Estratégia de preços para e-commerce

De início analisaremos dois comportamentos dos consumidores, que acabam impactando os preços na internet. A internet é a ferramenta, não intencionalmente criada, mais eficaz na hora de pesquisar produtos e preços. Nenhuma compra é realizada, hoje em dia (fisicamente ou virtualmente), sem antes de uma pesquisa no Dr.Google. Na web o internauta compara preços, atributos, potenciais vantagens (condições, descontos, garantia) ou qualquer outro fator que ache importante na hora da compra.

Sabemos que o consumidor brasileiro é sensível ao preço e condições de pagamento (parcelamento). Sendo assim, quanto maior a competitividade de seu ramo, maior será a competitividade de suas condições de pagamento. Aí entra a importância de um ótimo planejamento financeiro visto que conceder condições de parcelamento, vai exigir capital de giro (grana extra) e boas condições de compra com fornecedores.

Sem contar que quanto mais virtuais forem seus métodos de pagamento, mais suas margens sofrerão redução. As taxas de cartões, sistemas de pagamento intermediadores (pagseguro, paypal, entre outros), antecipações, ciclo financeiro de seu produto e poder de barganha de seus fornecedores (alto) podem acabar com a lucratividade de seu produto. Temos ainda os gastos “operacionais” (frete, funcionários, custos com site) e com publicidade digital (altamente impactante nos resultados do e-commerce) tudo isto deve ser medido e atribuído ao preço de seu produto.

Ainda discuti-se se à gestão da loja deve ser independente da loja física, mas quanto maior o tamanho da operação, mais independente dever ser à gestão. E não podemos esquecer que quanto menos focada é sua equipe no ambiente virtual maior à chance do negócio dar errado.

É comum na internet os preços serem bastante atraentes (discutível), levando a criação de percepção que os produtos na internet são mais baratos. Mais um “problema” na hora de definir seus preços. Por isso acreditamos que a criação de valor de seu produto é vital. A importância do atendimento no e-commerce pode criar valor a seus produtos. Surpreenda seu cliente e saia na frente de seus concorrentes.

Crie um ambiente pessoal em seu atendimento, gaste uma ligação para entrar em contato com seu cliente, na sua primeira compra, isto irá gerar confiança e um bom valor percebido. Ofereça canais de relacionamento (redes sociais, e-mkt, 0800, chat, blogs) para diminuir a distância de seu cliente. Trate-o como uma nova namorada, ligue, mande mensagens relevantes, escreva uma carta, enfim, leve a sério o atendimento ao cliente.

As melhores lojas virtuais acabam tendo que criar métodos para impactar o mínimo possível o preço final de seus produtos. Crie valor para seu negócio (atendimento surpreendente), busque formas de diminuir custos de frete, use sua experiência, conheça quanto os sistemas de pagamento impactam no preço unitário, faça as lições de casa e prepara-se para inovar e surpreender.

Fonte: Administradores

Neuromarketing: como vamos usar isso?

Como é de conhecimento de todos que nos seguem aqui neste portal, estudo bastante esse tema e ele realmente me fascina, tenho escutado diversas opiniões sobre esse novo conceito do marketing e ele tem gerado discussões muito interessantes para meus estudos.

Esses estudos tem mostrado novas situações que podemos aplicar no nosso dia a dia, uma informação curiosa que um estudo da Universidade de Columbia (EUA) traz é que tudo que os profissionais de marketing pensavam a respeito da mente humana, nem sempre está certo. O que as pesquisas de neuromarketing nos mostram é que as marcas não provocam amor ou paixão no consumidor que gosta dela, apenas a verificação de significado, organização dos conceitos e lembrança. Porém as marcas, sim, provocam a repulsa cerebral. Obviamente esse estudo não foi feito com muitos consumidores e não pode ser levado como verdade absoluta, porém já nos mostra que vamos ter muito para verificar nos nossos conceitos.

Eu não acredito que o neuromarketing é apenas a neuropesquisa, acredito que ele é muito mais que um tipo de ação mercadológica e sim um novo conceito em marketing, que na minha opinião vem junto com os conceitos do marketing 3.0 (colaborativo, cultural e espiritual). Mas também acredito que as ações de neuromarketing vão demorar a ser adotadas por empresas, claro que sabemos de algumas que já usam desse tipo de ação, mas ainda é muito caro e muito difícil de ser implantado.

