Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Coca-Cola instala “Reimagine Beverage” no Texas

As ações de responsabilidade social, focadas no meio ambiente, estão ganhando amplitude a cada dia. Grandes marcas estão fazendo a sua parte e, com isso, contribuem para uma qualidade de vida melhor para todo o planeta. esta vez, é a Coca-Cola, que introduziu a “Reimagine Beverage” nos Estados Unidos, que vem complementar a sua extensa lista de projetos voltados à reciclagem.

O recipiente, desenvolvido pela Coca-Cola Reciclagem, em colaboração com a Environmental Products Corporation (Envipco), é concebido como um centro de aceitar as latas de alumínio usados e as garrafas de PET (não apenas com a marca Coke) e, em parte, fazer o processamento no próprio local.

A nova máquina pode “engolir” vários recipientes em uma única vez. Basta colocar as latas e garrafas em uma caixa especial e, em seguida, o sistema os coloca em um cinto. Depois, examina, classifica e os envia para serem esmagados.

A Coca-Cola vai instalar o seu piloto “reimaginar” em um shopping center em Arlington, Texas, no dia 30/11.

“A Remaigine pode armazenar até 65.000 latas amassadas. Mais de 95% das latas serão transformadas em novas latas e poderão estar de volta nas prateleiras dos pontos de venda em menos de 60 dias. Reimaginar pode armazenar até 18 mil garrafas. Estas garrafas serão transformados em novos produtos que você nunca pôde imaginar, como roupas, mochilas, tapetes, e até mesmo novas garrafas”, explicam os desenvolvedores do projeto no website.

Os consumidores recebem pontos para cada um dos itens que colocou no recipiente: eles podem usá-los para doar fundos para as escolas locais, por intermédio do “Programa Minha Conta Coca-Cola” ou entrar em um sorteio com a chance de ganhar prêmios.

“Nós sabemos que as pessoas querem reciclar, mas quando a reciclagem é difícil ou inconveniente, muitos recipientes de bebidas usados acabam como lixo. Acreditamos que a reciclagem vai crescer com a iniciativa da Coca-Cola com a Reimagine Beverage tornando mais fácil, acessível e divertido “, comentou John Burgess, presidente da Coca-Cola Reciclagem.

Fonte: Promoview

Marc Gobé fala sobre mídias sociais, autenticidade e marcas brasileiras

Especialista em marca destaca a importância de laços emocionais entre empresas e consumidores

O que as marcas devem ter para serem autênticas? O que devem fazer para conseguir a tão almejada confiança do consumidor? Como trabalhar no mundo digital e nas redes sociais? Essas e outras questões fundamentais para o Marketing nos dias de hoje foram discutidas pelo Mundo do Marketing com Marc Gobé, fundador da Emotional Branding, autor do livro de mesmo nome e um dos maiores especialistas em marca do mundo.

Num mundo com cada vez mais opções de escolha, as pessoas comprarão não apenas os produtos que têm qualidade e entregam benefícios tangíveis, mas marca emocional que tem a ver com sua personalidade, aponta Marc Gobé que, em janeiro, ministrará uma palestra para um grupo de brasileiros durante a NFR 2011, a maior feira de varejo do mundo.

Marcas como forma de expressão
“As pessoas estão comprando produtos não apenas porque elas precisam, como para comer ou se vestir, mas porque desejam expressar quem são. Isso é feito por meio das marcas. Se você escolhe por determinado carro, você mostra que tipo de pessoa é. O mesmo acontece com as roupas. As pessoas vestem peças que dizem algo sobre sua personalidade. Isso passa uma mensagem de que elas devem comprar os mesmos produtos porque eles são um reflexo de si.

Se você comprar um tênis Adidas, está pagando por uma marca que faz com que você se sinta um atleta profissional. Os consumidores se conectam emocionalmente às companhias com as quais eles se identificam. A sociedade precisa de razões para comprar, hoje a sustentabilidade pode ser apontada como uma dessas causas”.

