Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Gelateria Parmalat faz campanha com “vacas” uniformizadas

Os clientes das lojas Gelateria Parmalat terão uma surpresa nessa segunda fase da Copa do Mundo. A rede investe na ação de marketing promocional “Goool de Vaca”. Serão seis modelos diferentes de vaquinhas em pelúcia, representando os países Brasil, Japão, África do Sul, Itália, França e Alemanha.

A ideia da Gelateria Parmalat era ter uma seleção de cada continente, por isso África e Japão. Itália, França e Alemanha porque o Brasil tem muitos imigrantes desses países aqui e, por serem fortes candidatas ao título. Além, é claro, do Brasil, a nossa seleção.

A mecânica da ação promocional é simples. Até o dia 11/07, nas compras acima de R$ 20, pagando mais R$ 3,90 e utilizando cartões Visa, o cliente leva a vaquinha. A compra também pode ser feita independentemente de consumo na loja e, para tanto, custará R$ 12 com pagamento em cartões Visa.

Fonte: Promoview

Duloren suspende anúncio contra pedofilia

A Duloren está divulgando comunicado esclarecendo que não teve intenção de ofender a Igreja Católica em sua nova campanha publicitária. A peça mostra uma modelo de lingerie em frente ao Vaticano. Ela mostra um crucifixo para um homem de costas, aparentemente, com vestes de padre. Diz o título: "Pedofilia. Não." A empresa informa que está suspendendo a veiculação do anúncio. Confira o comunicado:

Campanha contra a pedofilia:

A Duloren junto a Agnelo Pacheco, agência parceira para criação de suas campanhas, esclarece que em nenhum momento houve intenção de ofender a Igreja em sua nova campanha publicitária. Pelo contrário: tanto a marca, quanto a agência, apóiam as instituições religiosas e estão engajadas na luta contra a pedofilia em qualquer instância da sociedade.

O intuito deste anúncio é fazer um repúdio a todo e qualquer caso de abuso sexual contra crianças e adolescentes, uma vez que o assunto tem sido abordado com freqüência em recentes reportagens publicadas pela imprensa mundial. Além disso, a Itália foi escolhida como cenário para as novas imagens devido à beleza das locações.

Assim, a campanha não tem como objetivo ferir crenças religiosas ou fazer críticas a padres ou ao Vaticano. Por isso, a marca está retirando o anúncio das mídias sociais (Orkut, Facebook e Twitter) e vai suspender a veiculação nos mais de 20 mil pontos de venda do país.

A Duloren e a Agnelo Pacheco estão constantemente preocupadas em defender causas importantes para as mulheres e para a sociedade. A marca já realizou campanhas contra todo e qualquer abuso sofrido pelas mulheres, em prol dos direitos femininos e, ainda, focadas em outros problemas sociais, como as campanhas contra as queimadas e pela preservação do meio ambiente.

Por fim, as empresas lamentam se o anúncio foi entendido de maneira equivocada e ofensiva, e reiteram que jamais tiveram esta intenção.

Fonte: Vox News

Avon reverte lucro de bolsas para instituição contra o câncer

Acessório da marca Marimekko terá valor líquido revertido para o Instituto Avon

A Avon lança uma bolsa desenvolvida pela grife finlandesa Marimekko. O acessório está disponível nos folhetos da marca de cosméticos e no site do Instituto Avon por R$ 39,00. Todo o lucro líquido de cada unidade vendida, equivalente a R$ 20,00, será revertido à instituição que investirá na construção e no aparelhamento de centros de prevenção do câncer de mama no Brasil.

Por Rayane Marcolino

Fonte: Mundo do Marketing

Por trás das estratégias de Marketing do Itaú

Marca brasileira mais valiosa desenvolve ferramenta de ROI

Pesquisas constantes, ouvir o consumidor, estratégia de relacionamento, segmentação e comunicação consistente fazem parte da receita que o Itaú lança mão para ser, além do maior banco privado do Brasil, a marca mais valiosa do país. Caso atuasse globalmente, o valor de R$ 20,651 bilhões colocaria o banco entre as 32 marcas mais valiosas do mundo. Para ser o número um, o Itaú conta com 300 pessoas trabalhando o Marketing e a gestão de clientes.