Até as grandes universidades não admitem fazer estudos voltados ao neuromarketing, por considerar esse tipo de estudo ainda muito “capitalista” e preferem aplicar seus estudos ao comportamento de consumo, como neuroeconomia (falar de como o ser humano usa o seu dinheiro) que faz parecer mais útil, do que apenas focar em como vender.

Tive acesso a alguns estudos baseados em neuromarketing e podemos ter em mente que nem todos são contra a ética, apenas por colocar profissionais de marketing lado a lado com neurologistas e verificarem dentro do cérebro o que pode causar conforto, vontade ou desejo imediato. Muitos desses estudos podem ajudar o ser humano, como descobrir o que provoca o desejo por alimentos que causam obesidade ou ainda o que causa o desejo para consumo de drogas e trabalhar o reverso. Hoje os neurocientistas já sabem como o cigarro vicia, qual o mecanismo da adição, mas ainda não se sabe exatamente qual o efeito das propagandas que convencem as pessoas a comprarem.

Conversando com profissionais de marketing o que quase todos me argumentam é exatamente que não entendem como fazer o uso desse recurso (neurológico), creio que hoje o que podemos usar ainda são apenas as pesquisas associadas ao estudo e o marketing sensorial.

O marketing sensorial, segundo Pedro Camargo, é um conjunto de ações de comunicação não verbal, de baixo custo, que usa os 5 sentidos. Ai vocês me perguntam, como vamos atuar nos cinco sentidos se quando o cliente compra on line, ele não toca, nem sente o cheiro ou gosto de nada. Pode ver, ouvir, mas sentir… não dá! Eu creio que dá, mas dá trabalho também.

Aí vem a união do que chamamos de marketing 3.0 com as ferramentas do marketing neurológico (as pesquisas do comportamento neurológico + pesquisas do comportamento do consumidor interno + experiência de compra).

Só nós do comércio eletrônico podemos transformar a experiência de compra em uma experiência mais que momentânea, pois no nosso caso o cliente namora o produto, vê varias vezes, troca fotos, vídeos (cada vez mais), por fim compra e o final da experiência sensorial vem na hora do recebimento, mais uma vez ele vive a experiência de compra que não termina ao sair da loja. Isso claro, é uma faca de dois gumes, mas conseguimos aumentar o tempo da experiência e está em nossas mãos fazer com que ela seja o mais positiva possível.

Talvez no comércio eletrônico vamos demorar muito para ter acesso ao cérebro do nosso consumidor no final da experiência conosco (quando ele abre a caixa e lá está tudo que ele queria), mas o nosso SAC já sabe como funciona, e com esses dados conseguimos trazer a luz muitas coisas que as pesquisas ainda irão demorar para nós dar com precisão.

Eu estou ansiosa para ver como vamos usar tudo isso, pois temos profissionais excelentes no mundo digital e vamos ter boas surpresas por ai.

Boas Vendas.

Fonte: Administradores

Impactos provocados pelas mudanças no ambiente de trabalho (3 dimensões)

Dimensão tecnológica:

Diante do processo acelerado das mudanças no ambiente do mundo dos negócios, a nível global, provocado principalmente pela revolução tecnológica, as empresas estão em permanente e frenética corrida para se manterem ativas no mercado. No Brasil, obviamente, não é diferente, apesar de estarmos um pouco defasados em alguns setores empresariais. Em nosso país a má distribuição de renda e o desemprego, estão intrinsecamente ligados à implantação da tecnologia da informação nas organizações.

A falta de investimentos na educação, em função da escassez de recursos ou falta de prioridade por parte do Estado, a qualificação da mão-de-obra não tem acompanhado o desenvolvimento tecnológico, provocando, com isso, o chamado desemprego digital. A composição do quadro de pessoal está baseada em novos parâmetros, com colaboradores mais generalistas, com conhecimentos multidisciplinares e que, acima de tudo, saibam trabalhar em equipe. As organizações exigindo mais qualificação acabam fechando portas para uma grande parcela de trabalhadores, em contrapartida surgem novos negócios em rápida expansão, como as empresas de TI – Tecnologia da Informação, que requerem do novo profissional competência, habilidades e atitudes (CHA) específicas, para que possam acompanhar a evolução tecnológica. Em função dessas grandes mudanças que aconteceram e que continuam em constante transformação, os novos talentos devem ter um perfil para atuarem num ambiente organizacional de cultura: “multi-tasking” onde se responsabilizam por tarefas outras além das previstas no cargo; de melhora contínua, adotadas pelas organizações de projetos “kaizen”, pressionando-os para o desenvolvimento constante dos conhecimentos e dos processos de trabalho e num ambiente de exigência “multi-skilling”, com visão holística e domínio, além do técnico, do conjunto do processo produtivo global.
Por outro lado, os impactos na dimensão tecnológica das organizações representam um fator determinante no processo de reestruturar uma empresa, no que fundamentalmente resulta, entre outras coisas, a melhoria na gestão, aumento da produtividade, facilidade de inovação de novos produtos e serviços, acesso a novos mercados, perda de importância das estruturas de hierarquia intermediária e desvalorização dos fatores tradicionais de concorrência.

