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O Cliente nem Sempre tem Razão

A máxima consumista regida pelo sistema capitalista em que vivemos que prima pela expressão “o cliente sempre tem razão” não pode ser levada ao pé da letra, uma vez que nem sempre o cliente é detentor da razão, principalmente quando a questão envolvida não diz respeito à mercadoria ou ao consumo de forma geral e, em assim sendo, o cliente quando não detentor da razão pode e deve, inclusive, ser punido.

Mas, na verdade, quando o cliente não está com a razão?

Pergunta simples e com resposta objetiva, o cliente tem a razão até o momento em que passa a ofender a liberdade de outrem, quer seja essa liberdade física ou até mesmo psíquica.

O cliente não tem razão, por exemplo, quando agride ou ofende empregado que segue ordem ou procedimento interno da empresa, dentro da razoabilidade e em respeito aos preceitos do Código de Defesa do Consumidor, lembram os integrantes do grupo de estudos da Indalécio Gomes Neto & Advogados Associados, Eduardo Gomes Freneda e Midori Lopes Miyata. Eles confirmam que a empresa não pode se omitir neste caso, até mesmo por questões de dignidade da pessoa humana e do trabalho, devendo sempre procurar ouvir seus empregados e traçar planos de proteção e bem-estar do ambiente de trabalho.

Várias podem ser as situações de constrangimento, como por exemplo, um desrespeito físico ou até mesmo um assédio moral ou sexual, destacando muitas vezes que a ofensa ao empregado pode partir, até mesmo, de negativa de recebimento de cheque de terceiro quando do pagamento de produtos ou consumo. Todavia, tal procedimento é estabelecido pela empresa e, em virtude disso, a empregadora deve dar suporte total a seus empregados para que não sofram retaliações de clientes insatisfeitos ou mesmo por péssima ou ausência de educação.

Fonte: Eduardo Gomes Freneda e Midori Lopes Miyata – integrantes do Grupo de Estudos Meio Ambiente e Infortunística da Indalécio Gomes Neto & Advogados Associados

O Branding na Embalagem em um Projeto para Exportação

Exportar é ultrapassar fronteiras. E como fazer isto quando nos deparamos com um mundo globalizado e extremamente competitivo?

Muitos pontos devem ser considerados quando se quer exportar. O reconhecimento do país para onde se quer exportar é um ponto fundamental neste processo. É preciso reconhecer o mercado de destino, suas regras e costumes.

A embalagem neste contexto deve respeitar alguns quesitos, deve ser original e carregar consigo os valores da marca de forma clara e direta.

Uma embalagem bem feita agrega um valor inestimável que é percebido tanto no ato da comercialização quanto ao longo do tempo, e tem impacto definitivo na construção da marca.

É impossível falar de embalagem sem falar de conteúdo, pois para exportar, tanto embalagem quanto conteúdo devem estar em sinergia.

Veja a marca França, por exemplo, é sinônimo de champagne, perfume, moda e baguetes… O mundo todo consome estes produtos sem questionar… Esta fama foi construída através dos esforços dos industriais e empresários franceses, que buscam incessantemente a inovação e a melhoria de seus produtos, e do governo que apóia a formação deste conceito.

Outro ponto que devemos ter em mente em um projeto para exportação é que estamos envolvidos em um processo maior que é o da reconstrução da marca Brasil, e é com esta responsabilidade que devemos conduzir a nossa entrada nos mercados externos para que ela seja definitiva e sustentável.

Sheila Farah – diretora de Neat – Construção de Marcas

Os novos jargões do mundo empresarial

As 20 expressões mais usadas na área de gestão de pessoas

Constantemente, palavras "importadas" de diferentes segmentos invadem os escritórios e a rotina dos executivos e uma das maiores “saias justas” que um profissional pode passar é não entender o que está sendo discutido em uma reunião de negócios. Muitos fingem que entendem, até discorrem sobre o tema e acabam fazendo comentários totalmente equivocados. Outros, ouvem e ficam quietos por vergonha de admitir que não sabem o que está sendo falado.

