Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Santander reforça marca com investimentos no Rio de Janeiro

Banco inaugura agência no Complexo do Alemão e apoiará revitalização dos Arcos da Lapa

O Santander levou sua marca para dentro do Complexo do Alemão. Foi inaugurada na última sexta-feira, dia 28 de maio, uma agência do banco na região carente no norte da cidade do Rio de Janeiro. Longe de ser apenas mais um ponto de contato, este projeto mostra que a estratégia do Santander no mercado brasileiro vai além do valor das ideias.

A escolha do local foi simples. O Santander mantém uma relação estreita com o Grupo AfroReggae, que tem sede na comunidade. Este mês, saiu do papel o Centro Cultural AfroReggae, inaugurado no dia 26 de maio, em Vigário Geral. Assim, o banco se fortalece no estado e a nova agência oferece oportunidade de trabalho para oito profissionais da região, além de promover a autoestima de toda uma população que, agora, poderá ter, pela primeira vez, uma conta corrente.

O investimento no Rio de Janeiro tem como objetivo resgatar a imagem da marca Real. Extinto após a fusão entre os bancos, o Banco Real deixou alguns “órfãos” da marca na cidade e este é o momento de reatar o relacionamento. Para isso, o Santander facilita as condições para se abrir uma conta. No Complexo do Alemão, basta ter renda de um salário mínimo para ser correntista do Santander.

Agência e marca na favela
São mais de 92 milhões de clientes no Brasil. No Rio de Janeiro o número chega a 1,4 milhão. Como a grande maioria da população pertence à classe C, o banco entende que é preciso oferecer serviços relevantes para estes clientes e hoje é possível fazer um empréstimo de R$ 50,00 com o objetivo de dar oportunidades para a maior parte da população.

Ajudando estes consumidores a crescerem, a marca do banco ganha importância na vida de pessoas que valorizam uma conta bancária como forma de adquirir uma identidade. “Estamos de fato interessados em dar essa identidade. Queremos ser um agente da transformação do país e não assinar um cheque e passar uma borracha na consciência. É de fato fazer coisas que ajudem a mudar”, resume Fernando Martins (foto), Vice-Presidente executivo de Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Santander, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apesar da iniciativa de abrir uma agência em uma favela, o Santander investe em outras frentes para trazer o carioca para dentro da estratégia de Marketing. O banco fez e planeja diversos projetos no estado do Rio dentro de um investimento de R$ 11 milhões para a cidade. Um deles é o Rio Praia Maravilhosa. A iniciativa disponibiliza 40 mobiliários que podem ser usados na prática de atividades físicas como ginástica e alongamento, na orla de Copacabana e em Vigário Geral. Nestes locais, os amantes do esporte contam com a orientação de profissionais de educação física para praticar os exercícios. A mais nova empreitada do Santander é apoiar a restauração dos Arcos da Lapa (foto), ponto turístico da cidade, que deve ser entregue até o final deste ano.

Santander, AfroReggae e Google
O foco no Rio de Janeiro é a aposta do Santander na criação de uma cultura de inclusão social, além de preencher a lacuna deixada pela marca do Banco Real, após a fusão. “O posicionamento do Santander não estava com a pegada de emoção que o Rio precisa ter. Formar esta cultura levará tempo e é preciso ter determinação. Temos um norte, uma ambição”, afirma Martins ao site.

O Santander quer ir além da instalação de 70 pontos de atendimento no Rio de Janeiro até 2013. A estratégia ganha ares internacionais sob o comando de Fernando Martins. “Quarta-feira, eu estava em Vigário Geral, inaugurando um projeto com o AfroReggae. Na quinta-feira da semana passada estive em uma reunião no Google, em Nova York. Nós vamos juntar os dois. Queremos criar um canal do AfroReggae no Youtube e já estamos colocando os tijolos”, completa o VP de Marca, Marketing e Comunicação Corporativa do Santander.

A inauguração da agência no Complexo do Alemão é parte do Programa Menor Renda, que oferece um posto de atendimento de microcrédito em um plano de crescimento e ascensão das classes sociais. Apesar dos conflitos entre criminosos e a polícia no Complexo do Alemão, a questão da segurança reforçada na agência não será diferente das demais. “A comunidade não quer uma agência cheia de grades. O esquema de segurança será igual a todas as agências, que possuem um plano adequado para cada região”, explica José Paiva Ferreira, Vice-Presidente Executivo de Varejo do Santander.

Por Thiago Terra

Fonte: Mundo do Marketing

Espaço Tendência da Feira EXPO BRÍNDICE 2010 apresenta brindes ecológicos, novidades do setor e cases de marketing de sucesso.

