4 mitos que podem levar chefes de 1ª viagem ao fracasso

São Paulo – Reaprender a pensar, sentir e avaliar de acordo com as novas responsabilidades. Estas são as transformações que o profissional terá que promover assim que receber a primeira promoção que o coloque em um cargo de chefia. É o que registra o livro Primeira Gestão: uma transição de impacto, produzido pelo LAB SSJ, parte da coleção Pocket Learning.

Para quem pensa que a competência técnica que o levou a se destacar na organização basta, fica o alerta: segundo pesquisas, 60% dos novos chefes falham nos dois primeiros anos na posição. E este índice de fracasso está relacionado, muitas vezes, a expectativas baseadas em mitos que enganam muitos profissionais.

Vale lembrar que apenas 14,5% dos chefes tiveram algum treinamento formal antes de assumir sua primeira gestão, segundo pesquisa com 4 mil profissionais atuantes em grandes empresas dos diversos setores da indústria conduzida pelo LAB SSJ Clave e Etalent.

“Novos gestores podem até reconhecer essa transição intelectualmente, mas raramente compreendem, de fato, suas responsabilidades ao assumir o novo papel”, diz Alexandre Santille, CEO do LAB SSJ.Confira quais os mitos que atrapalham, sobretudo, os chefes de primeira viagem, de acordo com a equipe do LAB SSJ.

1 Gestores têm autoridade e liberdade significativas para fazer com que as coisas aconteçam

Muita gente tem essa ilusão: “quando eu for chefe terei autonomia absoluta para fazer as coisas do meu jeito e atingir resultados, afinal a empresa vai me conceder autoridade”. Errado.

Assim que você sentar na cadeira de chefe vai perceber que você está vinculado a uma rede de pessoas que vai cobrá-lo de modo mais intenso. Ou seja, terá que se reportar a um novo chefe e será cobrado por ele.

2 O poder dos gestores vem de sua posição formal na empresa

O tão sonhado “poder” não é fruto do seu novo cargo, como muitos profissionais imaginam. Não se iluda. Achar que seus subordinados vão se submeter a você num passe de mágica é um mito.
Conforme explica a equipe do LAB SSJ, “o poder vem da capacidade de influenciar e estabelecer credibilidade com subordinados, pares e superiores”.

Uma atuação ética, justa e baseada na credibilidade é o que vai aumentar a sua capacidade de influência e, consequentemente, o seu poder dentro da organização. Lembre-se: a integridade é uma forma de influência, conforme explica a coach Silvana Mello, da consultoria LHH|DBM.

3 Gestores têm que controlar seus subordinados diretos

Impor regras para subordinados obedecerem, no velho estilo “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. O controle absoluto é um mito que atrapalha muitos chefes de primeira viagem e também aqueles mais experientes, mas com uma visão atrasada do que é liderar uma equipe.

Na realidade, controle não significa compromisso e os colaboradores nem sempre seguirão regras. Entender que a gestão é menos sobre autoridade e controle e mais sobre confiança e colaboração é um dos primeiros passos, de acordo com a equipe do LAB SSJ.

4 Gestores lideram sua equipe construindo relações com cada indivíduo

Há uma grande tendência em considerar as relações com os indivíduos separadamente. No entanto a equipe do LAB SSJ destaca que é essencial entender que ações direcionadas a um membro da equipe influenciam os demais, afetando a moral e também o desempenho do grupo.

Além disso, a equipe do LAB SSJ destaca que os gestores “precisam entender o impacto que causam na equipe e que criar interdependência no grupo será essencial para obter resultados por meio dos outros”.

Fonte: Administradores.com

Seja proativo e alavanque seus resultados

Proatividade deve estar entre as habilidades mais citadas em currículos, talvez pelo fato de ser uma das habilidades essenciais para conseguir se destacar no mercado de trabalho. Pessoas proativas não esperam ordens, pelo contrário, elas executam as demandas antes mesmo que o superior as peça.

Colaboradores proativos não atropelam decisões ou os colegas de profissão, o que causaria um sentimento de desconforto entre a equipe, mas, ao invés disso, a sua motivação e iniciativa contagiam positivamente outros colaboradores. Eles também se destacam por serem ousados e vestirem a camisa da empresa.