No comando está Fernando Chacon (foto), Diretor de Marketing do Itaú. Em entrevista ao Mundo do Marketing, o executivo conta detalhes das estratégias do banco que vai desde a morte da marca Unibanco até uma novidade: o Itaú está trabalhando com uma ferramenta de Retorno sobre Investimento em Marketing que promete transformar a forma de atuação da instituição financeira quando o assunto é investimento em comunicação e em aquisição de clientes.

O grande diferencial do modelo desenvolvido em parceria com a Mckinsey vai além ao calcular o retorno de todo e qualquer investimento em Marketing, especialmente os gastos com publicidade e patrocínio, áreas onde a mensuração é complexa. “É um negócio muito poderoso, sofisticado e diferenciado que empresas de fora já estão querendo saber como estamos fazendo”, afirma.

Mundo do Marketing: O que vocês fazem para que a marca Itaú seja a mais valiosa do Brasil?
Fernando Chacon: Temos uma série de produtos e serviços financeiros que se não tivermos uma marca forte e robusta o consumidor simplesmente decide não investir. Por isso o peso da marca é muito importante. Fazemos isso com muita consistência. Desde ter uma presença forte junto ao consumidor com a cor laranja até a consistência da comunicação ao longo do tempo, com uma marca que existe desde os anos 1970. Ela sofreu evoluções importantes de modernidade ao longo deste tempo.

Mundo do Marketing: A questão de consistência na comunicação é importante. Para um banco, que é tradicional, manter a consistência significa não mudar muito. Isso ajuda?
Fernando Chacon: Não necessariamente. Você tem que ter uma plataforma de marca robusta. Tenho que saber qual é a visão da empresa, quais são os valores dela e como essas coisas se inter-relacionam com o atributo da marca. O banco tem uma expertise muito grande em fusões e aquisições. Ele é fruto de um grande volume de fusões e aquisições e por isso temos a robustez que temos hoje em termos de negócio. Ao longo de todo esse tempo, fomos incorporando atributos. No final da década de 1990 identificamos que aquele banco eletrônico que havíamos construído não era mais moderno, que estava ultrapassado.

Foi aí que criamos um ícone que o consumidor lembrar o quanto focávamos em canais eletrônicos na nossa relação. E aí criamos o i digital, que entrou para fazer uma relação do Itaú com a internet e hoje transcendeu isso. Quando vamos ao consumidor e perguntamos o que representa o gesto do i ele é inventividade, inclusão, proximidade e modernidade. Agora estamos incorporando o 30 horas porque vimos que tem aderência. Tudo é feito com pesquisa, é avaliado, é ponderado. Nada é feito sem ouvir a voz do cliente.

Mundo do Marketing: Como está sendo descontinuar uma marca que também é valiosa, como a do Unibanco?
Fernando Chacon: Por mais que pareça trivial pegar uma marca com alto nível de reconhecimento como a do Itaú, muito maior do que qualquer outra, e substituir por uma que também tinha, mas com um peso menor, não faríamos isso se não tivéssemos ouvido o consumidor. E o peso dos atributos da marca Itaú foi reconhecido como muito maior.

Mundo do Marketing: Depois disso, foi uma escolha fácil e obvia.
Fernando Chacon: Aparentemente sim. Mas na pratica não. Fizemos profundos testes junto aos nossos clientes, avaliamos o índice de rejeição das marcas perante diversos públicos, o que o Itaú representava para o cliente do Itaú, para o cliente Unibanco, para o não cliente, para os concorrentes, para o não bancarizado e o que o Unibanco representava para estes públicos também. O índice de rejeição de ambas as marcas era muito baixo e o nível de reconhecimento do peso e da força dos atributos da marca Itaú era sempre muito mais elevada que a do Unibanco. Também fizemos pesquisas com a marca fora do Brasil. Fomos à Argentina, onde as duas marcas têm operação, e ao México e aos Estados Unidos, onde nenhuma das duas marcas tem operação de varejo nem são reconhecidas e os atributos positivos do Itaú foram reforçados.