No Espaço Tendência da Feira EXPO BRÍNDICE 2010, expositores mostram novidades do setor, brindes ecológicos e cases de marketing de sucesso, com a utilização de brindes.

Adotando uma linha mais direcionada à geração de negócios, a EXPO BRÍNDICE 2010 – NEGÓCIOS E TENDÊNCIAS apresenta diversas novidades. Para criar um ambiente propício aos negócios, a feira traz, desde estratégias e ações de comunicação mais eficazes, até novas áreas de negócios, como o Espaço Tendência.

Criado com o objetivo de divulgar aos visitantes as novidades do setor de brindes, as tendências em produtos ecológicos e/ ou sustentáveis e os cases de marketing de sucesso, com a utilização de brindes, o Espaço Tendência é uma ótima oportunidade para os compradores conhecerem os lançamentos e tendências do setor, tendo, assim, ferramentas para elaborar campanhas promocionais ainda mais eficientes.

Além das novidades e dos brindes ecológicos, no espaço serão apresentados alguns cases de marketing de sucesso, com a utilização de brindes. Os visitantes perceberão como o brinde influenciou positivamente cada uma das campanhas promocionais apresentadas – por expositores ou por agências – e, a partir disso, repensar na importância da utilização do brinde como ferramenta de divulgação da marca e captação e fidelização de clientes.

Hellmann’s põe em campo seleção de comidinhas para aproveitar a Copa

Hellmann’s preparou um timaço de diferentes versões do bife acebolado para acompanhar a Copa do Mundo. Nesta terça-feira, 15, junto com a estréia da Seleção Brasileira, entram no ar os filmes da campanha “Novos Usos – Copa”, criados pela Ogilvy, na qual são apresentadas opções do prato para acompanhar os jogos do Mundial.

Serão veiculados três filmes com o jeitinho de preparar a receita na França (com ervas de Provence e champignon), na Argentina (com vinho e bife ancho) e na Holanda (uma exótica mistura com pasta de amendoim). Todas as peças foram feitas com nativos de cada país.

A marca também entra em campo na internet. Durante quinze dias, o portal MSN vai veicular o “Torneio do Bife Acebolado” – uma tabelinha com pratos inspirados na culinária de 19 países participantes da primeira fase da Copa (África do Sul, Alemanha, Argélia, Brasil, Chile, Coréia, Costa do Marfim, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Honduras, Inglaterra, Itália, Japão, México, Portugal, Suíça). As receitas estarão disponíveis também no site da marca – www.hellmanns.com.br – e na comunidade Recepedia (www.recepedia.com).

O clima da disputa chega, ainda, aos usuários do metrô de São Paulo (SP). Todos os dias será veiculada na TV Minuto – circuito de televisão interno dos vagões – a tabelinha do bife acebolado inspirada nos times que entram em campo na data. Quem quiser preparar a delícia em casa poderá enviar um SMS e receber a receita gratuitamente pelo celular.

Novos usos
A campanha “Novos usos” visa demonstrar as possibilidades culinárias da maionese, por meio de um prato simples e popular: o bife acebolado. Desde maio, a marca vem veiculando os filmes da série “Condomínio”, feito com personagens verdadeiros apresentando seus segredos para deixar a receita mais saborosa, sempre com um toque de Hellmann’s.

“Queremos apresentar todo o potencial gastronômico de Hellmann’s, explicando que o produto não talha, perde o paladar ou inibe o sabor da receita quando vai ao fogo. Pelo contrário, um toque de maionese pode dar nova cara aos pratos ou petiscos mais variados”, esclarece a gerente de marketing da marca, Bianca Shen.

Fonte: portaldapropaganda.com.br

Marketing esportivo vive momento de euforia

A realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil está contribuindo para o aquecimento do setor de marketing esportivo no País, com a geração dos negócios em projetos ligados direta ou indiretamente aos dois eventos. É o que afirmam grandes grupos de serviços de marketing e comunicação, como Traffic, Havas e ABC, que anunciam a entrada de aportes em projetos de gerenciamento de arenas esportivas, abertura de escritórios e consultoria a projetos de patrocínio e ativação ligados a esporte e entretenimento.

O Grupo Traffic, conglomerado que atua há 30 anos com marketing esportivo e outros negócios, como mídia, direitos de transmissão de campeonatos, gerenciamento de carreiras de jogadores de futebol, está apostando no gerenciamento de arenas esportivas. A divisão, chamada Traffic Arenas, foi criada há pouco mais de um ano e tem três projetos em andamento, com Palmeiras, Ponte Preta e Grêmio. “Além do contrato com a WTorre e com o Palmeiras, assinado no ano passado, há um memorando de intenções para gerenciar o estádio do Grêmio com a OAS, e outro, em estudo, em conjunto com a Ponte Preta e a Odebrecht”, afirmou Júlio Mariz, presidente da Traffic Sports. “Os patrocinadores estão direcionados ao futebol, a economia do futebol tem crescido muito, o que gera o interesse na construção de estádios”, completou.

