pai que é médico e força seu filho a cursar medicina, mesmo que o menino sonhe em ser fuzileiro naval. Quase sempre que forçamos as pessoas a seguirem determinadas carreiras, mesmo que elas não tenham qualquer vocação, ganhamos profissionais medíocres no mercado de trabalho. Neste caso, é provável que ganhássemos um médico mediano, e perdêssemos um brilhante fuzileiro.

Obviamente que algumas pessoas se dão bem na carreira que seus pais escolheram, ou naquelas que o dinheiro foi o único atrativo para segui-la. É possível que aprendamos a gostar, e a fazer benfeito um trabalho que no início não era o sonho da nossa vida.

Pergunte para a pessoa qual profissão ela seguiria se ganhasse na loteria? Fora aquelas que dizem que não trabalhariam mais um dia sequer na vida, todas as outras vão revelar o grande sonho da vida profissional.

O que você faria, profissionalmente, se ganhasse muita grana na loteria? Sugiro que, mesmo que não ganhe, de algum modo corra atrás do que respondeu, por mais difícil que seja, porque é isso que vai lhe fazer feliz e vencer todas as tempestades que tiver de enfrentar.

Nós, líderes, temos que criar esse espírito nas pessoas, de sonharem mais, desejarem mais, de correrem atrás daquilo que lhes faz brilhar os olhos, bater mais forte o coração.

Às vezes podemos até não conseguir ser, por exemplo, o engenheiro que sonhávamos, mas, teremos orgulho de ser o melhor mestre de obras que o mundo já viu. Quem sabe não tenhamos forças para libertar em nosso liderado o potencial para se tornar o médico que ele sonhava ser, no entanto, se ele se tornar contador, por exemplo, poderá se tornar médico de empresas, curando seus problemas financeiros, tributários e fiscais.

Procure detectar os pontos fortes das pessoas que trabalham com você. Sem dúvidas, elas terão de realizar tarefas que podem não ser o amor da sua vida, afinal, todos nós precisamos fazer alguma coisa que não temos lá aquele amor por fazer, mas, que no dá dignidade de manter o sustento e o da família, de poder olhar nos olhos dos filhos e dizer com orgulho que compramos um tênis novo, e que, neste ano, ele vai ganhar a mochila nova que não pudemos comprar no ano passado.

Quando você conhece bem seus liderados, sabe o que eles adorariam fazer. Se tiver a oportunidade de deixá-los fazer isso na empresa algumas vezes, permita que façam.

Digo isso porque muitos dos colaboradores que tive eram excelentes músicos. Porém, não seria possível tocar música dentro de um escritório de consultoria. Ou seria? Claro que sim!

Várias vezes convidei meus colaboradores para “agitar” o escritório em épocas festivas, como festas juninas, onde convidávamos os clientes para virem assisti-los. Os colaboradores adoravam, e os clientes também.

Se você tem um operador de empilhadeira, por exemplo, mas ele adora informática, tanto é que está fazendo cursos para garimpar um cargo melhor na empresa, você pode, depois do expediente, ou, quando o trabalho dele estiver calmo, levá-lo até o escritório e permitir que redija alguma coisa, que acesse a internet e procure alguma notícia que você diz que precisa. Vai ver os olhos dele brilharem, e, como agradecimento, ele será o melhor operador de empilhadeira enquanto estiver nessa função.

Fonte: administradores.com

Como entender a etiqueta de seu ambiente de trabalho

São Paulo – Você está acostumado a frequentar aulas, lidar com professores, colegas de classe, estudar e fazer provas. De repente, o jogo muda. É preciso vestir roupas formais, pensar antes de dizer o que vem à cabeça, além de entender e atender a uma hierarquia composta de coordenadores, gerentes e chefes.
A chegada de um jovem ao mercado de trabalho é cheia de expectativas. A empresa quer ver logo o conhecimento e a criatividade do sangue novo. E o jovem tem ânsia de mostrar ao mundo a que veio.

Tanta ansiedade pode dificultar a leitura do ambiente de trabalho. Quando é a hora de pedir aumento? Como fazer sugestões para o chefe? Qual o momento certo de falar de uma promoção? Quando bate a dúvida e chega a insegurança, é preciso ter clareza sobre o que esperar da empresa e o que a companhia quer de você.