Dimensão humana das empresas:

Vivemos um momento em que estamos experimentando as mudanças mais intensas de toda a nossa história, inovações tecnológicas a cada dia, volume de informações nunca vista antes, o comércio eletrônico, a logística, o fim das fronteiras comerciais e a efervescência chamada globalização. As empresas estão no meio de um processo complexo e turbulento de mudanças. Buscando uma competitividade mundial, mesmo atuando num mercado local. A demanda está cada vez mais exigente e perdendo a fidelidade. A instabilidade e a incerteza requerem desafios cada vez maiores. Portanto, nesse novo ambiente, impõe-se uma revisão da gestão empresarial, considerando como o capital mais valioso, a dimensão humana, sendo decisiva para a sobrevivência.

As empresas são pessoas que interagem com a finalidade de atingir objetivos comuns. O processo de mudanças que vem ocorrendo, de forma muito acelerada, tem causado grandes alterações na demanda do mercado, exigindo uma constante transformação das características de trabalho. As empresas operam num ambiente extremamente dinâmico e imprevisível, decisões são tomadas com maior rapidez e maior risco. Todavia, esse cenário estabelece, também, maiores oportunidades.

Para concorrerem aos desafios atuais as empresas tendem a crescer de tamanho, buscando concentrar ou expandir seu foco de atuação, através de fusões, aquisições, parcerias ou alianças estratégicas, no sentido de aumentar sua competitividade ou apenas se manterem competitivas, num mercado globalizado que muda muito rapidamente. Investem pesadamente na tecnologia e na competência, priorizando a melhora dos processos, a rapidez, a eficiência, a eficácia e a qualidade, com o menor custo, ganho de produtividade e diminuindo margens de lucratividade. Estão permanentemente buscando inovar para atender uma demanda exigente e tentar sair na frente da concorrência, é por isso que o ciclo de vida dos produtos é cada vez menor. Um bom exemplo é o caso do setor automobilístico.

Há uma clara diminuição da importância do capital físico da empresa, em contrapartida um aumento da importância do capital humano. As bruscas mudanças no ambiente obrigam as empresas a se reestruturarem e levar a cabo novas ferramentas de gestão, como por exemplo, redução de níveis hierárquicos. Face a essa nova realidade, as relações de trabalho têm se alterado, afetando diretamente os trabalhadores, que têm que lidar com uma enlouquecedora avalanche de informações, com grande agilidade e agudeza de espírito, para separar o joio do trigo, demandando novos perfiz profissionais, fator diferencial de competição.

Em síntese, o impacto na dimensão humana, está apenas começando a ser sentido, sendo cada vez mais necessário uma maior valorização desse capital dentro das organizações com um contínuo aprimoramento da performance dos profissionais.

Dimensão organizacional da empresas:

O mundo não é mais o mesmo que há minutos atrás. É incrível e perceptível como estamos em constante movimento e conseqüentemente mudança. Isto pode ser visto em detalhes do nosso cotidiano, como, por exemplo, há algum tempo era criado o disco de vinil (o saudoso LP), tempos depois foi criado o CD, que conquistou o mercado de forma rápida e espantosa, hoje o CD virou coisa do passado e o LP material de colecionador. Os hits do momento é o MP3, o MP4 e o Ipod. E em pouquíssimo tempo a realidade será outra.

Portanto, é fato, as empresas em nenhuma outra época estiveram sujeitas a um ritmo tão intenso de mudanças do ambiente externo, obrigando-as a implementação de novos processos e mudanças das estruturas organizacionais. Para fazer frente aos novos desafios, devem ser capazes de dar respostas rápidas a essas transformações que frequentemente desestabilizam os negócios. Devem quebrar velhos paradigmas e buscar novas abordagens daquilo que as pessoas envolvidas consideram como forma tradicional de realizar um trabalho.“Mudança organizacional é a resposta da organização às transformações que vigoram no ambiente, com o intuito de manter a congruência entre os componentes organizacionais (trabalho, pessoas, arranjos/estrutura e cultura).” – Nadler, Shaw, Walton e Cols. (1995).