Outro avanço da empresa nessa área se deu com a compra de 60% da Planmusic, no início do ano, para suprir os espaços das arenas com shows internacionais de grande porte. “Todos os nossos projetos de arenas multiuso têm esse perfil, de ter espaço para shows. A negociação de transmissão também pode ocorrer, vamos avaliar caso a caso”, disse. A expectativa é de que a área de entretenimento fature R$ 80 milhões até 2011 e que também traga novos contratos de patrocínio e ativação. A Planmusic trouxe ao Brasil shows de artistas como Beyoncé, Rolling Stones e U2.

Grupos Internacionais
O grupo francês Havas, sétimo maior conglomerado de comunicação do mundo que opera no País com a agência Euro RSCG e com a holding de serviços de marketing HVS, anuncia a chegada da Havas Sports & Entertainment, divisão esportiva que atua em 18 países. A meta é que em três anos a divisão brasileira da rede seja, ao lado do México, uma das cinco de maior faturamento, atrás apenas de França, Espanha e Reino Unido. Entre os clientes globais da rede, estão marcas como Adidas, Castrol, Coca-Cola e Hyundai Kia, todas patrocinadoras da Copa do Mundo.
“Já sentimos uma certa ansiedade dos anunciantes em saber como aproveitar os dois eventos esportivos no Brasil. Todos os grandes anunciantes estão avaliando uma oportunidade de vincular sua marca a esses eventos”, afirma Ricardo Reis, diretor-geral da HVS, controladora da Havas Sports no Brasil, que está em busca de um executivo local para comandar a operação.

A rede foi fundada há 12 anos na França e na Espanha e começou sua expansão mundial em 2003. A abertura da empresa em território nacional foi oficializada recentemente, com a vinda do diretor mundial de Operações da rede, Jérôme de Chaunac. Antes disso, o diretor-geral da operação espanhola Ignacio Iglesias, mapeou o mercado esportivo e de entretenimento brasileiro, visitando empresas que investem fortemente nessas áreas e agências especializadas, além de entrevistar candidatos à posição de diretor-geral da operação esportiva.

Segundo o executivo, a empresa pretende se estabelecer como um dos principais players de consultoria esportiva e entretenimento e de criação de projetos de ativação de marca ligados a patrocínios, que pode ser uma ação promocional vinculada ao patrocínio de shows e de eventos esportivos.
O interesse estrangeiro no mercado esportivo brasileiro também está se revelando em consultas às agências locais, para fechar parcerias. É o que afirma Geraldo Rodrigues, presidente da Reunion Sports & Marketing, do Grupo ABC. “Temos sido procurados por agências de fora para formar parceria. Estamos conversando com alguns grandes grupos internacionais e devemos fechar alguma parceria em breve.”

Na opinião do executivo, no momento há uma grande demanda por informações sobre a área esportiva no País. “O Brasil é um mercado muito atípico e distante de países europeus, tem uma logística diferente por ser um país continental e as grandes empresas precisam disso para saber como poderão fazer ações de ativação ou promocionais“, diz.

A agência tem forte atuação na área automobilística e de esportes radicais, com eventos como a edição brasileira da Fórmula Indy, da Stock Car e do X-Games, e gerenciamento de carreiras de esportistas como o piloto Luciano Burti. Nos últimos dois anos, cresceu 150% e atribui o fato ao maior interesse dos anunciantes em investir na área esportiva. “O marketing esportivo era pouco conhecido: muitas vezes era preciso explicar o que é. Nenhuma agência de propaganda tinha interesse em investir na área por que isso roubava a verba das agências em mídia. Depois dos Jogos Pan-americanos, e agora, com a Copa e as Olimpíadas, isso mudou”, conclui o executivo.

A área de mídia já está aquecida por conta dos dois grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil daqui a quatro anos (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíadas).

Fonte: Promoview

Especial: Shopping X Pólos de rua

Pesquisa mostra que cada vez mais um entra no segmento do outro em São Paulo

São Paulo é um centro comercial de varejo que não para de crescer. A cidade atingirá o faturamento de R$ 15 bilhões em 2010 levando-se em conta apenas as negociações dos 44 shopping centers. Os centros comerciais, que agregam 8.700 lojas na cidade, dividem espaço com os 300 pólos comerciais de rua.
Uma pesquisa da Parente Varejo & Pesquisa mostra que os aglomerados representam 5% da área urbanizada de São Paulo, o equivalente a seis mil quarteirões de predomínio puramente comercial.

