O design de produto e o consumidor

Além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. O processo criativo do designer é apenas uma das etapas para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro.

Em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço.

Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto “X” e não “Y”. Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação.

Em algumas oportunidades, cheguei a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. Geralmente, a resposta é “este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom”. O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação “feito pra mim”. E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto.

O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças.

Claro que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização.

Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário.

Agora, fica a dica: invista na pesquisa junto ao consumidor e tenha um canal aberto para escutar sua opinião.

Fonte: Mundo do Marketing

O design de embalagem como ferramenta de marketing

Enquanto algumas empresas dispõem de um departamento com vários profissionais competentes e verba disponível para investir em posicionamento diante do cliente, outras não têm a mesma sorte – nem porte que seja rentável a ponto de tais investimentos, e muitas vezes não sabem buscar alternativas para colocar sua marca frente ao consumidor de forma inovadora.

No mercado, especialmente de varejo, a última chance de o cliente decidir por uma marca em detrimento de outra é no ponto de venda. Com isso, muitas empresas optam por um aspecto gráfico semelhante ao líder do segmento, chegando até a conquistar (momentaneamente) um consumidor que esteja distraído, com pressa ou que compre pela cor da embalagem. Uma busca por amido de milho, por exemplo, mostra pelo menos seis embalagens – de empresas diferentes – todas seguindo a mesma linha da Maizena: caixa amarela, texto em preto e uma ilustração. Por experiência própria, posso dizer que realmente na pressa dá pra confundir.

No entanto, enquanto muitas empresas acham que apostar em parecer uma “cópia barata do concorrente” é lucro, existe outro lado que, além de cair como um diferencial, já funciona como uma estratégia de marketing: o design da embalagem. O primeiro aspecto em que o design contribui na tomada de decisão do cliente é tornando a embalagem forte, assim chama a atenção para o produto.

Depois, uma peça bem trabalhada pode levar o consumidor a se interessar por conhecer outros produtos e até mesmo a própria empresa – via website, por exemplo. Citando somente alguns.

As pessoas têm uma ideia que produtos com embalagens elaboradas são mais caros, de empresas maiores, porém muitas vezes não abrem mão de pagar mais caro por essa percepção de qualidade que algumas embalagens imprimem. O fato é que a embalagem, para quem consome, não é um elemento desvinculado do produto que ela contém. Dessa forma, o consumidor enxerga aquilo como um todo e, quanto mais interessante e inteligente for a relação entre a parte estética e a funcionalidade – aplicação dos textos, informações obrigatórias e etc, mais coeso e, por consequência, bonito aquele produto parecerá.

Assim, para empresas que não têm grande porte e nem recursos destinados à propaganda do seu produto, fazendo ações diferenciadas nos pontos de venda, campanhas em mídias diversas, esse cuidado com a embalagem pode trazer grandes retornos. É, através do design, se tornar grande aos olhos do cliente.

Fonte: O Melhor do Marketing

Greengle: plante árvores com alguns cliques

Quer ajudar a plantar árvores sem fazer esforço? A partir de hoje é possível fazer isso enquanto se trabalha e navega na internet usando o Greengle, site de buscas sem fins lucrativos que tem o objetivo de ajudar o meio ambiente. Os resultados das pesquisas realizadas no Greengle são exatamente como os do Google (que é usado como o motor de busca do Greengle), mas com uma diferença: todos os acessos ao Greengle contribuem para o plantio de árvores.

O Greengle faz parte do projeto “Clicou, plantou”, ambos iniciativa do Greenvana, empresa que já é referência em comportamento e consumo consciente no Brasil. O novo site e o projeto têm como objetivo incentivar a sociedade a participar frequentemente da proteção ambiental sem ter que mudar sua rotina ou tirar dinheiro do bolso. Ele foi idealizado exatamente para facilitar essa ação, pois o usuário que fizer dele seu buscador oficial estará contribuindo diariamente para a preservação do meio ambiente com o plantio de árvores.

O “Clicou, plantou” reúne todos os sites do Greenvana e a cada seis mil acessos ao Greengle, ao Greenvana Eco Store ou ao Greenvana Style a empresa planta uma árvore. E para acompanhar toda essa iniciativa, contadores nos sites vão marcar quantas árvores já foram plantadas e quantos acessos faltam para o plantio de uma nova. O projeto vai contabilizar apenas um acesso diário por pessoa.

O plantio das árvores será feito por instituições reconhecidas e anunciadas ao final de cada mês. Será sempre uma organização confiável e comprometida com o meio ambiente. E para comprovar esses plantios, o Greenvana vai disponibilizar os recibos de todas as doações nos seus três sites.

A empresa decidiu investir em árvores pois elas ajudam a compensar emissões de gases estufa. Segundo o Banco da Árvore, uma árvore de grande porte, com 90cm de diâmetro por 30m de altura, pode estocar cerca de seis toneladas de carbono – o que corresponde a mais de 20 toneladas de CO2, o equivalente à media de emissões de 33 pessoas por ano.