Fatores diversos podem ser causadores de mudanças organizacionais, tais como: novas tecnologias, forças do mercado, recessão, concorrência/clientes, crises e tendências macro-econômicas, mudanças na regulamentação, mudanças no ambiente de negócios, etc. A mudança organizacional causa diferentes tipos de reações nas pessoas, desde o apoio imediato até a resistência completa, dentre elas: medo de não se adaptar ao novo, ameaça de seu cargo/função ser extinto ou ser substituído por uma pessoa mais apta ao novo processo, aflição de que a mudança possa alterar o poder e a hierarquia organizacional e ceticismo quanto a nova forma de encarar o seu trabalho. Visto que, múltiplas variáveis afetam o comportamento dos membros da organização, cabe ao gestor de pessoas a tarefa árdua de minimizar os efeitos do estresse e recompor a equipe dentro dos novos rumos.

O cliente se torna cada vez mais exigente. Num mundo onde a concorrência se torna cada vez mais acirrada, devido à quantidade de opções que possui o consumidor . E isso faz com que o mercado se torne cada vez mais competitivo, exigindo profissionais cada vez mais competentes e qualificados, que consigam acompanhar essas mudanças e principalmente, mudar juntamente com sua empresa e seu cliente.

Cada empresa possui sua identidade, sua forma de trabalhar, o que é chamado de cultura organizacional, que está presente principalmente na forma como as pessoas envolvidas da organização agem. Sua manifestação ocorre de forma involuntária, é percebida explicitamente nas atitudes dos integrantes dessa organização. É disseminada através das relações interpessoais. Porém, não é uma receita a ser lida, aprendida e praticada pelos colaboradores. Suas normas são estabelecidas repercutindo os valores importantes para a organização. E para ser aceita, deve ser criada de acordo com a necessidade da empresa, o que é muito subjetiva. Participantes com maior sensibilidade, competência e habilidade nos relacionamentos interpessoais conseguem maior êxito.

Estratégias para motivar as pessoas a lidarem com os desafios provocados pelos impactos das mudanças no ambiente de trabalho:

O mercado está em constante movimento e os negócios estão cada vez mais complexos. As empresas atuam nesse cenário competitivo e dinâmico. Nesse ambiente, a motivação dos indivíduos é crucial no contexto empresarial, notadamente da área da Gestão Estratégica de Pessoas. Não é tarefa fácil instrumentalizar ações de melhorias do capital humano, se não tiver um alinhamento estratégico.

Um dos primeiros passos para estimular a motivação na equipe como um todo, é oferecer condições para que cada membro possa acompanhar essas mudanças. Treinamentos, cursos de reciclagem e especialização, são alguns exemplos. Por isso que é tão importante à empresa viabilizar todo o apoio possível aos seus colaboradores. Uma equipe que domina o que faz, consegue com maior facilidade, fazer bem feito. E isto automaticamente irá gerar o reconhecimento por parte da empresa e refletirá na motivação da equipe. E um funcionário que se sente reconhecido, trabalha com mais dedicação. A difusão da informação é outro aspecto extremamente importante para que os membros da equipe entendam qual é sua parcela de contribuição no resultado global da empresa e isso resulte em esforço, cooperação e comprometimento.

Para se adequarem aos novos padrões é necessária uma constante mudança de estratégia e aceleração da aprendizagem, o que implica em mudanças de pensamentos e novas atitudes na Gestão de Pessoas, tais como: estimular a convergência dos valores culturais das pessoas com os da empresa; pessoas devem ser tratadas como tal, são elas que movimentam os negócios; gestão de pessoas descentralizadas, porém com visão sistêmica; processo de aprendizagem contínuo, profissionais motivados a apreender; gestão compartilhada, estímulo a assumir riscos; maior disponibilidade de informações, promovendo uma participação maior dos integrantes e comprometimento de todos; e ambiente de trabalho saudável, alegre e estimulante.

Uma visão holística da empresa, equipe e ambiente é imprescindível para: enriquecer a tomada de decisões, minimizando o impacto das mudanças; encontrar caminhos para as demandas do pessoal, gerando com isso condições motivacionais favoráveis.

Fonte: Administradores

O capital humano por trás do preço baixo

Há muito tempo brasileiros têm ido aos Estados Unidos e outros países em busca de mercadorias com preço baixo, e ao chegar lá se assustam com o baixo custo especialmente no setor têxtil onde conseguem encontrar casacos infantis forrados e até com capuz de marcas importantes por apenas U$3,00.