Com a mudança de cenário se desenhando, os shoppings começam a avançar em direção aos consumidores de baixa renda. A mudança de estratégia dos grandes varejistas atrai e muda o perfil de compra da baixa renda, que passa a ter mais opções de consumo. A experiência de compra é a mesma para ambas as classes, mas os valores são diferentes. Esta é uma dificuldade que algumas redes varejistas enfrentam ao migrarem dos shoppings para os pólos de rua.

“Tem que haver esse ajuste para poder dialogar da forma que a população está acostumada”, afirma Juracy Parente, especialista em varejo e professor da FGV. As diferenças trazem vantagens para os dois modelos, assim como a parte ruim, que vai além das filas para pagar o estacionamento. Os pólos comerciais de rua em São Paulo têm mais facilidade de acesso, um alto potencial de mercado, são mais democráticos e as “barreiras” para entrar são menores que as impostas pelos shopping centers.

Vantagem para um, desvantagem para outro
A parte ruim dos aglomerados – segundo a pesquisa feita nos pólos São Miguel, Cachoeirinha e Capão Redondo -, é principalmente o número limitado de vagas nos estacionamentos, atrelado a um ambiente desconfortável, com pouca segurança e não-planejado. Já os shopping centers são o inverso. Apesar de serem localizados em áreas de difícil acesso para a massa e menos democráticos, os centros comerciais são mais amplos, têm mais vagas e oferecem segurança.

Estes aparentam ser um dos motivos para que os pólos comerciais ainda sejam invisíveis para algumas estratégias de Marketing de grandes varejistas. “Muitos empresários esquecem que eles existem. Há vida nos pólos de rua e os grandes varejistas estão perdendo enormes oportunidades por não considerá-los", acredita o professor Parente.

Se por um lado São Paulo detém 11% dos shoppings do Brasil que, juntos, devem faturar cerca de R$ 77 bilhões a cada ano, a baixa renda é responsável por mais de 50% do consumo de alimentos e de eletrodomésticos da cidade. Para entrar neste mercado, a estratégia de expansão das grandes redes foca pólos de rua dinâmicos como novas oportunidades. Este sinal de mudança deve evitar que outras empresas atinjam a marca da C&A, que tem 22 lojas em São Paulo, todas em shopping centers.

Mudança de estratégia para o PDV
Do outro lado da moeda estão a Marisa e a Renner. As varejistas instalaram lojas recentemente na Avenida Paulista, como um sinal de expansão para os pólos de rua. A Marisa hoje possui 16 pontos-de-venda em pólos comerciais e 11 em shopping centers. Já a Marabraz apostou no comércio de rua com 58 das 61 lojas instaladas em pólos de rua. Assim como a Casas Bahia que, das lojas na capital paulista, tem 77 em pólos comerciais e 36 em shoppings.
Tudo isto faz parte dos cerca de 170 mil estabelecimentos de varejo em São Paulo atualmente. O segmento de alimentos é o líder, com 37 mil lojas espalhadas na cidade. Moda e acessórios são responsáveis por 34 mil pontos-de-venda, seguido por eletroeletrônicos (20 mil) e materiais de construção (18 mil).

E ainda há espaço neste mercado. Os Centros de Comércio de Serviços (CCS) são um novo modelo para investidores. “Os CCSs são espaços para oito a 15 lojas, entre 60m² e 80m², que, por enquanto, são uma grande opção para o varejista voltado para as classes A e B”, explica Luis Henrique Stockler, consultor e diretor da Multicoisas.

Custo X Benefício
Estas são saídas encontradas pelos investidores do varejo para evitar o alto custo de ocupação dos shoppings. Além disso, as negociações para ter uma marca nestes centros de consumo de alta renda são costumeiramente longas e difíceis, provenientes da disputa com as empresas voltadas para as classes A e B.

Para tornar o business do Centro de Comércio de Serviços ainda mais atrativo, já se vê sistemas de segurança particular compartilhados pelos lojistas. O mesmo “risco” que o varejista tem de se transformar em uma grande corporação, deve ser considerado negativamente também.

O estudo reafirma que, além da falta de estacionamento, o ambiente sujeito a sol e à chuva dos pólos comerciais é um fator bastante relevante na escolha do investimento. O fator financeiro tende a ser bem mais favorável para os pólos comerciais, já que o custo de ocupação varia de R$ 50,00 a R$ 130,00 por m², enquanto no shopping o valor está entre R$ 100,00 e R$ 400,00 por m².

Por Thiago Terra
* com reportagem de Bruno Mello.

Fonte: Mundo do Marketing