Mundo do Markeitng: As agências são importantes pontos de contato com o cliente. Tem diminuído o fluxo com a crescente utilização da internet?
Fernando Chacon: As agências têm uma importância cada vez maior na construção da nossa marca. Não tem diminuído, pelo contrário. Tem muita gente não bancarizada, as agências concretizam a solidez de uma instituição financeira e existe um papel que queremos desenvolver cada vez mais que é com relação a sustentabilidade. Por isso, estar próximo é muito importante.

Temos um conjunto de atividades importantes, mas ainda tem um baixo nível de reconhecimento que estamos dando foco a partir de agora. Temos hoje mais de quatro mil agências e devemos abrir mais 180. Só este ano, reformamos e transformamos em Itaú, mil agências do Unibanco dentro de um novo modelo de agência e de atendimento. Em menos de dois anos teremos integrado todas as agências neste novo modelo.

Mundo do Marketing: Ainda existe um grande potencial de clientes que não tem conta em banco. Quais estratégias vocês estão desenvolvendo para conquistar mais fatia deste mercado?
Fernando Chacon: Somos um banco orientado para as Classes ABCD. Estamos desenvolvendo produtos e serviços que permitam que todas as classes tenham relacionamento com o banco. Temos uma verticalização de negócios que faz com que consigamos atuar em todas estas classes com muito foco. O banco é extremamente segmentado. Temos o negócio de agências que o foco é atrair um público qualificado, temos o negócio de cartão de crédito com as marcas Itaucard, Itaú Personalité e Hipercard, e somos a marca mais presente nas redes varejistas para prover crédito para as Classes C e D, além do público não bancarizado. Temos financiamento de veículos, de casa para baixa renda e média e escritórios de privite bank para atender a elite brasileira.

Mundo do Marketing: O Personalité também tem toda uma característica especial.
Fernando Chacon: É um dos cases mais bem sucedidos de uma submarca. Cada ano que passa ele vai se superando em diferenciação. Temos um programa de capacitação e treinamento de gerentes que é muito forte. Se de um lado no varejo fazemos ações massificadas, no Personalité nossa preocupação é ter uma relação um a um. A marca Itaú Personalité tem alto valor, alta percepção, uma força incrível de sedução junto ao consumidor e se diferenciou de todos do mesmo segmento, tanto que hoje estamos utilizando o Uniclass mais voltado para o varejo, que é quem briga com o Prime (do Bradesco) e o Premier (HSBC).

A crise global ajudou porque o Personalité brigava com o Citibank, e, com a perda de força dos bancos internacionais, o Personalité recebeu um volume de investimentos estratosférico, o que não se reverteu depois da crise, manteve. Ele é um pré-private bank. Ele tem o melhor perfil de clientes do Brasil num segmento que tem cerca de 1,5 milhão de pessoas e o Personalité tem 650 mil destes clientes dentro de casa. Vamos abrir cerca de 40 agências do Personalité, o que vai aumentar a relação com essas pessoas e aumentar ainda mais este número.

Mundo do Marketing: Há uma régua de relacionamento com o cliente Personalité diferenciada. Pode citar algumas ações além da revista que vocês editam para eles?
Fernando Chacon: Há vantagens como receber uma série exclusiva da Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo, estacionamento gratuito e parcerias com marcas como Häagen-Dazs, que desenvolveu uma junção de sabores criando uma coisa exclusiva para os clientes Personalité. Não é fazer uma capa de celular que não é para todos, mas uma experiência exclusiva. Temos muita preocupação em buscar diferenciais para o Personalité. Dentro da equipe de Marketing existe um grupo específico para Personalité.

Mundo do Marketing: Com tantas operações, como é a gestão o dia a dia destas marcas?
Fernando Chacon: Temos uma equipe de 200 pessoas para cuidar do Marketing. Dentro desta equipe temos o Marketing Institucional para cuidar da gestão da marca, dos canais eletrônicos, como internet, compra e gestão de mídia, temos uma área de design que desenvolve desde os cartões até os móveis das agências. Tem ainda uma Diretoria de Marketing de Negócio que cuida de Itaucard, vendo desde o ciclo de vida do cliente, até a comunicação. Hipercard também tem uma célula. Pessoa física, jurídica, crédito imobiliário, financiamento de veículos, private bank, patrocínios, tudo tem uma equipe especializada. Além destas 200 pessoas que fazem Marketing, temos mais 100 que fazem pesquisa, que acompanham o banco e os nossos concorrentes, e que fazem CRM.