Está discrepância de preço revolta a todos, e nos faz ver como estamos acostumados a pagar caro e aceitar esta condição. Porém, quando está fazendo suas compras você alguma vez parou para pensar como esta peça chegou até você? Como é possível que alguma empresa lucre e ainda pague os custos com um valor tão baixo na mercadoria?

Convido vocês a refletirem o que é necessário negligenciar para que o consumidor pague tão pouco, e para isto tenho dois bons exemplos que me tocaram muito ao conhecer, em 2005 foi lançado o documentário China Blue onde mostrava a vida de uma garota do interior que foi trabalhar em uma grande fábrica de jeans na cidade que por sua vez, assim como muitas outras empresas, se aproveitam do fato de estar em um país com pouca possibilidade de qualidade de vida e deixam seus funcionários em condições de habitação e trabalho praticamente escravas.

Estes são apenas dois casos entre muitos que mostram como é preciso burlar as leis, agredir o meio ambiente e especialmente quantas pessoas se sacrificam com trabalhos sub-humanos para aumentar a lucratividade das fábricas e nos possibilitar pagar menos? Será que o custo de uma peça realmente paga todas essas consequências? Já não está na hora, diante de tantos protestos e lutas, de começarmos a pensar nas nossas ações e comprar de empresas confiáveis, que possuam selo de qualidade para comprovar que acima de um bom produto há responsabilidade social?

Pare e pense, quantos chineses deverão trabalhar 20 horas por dia, quantos bolivianos deverão vir ilegalmente para São Paulo e se esconderem dentro das oficinas, quantas empresas deverão desabar (como no caso de Bangladesh) para que comecemos a cobrar que nossos produtos devem fazer bem não apenas para o bolso, mas também para as condições humanas? Quantos?

Fonte: Administradores

Os cinco benefícios das comunidades de consumidores

Por: Enrique Perezyera

Mais do que nunca as companhias precisam estar melhor conectadas com seus consumidores e parceiros. A popularidade de aplicações de colaboração na internet, como o crowd sourcing, o nível de engajamento em plataformas como o Facebook e Twitter e o aumento acelerado no número de dispositivos móveis conectados criaram uma nova geração de consumidores e parceiros que têm expectativas sobre como eles se envolvem com uma empresa.

Compartilho aqui cinco benefícios de se manter conectado com os clientes por meio de comunidades:

Economia de tempo
Ao criar uma plataforma para consumidores compartilharem experiências, dúvidas e desafios, você oferece acesso não apenas a uma base de conhecimento, mas também a uma rede em que as opiniões de um membro possam fazer a diferença para o sucesso de outro. E isso não é diferente quando falamos sobre colaboradores e parceiros. Ao se basear em experiências adquiridas por profissionais em situação semelhante, você pode fazer com que sua empresa combine recursos existentes e milhares de dicas que podem levar a resultados muito mais rápidos, especialmente quando se trata de atendimento ao cliente.

Economia de dinheiro
Ao conectar seus clientes com outros altamente engajados, a diminuição de chamados que seu centro de atendimento recebe pode cair drasticamente. Em comunidades, os clientes irão responder perguntas uns dos outros e reduzindo a carga que chega ao call center.

Produtos aprimorados
Os benefícios da colaboração entre desenvolvedores de produtos com consumidores engajados no processo de idealização de um produto são muito relevantes. É importante ficar atento a todo tipo de feedback e testes em versões beta.

Lealdade reforçada
Quando uma empresa cria uma forte conexão e passa a entender em profundidade os gostos, as necessidades e o histórico de compra dos seus clientes, é possível criar, sob medida, produtos, ofertas e conteúdo direcionado a eles. No cenário de alta competitividade em que atuamos conseguir a primeira venda é apenas o primeiro passo. O desafio é fazer com que seu consumidor seja fiel à marca.

Vendas dirigidas
Estar conectado é deixar de oferecer um produto qualquer e passar a oferecer soluções. Para criar uma conexão mais forte com um cliente potencial, é necessário conhecê-lo, entender suas necessidades, vontades, histórico de compras e até mesmo prever futuras aquisições. Assim, sua empresa passará a oferecer soluções personalizadas e, consequentemente, fechará contratos mais frequentemente.

Enrique Perezyera é presidente da salesforce.com para América Latina e Caribe

Fonte: ClienteSA