Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Ainda dá tempo de planejar sua campanha com brindes de verão!

Sol, praia, calor! O verão é uma das épocas mais propícias para divulgar e associar uma marca. Aliás, nada mais eficaz do que planejar ações de marketing com brindes de cada estação. Para presentear clientes habituais, prospects, funcionários ou fornecedores, os produtos promocionais de verão são uma ótima ferramenta para as empresas que desejam lançar produtos, fidelizar clientes e reforçar sua imagem no mercado.

Itens como cooler, guarda-sol, cadeira, esteira de praia, sacola térmica, entre outros são muito procurados pelas empresas para suas campanhas de fim de ano. Segundo Lucia Pumar-Cantini, sócia diretora da empresa Pumar, especializada em itens promocionais destinados ao verão, as vendas de produtos para praia aumentam em 30% nessa época, o que é bastante expressivo.

Para Fernando Salemi, diretor de vendas da Mr. Cooler, a vantagem de estampar uma marca nesse tipo de produto é que no verão as pessoas levam seus coolers e artigos térmicos para diversos lugares como praias, parques, etc., e, consequentemente, acabam divulgando a empresa em questão, que consegue grande visibilidade com uma estratégia simples.

Além de fixar a marca na memória de clientes e colaboradores em geral, Wagner Machado, analista comercial da Mor, acredita que esse tipo de marketing tem uma excelente relação de custo-benefício, pois divulga a logomarca, propiciando a abertura de novos contatos comerciais, bem como a fidelização dos clientes atuais.

Se você ainda não planejou sua estratégia de marketing para o verão, ainda é possível solicitar esses produtos junto a algumas empresas do setor promocional. Mas, não perca tempo, faça seus pedidos o mais rápido possível.

Mais consciente, consumidor brasileiro valoriza marcas ligadas a causas

Mercado brasileiro abre-se às causas, mas pede consistência

O brasileiro tem se tornado um consumidor consciente, atuante e atento às causas defendidas pelas marcas, sendo um dos que mais se engajam em todo o mundo. A conclusão é da pesquisa Good Purpose, conduzida mundialmente pela empresa de relações públicas Edelman e apresentada no Brasil pela consultoria Edelman Significa, idealizadora do portal Com:Atitude.

O estudo investiga o comportamento dos indivíduos acerca de causas socialmente relevantes e a maneira pela qual as empresas relacionam-se com elas. O levantamento – o único com este foco – foi realizado em 13 países e contemplou aproximadamente 7 mil pessoas.

De acordo com os resultados, é possível afirmar que o consumidor brasileiro tem alta predisposição para valorizar, recomendar e manter-se leal a marcas cuja atuação sobre propósitos seja consistente. Este panorama tem, a princípio, duas consequências: sinaliza um processo de maturação do mercado de consumo nacional, ao mesmo tempo em que abre espaço para que organizações invistam em causas com base em visão de longo prazo, legitimidade nas ações desenvolvidas e uma linguagem de comunicação que engaje sua audiência. As marcas que caminham neste sentido já angariam percepção positiva junto a seus públicos, como é o caso de Natura, Omo, Petrobras, Ypê, Coca-Cola, entre outras.

Mercado brasileiro abre-se às causas, mas pede consistência
A pesquisa Good Purpose traz, além dos resultados de 2010, um comparativo histórico feito anualmente desde 2007. A curva evolutiva dos números brasileiros demonstra uma elevação da crença na capacidade das marcas abraçarem boas causas, ao mesmo tempo em que se vê um aumento no descrédito das instituições governamentais como agentes relevantes para a garantia da qualidade de vida da população. Este panorama abre caminho para a atuação corporativa, sobretudo, diante de causas sociais e ambientais, dadas as notórias carências do país nestas duas dimensões.