Desconhecer algumas expressões não significa estar ultrapassado, mas estar atualizado e antenado com as novidades passa a ser pré-requisito importante para a ascenção profissional de qualquer executivo. João Pedro Caiado, presidente da Human Development Organization International, especialista em serviços de headhunter e coaching, diz que para se manter atualizado sobre os termos e acompanhar a velocidade das informações, pesquisa e leitura são fundamentais. "O profissional deve acompanhar as mudanças e estar antenado às novidades para não se expor negativamente em reuniões importantes", afirma o consultor.

Para auxiliar os profissionais neste assunto, o especialista conversou com executivos de diversas áreas e relacionou os 20 principais termos que um profissional necessita conhecer:

1. COACH – facilitador; instrutor; entidade (pessoa, equipe, departamento, empresa, etc.) que atua como agregador das capacidades de cada elemento da cadeia (equipe, departamento etc.);
2. EMPOWERMENT – dar poder ao grupo/equipe;
3. BENCHMARK – (marcos referenciais) – processo sistemático usado para estabelecer metas para melhorias no processo, nas funções, nos produtos, etc, comparando uma empresa com outras. As medidas de benchmark derivam, em geral, de outras empresas que apresentam o desempenho "melhor da classe", não sendo necessariamente concorrentes;
4. E-PROCUREMENT – utilização da Internet para automatização dos processos de compra e gestão de bens e serviços necessários à atividade da empresa;
5. HOUSEKEEPING – técnica para iniciar e manter os processos de Qualidade e Produtividade Total em uma empresa;
6. ON THE JOB – No dia-a-dia do trabalho. Ex: treinamentos on the job. Utilizar a rotina, dentro das tarefas práticas de um indivíduo sem levá-lo para a sala de aula. Como um estágio prático supervisionado diretamente;
7. TEAM BUILDING – dinâmica de grupo em área externa, na qual os participantes são expostos a várias tarefas físicas desafiadoras, as quais são exemplos comparativos dos problemas do dia-a-dia da empresa. Tem como finalidade tornar uma equipe integrada;
8. DOWNSIZING – redução dos níveis hierárquicos em uma organização, com o objetivo de aproximar os níveis operacionais da alta direção;
9. JOIN-VENTURE – associação de empresas, não definitiva, para explorar determinado negócio, sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica;
10. MARKET SHARE – participação no mercado;
11. OUTPLACEMENT – investimento de uma empresa na recolocação de ex-funcionário em outra organização;
12. OUTSOURCING – terceirização de todas as atividades que não fazem parte do negócio principal de uma empresa;
13. TURNOVER – rotatividade, movimentação, giro, circulação; medida da atividade empresarial relativa ao realizável em curto prazo, vendas;
14. CORE BUSINESS – relativo ao próprio negócio ou especialidade no negócio que faz;
15. B2E – BUSINESS-TO-EMPLOYEE – relação entre a empresa e o funcionário;
16. BUDGET – porcentagem do faturamento da empresa destinada a ações de MKT, vendas, novos negócios, etc;
17. KAIZEN – processo de melhorias contínuas, com bom senso e baixos investimentos;
18. ABSENTEÍSMO – do francês absentéisme, derivado do inglês absenteeism, de absentee, ou pessoa que falta ao trabalho, à escola etc. Que vive ou está, via de regra, ausente;
19. JUST-IN-TIME – metodologia com base nas pessoas, cuja filosofia é eliminar tudo aquilo que não adiciona valor ao produto. O objetivo é fornecer exatamente as peças necessárias, nas quantidades necessárias, no tempo necessário.
20. STOCK OPTIONS – incentivo que permite aos funcionários comprarem ações da empresa em que trabalham por um preço abaixo do mercado.

Fonte: João Pedro Caiado – consultor em recursos humanos, e especialista em serviços de headhunter e outplacemente

Cuidados ao Negociar ou Quitar Dívidas

Consumidor deve evitar intermediário e ficar atento aos juros excessivos.

Sempre é tempo de pegar a calculadora para rever todas as dívidas e futuros compromissos. Fazer um bom planejamento para ficar com o orçamento sempre em dia é fundamental. È preciso ficar atento para não ter o nome incluído na lista de inadimplentes.