A autenticidade das marcas
“A autenticidade de uma marca tem a ver com a sua história. Para algumas empresas isso tem a ver com a confiança que os consumidores podem ter nela. A empresa precisa oferecer qualidade e isso vai fazer com que as pessoas confiem nela. Se a companhia é uma indústria automobilística, ela tem que produzir o carro de maneira com que ele seja o melhor do mundo”.

Para se aproximar dos consumidores
“Antes de tudo as empresas têm que oferecer bons produtos, mas isso não é suficiente. As companhias têm que manter um diálogo com seus clientes. A mídia social é uma possibilidade para criar comunidades e saber o que os consumidores estão pensando.

Acredito que a urgência da nova geração e o poder das novas tecnologias fizeram com que a mídia tradicional perdesse espaço para a internet. Além disso, as pessoas passam mais tempo no computador e no celular do que vendo TV. E isso ainda vai acelerar. No futuro, as pessoas vão gastar ainda mais tempo com as novas mídias. Isso vai fazer diferença na divisão publicitária das empresas, mas elas ainda não vêem importância nisso.

Se você me perguntasse sobre o Marketing há dois anos, seria uma história completamente diferente. As marcas eram arrogantes e essas novas redes fizeram com que muitas empresas perdessem suas reputações. Hoje a reputação de uma marca pode ser destruída pela internet. No Twitter eu posso saber exatamente quem está falando sobre a minha empresa em qualquer lugar. Podemos saber o que realmente as pessoas pensam e, com isso, manter um contato direto com elas. No mundo de hoje, onde a transparência é importante, as pessoas querem ter um contato direto com as marcas, até mesmo os líderes que estão por trás destas marcas devem ser diferentes e as pessoas querem conhecê-los.

As empresas devem ter a capacidade de entender os novos padrões de compra das pessoas. As marcas devem criar iniciativas que causem um impacto na sociedade, como iniciativas de preservação da água, que fará com que as pessoas comentem sobre isso em comunidades on-line. Estamos falamos de autenticidade que faz as pessoas acreditarem na marca”.

Modelo Apple
“Os sites das empresas oferecem uma nova experiência, o que faz com que a pessoa não apenas conheça, mas descubra o produto. O que é mais interessante é que a Apple Store construiu a melhor experiência de varejo. Ela foi a primeira a fazer isso sem vender produtos diretamente. Quando você visita a loja virtual, descobre os produtos em um ambiente empolgante. É possível tocar nos produtos e falar com pessoas que te darão assistência. É um projeto completamente focado na experiência do consumidor.

O que a Apple está fazendo é construir uma base usando várias novas plataformas que eles controlam para criar uma experiência tão boa quanto o produto. Existem alguns sites que são tão bons quanto o da Apple em termos de experiência e serviço. Steve Jobs responde às perguntas no Twitter e faz com que sua empresa entenda seus consumidores e crie uma boa imagem e reputação em várias plataformas. É por isso que as pessoas são tão ligadas à Apple. No final das contas, o que importa hoje não é o quanto sabem sobre você, mas o quanto a sua marca pode ser compartilhada. Porque se ninguém falar sobre a sua marca, você está mal, está morto. Mas se a sua marca é interessante, as pessoas vão comentar sobre ela.

Todas as vezes que os nomes interessantes no mercado lançam um novo produto ou abrem novas lojas, os consumidores comentam. Não é só porque essa marca é a melhor e as pessoas querem comprar mais, mas é pela emoção por trás dela, o que ela faz para que eu mude a maneira de ver a vida. A grande responsabilidade da companhia é criar engajamento e, com isso, as pessoas se sentem felizes ao comentar sobre a marca.
O modelo da Apple é uma nova abordagem. A loja leva as pessoas para o site para comprar os produtos. Eles vão lá, experimentam e depois compram on-line. A estratégia é deixar à mostra os produtos que se tornam uma plataforma de relacionamento e de valor de marca”.