Pepsi Refresh Project: um exemplo de propósito a favor da marca

Segundo o levantamento, inverteu-se o nível de confiança dos consumidores em relação a atitudes concretas das companhias sobre causas de interesse coletivo. Enquanto a crença em que as marcas realizam algo neste sentido saltou de 46% para 64% entre 2007 e 2010, a visão de que a maioria nada pratica caiu de 51% para 32% no mesmo período. Este dado reforça que – além da oportunidade para atuação em causas de diferentes naturezas, há um aumento na confiança pública em relação à participação empresarial sobre tais questões. Porém, é necessário agir com consistência, pois 57% acreditam que as marcas apoiam causas não por desejo genuíno, mas porque visam, somente, promover-se. É fundamental, por isso, que as empresas apoiem causas diretamente sinérgicas aos valores corporativos, de modo a expressarem a identidade da organização e ao mesmo tempo gerarem benefícios sociais, econômicos e ambientais junto a seus públicos.

Uma das causas principais citadas na pesquisa é a da sustentabilidade. Em 2010, 81% dos respondentes acreditam que a atuação conjunta entre empresas e governo é fundamental para a abordagem do tema. Por se tratar de um ponto crucial para o desenvolvimento do país, há grande predisposição para o apoio à criação de políticas públicas ambientais com forte participação da sociedade civil e do setor empresarial.

Embora em menor nível em relação a 2009, o brasileiro mostra-se mais propenso a comprar produtos de marcas que apoiam causas. Este movimento é proporcional ao vínculo estabelecido junto aos consumidores. Ao suportar uma causa, uma marca gera benefícios sociais concretos e, ao mesmo tempo, alavanca seu significado, gerando conexões perenes junto aos seus círculos de interesse. Dessa forma, elevada a confiança do consumidor, ele mostra-se altamente disposto a recomendar, comprar e priorizar marcas que tangibilizam suas propostas de valor em atitudes concretas relacionadas a causas. E o resultado financeiro não se prejudica com esta tendência: cada vez mais consumidores pensam que interesses sociais têm o mesmo peso dos interesses corporativos. O lucro, portanto, qualifica-se. Para Yacoff Sarkovas, CEO da Edelman Significa Brasil, as empresas são vistas positivamente pelos consumidores emergentes locais, pois são tratadas como parceiras dos indivíduos no processo de inclusão mercadológica.

O indivíduo se fortalece e demanda um novo engajamento

Outro diagnóstico relevante da pesquisa Good Purpose reflete-se no fortalecimento da autoestima do brasileiro no que tange à sua capacidade de ser um agente de transformação. Em comparação ao levantamento de 2009, sua confiança nas instituições governamentais decresceu de 62% para 52%. No sentido inverso – de 1% para 11% – deu-se o incremento da autoestima dos respondentes como potenciais defensores de causas.

O salto na crença dos consumidores em seus poderes individuais de envolvimento em causas demonstra um paradoxo que se apresenta mais forte entre corporações (forças institucionais públicas ou privadas) e pessoas. Neste cenário, o âmbito individual mostrou-se como um ponto forte no consumidor brasileiro. Nos últimos doze meses, grande parte dos respondentes engajaram-se em causas de algum modo, seja por doações ou ação voluntária. De acordo com Carol Cone, diretora de marcas e cidadania corporativa da Edelman New York, “não estamos diante da emergência de consumidores, mas de consumidores-cidadãos”. Para ela, o ato da compra assume outro significado: “não basta adquirir um produto; é preciso refletir sobre o que a marca entrega à sociedade”.

Este traço comportamental revela uma tendência mais ampla, que demonstra uma maior atenção do brasileiro sobre sua satisfação individual. Nos últimos quatro anos, o consumidor local tem direcionado seu foco de uma perspectiva coletivo-familiar para o campo pessoal. Passar o tempo com parentes e amigos, em 2007, era um rito muito mais representativo do que neste ano, quando atividades ligadas ao consumo e ao próprio corpo surgem como mais relevantes. Mesmo apresentando queda em 2010, o senso de comunidade ainda permanece forte entre os respondentes. Sobressai, contudo, o fortalecimento da relação experiencial do “eu”.