Mundo do Marketing: Você falou que tem o desafio de mostrar melhor a questão sustentável e da cultura do banco. Por que e como isto está sendo feito?
Fernando Chacon: Queremos fazer com que no ponto-de-venda tenha repercussão no conjunto de atividades que desenvolvemos que impacta a comunidade. Temos oportunidade de mostrar a nossa preocupação com a sustentabilidade da nossa operação, da relação que temos com a comunidade e as atividades culturais e sociais que fazemos para gerar benefício à comunidade.

Mundo do Marketing: A área cultural do Itaú tem várias ações que vocês estão revendo para poder dar uma cara única. Como está sendo feito isso?
Fernando Chacon: O envelopamento pode mudar, mas a atitude não. Ela é de longo prazo, é honesta e autentica. Vamos trazer isso para perto da estratégia do banco. Temos uma série de atividades que não estão ligadas ao Instituto Itaú Cultural como o patrocínio ao Festival de Teatro de Curitiba, que quando somadas ganham corpo. Estamos tentando criar uma imagem única da nossa relação com a arte, cultura e sociais. A ideia é trazer tudo isso para uma plataforma única. Estamos no caminho para isso.

Mundo do Marketing: O que vocês estão pensando para a Copa de 2014, uma vez que são um dos principais patrocinadores da Seleção e da Fifa aqui no Brasil?
Fernando Chacon: Estamos fazendo o planejamento das ações este ano. Estamos analisando profundamente todas as propriedades que temos, como todos os nossos produtos e serviços se relacionamento com estas propriedades e quais são as oportunidades. Temos várias coisas em mente, mas que ainda não podemos falar.

Mundo do Marketing: Qual é o seu grande desafio hoje a frente do Marketing da marca mais valiosa do Brasil?
Fernando Chacon: Estamos atuando no planejamento de 2011 já de forma bem estruturada. O nosso grande desafio é fazer todos os negócios do banco crescer, garantindo identidade para cada um deles e que construam valor para a marca mãe. Outra coisa muito importante é que estamos terminando uma ferramenta de Marketing ROI para calcular o retorno de investimento para cada centavo investido em Marketing, quer seja ele em mídia, quer seja em patrocínio. É um negócio muito poderoso, sofisticado e diferenciado que empresas de fora já estão querendo saber como estamos fazendo.

Mundo do Marketing: Isso é essencial porque o Marketing está precisando muito disso.
Fernando Chacon: Essa área analítica do Marketing é muito importante e tem um peso muito grande não só para o desenvolvimento do retorno sobre o investimento, mas para a visão do cliente dentro de um conglomerado. Qual é o melhor cliente para fazer a melhor oferta, qual é o melhor canal e aí por diante. Fazemos isso há bastante tempo, mas a centralização dentro do Marketing é um pouco mais recente. Hoje já tenho importantes indicadores mostrando como está o meu custo por encontrar mil pessoas no target x e no veiculo y. Isso vai definir o futuro do Marketing.

Por Bruno Mello

Fonte: Mundo do Marketing

Tetra Pak muda hábito de consumo do brasileiro

Empresa investe em soluções para tornar a vida do consumidor mais prática e sustentável

Talvez o consumidor nem perceba, mas a caixinha de leite que faz parte do dia a dia de tantos brasileiros é resultado de um constante foco em inovação feito pela Tetra Pak. Há 53 anos no Brasil, a empresa tem sua história confundida com a da indústria alimentícia do país. Com forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a Tetra Pak não se considera uma empresa de embalagens, mas sim de soluções e segurança alimentar.

O desenvolvimento da companhia nas últimas décadas não só mudou o hábito de consumo dos brasileiros, mas também alterou o varejo e o mercado como um todo. O leite, primeiro produto a ser envasado em uma embalagem cartonada em substituição ao saquinho de plástico, hoje divide espaço nas gôndolas com extrato de tomate, sucos e uma infinidade de categorias e marcas diferentes.