Assim como qualquer habilidade, a proatividade pode ser adquirida. Veja algumas dicas que te ajudarão a desenvolver essa característica:

Mergulhe na cultura organizacional da empresa – a cultura de uma empresa é sua identidade, é ela que guia as decisões de toda a organização. Entendê-la é essencial para que você possa tomar decisões assertivas sem a necessidade de uma ordem.

Não limite seu trabalho por conta do seu salário – quantas vezes você já ouviu alguém dizer: “não sou pago para isso” ou “apenas trabalho de acordo com o meu salário”? Uma pessoa proativa em vez de reclamar sobre o seu ordenado, mostra no dia a dia da empresa, através de seu trabalho, que vale mais do que ganha. Com certeza, seus superiores vão reconhecer isso em algum momento.

Invista em cursos de aperfeiçoamento – não espere que a empresa ofereça cursos para a sua qualificação. Invista em si mesmo, o conhecimento é um investimento que sempre rende bons frutos para a carreira. Quanto mais bem qualificado, você se sentirá mais seguro e, consequentemente, tomará decisões mais qualificadas e assertivas.

Pense sempre no que pode ser melhorado – mesmo que tudo esteja indo bem, as demandas estão sendo resolvidas de modo exemplar, nunca se acomode. Tudo pode ser melhorado e aperfeiçoado.

Lembre-se que você tem um potencial infinito. Ouse fazer diferente e obtenha novos e melhores resultados. Qualifique-se para o mercado e seja proativo e, com certeza, conquistará suas metas e objetivos de forma extraordinária!

Fonte: IBCCoaching

Sua carreira e a baixa competitividade do Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil caiu no ranking de competitividade internacional. Entre 60 países, estamos agora na 51ª posição em capacidade de atrair negócios. Para a carreira de profissionais brasileiros, isso é uma severa adversidade.

Não é possível fazer coisas erradas e esperar bons resultados. Afinal, há tempos a história é a mesma: começamos o ano com certa expectativa de crescimento e, paulatinamente, vamos diminuindo-a até dezembro. E, ao final, observamos que crescemos menos que a média mundial, logo, não é difícil aceitar que perdemos cada vez mais posições no ranking de competitividade.

Os motivos são os de sempre: gestão governamental pífia, infraestrutura precária, pior carga tributária do mundo, entre outros elementos que fazem do Brasil um local desinteressante para investidores.

Se quisermos, em algum momento, resolver esses problemas, precisamos levar em conta que vivemos em um mundo em constante transformação. Não é possível gerir uma carreira, uma empresa ou um país sem observar essas alterações e agir de forma a adaptar-se a elas e agregar valor ao futuro. Por esse motivo, o indivíduo deve pensar em sua carreira com uma mentalidade constante de aprendizado e evolução. Assim, mesmo quando a realidade é desfavorável, devemos fazer um esforço para aprender com ela.

Tenha propósitos elevados

Não é de hoje que os governos, no Brasil, estão mais preocupados em se perpetuar no poder do que em gerir o País. Na sua carreira, não queira alcançar cargos para os quais não está preparado, somente para ter mais dinheiro. Tenha propósitos elevados. Sua vida profissional é a respeito do quê? Quais problemas você deseja resolver? O que fará pelas gerações futuras?

Quando você define propósitos elevados, automaticamente saberá o que deve aprender e aprimorar para que seja capaz de cumpri-los.

Apresente resultados elevados e consistentes

Qual sua posição no ranking de sua profissão? Você é uma referência para o mercado no qual atua? Não caia na armadilha de pensar que não está em uma competição. Afinal, o que as pessoas que estão na mesma carreira que a sua estão almejando neste momento? O mesmo que você! Portanto, observe se os resultados que você entrega estão no mesmo nível de seus colegas de profissão. E veja se é capaz de mantê-los nesse nível ao longo do tempo.