Fonte: Promoview

Designers poloneses criam sofá inflável de papel reciclado

Tanto o transporte quanto a montagem do produto favorecem estilo de vida nômade

A empresa polonesa Malafor, da dupla de designers Agata Kulik-Pomorska e Pawel Pomorski, criou um sofá inflável produzido com papel 100% reciclável. O produto possui duas camadas de papel mais uma de plástico (no interior do móvel), por isso é resistente a pesos, cortes e furos. Além de ser fácil de transportar e ecologicamente correto, a montagem do móvel é bem simples. A estrutura é armada com barras de metal e elásticos de borracha. Depois, só é preciso ar para inflar o sofá. Por se tratar de uma superfície lisa de papel, o cliente pode personalizar o produto com desenhos e o que mais quiser registrar. Só não pode esquecer de reciclar o sofá depois que não estiver mais em uso.

O Paper Sofa está disponível pelo site Sleek Identity por US$ 590 (cerca de R$ 1.030). Almofadas adicionais custam US$ 60 (cerca de R$ 105).

Fonte: Revista PEGN

Rumo a 2011: O ano do relacionamento na web

“Quando uma pessoa está apaixonada, ela não trai.” Quem já passou ou está nessa fase sabe o valor de verdade contido nela. Se uma pessoa está apaixonada ela não tem olhos para mais ninguém e quer passar o máximo de tempo com a pessoa amada. Isso serve para homens e mulheres de todas as idades, certo? Ok, mas vale também para as marcas.

Quando um consumidor está apaixonado pela marca A, B ou C e sente que essa marca o valoriza, ele não vai trocar, não vai trair e ainda por cima vai indicar para sua rede de amigos. Não apenas indicar, mas vai falar bem, será um advogado da marca, defendendo-a de ataques e influenciando decisões de compra. Basta analisar com calma o case da Harley-Davidson. Os usuários dessa marca são tão fieis que chegam a fazer uma tatuagem do logo e a exibem para que todos vejam. Uma pessoa que tatuou HD no peito vai comprar uma Suzuki, Kawasaki ou Honda? E se o irmão, amigo do trabalho, vizinho, colega do futebol quiser comprar uma moto e perguntar a essa pessoa que moto ele deve comprar, qual o tatuado vai indicar? E se no Twitter uma pessoa quiser fazer um tweet falando mal da marca, qual o comportamento dessa pessoa?

É isso que a HD ensina em termos de marketing. Fazer com que os consumidores sejam fieis a ponto de lutar e defender a marca, além de consumir sempre a sua e nunca do concorrente. A Apple traça o mesmo caminho e outras marcas tentam o mesmo, mas nem sempre com o sucesso da Harley. E por quê? Porque a HD se relaciona com seus consumidores a tal ponto de ser um dos primeiros cases de sucesso de comunidade de uma marca em Redes Sociais como o Orkut e Facebook que permanecem crescendo até hoje.

Empresas que acreditam que relacionamento é a mesma coisa que enviar um e-mail marketing: é bom começarem a rever seus conceitos. E-mail marketing é uma importante ferramenta de relacionamento, sem a menor dúvida, mas não é a única. Responder um tweet no perfil da sua empresa é tão importante quanto o envio de um e-mail.

Internet é uma mídia que vive uma dupla personalidade. Ela pode ser de massa e one-to-one ao mesmo tempo. A marca A pode fazer um banner na home de um dos maiores portais do país, que será uma mídia de massa. Entretanto, se eu clico no banner, entro no site e envio uma mensagem perguntando sobre as especificações técnicas de um determinado produto, espero que a empresa me envie uma resposta da pergunta que eu fiz, uma resposta one-to-one.

Monitorar o que se fala nas Redes Sociais é importante para o relacionamento. Nem sempre o usuário vai fazer uma reclamação ou sugestão no perfil da marca na rede: ele pode mencionar a marca em um post, tweet ou comentário. É importante identificar a mensagem desse usuário e responder, em até 1 dia, exatamente o que ele perguntou. Esqueça mensagens padrões como “estamos verificando sua mensagem e responderemos em breve”: isso é passado!!! Passe para o “Sr Fulano. Recebemos sua mensagem e vamos retornar em 1 dia”. E retorne!

Nas comunidades – criadas ou não pela marca – motive a discussão. Entre diariamente, veja quem são as pessoas “alfa” das comunidades e as transforme em advogados da marca. Estimule sempre a discussão da sua marca, dê informações aos donos das comunidades para que eles falem da marca – da forma como eles quiserem. Faça parte das comunidades de forma transparente, dizendo “eu sou o fulano e sou do marketing da empresa. Dúvidas, estou à disposição”. Abra as portas para os apaixonados pela sua marca entrarem e falarem. Com o crescimento da web, quanto mais relacionamento a marca tiver com os usuários, mais fácil deles falarem bem e defenderem nas redes essa marca. O aumento da reputação da marca está cada dia mais transformando comunicação em negócios, ações em resultados; está cada vez mais fazendo com que as empresas gastem menos em banner e mais em Redes Sociais para que nós, consumidores, façamos propaganda dessas marcas.

Alguém ainda duvida que o boca-a-boca sempre foi e tem se tornado, na web, a mais forte propaganda? Eu não.

Fonte: O Melhor do Marketing