Diferenciação e preço
“Os consumidores pagarão mais se isso for importante para elas. As pessoas pagam muito por produtos como o iPhone e o iPad, mas não vão comprar outro produto que não seja tão bom e interessantes quanto eles. É importante que as marcas entendam o desejo das pessoas e as façam pagar um valor a mais por isso. Elas devem estar de olho nas tendências. Se a moda é usar rosa, as marcas têm que explorar essa possibilidade antes, pois se não fizerem isso em um mês perdem a chance de vender seus produtos. Temos que responder às tendências rapidamente. Existe uma demanda de pessoas com dinheiro para comprar, mas se não houver o produto que elas desejam, as marcas perdem a oportunidade de vender. As pessoas têm coisas muito mais importantes para comprar, há uma competição grande em cada mercado, e muitas opções para gastar dinheiro”.

Marcas brasileiras
“Conheço algumas marcas brasileiras que estão fazendo um bom trabalho, como a Havaianas, que tem uma loja ótima em São Paulo. Trata-se de um nome consistente com o qual os consumidores têm uma ligação emocional. Também amo a loja da Melissa. As pessoas encontram lá inovações e produtos com muita energia.
O Brasil pode ainda criar marcas globais interessantes a partir disso. Há nomes no Brasil que podem se tornar globais. Veja a indústria de café brasileiro que é enorme. Mas olhe para o Octavio Café e para a sua loja. É a melhor experiência de varejo em São Paulo e é um café. O Octavio Café poderia ser uma Starbucks porque tem autenticidade”.

Fonte: Mundo do Marketing

Pesquisa americana mostra que Sampling funciona

Quer que alguém compre seu produto? Então dê um grauitamente! Enquanto isso pode parecer contraditório, uma pesquisa realizada pela Arbitron prova que sampling funciona.

Mais de um terço (35%) dos consumidores que provaram uma amostra compraram o produto durante a mesma ida às compras. Segundo medição conduzida por telefone com 1.857 respondentes, 58% dos entrevistados disseram que comprariam o produto novamente depois de experimentarem.

Sampling, que atinge 70 milhões de consumidores por quartil, “é tanto um meio eficaz de atrair novos consumidores, quanto fidelizar aqueles que já consumiam o produto”, disse Carol Edwards, SVP de Vendas do Departamento de Mídia Exterior da Arbitron.

A pesquisa dividiu os consumidores em 3 segmentos: aquisições (aqueles que nunca haviam consumido o produto antes), conversões (aqueles que comprariam o produto depois de experimentar) e retenções (aqueles que já compraram anteriormente).

85% das retenções que provaram um produto disseram que comprariam novamente, comparados aos 60% de conversões. Quase metade (47%) disse que querem comprar o produto, 28% responderam que receberam amostras nos últimos 3 meses e deste grupo, 64% afirmou ter aceitado a amostra.

Talvez a conclusão mais surpreendente: quase ¼ dos entrevistados (24%) afirmaram ter comprador o produto experimentado no lugar daquele previamente planejado.

Fonte: O Melhor do Marketing

Cerveja estampa cliente em embalagem

Por maior que seja a timidez de um indivíduo, ele sempre gosta de ver uma imagem sua. No caso dos adeptos de uma cerveja, esta característica muitas vezes não existe, principalmente depois de saborear algumas delas. E, pegando carona no fato de que as pessoas gostam de aparecer, algumas empresas estão usando do artifício de colocar a foto de seus consumidores em suas embalagens, como forma de estreitar os laços de relacionamento.

Quem usou esta ferramenta promocional foi a cerveja belga Vedett, que convidou os “bonitões” de plantão do mundo todo para enviarem suas fotos para o site para que as mesmas fossem colocadas na “cervejota”. Dez mil unidades foram para as prateleiras dos supermercados no mês de fevereiro.

Os que não passaram pelo processo de seleção podiam encomendar sua própria garrafa e recebê-la em casa. Sendo assim, não precisava ser necessariamente bonito, bastava ter dinheiro para comprar um exemplar.

Fonte: Promoview

Liquidação demais afeta a lucratividade

Marcas e especialista defendem o uso racional do apelo promocional

O consumidor mais atento que percorre um shopping com relativa frequência percebe: é cada vez mais comum ver os adesivos de liquidação e de queima de estoque nas vitrines das lojas de vestuário e moda. Antes restrita ao fim das estações da moda, a venda de produtos a preços reduzidos já é feita a cada 15 dias por varejistas como a Zara e ganha força em todo o mercado após datas comemorativas como o Natal e o Dia das Mães, o que não é nada bom para o lojista.