Não é difícil apresentar resultados no curto prazo. Difícil é assegurá-los com perenidade e de forma a não causar problemas no futuro. Por exemplo, um gerente de uma planta industrial que deixa de cumprir o calendário de manutenção apresenta uma grande redução de custos, que irá impactar positivamente o resultado do ano. Entretanto, no ano seguinte, a planta apresentará graves problemas de quebras de máquinas e equipamentos, o que forçará paradas de emergência. Isso, se não houver acidentes, que, em casos extremos, podem ceifar vidas e causar grandes estragos às instalações da empresa.

Lembre-se: você deve assegurar sua carreira ao longo das décadas e adquirir conhecimento para ter renda passiva quando se aposentar. Não deixe sua aposentadoria na mão do governo e não a coloque nos ombros das gerações futuras. Seja responsável por você mesmo.

Seja ético

Não há uma única semana na qual a imprensa não denuncie algum caso de corrupção no governo. Mas pessoas de má índole estão em todos os setores da economia. Afaste-se delas. Sua carreira não irá progredir, se você não souber identificar e afastar-se de profissionais que não jogam pelas regras do jogo. Em geral, são indivíduos incompetentes e incapazes de obter renda de outro modo que não seja fraudando normas.

O bom profissional respeita as leis e sabe jogar o jogo empresarial com habilidade, até mesmo ganhar daqueles que não fazem igual. Lembre-se: você não tem liberdade para escolher 100% das pessoas com quem irá se relacionar. Por vezes, terá de conviver com indivíduos de má índole ao seu redor. Faça o que for necessário para vencê-las. Tapetes são puxados ao longo da vida, esteja preparado para saltar no momento apropriado. E, se cair, levante-se! Acostume-se com a frustração de hoje, pois amanhã tem mais. O treino para a vida, de certo modo, nada mais é que suportar as frustrações e fazer o que for necessário para cumprir os seus propósitos.

Tenha uma infraestrutura de alta qualidade

Não economize em sua formação e desenvolvimento. Se você quiser ser um profissional de alto desempenho, terá de investir muito em você mesmo: cursos de idiomas, especialmente o inglês; boa formação; aprimoramento constante; coaching; viagens internacionais para conhecer o que há de mais moderno em sua área de atuação; check-ups regulares etc.

Do mesmo modo que o Brasil possui sérios problemas provocados por uma infraestrutura barata e de má qualidade, um profissional que negligencie sua capacitação coloca em risco o futuro de sua carreira. O mundo não para de requerer cada vez mais de todos, portanto, você precisa de uma capacidade sólida, para adaptação e aprendizado constantes. Não seja um profissional barato: alto desempenho custa caro.

Não tente fazer tudo

O governo quer fazer de tudo: ser dono de petrolíferas, bancos, correios, portos, energia, estradas, entre outras inúmeras atividades econômicas. Mas o que ele faz com competência mesmo é cobrar e fiscalizar tributos. Então, por que se meter nesses outros setores?

Você jamais irá progredir na sua carreira, se não souber liderar. Para isso, precisa desenvolver competências essenciais de um líder, como: ter propósitos elevados, comunicar-se, delegar, fazer o follow-up, dar feedback e ter um rigoroso controle de agenda. Você tem de aprender a desenvolver pessoas e, principalmente, desenvolver novos líderes. Bons líderes formam bons líderes, não seguidores.

O importante é que você saiba controlar as ações sob sua responsabilidade, não que você as faça. Para isso, sua carreira tem de se desenvolver para dar conta das complexas atividades de um líder.

Seja confiável

Nosso governo é confuso, as leis tributárias mudam a cada instante, o que dificulta para um investidor saber o quanto ganhará ao longo de seu investimento. Ainda por cima, há uma grande insegurança jurídica, pois a legislação é alterada mesmo que afete contratos estabelecidos.

Na sua carreira, tenha integridade, aquilo que você se comprometer a fazer, faça. Não dê desculpas ou explicações. Faça! É impressionante a quantidade de pessoas que se comprometem a fazer inúmeras coisas e não dão conta: de pedreiros a eletricistas, de encanadores a pintores, mas também de prefeitos a presidentes. Prometem demais e entregam pouco.

Na sua carreira, faça o contrário, prometa pouco e entregue muito. Seja extraordinário em tudo que se comprometer a fazer.