Ao passo em que o indivíduo se fortalece, mais ele deseja ser partícipe nas criações de produtos, serviços e, também, no apoio a causas relevantes. A emergência de relações colaborativas entre empresas e públicos adentra, neste panorama, a dimensão dos propósitos corporativos. Segundo a pesquisa, 84% dos brasileiros acreditam que, juntos, marcas e consumidores podem fazer mais por uma causa do que se atuassem de modo separado. Quanto melhores os vínculos entre marcas e públicos, maiores as possibilidades de atuação conjunta e, claro, de sucesso coletivo.

O envolvimento em causas mostra-se importante, também, para o negócio, seja para atrair talentos, investidores ou novos consumidores. Os respondentes mostram-se propensos a recompensar financeiramente ou participar ativamente do cotidiano das organizações que se envolvem com causas relevantes.

Causa como determinante na decisão de compra
O quinto “p” do marketing é o propósito. Uma das evidências mais claras sobre o amadurecimento do mercado consumidor nacional reflete-se no peso do propósito das marcas como fator essencial na decisão de compra. Se o vínculo é determinante para o sucesso junto aos consumidores, a atitude desempenha um papel fundamental em tais relacionamentos. Se em 2007 a qualidade era fator de análise preponderante (61% contra 38% neste ano), em 2010 a decisão distribui-se entre propósito social da marca (19%) e consequente lealdade (15%) – que deriva, obviamente, da força dos laços construídos junto aos públicos.

Programa Crer para Ver, da Natura: crenças e negócio, juntos

Neste sentido, percebe-se uma boa perspectiva de percepção pública no que diz respeito à realocação de verbas para investimentos concretos em causas socialmente relevantes. Existe um alto nível de confiança na possibilidade de atuação das marcas sobre tais questões. O cenário, portanto, mostra-se propício para o ambiente corporativo e os consumidores dispõe-se, inclusive, a pagar mais por isso.
Comunicar é preciso

Para gerar engajamento, é preciso comunicar com consistência. Na pesquisa, 82% dos respondentes acreditam que marcas devem divulgar sua atuação em causas para elevar o nível de conhecimento público sobre tais iniciativas. Porém, 79% creem que há excesso de comunicação de atitudes sem que haja real investimento nas causas apoiadas. Agir antes de falar é fundamental. E, mais do que isso, não se pode deixar de agir: 87% esperam que as marcas façam algo por uma causa.

Mais da metade dos entrevistados enxergam as marcas de produto como mais conectadas a propósitos sociais relevantes. No entanto, as marcas corporativas vivem um movimento de fortalecimento em relação a seus portfolios, gerando a necessidade de equilíbrio entre causas defendidas no âmbito corporativo e aquelas que envolvem diretamente os consumidores por meio dos produtos. A marca Omo, embora tenha ações específicas, por exemplo, dialoga com os princípios de atitude da Unilever, que recentemente fortaleceu sua marca corporativa por meio de uma nova arquitetura e consequentes ações de engajamento de suas audiências.

O Brasil diante do mundo
Se para o Brasil – que conta com uma grande parcela de “neoconsumidores” – comprar ganhou importância, o mesmo não se pode dizer em termos globais. Nos demais países, embora o senso de auxílio comunitário seja menor em comparação ao dos brasileiros, o tempo passado com família e amigos é maior. Este fator pode ser explicado por um retorno ao ambiente social privado decorrente da queda no poder aquisitivo em razão da crise – o que leva a uma introspecção do consumidor internacional em comparação ao Brasil. No que se refere ao envolvimento pessoal em causas, o brasileiro comporta-se de maneira semelhante aos índices estrangeiros.

Fora do Brasil, há uma maior crença no poder das empresas de atuar sobre causas relevantes. Embora em ambos os contextos a força individual tenha aumentado sua importância, os brasileiros conferem ao governo uma responsabilidade muito maior do que nos demais países, o que se deve tanto à maturação do mercado local como aos instrumentos voltados à qualidade de vida da população.