A advogada da área cível da Innocenti Advogados Associados, Regina Vendeiro, destaca que o ideal é tentar negociar as dívidas diretamente com os credores. “Caso não consiga quitar suas dívidas em dia, o consumidor deve procurar o credor e negociar o pagamento dos juros. O consumidor deve negociar as parcelas mensais e jamais assumir um valor que não pode pagar. O ideal é combinar prazos maiores e juros menores”, afirma.

O consumidor deve solicitar o histórico detalhado da dívida, onde multas, juros e encargos que estão sendo cobrados, sejam discriminados. “No momento de negociar a dívida, o consumidor deve evitar intermediários. As empresas que prometem limpar seu nome e fazer cobranças ganham um porcentual sobre o valor recebido e têm interesse em cobrar o máximo possível”, aconselha a advogada.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a multa máxima para atraso de pagamento é de 2%, porém, lojas e financeiras chegam a cobrar até 20%. “O consumidor deve solicitar o estorno dos juros e multas excessivas. Se houver recusa, pode recorrer à Justiça, é possível discutir a dívida e requerer tutela antecipada para que o nome seja excluído dos cadastros restritivos do crédito” avisa Regina.

Fonte: Regina Vendeiro, advogada da área cível da Innocenti Advogados Associados

Líder – Coração ou Razão?

Falamos sempre em liderança, associando-a a gestão, estratégia, administração de conflitos, mediação, caráter, poder de decisão e capacidade em lidar com a complexidade humana, levando em consideração a visão positiva de construção de algo. Deepack Chofra afirma que o líder é a expressão simbólica de uma coletividade, que carrega consigo uma saga de sucessos e fracassos de uma população, seja em conflitos sociais ou libertação de processos de opressão. Temos como exemplo Gandhi, que desenvolveu uma autoridade moral mediante a visão, a disciplina e a paixão, regidas pela consciência de transformação social.

Partindo da minha própria vivência, como líder de uma organização e como uma profissional que desenvolve treinamentos para os líderes de empresas nacionais e multinacionais em Pernambuco, observei que Gerir pessoas, significa adquirir a capacidade de influenciar e desenvolver os talentos (competências) dos liderados, fazendo uma construção saudável e sólida entre as necessidades individuais e as necessidades organizacionais. O líder assume o papel de um mediador dentro da organização, envolvido em processos de manutenção da estrutura organizacional, manipulando ou libertando os liderados para a própria autonomia. Esse papel dúbio gera conflitos e medos que podem interferir diretamente nos resultados da sua equipe de trabalho.

A literatura norte-americana não observa este prisma, adota uma atitude mais funcionalista. Investiga-se a personalidade do "bom" líder, através do que eles podem fazer pelas organizações – "Bom" para quem: si próprio, empresa, liderados ou o sistema vigente na sociedade da cultura para a produtividade?

Raramente se investiga a relação CORAÇÃO-RAZÃO. Quais os sentimentos pessoais dos líderes no exercício da sua função? O que pensam? Como vêem a responsabilidade de conduzir pessoas? Como compartilham ou não com sua família a grande tarefa de estar em suas mãos os desejos, as expectativas e as necessidades dos liderados? Como se sentem, de fato, como pessoas, tomando determinadas decisões, às vezes incompatíveis com a sua essência? Quais vantagens e desvantagens que a liderança trás para sua vida pessoal e profissional?

Geralmente desenvolvem distúrbios psicossomáticos, criam couraças para se defenderem de algo que não concordam ou não desejam nem para si nem para os liderados. Rotulam-se muitas vezes de super heróis para liderar dentro de estruturas que não trazem conforto afetivo e profissional. Então, como lidam com suas necessidades, suas angústias, suas decisões, sua agressividade, sua raiva, enfim, a sua própria identidade?

Estas questões essenciais não são abordadas nos treinamentos sobre Liderança. O enfoque é: qual a melhor atuação do líder para conseguir produtividade na empresa? Muitas vezes, receitas motivacionais que não possuem os ingredientes que facilitam a compreensão da verdadeira liderança. O discurso é do tipo o "líder deve desenvolver a compreensão, o espírito de equipe, a solidariedade e a comunicação" – desenvolver como? Sem um preparo e sem saber como definir de fato questões tão subjetivas.

Fonte: Vera Lúcia da Conceição Neto