Se você quiser ter uma vida marcante, relevante e inspiradora, aprenda em todos os instantes, por mais desfavoráveis que sejam.

Vamos em frente!

Fonte: Administradores.com

Poupança passa a render mais que inflação após alta da taxa Selic

A elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) para 8,5% ao ano beneficiou a poupança. Por causa da fórmula em vigor desde o ano passado, que atrelou a remuneração da caderneta aos juros básicos, o rendimento da aplicação subiu de 5,6% para mais de 6% ao ano, fazendo a poupança render mais que a inflação estimada para 2013.

O cálculo considera não apenas os juros básicos, mas também a taxa referencial (TR), que volta a incidir sobre os rendimentos quando a taxa Selic fica maior que 8% ao ano. A TR é variável e depende das expectativas do mercado, mas, segundo cálculos da própria equipe econômica, o rendimento final poderia ficar em até 6,17% ao ano. Sem a TR, o rendimento final da poupança corresponderia a 5,95% por ano.

Pela regra em vigor, quando a taxa Selic está maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a TR. Quando os juros básicos da economia estão iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a TR.

A fórmula só vale para o dinheiro depositado na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. Os demais direitos de quem aplica na caderneta foram mantidos, como a isenção de taxa de administração e de impostos.

De acordo com o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano em 5,81%. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho, o próprio Banco Central elevou de 5,7% para 6% a projeção para o IPCA em 2013. Nos dois casos, a poupança renderá mais que o índice de preços.

Fonte: administradores.com

SAC: atende, mas não resolve

As formas pelas quais as centrais de atendimento decidem quando os assuntos levados pelos clientes estão resolvidos são bem interessantes. Principalmente pelo fato que o fazem sem o envolvimento do interessado. Isto é, independentemente do cliente considerar a resposta como satisfatória ou não, o agente da central simplesmente decide que o atendimento está encerrado.

Ora, quando fazemos uma reclamação ou solicitamos uma informação, o resultado do atendimento deverá levar a solução ou o esclarecimento da questão sob a ótica de quem a levantou e não sob o ponto de vista de quem está atendendo. Mas, infelizmente, não é nada disso que acontece na maior parte das centrais de atendimento.

As razões que levam a este comportamento têm diversas origens, mas, certamente, nenhuma justificável na perspectiva do que se considera prática adequada. Certamente, a causa mais comum é a incapacidade de resolver determinado problema ou responder determinada pergunta em função de ser o atendimento terceirizado totalmente dependente da estrutura interna da empresa a qual não se move na velocidade desejável. Como as métricas de avaliação não levam em consideração se o cliente se considera atendido ou não, mas se o chamado é encerrado com uma resposta, seja ela qual for, nós, clientes, ficamos ao “Deus dará” no quesito solução do problema, em boa parte dos casos.

Minha empresa é cliente de um plano de saúde e um de nossos funcionários passou um problema que estava enfrentando para que tentássemos ajudar. Pois bem, a questão é aquela de sempre, as operadoras de planos de saúdem credenciam ou descredenciam prestadores de serviço conforme lhes dá na telha. Tudo isto sob os olhos coniventes do agente regulador, sem o menor cuidado de manter seus membros informados.

Eis que este funcionário me pediu ajuda porque precisava consultar com um médico de determinada especialidade, mas não conseguia nenhum que o atendesse. Estavam e estão até hoje na lista de credenciados no site, mas quando ligamos, a informação é de que não são mais credenciados. Quer dizer, a lista está desatualizada. Algo inconcebível nestes tempos de internet. Como pode a mesma empresa dar tanta atenção a manutenção da fanpage no facebook atualizada e tão pouca a seus clientes em ter uma lista correta?

Enfim, postei uma nota em um conhecido site de reclamações e recebi um chamado pouco tempo depois. “Senhor, recebi sua reclamação e ‘estarei providenciando’ as informações junto à área responsável. Aproveito para avisá-lo que ‘estarei concluindo’ seu atendimento no site”.

Não deu nem tempo de perguntar por que ela “estaria concluindo” alguma coisa que não foi sequer encaminhada ainda! Este é o nosso atendimento!

Fonte: Administradores.com