Entretanto, no último ano o brasileiro aumentou severamente seu grau de envolvimento em causas frente ao restante do planeta. No Brasil, 64% consideram-se mais engajados, em comparação aos 34% dos números globais. Sob a forma de doações, o brasileiro atua mais frequentemente, repassando recursos, em grande medida, mensalmente. Em outras nações, a prática é semestral ou anual, embora os montantes não tenham sido comparados na investigação. No geral, o brasileiro crê em seu poder e vontade de assumir causas, dado o otimismo que o cenário atual do país impõe ao seu modo de pensar.

O déficit apresentado pelo Brasil em termos sociais, culturais e ambientais afeta diretamente a percepção de seus habitantes sobre causas a serem apoiadas. Há muito o que fazer nestas dimensões, o que denota alta relevância para os consumidores locais frente aos números globais.

Além de considerar muito mais fortemente as causas em sua decisão de compra, o brasileiro o faz com mais frequência que o consumidor internacional. Além disso, os esforços de comunicação e engajamento das empresas nacionais mostram-se mais intensos face aos dados globais.

Existe uma grande expectativa do brasileiro sobre a relação com as marcas, principalmente no que tange à causa ambiental. Além disso, ele exige uma postura consistente – e não mais aventureira – das organizações diante dos problemas reais do país. E, neste sentido, a sociedade voluntaria-se a agir em cooperação com as empresas. Este movimento de crença e disposição é muito mais forte no Brasil do que em outros países.

Quanto aos setores econômicos, os brasileiros acreditam mais no envolvimento de empresas de comunicação, saúde, energia, tecnologia e biotecnologia, enquanto que globalmente os setores predominantes são de comunicação, saúde, alimentos e bebidas. No Brasil, empresas B2B ainda têm forte presença na construção de percepção positiva em relação a causas.

Para saber mais sobre as causas defendidas pelas empresas, o brasileiro valoriza muito mais o aspecto boca-a-boca e as informações no website das companhias, sobretudo pelos seus hábitos sociais e de acesso à internet. O contato interpessoal, no Brasil, é muito mais relevante no processo de formação de opinião acerca de determinada empresa.

Fonte: Mundo do Marketing

O design de produto e o consumidor

Além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. O processo criativo do designer é apenas uma das etapas para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro.

Em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço.

Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto “X” e não “Y”. Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação.

Em algumas oportunidades, cheguei a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. Geralmente, a resposta é “este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom”. O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação “feito pra mim”. E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto.

O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças.

Claro que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização.

Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário.

Agora, fica a dica: invista na pesquisa junto ao consumidor e tenha um canal aberto para escutar sua opinião.

Fonte: Mundo do Marketing

Relacionamento com a mídia é área central nas corporações

Historicamente, por meio da demonstração de faturamento das agências, das alocações de orçamento das organizações e de pesquisas focadas no tema, sabe-se que a chamada “assessoria de imprensa” tem espaço cativo na gestão da comunicação corporativa e é a porta de entrada para o relacionamento com públicos de interesse.

Para o jornalista Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado, a consolidação das empresas como fontes, não só como anunciantes, é cada dia mais forte, e isto não pode estar ausente da cobertura jornalística, porque as corporações são um dos grandes protagonistas contemporâneos. “Estas partes interessadas sustentam o valor de uma organização”, arremata.

Ricardo cita alguns fatos relevantes numa ruptura de paradigma de funcionamento do ramo, como o empoderamento da sociedade em suas necessidades cotidianas e informativas e sua junção em movimentos civis organizados, com reflexo direto nas pautas, além da diversificação de fontes, dada a pulverização da confiança entre diferentes interlocutores que precisam agora ser contemplados.

A insustentabilidade do sistema se daria, na opinião dele, quando a crença de algum público não corresponde à crença de todo o conjunto. Num futuro de maior número de canais de difusão de fatos e opiniões, ele defende a presença do jornalista como selecionador das notícias, no que chama de “valor da edição”. E complementa: “a imprensa não pode abandonar o seu papel de revelar o oculto, incomodar, afligir. Mas é uma obra humana, falível. Só que não podemos deixar de entregar aquilo que as pessoas não querem”, numa postura educativa e conscientizadora da imprensa para não cair na atenção às trivialidades das coberturas ou temas menos densos, ainda que mais populares.