Agora, a empresa aposta nas embalagens para alimentos sólidos, como feijão pronto. Os lançamentos devem contribuir para o crescimento de 7% a 8% esperado para este ano. Valores como sustentabilidade também impulsionam a expansão da Tetra Pak, cada vez mais preocupada em ensinar o consumidor a descartar o lixo de forma correta.

Distribuição em larga escala
Muito mais do que uma embalagem, a empresa teve em sua essência a preocupação em levar o alimento da melhor forma possível a qualquer distância. “A Tetra Pak, de alguma forma, tem participação na evolução da indústria alimentícia. O alimento era in natura no Brasil. Num país com dimensão continental e uma população tão grande, ele não chegava às pessoas da forma correta”, explica Eduardo Eisler, Vice-Presidente de Estratégia de Negócios da Tetra Pak no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Manter as características do produto para que as pessoas pudessem consumi-lo com segurança foi a primeira evolução que contou com a participação da Tetra Pak desde que a empresa chegou por aqui, em 1957, apenas seis meses depois de sua fundação na Suécia. A tecnologia UHT (Ultra High Temperature) possibilitou o crescimento da categoria longa vida e permitiu que as embalagens estivessem em 95% dos lares brasileiros, segundo o Ibope.

Em 2009 foram 10 bilhões de embalagens vendidas no Brasil e, esse ano, a expectativa é chegar a 11 bilhões. “Ajudamos a indústria a alcançar uma distribuição inédita. O leite no saquinho andava dois quilômetros. Hoje, ele anda 1.500 quilômetros. Com o processo industrial, a embalagem e a logística, toda a cadeia se beneficiou. A indústria se desenvolveu e o consumidor recebeu aquilo que queria”, ressalta Eisler.

Água de coco na caixinha
Nos últimos anos, as inovações não pararam. Além do leite, o mercado alimentício brasileiro ganhou produtos em embalagens cartonadas como sucos prontos, achocolatados e até água de coco, uma invenção em conjunto da Tetra Pak com a indústria. “Jogava-se água de coco fora no Brasil. Usava-se a polpa e a casca, mas a água era descartada. Utilizamos o mesmo processo do leite para criar a embalagem e levar o produto ao consumidor que mora onde não há coqueiros”, diz o executivo.

Outra categoria importante para a Tetra Pak é a de produtos à base de soja. Criado na Argentina, o Ades chegou ao Brasil em 1994 e é apontado como um dos cases de inovação pela empresa. O próximo passo são as embalagens para alimentos sólidos, como feijão, milho e ervilha.

A nova tecnologia levou cinco anos para ser desenvolvida, foi lançada em 2009 e hoje é utilizada por empresas como Camil, Quero e Jurema. “Acreditamos que podemos desenvolver essa categoria. A tecnologia pode ser aplicada em tudo, polpa de tomate, creme de milho, sopas, lasanha. O cozimento do alimento é feito dentro da caixa e depois o consumidor só precisa esquentar”, relata o Vice-Presidente de Estratégia de Negócios da TetraPak.

Conhecendo o consumidor
A empresa também contribuiu para a criação do Onorabile, vinho da Wine Park. O produto é o primeiro a chegar ao Brasil em embalagem cartonada asséptica. O lançamento tem 33% a mais de vinho que as garrafas tradicionais de 750ml, servindo até sete taças, o que pode atrair o consumidor por causa da relação custo-benefício.

O produto é novo no Brasil, mas uma tendência em outros mercados. Na Argentina, por exemplo, a categoria representa 45% do total da produção, enquanto no Chile a representatividade chega a 52%. Já no último mês, a Danone lançou o Danoninho UHT Morango, o primeiro produto não perecível da marca. A embalagem fornecida pela Tetra Pak possibilita que o alimento fique fora da geladeira, oferecendo mais praticidade e tornando-o ideal para que as crianças levem na lancheira.