A utilização deste recurso centenário importado dos Estados Unidos chega a representar mais de um terço do faturamento de algumas marcas de roupa no Brasil. Se a empresa vende 30% de seus produtos a um preço mais baixo, a sua lucratividade será reduzida na mesma proporção. A tendência é que haja uma diminuição ainda maior do lucro das empresas que embarcam no festival das liquidações, uma vez que as queimas de estoque estão sendo antecipadas e até variáveis incontroláveis como o clima afetam na demanda.

As liquidações fazem parte do negócio do varejo. O problema está no efeito manada que acontece com uma loja remarcando preço atrás da outra. “É um absurdo queimar estoque em pleno verão. Há um desespero para vender”, aponta Lauro Wöllner, sócio da grife carioca Wöllner. “Está uma loucura. É uma reação em cadeia e todos vão reagindo. Se não entrar (na onda de liquidação) acabamos perdendo venda. Não podemos demorar para seguir”, relata Thais Simonassi, Gerente de Marketing da Cavendish.

Há alternativas
Se chove no verão e faz sol no inverno, a coleção da estação perde o seu apelo. “Não tem como se preparar porque o clima está improvável. Teve inverno quente e verão com chuva em São Paulo”, afirma o Professor Doutor Marcos Cortez Campomar, Coordenador do MBA Marketing de Serviços da FIA/FEA/USP. Ainda assim, há formas de minimizar os riscos. “Tem que olhar a demanda e o estoque corretamente usando técnicas e estudos”, ressalta Campomar, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Uma das ações promovidas pelas marcas foi a diminuição no número de coleções lançadas durante o ano. Hoje, a média é de duas: outono-inverno e primavera-verão. Wöllner e Cavendish fogem do comum e ainda trabalham com novos produtos para o alto-verão. As lojas de outlets também continuam sendo uma alternativa. A TNG tem 14 pontos-de-venda exclusivos para produtos com desconto.

Outras formas de liquidar a coleção são as ações de queima de estoque pela internet. A primeira opção é no próprio site da marca, como faz a Osklen. A segunda, e cada vez mais utilizada, é vender pelos clubes de desconto como Superexclusivo, Privalia, Coquelux e BrandsClub. Com desconto de até 80%, marcas como Richards e Daslu aproveitam a onda do comércio eletrônico para escoar a produção que não conseguiram vender em suas lojas físicas.

Falsa lucratividade
A despeito da tendência do mercado, Wöllner e Cavendish não querem fazer mais liquidações do que já fazem. “É uma falsa lucratividade”, constata Lauro Wöllner em entrevista ao Mundo do Marketing. “As oportunidades de participação em bazares durante ao ano são definidas de acordo com a quantidade de produtos antigos que temos em estoque. Não pretendemos participar mais do que já participamos”, pondera Thais Simonassi, da Cavendish.

Quando têm que entrar na onda do mercado ou em ações promocionais, as duas marcas usam estratégias diferenciadas. “Tentamos qualificar as promoções para que não pareça liquidação. Pontuamos descontos em apenas algumas peças”, informa Wöllner. “Colocamos em promoção alguns produtos que não giram tão bem. É mais fácil o consumidor entrar na loja que ele gosta e está em promoção. O poder de atração fica maior. Quando ele está dentro da loja, as vendedoras o estimulam a combinar com outras peças que não estão em liquidação”, conta Thais, da Cavendish, ao Mundo do Marketing.

Há dois perfis de consumidores que compram em liquidação. O primeiro são clientes que querem aproveitar um preço mais acessível, mas que não deixam de comprar durante o ano. O segundo é o consumidor de oportunidades. “Certamente a maioria (que compra em liquidação) não pertence ao nosso público-alvo de costume”, constata a Gerente de Marketing da Cavendish.

Fonte: Fonte: Mundo do Marketing