Outra preocupação de Gandour reside na velocidade de atualização de conteúdos, condenando a informação à efemeridade e à sobrecarga, que lhe retiram o significado e o impacto.

Já, Marília Stabile, diretora-geral da CDN Análise e Tendências, não hesita em afirmar: “O nome do jogo é a coerência entre imagem e identidade, entre discurso e ação”, sendo preciso passar por um “teste de realidade” junto a uma opinião pública com melhor nível intelectual e que cobra posturas, onde a imagem é construída e fixada a ponto de ser reconhecida como reputação.

A fluidez das relações, segundo ela, é amparada pela credibilidade junto aos diversos públicos, onde a formação de opinião a partir da mídia é importante. Todavia, nem sempre a cobertura jornalística se aplica ou combina com a opinião da sociedade, que reage a parcialidades.

Então, as corporações passam para uma análise de mensagens da mídia como forma de monitorar a performance, comparando as imagens transmitida, percebida e introjetada, ativos intangíveis com alto valor estratégico. A grande questão é transformar esta intangibilidade em valor monetário.

A análise das mensagens é feita dentro de um contexto social, da fonte veiculadora, sua autoria é de uma série de características estruturais que influem na visibilidade e ainda do impacto junto ao público, com dimensões como competência (equilíbrio econômico-financeiro, governança), legalidade (cumprimento do papel além da legislação, liderança) e legitimidade (social, ambiental e economicamente responsável).

Isto forma um diagnóstico composto por metas, análise e uma auditoria de imagem diárias, cenário de riscos e oportunidades, avaliação de resultados e auditoria de imagem mensal. A observação deve ser feita frente ao objetivo de comunicação, metas e instrumentos selecionados.

Marília apresentou o Índice de Qualidade de Exposição na Mídia/Iqem, como síntese dos indicadores de qualidade de imagem monitorados, tais como visibilidade, mensagem projetada, evolução qualitativa e público atingido. E complementado com uma sondagem com jornalistas e ponderação de sua relevância.

A executiva afirma que há parâmetros para traduzir o peso editorial dos publicadores, sendo que o espaço editorial vale quatro vezes mais que o espaço publicitário pago. Sobre a difusão de conteúdos pela internet, ela aponta: a audiência da internet é alta, mas a credibilidade do jornal, rádio e TV ainda é maior. Portais de notícias ligados a grandes meios, como Grupos Folha e Estado, conseguem reunir bem os dois sentidos. De toda maneira, cada análise e atribuição de importância de veículo dependem da meta de comunicação estabelecida no início.

Criatividade

O nível de especialização dos debates sobre a assessoria de imprensa pode ser demonstrado nos cases da jornalista Martha Becker, apresentados em diversos encontros e palestras do setor. Ela detalha cases cuja força de obtenção de espaços na mídia esteve centrada na criatividade. Na etapa conceitual, registra que sonhos e desejos são fortes motores no processo de criatividade e inovação junto à sociedade.

O trabalho para o Grupo Habitasul envolveu a descoberta da existência de uma procissão no trajeto entre o Parque do Caracol e o Hotel Laje de Pedra, na cidade gaúcha de Canela, onde existiam 50 grutas mantidas pela população. Apesar de ser um espaço geográfico vizinho ao empreendimento do grupo, que se isntalava na região, somente a partir da imersão conduzida pela agência foi percebida a oportunidade de aliar-se à comunidade.

Houve então, a adoção do “Caminho das Graças“, com reforma dos espaços e criação de um pacote turístico específico. Para a imprensa, houve um mapeamento de jornalistas e de suas crenças religiosas para daí fazer chegar um material informativo com uma miniatura da Nossa Senhora das Graças e todo o aporte informativo conseqüente.