Para manter o grau de inovação, a TetraPak não tira os olhos do consumidor. A empresa faz de duas a três pesquisas por mês e investe tanto em conhecimento quanto uma empresa de consumo como a Unilever. “Não entender o que está acontecendo em cada categoria significa perder espaço no mercado. Se a Tetra Pak levar conceito, embalagem e demanda do consumidor, estaremos prestando um serviço diferenciado para o cliente. É assim que somos percebidos com valor”, conta Eisler ao portal.

Reciclagem é destaque no Brasil
A constante preocupação em inovar faz com que a companhia antecipe tendências. A área de desenvolvimento mundial da Tetra Pak conta com cerca de 1.200 profissionais que já discutem como será o cenário do mercado em 2020. A pressa é explicada pelo fato de que uma tecnologia leva até cinco anos para ser desenvolvida. Por isso, o ciclo de inovação da empresa mantém-se constante e, de três a cinco anos, são lançadas novidades baseadas nas necessidades e desejos latentes dos consumidores.

Depois de garantir a segurança alimentar, a companhia começou a investir em diferenciação, criando novas formas e elementos para as embalagens. O Brasil tem papel fundamental nesta evolução. O país é o segundo mercado mundial da Tetra Pak e foi responsável pelo desenvolvimento de embalagens cartonadas para produtos como o leite fermentado.

Outro destaque no país é a sustentabilidade. Por aqui, a TetraPak desenvolveu a tecnologia de reciclagem Plasma, que separa o plástico e o alumínio após a retirada das camadas de papel das caixas. Hoje, 25% das embalagens vendidas pela empresa são recicladas, um número ainda pequeno, mas que demonstra a evolução da Tetra Pak neste sentido.

Sustentabilidade pede engajamento
Para ampliar o processo, a companhia precisa da ajuda de toda a cadeia de produção e consumo. “Temos que trabalhar juntos a coleta seletiva para separar a embalagem e torná-la cada vez mais reciclável. Temos uma demanda para reciclados maior do que a oferta que recebemos. É preciso mobilizar a sociedade, o governo e a indústria em relação ao tema. A sustentabilidade é uma grande oportunidade para a Tetra Pak, mas pode se tornar uma ameaça se não houver engajamento”, acredita o executivo (foto).

A questão ambiental começa também a ser uma demanda do próprio consumidor. A partir do momento em que necessidades como proteção do alimento, qualidade e praticidade para abrir e fechar são atendidas, as pessoas tendem a valorizar e pensar em sustentabilidade.

“No começo, o consumidor não entendia como o leite estava na caixinha sem química. Hoje, a comunicação não é mais nesse sentido. Começamos a falar em reciclagem. Esse é o foco no momento: engajar a sociedade. Por isso estamos investindo em rastreabilidade para que o consumidor saiba de onde o produto vem”, destaca o Vice-Presidente de Estratégia.

Parceiro de expansão
Já em relação aos clientes, a Tetra Pak tem papel fundamental e interfere em todo o processo de produção. No caso de pequenas empresas, muitas vezes não há um departamento de Marketing estruturado e até o layout da embalagem é pensado pela companhia. Para isso, a TetraPak possui um estúdio de arte e somente a área de Marketing, Comunicação e Meio Ambiente conta com uma equipe de 40 profissionais no Brasil.

Em relação à concorrência, a principal ameaça vem de outros materiais, como plástico e alumínio, mas a companhia afirma preferir expandir sua atuação, ao invés de canibalizar o mercado. O leite é o principal exemplo. Em 1993, o consumo era de pouco mais de cinco bilhões de litros anualmente no Brasil. Com a entrada da categoria longa vida, o número chegou a mais de 10 bilhões em 2006.

Com o suco foi a mesma coisa. Antes existiam apenas as versões em pó e concentrada. Hoje, a categoria de sucos prontos para beber agrega 450 milhões de litros ao mercado de bebidas. “Somos um parceiro de expansão do negócio do cliente. Por isso não nos preocupamos muito com os concorrentes. Tentamos entendê-los para expandir. A Tetra Pak busca encontrar um espaço na categoria e na necessidade do consumidor para que os clientes possam aumentar o market share”, diz o Vice-Presidente de Estratégia de Negócios.

Por Sylvia de Sá, *Com reportagem de Bruno Mello

Fonte: Mundo do Marketing