De acordo com a pesquisa Sonho Brasileiro, feita pela agência Box 1824 com jovens de 18 a 24 anos, 55% do público tem como maior sonho algo ligado ao trabalho. E 24% deles afirmam que seu maior objetivo de vida está relacionado à "profissão dos sonhos".

"Diante de tantos planos em torno do emprego, é esperado que num primeiro momento o jovem fique perdido e tenha dificuldade em lidar com o ambiente de trabalho", diz Danilca Galdini, sócia da Cia de Talentos.

Segundo a consultora, hoje essa "inadequação" é mais evidente por causa da educação que os jovens recebem.

"A geração anterior era treinada para entender ambientes. Quando uma criança aprontava, os pais olhavam feio e ela precisava sacar o que tinha feito. Agora, quando uma criança leva bronca, os pais explicam o porquê, eles ‘leem’ o ambiente por ela. A consequência é a dificuldade de entender sozinha o contexto de uma situação", diz.

Quando as dúvidas aparecem, o mais importante é não ter vergonha de perguntar. “Se tiver liberdade, fale com seu chefe. Senão, consulte o RH. Faça perguntas para entender como deve se vestir e como as pessoas da equipe se comunicam”, explica a consultora de carreira Vicky Bloch.
Ela ressalta que é essencial não entrar no mercado de trabalho só depois da faculdade: "Os estágios são importantes para aprender e começar a entender os códigos das empresas".
Copiar o comportamento de um colega de trabalho não é a melhor opção para quando bate a insegurança. "Isso pode inibir seu desenvolvimento, pois tolhe a própria sensibilidade. Para saber como agir é preciso ter um distanciamento das situações e se esforçar para analisar as posições de outras pessoas", diz Tiago Matheus, psicanalista e professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

Ruan Bianco, de 23 anos, quase caiu nessa armadilha em um momento de insegurança. Ele é formado em farmácia pela Universidade de São Paulo, mas o gosto pela área de negócios levou-o ao setor de inteligência de mercado da Daiichi Sankyo, empresa japonesa do ramo farmacêutico.

"Eu não entendia muitas coisas que meus colegas, formados em administração, diziam. Fiquei perdido e não sabia me posicionar”, diz. Depois de procurar a orientação de um coach, Ruan reverteu o jogo. “Comecei a usar meu conhecimento técnico como diferencial. Quando coloquei isso a meu favor, me destaquei, consegui reconhecimento e acumulei outra função”, afirma Ruan, que é analista júnior de inteligência de mercado — e agora também de novos negócios.

“Você deve pensar que precisa ser aceito sem ser igual aos outros”, diz Vera Martins, consultora e professora da Fundação Vanzolini. “É preciso saber o que aproxima e o que afasta as pessoas. Quando você mostra respeito pelo cargo do outro, gera uma emoção positiva nessa pessoa. Resultado: a pessoa vai se sentir querida por você, o que facilitará as relações com ela.”

Dependendo da cultura da empresa, para mostrar que se respeita um profissional mais experiente, deve-se pedir permissão para dar uma nova ideia. Analise antes se a hora que escolheu é a melhor — você pode não ser aceito, por exemplo, se chegar com uma novidade num momento em que a pessoa está insegura ou, ainda, na frente dos outros.
Conversar com o chefe direto é uma via fundamental para resolver os problemas. Mas, antes de chegar até ele, ouvir a opinião de colegas pode ajudar a clarear as ideias. É estar disponível para aquele papo no cafezinho, por exemplo. Isso pode ser muito bom para conhecer o funcionamento de seu departamento, os códigos e até os tabus que há por ali.

O apoio da família também é importante. “Seus pais sempre terão algo a agregar sobre seus problemas, não importa qual a profissão deles”, diz Daniela de Rogatis, consultora na área de educação em família. “Estudar sobre o assunto de que se tem dúvida dá mais repertório. Muitos problemas são resolvidos entendendo a história da empresa em que trabalha. É fundamental respeitar as estruturas existentes”, diz Daniela.

Para trocar ideias e se relacionar com tranquilidade, é necessário ter muita clareza do que é possível dentro da empresa. Caso sua expectativa seja uma promoção, pare e pense: "Será que onde trabalho isso é possível?" Antes de conversar com o gestor, analise o momento pelo qual a companhia está passando, se há condições para que essa subida de cargo aconteça.

"Vá entender primeiro o que é esperado do cargo que você tem e se, dentro disso, há algo que ainda esteja faltando, para depois falar sobre a promoção", afirma Danilca.

Fonte: Exame