Em geral, os insights vêm da inspiração, descoberta, aventura e risco. Toda criatividade gera movimento de pensamentos, de ideias, de ações, que podem levar a negócios, comentários e aí se alcança a mídia espontânea, com uma oferta de valor agregado. “Todo criador não pode ser medroso, porque a criatividade implica assumir riscos. É não se contentar em seguir e imitar, escapando das idéias antigas”, relata.

Este então seria o momento de poder sair do factual e corriqueiro da notícia, alcançando a atenção dos editores por um perfil novo de abordagem e proposição. Para tanto, Martha aponta ser necessária uma parceria interdepartamental junto ao cliente, para que as propostas tenham consistência.

Neste caminho, a participação da diretoria é fundamental como avalizadora dos processos. O case da Mundial, empresa que produz e gerencia as marcas Mundial, Éberle, Hércules e Impala, surgiu de uma prática periódica da agência: fazer imersões com o cliente para repensar a trajetória do trabalho e lançar novos olhares sobre os sistemas administrativos, produtivos e comunicacionais.

Neste encontro, houve o reconhecimento da necessidade de rejuvenescimento da marca. Houve a criação do concurso Beleza Mundial, cujas candidatas eram indicadas por manicures – público eleito como prioritário por ser influenciador da aquisição de produtos da marca. Ainda foi articulado o lançamento de uma linha diferenciada de botões, cujo kit para imprensa continha unidades personalizadas com o nome do jornalista.

Fonte: Promoview

Micro e pequenas empresas puxam melhora na qualidade de crédito em 2010

Empresas do setor comercial foram destaque no ano passado, diz Serasa Experian

A qualidade do crédito fornecido às empresas brasileiras melhorou em 2010, segundo dados da empresa de análise de crédito Serasa Experian, divulgados nesta quarta-feira (19). Isso significa que o risco de calote diminuiu ao longo do ano passado.

O indicador apurado pela Serasa referente ao período de outubro a dezembro do ano passado ficou em 95,68 pontos – resultado mais elevado desde o terceiro trimestre de 2009. O índice avalia numa escala de zero a 100 a qualidade de crédito do setor produtivo – quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência.

Segundo a Serasa Experian, a recuperação da qualidade de crédito das empresas – lenta, porém consistente – reflete o crescimento econômico do país e do processo de normalização da oferta – tendência que se manteve durante todo o ano de 2010.

A melhora vista no último trimestre de 2010 foi conseqüência do desempenho das micro e pequenas empresas. Nas médias empresas o ano de 2010 encerrou com um ligeiro recuo de 0,03% na qualidade de crédito ao passo que nas grandes o avanço no 4º trimestre foi de 0,02%.

O maior direcionamento da atividade das micro e pequenas empresas ao mercado doméstico, em franca expansão, e a baixa dependência ao cenário internacional (…) estão entre os fatores que justificam a melhora mais acentuada na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas, não apenas no 4º trimestre mas também ao longo de todo o ano de 2010.

Apesar da melhora, as micro e pequenas empresas ainda apresentam maior risco de inadimplência se comparadas às empresas de maior porte.

Setores e regiões

A qualidade de crédito das empresas melhorou em todos os setores econômicos, mas o melhor desempenho ocorreu no setor comercial (alta de 0,08%). A forte expansão do consumo doméstico favoreceu a melhora de geração de caixa e, por tabela, a qualidade de crédito das empresas do varejo tanto no 4º trimestre como durante todo o ano passado.

Na indústria (0,04%) e nos serviços (0,02%) as altas foram mais modestas.

As empresas de regiões de menor renda, por sua vez, registraram os maiores avanços em termos de qualidade de crédito: Centro-Oeste (0,17%), Norte (0,16%) e Nordeste (0,08%). Sul e Sudeste obtiveram crescimentos de 0,06% e 0,02%, respectivamente, na qualidade de crédito de suas empresas ao longo do ano passado.

As regiões de renda per capita mais elevada – Sudeste e Sul – continuam à frente em termos de qualidade de crédito de suas empresas.

Fonte: Portal R7